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Ministério da Saúde disponibiliza teste de rastreamento de câncer colorretal no SUS Foto: Agência Brasil

O Ministério da Saúde formalizou a inclusão do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o rastreamento do câncer colorretal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (10). O novo protocolo é voltado para a atenção básica e foca na detecção precoce da doença em homens e mulheres assintomáticos com idades entre 50 e 75 anos.

A norma já está em vigor, mas o procedimento começará a ser registrado nos sistemas oficiais do SUS a partir do próximo mês. O exame consiste na pesquisa de sangue oculto nas fezes e deve ser realizado a cada dois anos. A expectativa da pasta é de que a ampliação do rastreamento alcance mais de 40 milhões de brasileiros. O câncer colorretal é atualmente o segundo tipo de tumor mais frequente no país, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Diferente das metodologias antigas, o teste FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que reduz interferências com alimentos e garante uma sensibilidade de 85% a 92% na identificação de lesões pré-cancerígenas e pólipos. A coleta é simples e feita pelo próprio paciente em casa: basta retirar uma pequena amostra do material com uma haste e armazená-la no tubo coletor antes de enviá-la para análise laboratorial.

A adoção do exame é vista como uma estratégia mais acessível e conveniente para o rastreamento populacional em massa do que a aplicação de colonoscopias em pessoas sem sintomas. No entanto, caso o teste apresente resultado positivo, o paciente será encaminhado para a realização da colonoscopia diagnóstica para a confirmação e o tratamento adequado da lesão.

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Exame de sangue em teste no Brasil pode ajudar a detectar câncer de mama

Cientistas brasileiros da Faculdade de Medicina do ABC desenvolveram uma tecnologia capaz de identificar o câncer de mama por meio de uma simples coleta de sangue.

O produto, chamado de RosalindTest, busca identificar sinais da doença por meio de biomarcadores presentes em amostras sanguíneas. Nos estudos clínicos iniciais, o teste apresentou precisão de cerca de 95% na identificação da doença em estágios iniciais.

O exame de sangue não substitui a mamografia, mas atua como ferramenta complementar, especialmente em regiões onde o acesso a exames de imagem é limitado, permitindo indicar a necessidade de encaminhamento para exames confirmatórios. Segundo a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), o RosalindTest não tem contraindicações e pode ser feito por mulheres de qualquer faixa etária, tornando o rastreamento da doença mais rápido, preciso e menos invasivo.

“95% dos casos de câncer de mama detectados precocemente são curáveis. Quanto mais cedo eu começo o rastreio, mais cedo eu incluo essa mulher na linha de cuidado, com certeza vou ter uma maior chance de cura e evitar vários outros problemas, como internações, tratamentos e outras situações que vão atrapalhar a vida da mulher”, afirma Fernando Fonseca, pesquisador e reitor do Centro Universitário FMABC, à CNN Brasil.

Atualmente, a mamografia é indicada para mulheres a partir dos 40 anos de idade (ou 50 anos para aquelas que utilizam o SUS). Entretanto, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, isso não significa que mulheres abaixo de 40 anos não possam manifestar a doença, ainda que com menor probabilidade. O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no mundo.

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