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Saques superam depósitos e caderneta de poupança perde R$ 7,15 bilhões em julho Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As retiradas na caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 7,15 bilhões durante o mês de julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Banco Central. No período, os brasileiros aplicaram R$ 370,76 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 377,92 bilhões. O resultado do mês mostrou uma aceleração na saída de recursos em relação a junho, quando a captação líquida havia ficado negativa em R$ 237,5 milhões.

Na comparação direta com junho, as aplicações recuaram 1,9% (queda de R$ 7,3 bilhões), enquanto os resgates tiveram uma leve redução de 0,1% (R$ 380 milhões a menos). O desempenho de julho também superou o déficit registrado no mesmo período do ano passado, quando a retirada líquida havia somado R$ 6,25 bilhões. Em termos anuais, embora os depósitos tenham subido 2%, o volume de saques cresceu em ritmo superior, avançando 2,2%.  

Apesar do saldo negativo no mês, o estoque total de recursos mantidos na poupança permaneceu praticamente estável frente ao mês anterior, figurando na marca de R$ 1,02 trilhão. O montante representa ainda um ligeiro crescimento quando comparado ao volume estocado em julho de 2025, ocasião em que o saldo total acumulado era de R$ 1,01 trilhão. .

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Contas do governo Lula caminham para registrar maior rombo em mais de 20 anos Foto: Cristiano Mariz/Agência o Globo

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode terminar com o maior déficit nominal das contas públicas em mais de duas décadas, segundo cálculos de economistas ouvidos pelo jornal O Globo. O indicador, que considera a diferença entre receitas e despesas do governo incluindo o pagamento de juros da dívida pública, deve alcançar 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim dos quatro anos de mandato.

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), o déficit nominal acumulado em 12 meses até junho chegou a 9,99% do PIB. O resultado, segundo análise do economista-chefe da Tullett Prebon Brasil, Fernando Montero, supera os níveis registrados durante o governo Jair Bolsonaro e também os do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

Os números também mostram avanço da dívida bruta do setor público. Em maio, ela correspondia a R$ 10,6 trilhões, ou 81,1% do PIB. Em junho, subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB. A projeção da Instituição Fiscal Independente (IFI) é de que a dívida encerre o ano em 82,5% do PIB.

Na avaliação de Montero, o principal problema não é o tamanho da dívida, mas o ritmo de crescimento das despesas públicas.

“O problema está mais no fluxo do que no estoque. É querer encaixar um gasto de 110% num PIB de 100%. É querer ter cinco quartos de uma pizza”, afirmou ao O Globo.

Segundo o economista, os gastos públicos cresceram 12,3% acima da inflação no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O diretor-presidente da IFI, Marcus Pestana, também atribui a deterioração fiscal à combinação entre baixo crescimento econômico, juros elevados e sucessivos déficits primários. Pelas projeções da instituição, a dívida pública poderá atingir 100% do PIB em 2032 e chegar a 115% em 2036 caso não haja mudanças na trajetória fiscal.

Já o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, avalia que um déficit próximo de 10% do PIB é elevado até para os padrões históricos brasileiros. Ele ressalta, porém, que houve antecipação de pagamentos de precatórios neste ano, fator que contribuiu para inflar temporariamente o indicador.

Mesmo assim, Salto projeta que o déficit nominal deve fechar 2026 em torno de 9% do PIB, refletindo principalmente o elevado custo dos juros e a percepção de risco fiscal pelo mercado.

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Déficit do setor público sobe para R$ 55,3 bilhões em junho Foto: Divulgação

O setor público consolidado – União, estados, municípios e empresas estatais – teve déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho de 2026, segundo o relatório Estatísticas Fiscais, divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central.

Em junho do ano anterior (2025), o déficit estava em R$ 47,1 bilhões.

No acumulado de 12 meses, o déficit do setor público consolidado chegou a R$ 157,2 bilhões, o que equivale a 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos). O resultado foi 0,06 p.p. (ponto percentual) acima do déficit acumulado registrado em maio.

Os gastos do setor público consolidado com juros nominais ficaram em R$ 110,7 bilhões em junho, ante R$ 61,0 bilhões registrados em junho de 2025.

“Contribuiu para o crescimento a evolução desfavorável do resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$ 20,9 bilhões em junho de 2025 e perda de R$ 9,3 bilhões em junho de 2026)”, detalhou o BC.

De acordo com a autoridade monetária, considerando o acumulado em 12 meses (até junho de 2026), os juros nominais alcançaram R$ 1,16 trilhões (8,80% do PIB). No mesmo período de 2025, o acumulado estava em R$ 912,3 bilhões (7,41% do PIB).

