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Guanambi
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Obras da Fiol entre Guanambi e Caetité são iniciadas com investimento de R$ 467 milhões Foto: Divulgação/Infra S.A

As obras do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) entre Guanambi e Caetité foram oficialmente iniciadas. O segmento integra o Lote 05FC, com 35,75 quilômetros de extensão, e é considerado um dos pontos mais complexos para a implantação da malha ferroviária na Bahia. A empresa estatal Infra S.A. confirmou que a construtora responsável já instalou o canteiro e iniciou a mobilização de trabalhadores, máquinas e aprovação dos projetos iniciais.

A intervenção está sob a responsabilidade do Consórcio A.Gaspar/Vipetro, contratado pelo valor de R$ 467,9 milhões para desenvolver os projetos executivos e realizar os serviços remanescentes. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 43 meses a partir da ordem de serviço, com previsão de entrega total do trecho para 2029. A contratação do lote integra as ações do Novo PAC e foi acompanhada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A retomada da obra só foi possível após a reformulação do projeto original, que estava paralisado há anos por entraves ambientais. O traçado antigo passava próximo à vila e à Barragem de Ceraíma — reservatório essencial para o abastecimento regional e irrigação —, gerando preocupações com riscos geológicos e impactos sociais. Com o novo desenho, a linha ferroviária foi afastada do reservatório e da comunidade, adequando-se às normas ambientais.

O Lote 05FC resolve um dos principais pontos de descontinuidade da Fiol 2, trecho de 485 quilômetros que ligará Caetité a Barreiras e que já conta com mais de 70% de execução física. Projetada para transportar até 50 milhões de toneladas por ano, a ferrovia servirá como corredor estratégico para o escoamento de minério de ferro e da produção agrícola do Matopiba em direção ao litoral baiano. A Infra S.A. segue trabalhando na liberação de outros trechos bloqueados por questões ambientais e fundiárias ao longo do traçado.

Caetité
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TCU concede mais 180 dias para Infra S.A. explicar falhas na Fiol entre Caetité e Barreiras Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Tribunal de Contas da União (TCU) concedeu um novo prazo de 180 dias para que a Infra S.A. conclua as providências relacionadas às irregularidades identificadas nas obras do Lote 7F da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no trecho que liga os municípios de Caetité e Barreiras, no oeste da Bahia. A decisão foi formalizada pelo Acórdão nº 1.969/2026, com extrato publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (30). O processo continuará sob o acompanhamento da Unidade de Auditoria Especializada em Infraestrutura Portuária e Ferroviária (AudPortoFerrovia).

O novo tempo concedido refere-se a três determinações expedidas originalmente pela corte de contas em outubro de 2023. As exigências envolvem a investigação de dormentes de concreto fissurados, a apuração das causas dos atrasos na execução do Contrato nº 60/2010 e a cobrança dos prejuízos decorrentes de serviços rejeitados e não reparados. A nova decisão classifica o status das determinações como “em cumprimento”. O termo técnico indica que a estatal apresentou providências e mantém procedimentos internos em andamento, mas ainda não entregou os resultados definitivos exigidos pelo tribunal.

A primeira determinação exige um diagnóstico completo sobre as fissuras encontradas nos dormentes do Lote 7F — peças fundamentais instaladas sob os trilhos para garantir a sustentação e a distribuição de carga da via. O TCU determinou que a Infra S.A. identifique o total de peças reprovadas, a causa e a extensão do problema, os responsáveis pelas falhas e os custos de uma eventual substituição, cálculo que deve incluir os gastos com a desmontagem e a remontagem da grade ferroviária.

Outro ponto sob escrutínio diz respeito aos atrasos contratuais. Conforme apontado no Acórdão nº 2.179/2023, apenas 77% do objeto do Contrato nº 60/2010 foi executado dentro do prazo previsto originalmente. O tribunal exige a comprovação documental do que motivou a paralisação parcial, a responsabilização dos envolvidos e a aplicação das sanções legais e contratuais cabíveis. Vale ressaltar que o percentual de 77% refere-se estritamente à vigência do contrato original do lote, não representando o avanço físico atual de todo o trecho da Fiol II.

A terceira frente cobrada pelo TCU foca na quantificação dos serviços que foram rejeitados pela fiscalização e não corrigidos pelo consórcio construtor, além do ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos. Apesar de reconhecer progressos nas apurações da estatal, a corte concluiu que nenhuma das pendências foi totalmente sanada até o momento.

