Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste A Prefeitura Municipal de Riacho de Santana confirmou ao site Achei Sudoeste, nesta quarta-feira (28), a rescisão, a pedido, do contrato de trabalho da enfermeira Mirelly Cardoso Guedes, que atuava no Hospital Municipal. A decisão ocorre após a ampla repercussão negativa de um vídeo gravado pela profissional logo após a confirmação do resultado da eleição presidencial, no qual ela ataca e ironiza pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Nas imagens que circularam nas redes sociais, Mirelly, que é filha do presidente eleito da Câmara de Vereadores do município, Elmir Guedes Rocha, expressa revolta com o desfecho das urnas e desfere declarações de desdém contra os cidadãos que dependem de programas de assistência e da saúde pública. Durante a gravação, ela afirmou não precisar do sistema de regulação nem do Bolsa Família e completou: “Sabe o que eu quero? Quero ver a bagaceira, quero ver o Brasil afundar. O pobre ficar mais pobre. Quero isso”. Levantamentos apontam que a própria profissional constava como beneficiária do programa federal até o dia 14 de outubro, quando o benefício foi cancelado.
Diante da repercussão, o prefeito João Vitor Martins Laranjeira repudiou, novamente, as declarações e comunicando a abertura de uma apuração interna. O gestor enfatizou que defende a liberdade de manifestação, mas frisou que “ela deve vir acompanhada de ética, de decência e de respeito às pessoas e aos princípios que regem o serviço público”. A nota acrescenta que o município não compactua com falas que “desrespeitam famílias que enfrentam dificuldades reais todos os dias e que são prioridade desta gestão”, confirmando a instauração de uma sindicância para averiguar os fatos.
O pai da servidora, o vereador Elmir Guedes Rocha, conhecido como Mirim da Vidraçaria, também se manifestou publicamente reprovando a atitude da filha. O parlamentar destacou que Mirelly é maior de idade, declarou que não tinha conhecimento prévio do conteúdo e colocou-se à disposição dos órgãos de controle, ressaltando que, embora vá prestar amparo familiar, “cada um deve responder pelos seus atos”.