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Prefeito de Érico Cardoso é denunciado por ameaçar demitir servidores Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério Público Eleitoral (MPE) ofereceu denúncia contra o prefeito de Érico Cardoso, Eraldo Félix da Silva, e o vice-prefeito, Deivison Mendonça Azevedo, acusados do crime de coação eleitoral. A acusação aponta que os gestores utilizaram as redes sociais para pressionar servidores públicos municipais a apoiarem o grupo político aliado ao governo do estado, sob a ameaça explícita de perda de seus cargos.

A manifestação que motivou a denúncia ocorreu em um vídeo publicado no Instagram do prefeito, em 14 de julho de 2026. Gravado ao lado do vice-prefeito, o conteúdo mostrava a apresentação de obras e investimentos no município, associando a continuidade das melhorias à permanência do grupo no poder. Durante o registro, o prefeito chegou a afirmar expressamente que poderia demitir quem não integrasse o seu “time”.

De acordo com o MPE, o termo “time” refere-se diretamente à base aliada do governador da Bahia, candidato à reeleição. O órgão argumenta que a cobrança de alinhamento político mirou especialmente os funcionários públicos municipais, que ficaram expostos a retaliações e dispensas. A presença e a anuência do vice-prefeito na gravação e na difusão da mensagem também foram destacadas como elementos de cumplicidade na conduta ilícita.

A prática foi enquadrada no artigo 301 do Código Eleitoral, que tipifica como crime o uso de violência ou grave ameaça para coagir eleitores, prevendo pena de até quatro anos de reclusão e multa. O Ministério Público ressaltou que os acusados já haviam sido condenados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em representação por propaganda irregular, que determinou a remoção do vídeo e a aplicação de multa.

Ao encaminhar a peça acusatória à Justiça Eleitoral, o MPE solicitou a citação dos réus para apresentação de defesa e confirmou que não oferecerá acordo de não persecução penal. A instituição avaliou que a concessão do benefício seria insuficiente para a devida reprovação e prevenção dos atos praticados pelos gestores.

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Prefeito e vice de Érico Cardoso dão ultimato a servidores: 'Ou joga no time, ou pede para sair' Foto: Reprodução/Instagram

Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (14), o prefeito de Érico Cardoso, Eraldo Félix da Silva, ao lado de seu vice, Deivison Mendonça Azevedo, mandou um recado direto e em tom de “ameaça” aos servidores municipais. Utilizando uma metáfora futebolística para ditar as regras do jogo político na cidade, o gestor exigiu alinhamento total à sua administração e declarou que quem não estiver disposto a seguir suas diretrizes deve deixar o cargo voluntariamente para evitar a demissão.

Durante a gravação de pouco mais de dez minutos, o vice-prefeito foi taxativo ao afirmar que a gestão municipal, iniciada em 2021, tem um planejamento consolidado até 2028 e que não tolerará dissidências internas, especialmente em um ano eleitoral. “Aquele que não tiver a fim de fazer parte desse time, pede para sair logo agora. Para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora”, disparou. Ele reforçou que o Executivo conta com apenas uma comissão técnica — formada por ele e pelo vice — e que “ou joga de acordo com o time que a gente escala, ou não faz parte”.

O pano de fundo do ultimato é a sustentação política do grupo na Bahia. No vídeo, os gestores exibem um quadro com mais de 20 projetos e investimentos que, segundo eles, somam cerca de R$ 100 milhões, entre obras de asfalto, esgoto e postos de saúde. Toda essa engrenagem de entregas foi diretamente atrelada ao apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). O prefeito destacou que as melhorias são compromissos firmados com o chefe do Executivo estadual e projetou a continuidade dessa parceria com uma eventual reeleição do governador.

A cobrança por lealdade ganha contornos de pressão em meio à movimentação de opositores na tradicional Romaria de Nossa Senhora do Carmo, no Morro do Fogo. Ao criticar a chegada de políticos adversários para o evento religioso, o político voltou a subir o tom contra servidores que cogitam apoiar a oposição. Ele que não admitirá que integrantes do governo façam “gol contra”. Segundo ele, caso seja necessário realizar exonerações para garantir a unidade do grupo, ele fará o desligamento dos funcionários “com a maior serenidade e tranquilidade possível”.

Brasil
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Ex-vendedor de pipoca que se tornou juiz após 70 concursos é demitido acusado de humilhar colegas Foto: Reprodução/Metrópoles

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) decidiu não vitaliciar o magistrado Robson José dos Santos e determinou sua demissão, encerrando de forma definitiva sua carreira como juiz. A decisão foi tomada em fevereiro após a conclusão de um processo administrativo disciplinar que apontou uma sequência de comportamentos considerados incompatíveis com o exercício da função.

O estágio probatório, período em que o juiz ainda não possui estabilidade, serve justamente para avaliar não apenas a capacidade técnica, mas também a conduta ética e comportamental. No caso de Robson, o tribunal entendeu que os elementos reunidos ao longo da apuração indicavam inaptidão para o cargo.

A trajetória de Robson José parecia improvável, e, por isso mesmo, inspiradora. Nascido na periferia do Recife, ele começou a trabalhar ainda criança, vendendo pipoca e picolé nas ruas para ajudar no sustento da família. Estudava à noite, enfrentou privações e chegou a relatar, em entrevistas, episódios de fome durante a juventude. As informações são do Metrópoles.

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