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Amamentação reduz risco de doença cardíaca na mãe Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A amamentação reduz em cerca de 11% a chance de a mulher desenvolver uma doença cardiovascular em relação a mulher que não amamenta, destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A queda dos fatores de risco está ligada ao período de amamentação.

“As publicações giram em torno de 18 meses de amamentação. A mulher que amamenta por mais tempo tem também redução desses fatores de risco: 12% menos risco de acidente vascular cerebral (AVC), 14% menos risco de infarto. Viu-se que a amamentação traz essa proteção para a mulher”, destaca a vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Alexandra Oliveira de Mesquita.

A médica esclarece que isso não significa que a mulher que não amamenta tenha risco aumentado para esse tipo de doença.

Durante a gestação, a mulher sofre alterações hormonais, como alta da resistência à insulina e elevação dos lipídios e do colesterol, principalmente do LDL (colesterol ruim).

Já na lactação ocorre um reset metabólico, uma espécie de reinicialização do organismo, pois a produção de leite atua na regulação do açúcar, ao melhorar o efeito sobre o metabolismo glicídico e aumentar a sensibilidade à insulina; usa glicose do corpo, reduzindo o risco de diabetes; e o alívio cardíaco, uma vez que reduz a pressão arterial e diminui a frequência cardíaca da mãe, permitindo que o coração trabalhe com menos esforço para bombeamento do sangue. As informações são da Agência Brasil.

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Novos casos de câncer devem quase dobrar até 2050, alerta OMS Foto: Freepik

A Organização Mundial da Saúde publicou um alerta, nesta quarta-feira (8), para o aumento de quase 100% dos novos casos de câncer até 2050. Segundo relatório divulgado pela OMS, são estimados 20,6 milhões de novos casos e quase 10 milhões de óbitos por ano.

O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, ficando atrás apenas de doenças cardiovasculares. A Organização aponta que, “sem uma ação urgente”, o número de casos anual deve chegar a quase 35 milhões até 2050.

O Relatório Global sobre a Situação do Câncer 2026 da OMS foi produzido em conjunto com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc).

Além de um aumento expressivo no número de casos, o levantamento aponta para as desigualdades no acesso à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e aos cuidados de suporte, que deixam milhões de pessoas sem os serviços de que necessitam.

Os medicamentos para o tratamento do câncer são inacessíveis para muitos pacientes. Nos países de alta renda, a disponibilidade dos 20 remédios prioritários varia entre 68% e 94%. Já em países de baixa e média-baixa renda, varia entre 9% e 54%.

O relatório também mostra que 87% das mulheres com câncer de mama sobrevivem cinco anos após o diagnóstico em países de alta renda, e apenas cerca de 42% conseguem o mesmo em países de baixa renda.

A pesquisa ainda indica que pelo menos 45% das pessoas afetadas pela doença enfrentam dificuldades financeiras.

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