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Chapada Diamantina
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Festival de Lençóis 2026 destaca cultura popular e estreia mesas de conversa Foto: Divulgação/Reisado da Viola

O Festival de Lençóis chega à sua 27ª edição entre os dias 4 e 6 de setembro de 2026, reafirmando a riqueza cultural da Chapada Diamantina. Em um movimento de expansão, o evento amplia a presença de manifestações populares, artesanato e, de forma inédita, passa a contar com mesas de conversa em sua programação oficial. Gratuito e em praça pública, o encontro reforça sua vocação como um dos maiores marcos culturais do interior baiano.

Neste ano, palcos tradicionais como a Praça Horácio de Matos, o Mercado Cultural e o Coreto ganham dinamismo reforçado para abrigar tradições como samba de roda, reisado, marujada, capoeira e forró de raiz. Além dos grandes shows, o festival busca conectar o público a debates fundamentais sobre ancestralidade e meio ambiente. Para a idealizadora do evento, Paula Resende, a iniciativa dedica tardes inteiras aos mestres da cultura regional para aprofundar a identidade que sustained o projeto há quase três décadas.

A economia local também ganha impulso direto através do artesanato regional, que ocupa posição de destaque no Mercado Cultural. A abertura oficial, na sexta-feira (4), contará com apresentações das Baianas de Lençóis, do grupo percussivo Percuhitts, do Reisado da Viola, do Reisado de Dona Dezinha e do projeto Banjo Novo. Nos dias subsequentes, a grade inclui atrações como o Auto do Boi Diamante, a Marujada Quilombola do Remanso, a Marujada Barcas em Rios, o Grupo de Teatro Infantil Meteoritos, a Capoeira Corda Bamba e o forró de Élisson Moura.

Ibicoara
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Flibic transforma Ibicoara em território de literatura, oralidade e ancestralidade Foto: Divulgação/Flibic

A 1ª Feira Literária de Ibicoara (Flibic) movimentou a Chapada Diamantina entre os dias 21 e 23 de maio, reunindo milhares de visitantes em três dias de programação cultural gratuita. Com o tema “O Poder da Oralidade na Literatura e Cultura Brasileira”, o evento marcou a estreia de Ibicoara no circuito de feiras literárias do estado, valorizando saberes populares, ancestralidade e a produção artística regional.

A abertura aconteceu no Teatro Cassio Antônio com apresentação das crianças do Cordel Renascer, seguida de mesa com autoridades locais e estaduais, mesa literária e cortejo do Terno de Reis Estrela do Oriente até o Palco Flibic, onde a música encerrou a noite. Exposições de estudantes da rede municipal e estadual também integraram a programação.

O segundo dia destacou a inauguração da Flibrincante, espaço dedicado às crianças, que se manteve lotado durante todo o dia com brincadeiras e contações de histórias. A programação contou ainda com a presença da Bibex, do projeto Leve e Leia (Fundação Pedro Calmon) e da biblioteca móvel Carolina Maria de Jesus (Sepromi).

Pela manhã, o auditório transformou-se em cinema com exibições de produções audiovisuais de estudantes. No período da tarde, apresentações das escolas municipais emocionaram o público, com destaque para “Seu Lero é Tradição” e “Vozes de Mulheres: A força da Oralidade na Literatura Brasileira”. A mesa “Narrar para Existir: Memória, Ancestralidade e Soberania Cultural”, com Maria Marighella, atriz e ex-presidenta da Funarte, ampliou o debate sobre arte, cultura, memória e identidade, seguida da contação musicada “Memeto Samba”.

O terceiro e último dia reforçou o compromisso da feira com a ancestralidade. A mesa “Vozes Ancestrais: A Literatura Indígena e Suas Narrativas Contemporâneas” reuniu o cacique Juvenal Payayá e o escritor Állefi Pataxó, que apresentou seu livro “Tapurumã e o Coração da Floresta”. A mesa “Da pele ao papel: A palavra como herança ancestral” reuniu Aninha Torres e Gabi Sementeira, ampliando reflexões sobre memória e oralidade.

A Flibic consolidou-se como um novo espaço de valorização da literatura, da cultura popular e das identidades da Chapada Diamantina, reunindo autores, mestres populares, estudantes e comunidade em uma programação diversa que celebrou a força das narrativas ancestrais. A feira já nasce como referência no calendário cultural do interior da Bahia.

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