Tag

#ElNiño

9 notícia(s) encontrada(s)
Sudoeste Baiano
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Climatologista faz alerta de baixa produtividade rural durante a primavera no sudoeste baiano Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Por conta do El Niño, as chuvas ocorrerão de forma espaçada e mal distribuídas na região sudoeste da Bahia. Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Rosalve Lucas, climatologista do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), destacou que, nos meses de setembro e outubro, as chuvas serão insuficientes para amenizar a seca.

Somente no final do mês de novembro, as chuvas acontecerão em maior intensidade. Tendo em vista essa previsão, o climatologista adiantou que a região sofrerá com problemas na distribuição de água. “Já estamos prevendo uma queda na disponibilidade de água, tanto nos rios como nos solos. Teremos sim problemas de distribuição de água e na quantidade de água disponível”, apontou.

Consequentemente, a produção rural será afetada. Rosalve disse que, com o desequilíbrio na distribuição de água, as atividades de agricultura e pecuária sofrerão um impacto negativo. Este se estenderá para o consumidor final, tendo em vista as dificuldades vivenciadas no campo e o aumento dos preços dos produtos, como leite, legumes e frutas. “É um efeito em cascata”, afirmou.  

Sudoeste Baiano
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Efeitos do super El Niño antecipam onda de calor e alteram a primavera no sudoeste baiano Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Há cerca de 1 mês, o fenômeno do super El-Niño começou a bagunçar as estações do ano, alternando dias quentes e frios em todo país.  

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, nesta segunda-feira (14), Rosalve Lucas, climatologista do Departamento de Geografia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), informou que, no sudoeste baiano, a primavera, que terá início no dia 22/09, também sofrerá alterações. “Ela vai chegar contaminada. A primavera é uma estação de preparação para o verão. As temperaturas seriam amenas, aumentando gradativamente até dezembro. Mas, com o El Niño, já estamos com as temperaturas acima da média esperada”, descreveu.

Segundo o climatologista, essas alterações também vão afetar a distribuição das chuvas e as temperaturas nos períodos noturnos, que passarão a ser mais quentes.

A previsão aponta ainda que o El Niño será bem mais forte que o normal, com efeitos mais severos a partir da segunda quinzena de outubro. Desse período até o final do ano, as temperaturas registradas serão elevadas e as chuvas mal distribuídas. Rosalve disse que as chuvas ocorrerão em um tempo curto, porém com grande intensidade.

As mudanças envolvem ainda a ocorrência de ventanias, chuvas de granizo e ondas de calor.

Brasil
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90% Foto: Divulgação/Nottos

A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) divulgada na quinta-feira (10).

A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950.

O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%. Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.

Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.

Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.

Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura.

Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

Guanambi
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Guanambi: Secretário alerta pecuaristas e orienta venda de gado antes do período de seca Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Diante das previsões meteorológicas que indicam um período prolongado de estiagem impulsionado pelo fenômeno El Niño, o secretário de Agricultura de Guanambi, Vanderlei Florêncio, fez um alerta aos produtores rurais e pecuaristas do município. O gestor esclareceu, em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, que a pasta não dispõe de dotação orçamentária para custear a manutenção individual de rebanhos e enfatizou a importância do planejamento preventivo para evitar perdas financeiras no campo.

Para conter os impactos do período crítico na pecuária, o secretário sugeriu que os criadores comercializem o gado que já se encontra em peso ideal para o abate, garantindo boa rentabilidade e reduzindo a demanda por água e ração. “Se o gado está gordo agora, vende, aplica o dinheiro em outra coisa e vai mantendo o restante. Só o poder público não consegue, o produtor precisa fazer a parte dele. A Secretaria de Agricultura não tem recursos ilimitados para atender todo mundo”, orientou Florêncio.