O BC lembra que o resultado nominal do setor público consolidado (resultado primário e juros nominais apropriados) foi deficitário em R$ 166 bilhões no mês de junho. No acumulado em doze meses, o déficit nominal ficou em R$ 1,31 trilhões (9,99% do PIB) – resultado 0,38 p.p. acima do obtido no mês anterior.

Governo Central, governos regionais e empresas estatais apresentaram, respectivamente, déficits de R$ 47,2 bilhões, R$ 6,6 bilhões e R$ 1,5 bilhão, segundo o relatório.

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O Brasil está a ponto de guardar Bitcoin nas reservas nacionais: entenda o que isso significa

Pedro Giocondo Guerra, chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin, disse em março do ano passado, algo que poucos esperavam ouvir de um representante do governo Lula: que uma reserva estratégica de Bitcoin "é de interesse público e será determinante para a nossa prosperidade econômica." A frase não passou despercebida. O debate saiu das comunidades cripto e entrou nos corredores da Câmara dos Deputados, do Banco Central e do Ministério da Fazenda. E tem impacto direto em quem investe: se o Brasil passar a comprar Bitcoin como ativo de Estado, a pressão de compra no mercado poderia ser expressiva, e os efeitos sentir-se-iam no btc real em tempo real.

O projeto que está no Congresso

O PL 4.501/2024, de autoria do deputado Eros Biondini (PL-MG) e com relatoria do deputado Luiz Gastão (PSD/CE) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, propõe a criação da Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins, batizada de RESBit. A ideia central: autorizar o Tesouro Nacional a comprar Bitcoin de forma gradual e planejada, com um teto de 5% das reservas internacionais do país.

Para ter uma noção da escala, o Brasil detinha o equivalente a US$ 361 bilhões em reservas internacionais em 2024. Cinco por cento disso representa cerca de US$ 18 bilhões em Bitcoin potencial. A custódia ficaria com o Banco Central, em cold wallets desconectadas da internet, auditadas pelo Tribunal de Contas da União. O texto proíbe vendas por um prazo mínimo de cinco anos, salvo aprovação do Congresso em situação de calamidade.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico já aprovou a convocação do Banco Central e do Ministério da Fazenda para debater o projeto, com participação de representantes do setor público e privado. O parecer do relator pode ser votado ainda antes do recesso de julho de 2026, com o texto seguindo depois para o Senado.

Por que o governo está levando isso a sério

O argumento central do projeto não é especulativo. É geopolítico. Em 2022, após a invasão da Ucrânia, os países ocidentais congelaram as reservas internacionais da Rússia em dólares e euros, um movimento que chamou a atenção de governos em todo o mundo sobre os riscos de manter reservas em ativos que podem ser bloqueados por decisões políticas de terceiros.

O Bitcoin não pode ser confiscado por um governo estrangeiro. Não há autoridade central que possa bloquear uma carteira. Para países que querem diversificar as suas reservas para além do dólar e do euro, esse argumento tem peso.

Os Estados Unidos deram o exemplo em março de 2025, quando o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva criando a Strategic Bitcoin Reserve americana, com mais de US$ 17 bilhões em BTC apreendidos, proibindo vendas futuras. O movimento americano foi amplamente citado nos debates brasileiros como referência de legitimação institucional do ativo.

A Febraban, a federação dos bancos brasileiros, apresentou dados à Câmara mostrando que uma exposição de 5% em Bitcoin ajuda a reduzir a volatilidade das reservas e serve como diversificação real. Não é a posição definitiva do setor, mas é um sinal de que a conversa mudou de tom.

O Banco Central não está convencido, e isso importa

Nem tudo são boas notícias para quem torce pela aprovação do projeto. Em agosto de 2025, o Banco Central e o governo federal afastaram oficialmente a possibilidade de o Brasil comprar Bitcoin como reserva internacional, citando a volatilidade do ativo e um relatório da OMFIF, o fórum de instituições monetárias internacionais, que considerou a inclusão de criptoativos em portfólios de bancos centrais inadequada no momento atual.

A posição oficial do Banco Central é que as reservas brasileiras são compostas por títulos, depósitos em moedas estáveis e ouro, e que não há consenso internacional para mudar essa composição. O debate continua aberto no Congresso, mas o caminho até a aprovação enfrenta resistência institucional real.

O que isso muda para quem investe em Bitcoin no Brasil hoje

Independentemente do desfecho legislativo, o debate em si já tem efeitos. Quando um governo de grande economia emergente discute abertamente guardar Bitcoin nas suas reservas, a percepção global do ativo muda. Deixa de ser tratado como aposta especulativa e começa a ser avaliado com a lógica de quem precifica infraestrutura financeira de longo prazo.

