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Malhada de Pedras
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Feira de animais, cavalgada e shows: Malhada de Pedras comemora 64 anos de emancipação Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O município de Malhada de Pedras completa no próximo domingo (12) 64 anos de emancipação política. Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o prefeito Beto de Preto Neto disse que um grande evento está sendo organizado para celebrar o aniversário da cidade. “Já estamos em clima de festa”, afirmou.

Na programação da festa, a Feira de Animais e da Agricultura Familiar promete movimentar o setor agropecuário em Malhada de Pedras e em toda região. O projeto começa neste sábado (11).

A partir do meio dia, o gestor anunciou que o violeiro Luiz Carlos, grande atração regional, irá se apresentar na feira. Na sequência, Celino e Banda fazem a alegria do público presente. Animais de primeira qualidade e produtos da agricultura familiar local vão estar expostos no local para comercialização.

Já no domingo (12), acontecerá uma grande cavalgada na cidade. Entre 10 e 11h, a concentração se dará no curral da Feira de Animais. O desfile dos cavaleiros seguirá pelas principais ruas do município, encerrando-se na Praça Neli Aparecida Dias Rocha Bezerra, onde serão distribuídos prêmios aos participantes.

No final da tarde, Celino e Banda se apresentarão no local, seguido de Willy Vaqueiro, atração que tem representado os vaqueiros em todo país. O forrozeiro Adelmário Coelho, o cantor de pagode Léo Santana e a banda Dois Amores.

O prefeito fez questão de convidar a todos para prestigiar o evento, que busca celebrar não apenas o aniversário da cidade, mas todo desenvolvimento alcançado sob sua gestão. “Malhada de Pedras está em festa. Convido o público de Malhada de Pedras e da região para estarem aqui conosco. Estamos comemorando 64 anos de emancipação política, mas também os feitos do nosso governo municipal”, afirmou.  

Para o futuro, Neto se comprometeu a continuar trabalhando ainda mais para conseguir avançar e conquistar mais vitórias para a população malhadapedrense.

Bahia
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Na contramão do Brasil, Bahia amplia número de produtores orgânicos Foto: Divulgação/Lucas Gama

Enquanto o Brasil registra a primeira queda no número de produtores orgânicos desde o início da série histórica, em 2013, a Bahia aparece entre os estados que seguem expandindo a produção certificada. Dados do Observatório do Brasil Orgânico mostram que o estado ganhou 209 novas unidades produtivas em 2026, desempenho que o coloca entre os principais destaques nacionais do setor.

O avanço baiano ocorre em um cenário de retração nacional. Segundo o levantamento, o país passou de 25.178 para 23.728 unidades de produção orgânica certificadas, uma redução de 5,7%, equivalente à saída de 1.450 produtores do cadastro oficial. Trata-se da primeira diminuição registrada em 13 anos de monitoramento.

Apesar do resultado negativo no Brasil, a queda ficou concentrada principalmente no Pará e no Maranhão, estados que perderam juntos mais de 1.800 registros. De acordo com os pesquisadores, o movimento está relacionado à saída de grandes grupos de extrativistas ligados às cadeias do açaí e do babaçu, cujas certificações coletivas abrangiam centenas de produtores.

Na direção oposta, a Bahia reforçou sua posição como uma das principais forças da agricultura orgânica nacional. O crescimento foi impulsionado pela diversificação produtiva e pelo avanço de culturas como o algodão orgânico, além da expansão de modelos de certificação voltados à agricultura familiar.

O desempenho também consolida o estado entre os líderes brasileiros do setor. Atualmente, a Bahia figura entre os cinco estados com maior número de produtores orgânicos cadastrados, atrás apenas de Paraná e Rio Grande do Sul e à frente de importantes polos agrícolas do país (São Paulo e Pará).

Outro dado que chama atenção é a mudança no perfil da certificação. Pela primeira vez, os Sistemas Participativos de Garantia (SPG) superaram a certificação por auditoria em número de unidades produtivas. O modelo, bastante utilizado por pequenos agricultores organizados em associações e cooperativas, tem ganhado espaço por reduzir custos e facilitar a inserção de produtores no mercado de orgânicos.

Especialistas avaliam que os números indicam uma reorganização geográfica da produção orgânica brasileira. Enquanto estados do Norte enfrentam perdas ligadas ao extrativismo certificado, regiões do Nordeste vêm ampliando sua participação no setor e conquistando maior protagonismo na produção sustentável de alimentos e fibras.

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