Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Após o registro de dois casos de feminicídio em menos de um mês na cidade de Rio de Contas, o Coletivo Rio de Mulheres Vivas tem mobilizado uma série de manifestações em combate à violência contra a mulher.
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Daniele Virgínia Silva, membro do coletivo, destacou que as manifestações realizadas até o momento estão chamando a atenção da sociedade para o tema e despertando a consciência das pessoas para não normalização da violência de gênero. “Não vamos nos calar. Estamos ativos e, se depender de nós, nenhuma mulher mais vai sofrer esse tipo de abuso na nossa cidade”, garantiu.
Para Silva, o movimento já obteve sucesso na medida em que é muito importante falar sobre esse assunto, prevenir a violência doméstica, chamar a atenção da sociedade para não responsabilização da vítima e provocar as autoridades para punição dos autores.
No último sábado (11), o coletivo esteve na feira livre local para realização de uma roda de conversa com feirantes, consumidores e transeuntes. Daniele relatou que muitas pessoas aderiram à ação, porém ainda é preciso um impacto maior junto à sociedade.
Em uma cidade pequena e conservadora, onde as mulheres são aconselhadas a não registrar um boletim de ocorrência, ela destacou que o trabalho de conscientização do Coletivo Rio de Mulheres Vivas é fundamental. Como parte desse processo, o grupo busca a instalação de um centro de acolhimento para mulheres vítimas.
Segundo Daniele, a proposta é oferecer apoio psicológico e suporte para que as mulheres tenham condições de seguir com a denúncia. “Sonhamos que esse centro aconteça aqui na cidade para um acolhimento real. Esse é um dos principais motivos dessa mobilização toda”, apontou.
A manifestação também inclui uma articulação com a gestão municipal e os demais poderes para pensar formas de prevenir a violência contra as mulheres.