Tag

#CâncerDePulmão

2 notícia(s) encontrada(s)
Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão serão disponibilizados a pacientes em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro. São eles o brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1,9 mil pacientes devem ser atendidos. Consideradas medicações de alta tecnologia, os remédios podem custar até R$ 643 mil por ano na rede privada.

O brigatinibe e o gefitinibe são duas terapias-alvo orais que atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. Uma das vantagens é que o remédio pode ser administrado na casa do paciente com menor incidência de eventos adversos em comparação aos esquemas convencionais de quimioterapia.

O terceiro medicamento, o durvalumabe, estimula a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores cancerígenos. Ele é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3, que não podem ser tratadas com cirurgia.

“O tratamento demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes”, segundo o ministério.  

As medicações serão financiadas integralmente pelo governo federal a partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), criada para ampliar a oferta de tratamentos pelo SUS.

De acordo com o ministério, serão ofertados por meio da AF-Onco 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública.

A estimativa é de que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, com orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões. .

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Câncer de pulmão é descoberto em estágios já avançados em 87% dos casos Foto: Shutterstock

Cerca de 80% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão no Brasil descobrem a doença já em estágios avançados. É o que revela um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), feito com base em dados do Painel de Oncologia do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo aponta que 87% dos casos chegam aos serviços de saúde nos estágios três e quatro, fases em que o tumor já se espalhou ou apresenta alta gravidade.

A doença é atualmente o tipo de câncer que mais mata no país, sendo responsável por cerca de 31 mil mortes anuais. Por avançar de forma silenciosa e sem apresentar sintomas claros no início, a detecção precoce se torna um desafio. O avanço assintomático faz com que muitos pacientes cheguem ao consultório em um estado de saúde altamente fragilizado, o que limita as opções de intervenção cirúrgica ou tratamento e eleva os índices de letalidade.

Diferente de outros tipos de tumores, como os de mama ou colo do útero, o câncer de pulmão não conta com uma rotina de rastreamento preventivo estabelecida no SUS. Embora o Instituto Nacional de Câncer (Inca) conduza estudos para avaliar a viabilidade de implementar exames de rotina na rede pública, especialistas ressaltam que a agressividade da doença e a falta de sintomas iniciais representam grandes obstáculos.

O tabagismo continua sendo o principal fator de risco associado à enfermidade. Pessoas que fumam possuem um risco até 30 vezes maior de desenvolver e morrer de câncer de pulmão em comparação com indivíduos que nunca fizeram uso de derivados do tabaco.

Compartilhe
com nosso
Whatsapp

77 99968-1705

Mais Recentes

Mais Clicadas

Comentários

Arquivo

2026
2025
2024
2023
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013