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De idosa de 93 anos a detentos: Brumado expande EJA com auxílio de até R$ 1 mil e novas turmas Foto: Charles Welton/PMB

A Prefeitura de Brumado, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), deu um passo decisivo para transformar a realidade social do município ao intensificar as ações da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Voltada para quem não conseguiu concluir o ensino fundamental ou médio na idade regular, a iniciativa ganhou um reforço de peso com a convocação da comunidade para o CadEJA. A plataforma do Governo Federal funciona como um mapeamento nacional de demanda, facilitando o ingresso de novos estudantes na rede pública de ensino por meio do site oficial do programa.

O impacto da modalidade já é visível nas salas de aula brumadenses, que hoje acolhem mais de 800 alunos no Ensino Fundamental. O perfil dos estudantes é marcado pela diversidade, unindo adolescentes a partir de 15 anos, adultos e idosos. O maior símbolo de que o conhecimento não tem prazo de validade na região é uma estudante de 93 anos, matriculada na Escola Municipal Graça Assis, cuja trajetória inspira colegas e professores e reforça o lema de que nunca é tarde para recomeçar.

Toda essa mobilização está respaldada pelo CadEJA, ferramenta que integra o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA. Ao centralizar os dados de oferta e procura por vagas em todo o país, o sistema permite que qualquer cidadão manifeste seu interesse em retomar os estudos de forma desburocratizada. Paralelamente, o município colhe os frutos do Programa Brasil Alfabetizado, outra vertente federal focada em cidadania e redução de desigualdades, que atualmente mantém nove turmas em Brumado — duas na sede e sete na zona rural —, beneficiando 176 alunos.

Para blindar o projeto contra a evasão escolar, um dos maiores gargalos da modalidade, a Prefeitura de Brumado implementou uma estratégia inovadora: o incentivo financeiro direto. Validado pela Câmara de Vereadores, o programa concede um auxílio de até R$ 1.000,00 por estudante. O recebimento do benefício está atrelado a critérios rígidos de assiduidade e desempenho, exigindo uma frequência mínima de 75% nas aulas, o que garante a permanência do aluno e o real aproveitamento do ano letivo.

A flexibilidade de horários também entrou no radar da Semed para democratizar o acesso. Rompendo com o tradicional modelo exclusivamente noturno, Brumado passou a ofertar turmas no turno matutino na Escola Municipal Antônio Carlos Magalhães, instalada provisoriamente no Colégio Getúlio Vargas. O prédio passou por uma restauração completa para garantir acessibilidade e conforto aos novos estudantes, atendendo àqueles que trabalham à noite ou têm restrições de deslocamento no fim do dia.

A transformação pela escrita e pela leitura alcançou inclusive o sistema prisional da cidade. Mais de 200 internos da unidade prisional de Brumado estão formalmente matriculados em atividades educacionais. Para qualificar esse aprendizado, o grupo recebeu materiais didáticos específicos distribuídos pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), consolidando a educação como a principal ferramenta de ressocialização e de abertura de novas perspectivas de vida dentro e fora do ambiente carcerário.

Brumado
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Quem paga a conta em Brumado? - Por Luiz Frederico Rêgo, o Fredinho Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Desde que foram criados, os Estados precisam de dinheiro para funcionar e, historicamente, os tributos são a forma mais eficaz de garantir estes recursos. Poucas coisas irritam tanto o contribuinte quanto pagar impostos, mas sem tributos, não há estradas, hospitais do SUS, policiais nas ruas, enfim, não há governo. A verdadeira questão não é se devemos pagar impostos, mas sim: quem paga, quanto paga e com que critério de justiça? É exatamente essa pergunta que o Brasil tenta responder há décadas.

Bahia
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'Nunca na história houve tanto atendimento aos prefeitos quanto agora', diz Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta quinta-feira (2), em Salvador, onde participa de entregas na área de mobilidade urbana, o caráter democrático do Novo PAC. A exemplo do que ocorre na Bahia, o programa viabilizou diversos tipos de investimentos em infraestrutura por meio de ampla escuta a governadores e prefeitos de todo o país.

 “O PAC começou com uma reunião com 27 governadores, de todos os partidos políticos, e, depois, as prefeituras. Sobretudo nas obras de infraestrutura, estamos atendendo quase 90% dos municípios brasileiros. Quem fez projeto e apresentou tem obra do PAC. Acho que nunca na história do Brasil houve tanto atendimento aos prefeitos quanto está havendo agora”, disse Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República.

O presidente foi categórico ao revelar o que mais o orgulha nesses três anos e três meses de seu terceiro mandato na Presidência da República: “É o movimento da política de inclusão social que é feito na Bahia e que é feito no Brasil. Nós temos que cuidar de ponte, de estrada, de ferrovia, de rodovia, nós temos que cuidar de tudo. Mas tem uma coisa que, para nós, é imprescindível cuidar, que são as camadas mais necessitadas da sociedade, que têm que ter um olhar carinhoso da nossa parte. É por isso que nós temos a maior política de inclusão social da história do Brasil”, afirmou o presidente.

Ele lembrou que a história recente do Brasil foi marcada, pela segunda vez, por um fato importante: a saída do país do Mapa da Fome da ONU. “As pessoas deixaram de ser tão miseráveis quanto eram. Nós acabamos com a fome duas vezes nesse país. A primeira vez tinha 54 milhões de pessoas passando fome. Nós acabamos. Voltou a fome. Quando eu voltei, tinha 33 milhões de pessoas. Nós, em dois anos e meio, outra vez acabamos com a fome nesse país. Houve uma melhora substancial nas coisas desse país”, afirmou Lula.

Brasil
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Mulheres recebem 20% a menos que homens no Brasil Foto: Freepik

As mulheres brasileiras receberam salários, em média, 20,9% menores do que os homens em 2024 em mais de 53 mil estabelecimentos pesquisados com 100 ou mais empregados. A diferença salarial se manteve praticamente estável em relação a 2023, quando foi registrado que as mulheres recebiam 20,7% a menos que os homens. Em 2022, as mulheres recebiam 19,4% a menos. “Na remuneração média, os homens ganham R$ 4.745,53, enquanto as mulheres ganham R$ 3.755,01. Quando se trata de mulheres negras, o salário médio vai para R$ 2.864,39”, diz o 3º Relatório de Transparência Salarial e Igualdade Salarial. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (7) pelos ministérios da Mulher e do Trabalho e Emprego (MTE). Foram analisados, ao todo, 19 milhões de empregos, 1 milhão a mais que no relatório de 2023. Em relação às mulheres negras, a média salarial é 52,5% menor que a dos homens não negros. Em 2023, mulheres negras recebiam 49,7% a menos que os homens não negros. As informações são da Agência Brasil.

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