Apesar do sinal de alerta para o fim do ano, a pasta informou que a situação atual do município permanece estável devido ao volume de chuvas registrado nos primeiros meses do ano, mantendo reservatórios e tanques comunitários com níveis razoáveis. A principal apreensão da gestão municipal concentra-se nos meses de outubro e novembro, caso as precipitações atrasem. Para mitigar os impactos em áreas vulneráveis, a prefeitura mantém o abastecimento humano contínuo com uma média de 30 carros-pipa distribuídos diariamente.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
São Paulo tem mais de 58 mil casos de dengue desde o início do ano Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O estado de São Paulo já confirmou 58.683 casos de dengue e 42 mortes decorrentes da doença desde o início do ano. O balanço divulgado pelas autoridades de saúde aponta que o número de vítimas fatais pode aumentar nos próximos dias, visto que outros 30 óbitos seguem sob investigação. Do total de infectados, 57.402 foram diagnosticados com a forma clássica da doença, 1.180 apresentaram sinais de alarme — como dores abdominais intensas, vômitos e sangramento de mucosas — e 101 evoluíram para o quadro de dengue grave, caracterizado por choque, sangramento severo ou comprometimento de órgãos.

Até o momento, os exames laboratoriais e critérios clínico-epidemiológicos permitiram descartar mais de 297 mil suspeitas, enquanto 7.256 notificações permanecem em análise pelas equipes de vigilância. No mapa da mortalidade da arbovirose no estado, o município de Taubaté aparece como a cidade com o maior número de óbitos registrados. Das vítimas fatais na cidade, sete pacientes tinham entre 10 e 79 anos e quatro possuíam mais de 80 anos.

Em resposta ao cenário epidemiológico, a Secretaria da Saúde informou que mantém monitoramento ininterrupto, intensificando as ações no período entre outubro e maio, quando a transmissão do mosquito Aedes aegypti atinge seus maiores picos. Entre as estratégias adotadas está o lançamento do Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, voltado ao suporte dos municípios e à identificação de regiões prioritárias. A pasta destacou ainda que já repassou mais de R$ 1,5 bilhão às 645 cidades paulistas por meio do programa IGM SUS Paulista para fortalecer a Atenção Primária no combate às arboviroses urbanas.

Malhada de Pedras
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Seca prolongada faz Malhada de Pedras decretar 'fogo zero' e ampliar abastecimento Foto: Lucas Ataíde/Achei Sudoeste

O município de Malhada de Pedras também está em alerta devido à previsão de seca prolongada em razão do super El Niño.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, nesta quinta-feira (03), o secretário municipal de meio ambiente e diretor da Defesa Civil Municipal, Lucas Ataíde, informou que o Município tem se preparado há algum tempo colocando em prática ações preventivas de convivência com a seca. “Tivemos em 2025 uma das piores secas na nossa região e, diante desse cenário, nós ampliamos a oferta de abastecimento de água, mantivemos os decretos de calamidade ativos para funcionamento da Operação Carro Pipa e aumentamos a perfuração de redes de água bruta”, relatou.

Segundo Ataíde, as queimadas que têm sido registradas com frequência na cidade, inclusive dentro do perímetro urbano, são uma grande preocupação nesse contexto. Em parceria com o 7º Batalhão de Bombeiros Militares (BBM), a prefeitura promoveu nesta quinta-feira (03) uma reunião multidisciplinar para combate a essas práticas criminosas.

Além da preservação do meio ambiente, a ação busca garantir o bem-estar e a saúde da população, visto que muitas queimadas são provocadas nas proximidades de residências, escolas e estabelecimentos comerciais. “Não estamos medindo esforços para dar o melhor bem-estar à sociedade”, assegurou.

Com a previsão de dias cada vez mais quentes na região e a seca intensa, o secretário pediu que as pessoas se conscientizem sobre a importância de não praticar queimadas, seja na zona urbana ou rural. “Queimada é crime. Nesse período agora, diante do El Niño, das temperaturas elevadas e da velocidade do vento, é fogo zero para minimizarmos esses efeitos climáticos”, alertou.   

Brumado
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Brumado: Defesa Civil e Recursos Hídricos alertam para seca e pedem uso consciente da água Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em Brumado, a Defesa Civil Municipal e a Secretaria Municipal de Agricultura e Recursos Hídricos fizeram um alerta para uso consciente da água em razão do período de seca prolongada que se aproxima.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, nesta quinta-feira (03), Simão Dutra, diretor da Defesa Civil, explicou que a maior preocupação é com o alarmismo envolvendo o El Niño. “Temos acompanhado de perto isso pra gente se certificar de que esse fenômeno realmente vai atingir a nossa região e prejudicar a zona rural na questão do abastecimento. Estamos atentos”, assegurou.

