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Homem é preso suspeito de importunar sexualmente 5 estudantes em Carinhanha Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Um homem, de 36 anos, investigado pelo crime de importunação sexual, foi preso pela Polícia Civil da Bahia nesta segunda-feira (24), no Centro de Carinhanha. Conforme as investigações, o suspeito realizou abordagens contra cinco vítimas, com idades entre 10 e 16 anos, enquanto elas se deslocavam para instituições de ensino da cidade. Os fatos foram registrados em diferentes boletins de ocorrência entre 2024 e 2026.

Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido pelo Juízo da Vara Criminal do município, o investigado foi encaminhado à unidade policial, onde passou pelos procedimentos legais de praxe e permanece custodiado, à disposição da Justiça.

A prisão foi realizada pela Delegacia Territorial de Carinhanha, unidade vinculada à 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), no âmbito da Operação Malhas da Lei.

Justiça
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Senhor do Bonfim: Polícia Civil é recomendada a não recusar registro de boletins de ocorrência Foto: Haeckel Dias/Polícia Civil

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim, expediu uma recomendação ao Delegado Titular da 1ª Delegacia Territorial do município. O documento orienta que a unidade policial se abstenha de recusar o registro de boletins de ocorrência ou de comunicações de crimes sob alegações como acúmulo de serviço, carência de pessoal, alta demanda ou priorização de casos mais graves.

A iniciativa teve origem após o envio de um expediente pela Subseção Judiciária de Campo Formoso para apurar um suposto ilícito relacionado à retenção de valores de Requisição de Pequeno Valor (RPV) pertencentes a uma beneficiária. Na recomendação publicada nesta segunda-feira (17) e recebida pelo site Achei Sudoeste, a promotora Isabela Santana dos Santos destacou que a falta de registro formal inviabiliza a documentação dos fatos, prejudica a identificação de reiterações criminosas e dificulta o controle externo da atividade policial.

O órgão enfatizou que o ato de registrar a notícia de crime não obriga a instauração automática de inquérito e não interfere na autonomia técnica do delegado para analisar as providências cabíveis. No entanto, justificativas administrativas não podem impedir o cidadão de formalizar denúncias perante a Polícia Civil.

Além da orientação para que todos os servidores da delegacia sigam a diretriz, a promotoria fixou o prazo de 10 dias para que a autoridade policial informe o recebimento da recomendação e detalhe as medidas adotadas para o seu cumprimento.

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