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Justiça
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Jornalista perseguido por Carla Zambelli com arma tem prisão decretada por dívida Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O jornalista Luan Araújo, que ficou conhecido nacionalmente após ser perseguido com uma arma pela então deputada federal Carla Zambelli durante a campanha eleitoral de 2022, teve a prisão decretada pela Justiça de São Paulo.

A decisão foi assinada pelo juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal da Barra Funda, e ocorreu em razão do não pagamento de uma indenização por difamação imposta ao jornalista em processo movido por Zambelli.

Segundo a decisão, Araújo foi condenado por declarações publicadas após o episódio envolvendo a ex-parlamentar. Embora tenha sido absolvido da acusação de injúria, ele foi responsabilizado pelo crime de difamação e deveria pagar uma indenização. Com multas e custas processuais, o valor atualizado da dívida ultrapassa R$ 2,2 mil.

Ao converter a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, o magistrado determinou o cumprimento da pena em regime aberto.

O caso remonta a outubro de 2022, quando Carla Zambelli e Luan Araújo se envolveram em uma discussão nas ruas de São Paulo. Durante o episódio, a então deputada sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista até uma lanchonete. A cena foi registrada por pessoas que estavam no local e repercutiu em todo o país.

Em 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.

A ex-deputada também responde a outro processo relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo qual foi condenada a dez anos de prisão. Atualmente, ela está na Itália, país para onde se mudou antes do cumprimento da pena.

Livramento de Nossa Senhora
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Polícia investiga perfil fake que ataca e ameaça moradores em Livramento de Nossa Senhora Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Polícia Civil da Bahia abriu uma investigação para identificar o responsável por trás de um perfil fake batizado como “Jefferson Livramento”. A conta falsa tem espalhado pânico e indignação em grupos de WhatsApp de Livramento de Nossa Senhora e de outros municípios da região. Moradores relatam que a frequência e a agressividade das postagens transformaram as comunidades virtuais em um ambiente de constante tensão e medo.

De acordo com as denúncias formais, o criminoso virtual inovou na maldade ao utilizar ferramentas de inteligência artificial para criar imagens e "cards" personalizados. Esse material visual é usado para potencializar a disseminação de notícias falsas e desferir ataques pesados e direcionados contra a honra de cidadãos locais. A tática de usar montagens digitais sofisticadas ajudou a dar um alcance ainda maior e destrutivo às publicações nos grupos de mensagens.

O caso vai além da difamação pública. Relatos entregues às autoridades policiais apontam que o operador do perfil falso também enviava mensagens privadas contendo ameaças veladas, tentativas de intimidação e constrangimento ilegal. Para garantir que as ofensas chegassem ao maior número possível de pessoas e driblar a segurança dos aplicativos, o suspeito utilizava uma rede de diferentes números de telefone para invadir novos grupos, dificultando o bloqueio por parte dos administradores.

A onda de ataques virtuais gerou um forte clima de insegurança e desconforto nas redes sociais da pacata comunidade baiana. A suspeita da polícia é de que o criminoso não esteja agindo sozinho e faça parte de uma rede maior, utilizando outros perfis falsos que operam de forma coordenada para infligir danos psicológicos e morais às vítimas. Essa linha de investigação está sendo minuciosamente checada.

Para ajudar a colocar um ponto final nas agressões, os moradores atingidos entregaram um vasto material à delegacia local, incluindo capturas de tela, áudios e os registros dos números de telefone utilizados. Toda essa documentação digital passa por perícia técnica especializada. A Polícia Civil informou que os trabalhos estão avançados e que a apuração busca não apenas cessar os ataques, mas indiciar os culpados por crimes cibernéticos, ameaça e calúnia.

Ituaçu
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Ituaçu: Vereador perde mandato após condenação definitiva por ofensas no Instagram Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) negou seguimento ao Recurso Especial interposto por Railan da Silva Oliveira (União Brasil), vereador do município de Ituaçu, na Chapada Diamantina, mantendo sua condenação pelo crime de difamação contra funcionário público. O processo teve origem após o parlamentar publicar vídeos em seu perfil pessoal no Instagram, onde possui cerca de 1.800 seguidores, imputando ofensas à reputação do médico Hugo Dutra Luz. Nas postagens, o vereador afirmava que o profissional se ausentava de suas funções no hospital durante o horário de expediente para almoços prolongados, o que foi considerado pela Justiça como um ataque direto à honra objetiva do servidor em razão de seu cargo.

Em sua decisão, o Desembargador José Alfredo Cerqueira da Silva ratificou o entendimento de que a conduta do réu extrapolou os limites da liberdade de expressão, uma vez que as críticas não foram dirigidas ao serviço público de saúde em geral, mas sim à pessoa do profissional. Embora a defesa tenha alegado ausência de dolo e erro de tipo, o acórdão ressaltou que Railan tinha plena consciência do conteúdo ofensivo e do potencial lesivo de suas declarações à imagem da vítima perante a comunidade local. Com o trânsito em julgado da condenação certificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Vara Criminal de Ituaçu determinou o início do cumprimento da pena.

A pena final foi fixada em 10 meses e 6 dias de detenção em regime aberto, cumulada com o pagamento de 29 dias-multa e uma indenização mínima de R$ 4.000,00 à vítima. O magistrado concedeu a suspensão condicional da pena (sursis) pelo período de dois anos. No entanto, devido à natureza definitiva da condenação criminal, a Justiça determinou a expedição de ofício ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para a suspensão dos direitos políticos do sentenciado, conforme previsto na Constituição Federal.

Além das sanções penais, a decisão judicial terá impacto direto na composição da Câmara Municipal de Ituaçu. Em despacho publicado nesta segunda-feira (27) e obtido pelo site Achei Sudoeste, o juiz da comarca local, Raimundo Saraiva Barreto Sobrinho, determinou que a presidência da Casa Legislativa seja comunicada oficialmente para adotar as providências necessárias à declaração de extinção do mandato eletivo de Railan da Silva Oliveira. A medida fundamenta-se na Lei Orgânica do Município e no artigo 15 da Constituição Federal, que prevê a perda ou a suspensão de direitos políticos em casos de condenação criminal transitada em julgado.

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