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Brasil
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Câmara aprova aumento de penas para estupro e assédio sexual Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), projeto de lei que aumenta as penas pelos crimes de estupro, assédio sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. O PL nº 3984/25 institui a Lei da Dignidade Sexual e também prevê punição maior para os crimes relacionados a pedofilia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A proposta ainda passará pela análise do Senado.

A lei define que a pena por estupro passa de 6 a 10 anos de reclusão para 8 a 12 anos. Caso o ato resulte em lesão grave, a pena atual de 8 a 12 anos será de 10 a 14 anos. Se resultar em morte da vítima, a reclusão de 12 a 30 anos passa a ser de 14 a 32 anos.

O assédio sexual, cuja pena atual é de detenção de 1 a 2 anos, será punido com pena de detenção de 2 a 4 anos.

O registro não autorizado da intimidade sexual, como fotos e vídeos, atualmente punível com detenção de 6 meses a 1 ano, passa para detenção de 1 a 3 anos.

Foi definido ainda o aumento de um terço a dois terços da pena se os crimes contra a dignidade sexual forem cometidos por razões da condição do sexo feminino; contra pessoa com deficiência ou maior de 60 anos; ou nas dependências de instituição de ensino, hospitalar ou de saúde, de abrigamento, unidade policial ou prisional. As informações são da Agência Brasil.

Bahia
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Homem é suspeito de estuprar enteadas, uma amiga e familiares em Luís Eduardo Magalhães Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um homem de 39 anos foi preso por abusar sexualmente das duas enteadas, uma amiga delas e duas primas em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. Segundo a Polícia Civil, os crimes aconteceram ao longo de 10 anos, quando as vítimas eram adolescentes.

O suspeito foi preso na segunda-feira (9), meses após o início do inquérito, iniciado em julho de 2025. As denúncias foram feitas pelas duas enteadas do suspeito, atualmente com 18 e 20 anos.

As jovens contaram que os abusos aconteceram na infância, quando elas tinham 8 e 9 anos, logo após a mãe iniciar o relacionamento com o suspeito. Cada uma das vítimas foi abusada durante cerca de cinco anos e os estupros só pararam quando as vítimas deixaram a casa da família para fugir do agressor.

Durante as investigações, outras três mulheres foram identificadas como vítimas do mesmo homem:

uma amiga das primeiras vítimas, hoje com 25 anos. Ela afirmou ter tido o quarto invadido pelo suspeito (padrasto das amigas) durante a madrugada, quando tinha 15 anos;

duas primas das primeiras vítimas, que narraram episódios de assédio, perseguição e investidas sexuais explícitas quando ainda eram adolescentes.

De acordo com a polícia, o suspeito se utilizava da posição de confiança para cometer os crimes e ameaçava as vítimas de morte para que não contassem sobre os abusos. As informações são do G1.

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