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Brasil
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Correios planejam fechar 1000 agências no Brasil; na Bahia 31 unidades estão ameaçadas Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Os trabalhadores dos Correios deflagraram uma greve na quinta-feira (10). Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Shirlene Pereira de Souza, presidente do Sindicato dos Servidores dos Correios e Telégrafos na Bahia, disse que a empresa quer atacar o plano de saúde e fechar agências em todo país.

Os Correios alegam que estão passando por um processo de reestruturação, porém a alegação é contestada pela categoria. Para Shirlene, em uma reestruturação, a empresa trabalha para oferecer novos serviços e clientes, bem como melhorar a qualidade do atendimento, mas não é isso que está acontecendo. “A empresa está fazendo o inverso. Ela está elaborando vários planos de demissão e atacando os direitos dos trabalhadores para cobrir o próprio déficit”, afirmou.

O plano prevê o fechamento de 1 mil agências em todo território nacional. Na Bahia, 31 unidades do interior estão ameaçadas. Souza entende que a retirada de postos de trabalho representa o descumprimento da constituição, prejudicando diretamente a população. “A reestruturação da empresa está destruindo por dentro os Correios. Estamos lutando para manter essa empresa, que é de grande importância social”, completou.

Os Correios não atuam apenas com entrega de correspondências e encomendas, mas atuam com integração social alcançando todos os pontos do país, até os mais inacessíveis.

O sindicato cobra a intervenção do Governo Federal frente à situação a fim de preservar os Correios.

Bahia
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Greve dos bancários param bancos públicos a partir da próxima quinta-feira (10) na Bahia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Após assembleia realizada na sexta-feira (04), o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e região decidiu aderir à greve e deve paralisar as atividades nos bancos a partir da próxima quinta-feira (10).

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Paulo Barrocas, presidente do Sindicato dos Bancários no Sudoeste da Bahia, informou que a categoria reprovou integralmente a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “Nos bancos públicos, a votação foi bem expressiva. Os trabalhadores recusaram a proposta por ampla maioria. Nos bancos privados, a votação foi mais apertada, mas a proposta também foi rejeitada”, relatou.

No próximo dia 9, antes da deflagração da greve, uma nova avaliação será feita pelo sindicato junto aos bancos privados. Nos bancos públicos, por ampla maioria, a decisão já foi tomada e, a partir do dia 10/09, o movimento grevista terá início.

Em resumo, a proposta da Fenaban consistiu em repor a inflação e conceder mais 0,6% de reajuste. Barrocas salientou que a inflação já é um direito do trabalhador em função das perdas salariais. Ele destacou ainda que 0,6% é praticamente nada de reajuste. “É um índice muito insatisfatório, tanto para bancos públicos quanto privados”, considerou.

Além do reajuste, a categoria reivindica melhores condições de trabalho, mais respeito à saúde do trabalhador e o não fechamento das agências no interior.

Sudoeste Baiano
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Bancários da região sudoeste aderem à paralisação nacional e exigem propostas plausíveis Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (20), os bancários de Vitória da Conquista, Brumado, Itapetinga, Poções, Barra da Estiva, Livramento de Nossa Senhora, Paramirim, Tanhaçu, Barra do Choça, entre outras cidades da região, aderiram à paralisação nacional da categoria.

O ato público, que suspendeu a abertura das agências, teve o objetivo de pressionar as instituições financeiras a apresentarem respostas plausíveis às reivindicações dos trabalhadores. Os bancários estão em campanha salarial desde 24 de junho e já ocorreram oito rodadas de negociações sem nenhum avanço.

Em 2025, o setor bancário lucrou R$ 171 bilhões. Apesar do resultado expressivo, os bancos seguem precarizando as condições de trabalho, demitindo e fechando agências. Entre as principais reivindicações estão a melhoria do atendimento para a população, o fim das demissões e do fechamento de agências, a valorização do trabalho bancário e da PLR, garantia dos direitos adquiridos, plano de saúde digno e aumento real nos salários e demais verbas.

Nos últimos 10 anos, o setor bancário fechou 88 mil postos de trabalho e 9,5 mil agências em todo o país. O resultado desse processo é o agravamento da exploração da categoria, que sofre com uma pressão constante pelo cumprimento de metas, sobrecarga de tarefas e os maiores índices de trabalhadores afastados por adoecimento físico e mental.

Paulo Barrocas, presidente do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, destacou que a categoria seguirá mobilizada e aberta ao diálogo. “É fundamental que as instituições apresentem propostas que deem condições dignas de trabalho, que respeitem os empregados e clientes, e que reconheçam a importância e a contribuição dos bancários para os resultados bilionários do setor”, afirmou.

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