De antemão, Simão informou que a Operação Carro Pipa está funcionando de forma regular no município, atendendo as comunidades rurais mais castigadas pela seca. Para além desta ação, ele descreveu que o Município tem adotado outras estratégias para convivência com a seca, como a limpeza de aguadas, a abertura de cacimbas e a manutenção dos sistemas de abastecimento de água na zona rural.

Com a situação de emergência vigente, o diretor destacou que a prefeitura tem trabalhado nos locais com maior necessidade a fim de dar suporte hídrico às famílias. “Estamos priorizando essas regiões”, pontuou.

No caso de a seca se agravar, Simão adiantou que a Operação Pipa poderá ser estendida, bem como ser distribuída ração para os pequenos produtores rurais.

Até a confirmação dos efeitos do El Niño, ele pediu que a população faça o uso consciente da água, evitando desperdícios.

Brumado
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
CMDS propõe criação de Comitê de Crise Climática em Brumado contra seca prolongada Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesta quarta-feira (02), o Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS) realizou uma reunião para discutir os efeitos do super El Niño e a previsão de seca intensa para a região de Brumado. A reunião aconteceu de forma extraordinária, no auditório da antiga prefeitura, na Praça Coronel Zeca Leite.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o presidente do CMDS, Cláudio Ribas, salientou que, durante o encontro, o Conselho entregou diretamente ao prefeito Fabrício Abrantes uma resolução para criação do Comitê de Crise Climática em Brumado. O órgão buscará traçar estratégias e mecanismos de convivência e acompanhamento com a seca na cidade.

Presente no evento, o secretário municipal de agricultura, Agno Meira, detalhou que, através do comitê, serão estabelecidas as prerrogativas de como direcionar a parceria entre o CMDS e a Prefeitura Municipal para enfrentamento à seca e minimização dos impactos junto à população. “A perspectiva é que a estiagem se prolongue por mais tempo, mas a prefeitura, através do prefeito, já tem dialogado com o Governo Federal e o Governo do Estado para tentar firmar políticas públicas para o nosso município a fim de amenizar esses impactos”, descreveu.   

Na oportunidade, também foi discutida a criação de um Fundo de Convivência Com a Seca no município. Com essas estratégias, o secretário acredita que Brumado terá todas as possibilidades de enfrentar esse período de estiagem com eficácia.

Da Fazenda Sucuruiu, o produtor Manoel Fernandes disse que, como os efeitos do El Niño serão prolongados, a preocupação na zona rural é ainda maior. “A preocupação é muito grande, mas com fé em Deus vamos encarar. Por enquanto, estamos levando, mas o pasto já está se acabando e a ração é pouca”, afirmou.

Ele destacou que, quando a alimentação dos animais diminui, a produção também enfraquece, afetando toda a dinâmica dos agricultores e pecuaristas na zona rural, como numa reação em cadeia.

Brasil
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Brasil cria plano para emergências na saúde por mudanças climáticas Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde apresentou o Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS e o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027. O anúncio foi feito durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, trazendo um conjunto de medidas estruturadas para enfrentar os graves impactos das mudanças do clima na saúde humana e conter a sobrecarga nos serviços do Sistema Único de Saúde.

O planejamento destaca que o avanço das alterações climáticas traz como principal ameaça o aumento da morbidade, da mortalidade e a ampliação da demanda por atendimentos médicos. Para mitigar esses riscos, as ações foram pautadas na equidade e na justiça climática, reconhecendo que populações em situação de vulnerabilidade socioambiental e com menor acesso aos serviços públicos são as mais atingidas pelas crises ambientais.

