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Dilma nunca mais falou comigo após o impeachment, diz Michel Temer Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou, nesta segunda-feira, que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) nunca mais falou com ele após o impeachment em 2016. Ele foi eleito em 2014 como vice-presidente na chapa encabeçada pela petista, e assumiu o poder após ela ser destituída do cargo. Temer sempre sustentou não ter apoiado ou "se empenhado" nas articulações políticas que acarretaram o impeachment, embora tenha se tornado alvo de críticas de apoiadores do PT.

“Se você verificar o meu discurso de posse na interinidade, eu disse: “Eu quero pedir um aplauso, eu respeito muito, institucionalmente, a senhora ex-presidente”, lembrou, em entrevista ao UOL. “Ela nunca mais falou comigo”, completou.

Quando assumiu o governo, em maio de 2016, Temer disse que era preciso unificar o país e “resgatar a credibilidade” interna e internacional. Ele defendeu a implementação de reformas e elogiou a Operação Lava-Jato, afirmando que a iniciativa teria “proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la”.

”Faço questão, e espero que sirva de exemplo, e declarar meu absoluto respeito institucional à senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto aqui as razões pelas quais foi afastada. Quero apenas sublinhar a importância do respeito às instituições e a observância à liturgia nas questões, no trato das questões institucionais”, disse Temer, àquela altura, sobre Dilma.

Ainda na entrevista ao UOL, o ex-presidente defendeu que houve uma tentativa de golpe nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, o “desejo” golpista se manifestou pela invasão dos prédios que abrigam os Poderes da República.

Além disso, Temer também elogiou o Supremo Tribunal Federal (STF), bem como a atuação do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente afirmou que as decisões da Corte e do magistrado, em especial durante as eleições, foram importantes para “fortalecer a democracia”.

Guanambi
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'Já existe': Ivana Bastos exalta investimentos no Hospital Geral de Guanambi e alfineta ACM Neto Foto: Kauê Souza/Achei Sudoeste

Com forte atuação política na região de Guanambi, a deputada Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), esteve de passagem pelo município nesta quarta-feira (13), acompanhando a comitiva do governador Jerônimo Rodrigues para o anúncio de importantes investimentos e entregas na cidade.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Bastos destacou os recursos da ordem de mais de R$ 100 milhões aplicados na área da saúde, sendo mais de R$ 80 milhões no Hospital Geral de Guanambi (HGG). “O governador entregou leitos de UTI, autorizou reformas no Hospital Regional. É um hospital que já existe e que tem recebido grandes investimentos do Governo do Estado”, afirmou.

A fala da deputada foi interpretada como uma clara indireta ao pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto. Recentemente, Neto havia publicado em suas redes sociais que a unidade de saúde era uma “promessa não cumprida” do atual chefe do executivo baiano. Ao enfatizar que a estrutura é uma realidade em pleno funcionamento e expansão, Bastos buscou alfinetar a narrativa da oposição.

Na oportunidade, a deputada também citou os mais de 500 km de adutora de água potável implementados na zona rural. “Água é saúde, é qualidade de vida, é respeito. Então, receber o governador na minha cidade, ao lado dos parceiros, do prefeito Nal Azevedo e de prefeitos de toda região, é motivo de alegria e de festa. É um dia de grandes investimentos aqui em Guanambi”, comemorou.

Bastos fez questão de enaltecer a importante participação da AL-BA nesse processo diante da autorização de empréstimos para realização desses investimentos.

Justiça
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Ex-ministro Geddel é levado a Brasília para a carceragem da PF Foto: Reprodução/TV Globo

Preso por determinação da Justiça, o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) chegou a Brasília no início da madrugada desta terça-feira (4) e foi levado para a superintendência da Polícia Federal. Na segunda, Geddel foi preso na Bahia por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. O peemedebista é suspeito de agir para atrapalhar investigações da Operação Cui Bono, que apura fraudes na liberação de crédito da Caixa Econômica – o ex-ministro foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, no governo Dilma Rousseff (PT). De acordo com o G1, a investigação se concentra no período em que Geddel ocupou o cargo e teve origem na análise de conversas registradas em um aparelho de telefone celular apreendido na casa do então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após a prisão, a defesa de Geddel divulgou nota na qual afirmou que o decreto de prisão é “desnecessário” e criticou a investigação. O advogado Gamil Föppel disse, ainda, que há “uma preocupação policialesca muito mais voltada às repercussões da investigação para grande imprensa, do que efetivamente a apuração de todos os fatos”.

Brasil
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Aprovação de Temer cai a 7%, diz Datafolha Foto: Evaristo Sá/AFP

Apenas 7% da população considera o governo do presidente Michel Temer (PMDB) como bom ou ótimo, segundo dados do Datafolha. O índice divulgado neste sábado (24) é o menor registrado pelo instituto de pesquisa em 28 anos. Apenas José Sarney (PMDB) registrou uma marca pior, com 5% em setembro de 1989. A atual administração do Palácio do Planalto é avaliada como ruim ou péssima por 69% do eleitorado, enquanto 23% dos brasileiros a consideram regular. Em setembro de 1989, os números eram de 68% e 24%, respectivamente. A pesquisa foi feita quarta-feira (21) e esta sexta-feira (23), com 2.771 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. Há dois meses, a aprovação de Temer ainda chegava a 9%, enquanto a reprovação ficava em 61% e 23% consideraram a gestão como regular. Às vésperas do impeachment, a administração de Dilma Rousseff (PT) era ótima ou boa para 13% do eleitorado, e 63% consideravam ruim ou péssima.

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TSE decide não cassar a chapa Dilma-Temer Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu nesta sexta-feira (9), ao fim de um julgamento iniciado na terça (6), a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, vencedora das eleições de 2014. Com a sentença, o presidente Temer se mantém no cargo, já que a chapa não teve o registro eleitoral cassado. A votação estava empatada em 3 X 3, mas a não condenação foi selada com o voto de Minerva do presidente da Corte, Gilmar Mendes. O resultado era considerado esperado, já que muitos ministros sinalizaram suas posições desde o início do julgamento. A ação contra a chapa foi de autoria do PSDB, que acusou a campanha vitoriosa de abuso de poder econômico e político.

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Ministro Herman Benjamin vota pela cassação da chapa Dilma-Temer Foto: Roberto Jayme/TSE

Após quase quatro horas de exposição nesta sexta-feira (9), o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou pela cassação da chapa Dilma-Temer. Relator do processo que investiga a campanha de 2014, Benjamin foi o primeiro a votar no julgamento sobre o mérito do caso. “Meu voto é pela cassação da chapa presidencial eleita em 2014 pelos abusos que foram apurados nesses quatro processos”, afirmou o ministro. De acordo com o G1, após o voto do relator, a sessão foi suspensa para um intervalo de almoço. Depois do intervalo, votarão os outros seis ministros.

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