O btc real é influenciado tanto pelo preço global do ativo em dólar quanto pelo comportamento do câmbio. Em momentos de pressão sobre o real, o Bitcoin em reais tende a subir mesmo sem movimento em dólar, porque a desvalorização da moeda brasileira amplifica o valor do ativo na conversão. Essa dinâmica funcionou em vários momentos da última década e é um dos argumentos mais citados por quem defende o BTC como ferramenta de diversificação para investidores de mercados emergentes.

Se a RESBit avançar, o impacto direto seria uma pressão de compra significativa num mercado de oferta limitada. Se não avançar, o Brasil terá mesmo assim consolidado uma posição nova: a de país que levou o Bitcoin ao nível do debate sobre soberania econômica. Para o mercado, essa mudança de narrativa não é trivial.

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Mercado mantém em 5,33% projeção de inflação para 2026 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro se mantém em 5,33% para este ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC).

A estabilização do índice, que é referência oficial da inflação no país, ocorre após 15 meses de altas consecutivas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo Banco Central, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A projeção da inflação para 2027 permanece em uma trajetória de aumento, passando de 4,15% para 4,17% em relação à semana anterior. Já as estimativas para 2028 e 2029 se mantém estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

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Gastos de turistas estrangeiros no Brasil soma R$ 25 bilhões em cinco meses Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os gastos de turistas internacionais no Brasil bateram recorde histórico entre janeiro e maio deste ano, atingindo R$ 25 bilhões. De acordo com o Ministério do Turismo, o valor é 11% maior em comparação ao mesmo período do ano passado, quando os gastos somaram R$ 22,6 bilhões.

Também no mês de maio, os gastos foram recordes, da ordem de R$ 4,08 bilhões, mostrando aumento de 19% sobre o valor registrado no mesmo mês de 2025 (R$ 3,42 bilhões). Os dados foram analisados pelo ministério e divulgados pelo Banco Central.

Houve ainda aumento no fluxo de turistas estrangeiros para o país. Em maio, foi registrada a entrada de 486.262 visitantes internacionais, melhor desempenho da série histórica para o mês, com alta de 5,4% em relação a maio do ano passado (461.341 turistas).

No acumulado janeiro-maio deste ano, o Brasil recebeu quase 5 milhões de turistas internacionais, mantendo o nível do mesmo período de 2025. As informações são da Agência Brasil.

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Mercado eleva projeção de inflação e vê Selic em 14% ao ano em 2026 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,3% para 5,33% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Mesmo após o anúncio de acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que vem pressionando o preço dos combustíveis e de alimentos, a previsão para o IPCA até o fim deste ano foi elevada pela décima quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 4,1% para 4,15%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra no Oriente Médio. As informações são da Agência Brasil.

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Governo registra Pix como marca de alto renome no INPI Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O governo federal registrou o Pix, sistema de pagamento instantâneos criado pelo Banco Central, como marca de alto renome no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A medida foi anunciada nesta quarta-feira (10) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.

“Na forma da Lei da Propriedade Industrial, é a maior proteção que se pode conferir a uma marca e ao seu símbolo”, disse o ministro.

As marcas de alto renome são aquelas conhecidas pela população por terem reputação, prestígio e confiança. Com isso, recebem proteção especial estabelecida pela Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996).

Com esse reconhecimento, a marca fica protegida em todos os ramos econômicos, “independentemente da classe de produtos ou serviços para a qual foi originalmente registrada”.

De acordo com o ministério, a publicação com o reconhecimento ocorrerá na próxima (16), na Revista da Propriedade Industrial (RPI), veículo oficial que divulga as decisões do INPI.

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Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,09% este ano Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,04% para 5,09% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima segunda semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,01% para 4,02%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,66% e 3,5%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.

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Mercado eleva previsão da inflação para 5,04% este ano Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (25), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima primeira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.

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Mercado projeta inflação de 4,92% em 2026 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A expectativa do mercado financeiro para inflação e juros subiu na comparação com a semana passada. As projeções relacionadas a câmbio e economia se mantiveram estáveis, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC).

De acordo com o levantamento, a previsão do mercado é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do país, feche 2026 em 4,92%.

É a décima semana consecutiva com previsão de alta inflacionária. Na semana passada, o mercado projetava um índice ligeiramente menor (4,91%).

Há quatro semanas, a inflação projetada para 2026 estava em 4,8%. Para os anos subsequentes, as projeções de inflação são de 4% em 2027 e de 3,65% em 2028.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no Brasil desacelerou em abril, fechando o mês em 0,67%, pressionada pelos preços de alimentos e bebidas (1,34%).

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para o Brasil é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

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Mercado reduz previsão da inflação para 3,95% este ano Foto: Freepik

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 3,97% para 3,95% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta quarta-feira (18), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Pela sexta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o IPCA acumular alta de 4,44% em 2025, dentro da meta do CMN.

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