O AdaptaSUS está estruturado em cinco eixos centrais de atuação imediata: criação de Salas de Situação para governança federativa e interna; disponibilização de kits emergênciais de assistência farmacêutica; prontidão da Força Nacional do SUS com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e a organização dos serviços de acordo com as especificidades de cada bioma. Em médio prazo, a iniciativa estabelece 27 metas e 93 ações projetadas até 2035, com investimentos que já incluem o aporte de R$ 226,6 milhões da Funasa para a contratação de 18,8 mil cisternas em 397 municípios afetados pela seca.

A estratégia ganha caráter de urgência diante das projeções para o fenômeno El Niño, classificado como “forte” até 2027, podendo atingir o patamar “muito forte” e ter sua janela crítica entre outubro e março. O plano integra tecnologias de monitoramento como o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e sistemas do Cemaden, alinhando-se ao Plano Clima Adaptação do governo federal para proteger a população contra doenças respiratórias, surtos de vetores, problemas decorrentes do desabastecimento de água e desastres naturais extremos. As informações são da Agência Brasil.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
El Niño pode aumentar casos de chikungunya e dengue no Brasil Foto: Reprodução/Agência Brasil

O fenômeno climático El Niño pode se manifestar de forma moderada a forte a partir do segundo semestre deste ano, o que favorece a multiplicação do mosquito Aedes aegypti, aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Diante deste cenário, o Ministério da saúde emitiu uma nota técnica para alertar estados e municípios sobre o aumento de arboviroses, como dengue e Chikungunya. De acordo com as projeções do InfoDengue/Fiocruz, o país pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.

A elevação das temperaturas e o aumento das chuvas em certos locais estimulam o acúmulo de água, o que cria ambientes propícios para criadouros do vetor.

Para atenuar esse cenário, o Ministério da Saúde defende que haja a intensificação de ações de vigilância e controle por parte de estados e municípios.

O órgão recomenda bloqueios de transmissão logo após a identificação dos primeiros casos, reestruturação das tarefas executadas pelos agentes de combate às endemias e a aplicação das tecnologias de controle de vetores indicadas pelo ministério.

Também é importante que a população fique atenta a possíveis criadouros de mosquitos em suas casas, além de prestar atenção aos sinais e sintomas dos vírus.

Por se tratar de estimativas epidemiológicas, as projeções podem passar por ajustes e atualizações de acordo com novas informações implementadas nos modelos.

Apesar do cenário de atenção, o país apresentou redução no número de casos dessas doenças neste ano.

Até 20 de junho de 2026, foram registrados 392,8 mil casos de dengue, o que representa queda de 73% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os casos de Chikungunya também apresentaram redução, de 46%.

Brasil
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Inverno começa neste domingo no Brasil e terá impacto do El Niño Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O inverno no Hemisfério Sul começou oficialmente às 5h24 deste domingo (21). A estação mais fria do ano é marcada por temperaturas baixas e dias curtos e termina em 22 de setembro, quando abre espaço para a primavera.

Este ano, no entanto, por conta do El Niño, o inverno deverá ter temperaturas mais elevadas no Brasil. O início do fenômeno foi confirmado pela Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês)

O El Niño, que significa O Menino, em espanhol, se caracteriza pelo aquecimento da região equatorial do Oceano Pacífico. O nome foi dado por pescadores do Peru e do Equador que apelidaram o aquecimento das águas em referência ao Niño Jesus ou Menino Jesus.

“A gente pode não ter um inverno tão frio quanto a gente já teve”, diz o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Melquizedek Rafael Duarte da Silva.

“O El Niño acaba criando um bloqueio, principalmente próximo a São Paulo e não permite que as frentes frias avancem tanto para a região do Sudeste e também um pouco para a região Centro-Oeste”, explica.

Além de temperatura mais elevadas nessas regiões, o fenômeno pode trazer mais chuvas.

“O El Niño favorece a ocorrência de mais chuvas na região Sul, podendo causar eventos extremos de chuva, com chuva muito forte um curto período de tempo. O inverno já é um período que chove na região Sul. Com acréscimos dos efeitos do El Niño, isso pode ser agravado”, diz Silva. As informações são da Agência Brasil.

Compartilhe
com nosso
Whatsapp

77 99968-1705

Mais Recentes

Mais Clicadas

Comentários

Arquivo

2026
2025
2024
2023
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013