Em relação aos dormentes, a Infra S.A. informou ter firmado parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland para a realização de ensaios laboratoriais. Resultados preliminares indicaram reações químicas com potencial de afetar a durabilidade do material, embora a maior parte das peças analisadas ainda atenda aos requisitos técnicos. O tribunal, contudo, aguarda a conclusão definitiva dos estudos, o mapeamento do prejuízo e a indicação dos responsáveis.

No âmbito dos serviços não reparados, os procedimentos avançaram para uma proposta de constituição de débito avaliada em aproximadamente R$ 15,1 milhões contra o consórcio responsável. O montante, contudo, ainda não se trata de uma multa aplicada ou valor recuperado, estando sujeito à conclusão do processo administrativo e ao direito de ampla defesa das empreiteiras.

Caetité
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Obra da Fiol entre Caetité e Ilhéus deve ser retomada em agosto, diz ministro Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A obra bilionária da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), deve ser retomada no início de agosto, segundo a previsão do ministro dos Transportes, George Santoro.

Ao site Metrópoles, o ministro afirmou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já recebeu a documentação do Grupo Mota-Engil, que assumirá a execução das obras, e que o processo está em fase final de tramitação.

“A ANTT recebeu os documentos do Grupo Mota-Engil, que vai assumir a obra. A agência deve deliberar ainda neste mês. Provavelmente, em agosto, já teremos essa obra funcionando”, afirmou o ministro.

Promessa de campanha do presidente Lula, a conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1) é tratada pelo governo federal como uma das principais obras de infraestrutura do Novo PAC. Neste momento, a prioridade é finalizar o trecho 1, que liga Caetité a Ilhéus, no sul da Bahia.

Segundo o ministro dos Transportes, serão investidos cerca de R$ 7 bilhões na conclusão da ferrovia.

As obras foram paralisadas pela Bamin, empresa responsável pelo projeto, em março de 2025, quando cerca de 75% da execução já havia sido concluída.

Concebida para formar um corredor de exportação, a Fiol ligará a produção mineral e agrícola do interior brasileiro aos portos baianos, ampliando a capacidade logística da região.

Caetité
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Concessão da Fiol 1 entre Ilhéus e Caetité avança após decisão do TCU Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu encerrar e arquivar o processo que tratava da concessão do Trecho I da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1) em acordo divulgado na sexta-feira (26). Esse trecho compreende um percurso de 537 quilômetros entre os municípios de Ilhéus e Caetité.

A decisão foi tomada por unanimidade pelo Plenário da Corte durante sessão ordinária realizada em 17 de junho de 2026, conforme o Acórdão nº 1546/2026, no âmbito do Processo nº TC 018.921/2025-6, relatado pelo ministro Jhonatan de Jesus.

Segundo o acórdão, o Tribunal considerou cumprida a determinação estabelecida no subitem 1.7.1 do Acórdão nº 2.211/2022-Plenário. Com isso, foi determinado o encerramento e o arquivamento do processo, com fundamento no artigo 169, inciso V, do Regimento Interno do TCU.

A medida também prevê que a decisão seja comunicada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao Ministério dos Transportes. O Tribunal informou ainda que a íntegra da decisão ficará disponível em seu portal eletrônico após a publicação oficial.

O processo analisado refere-se à passagem da Fiol 1 para a iniciativa privada. A ferrovia é um trecho estratégico para o transporte de cargas na Bahia, ligando o interior do estado ao litoral por meio do futuro Porto Sul, em Ilhéus.

A sessão foi presidida pelo ministro Vital do Rêgo e contou com a participação dos ministros Walton Alencar Rodrigues, Benjamin Zymler, Jorge Oliveira, Antonio Anastasia, Jhonatan de Jesus e Odair Cunha, além dos ministros-substitutos Augusto Sherman Cavalcanti, Marcos Bemquerer Costa e Weder de Oliveira. As informações são do Bahia Notícias, parceiro do Achei Sudoeste.

Guanambi
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Fiol: Obra entre Guanambi e Caetité é destravada após revisão de traçado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Infra S.A. deu início a uma das etapas mais complexas e aguardadas das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). O contrato para o lote 05FC, que compreende um trecho de 35,7 quilômetros entre os municípios de Guanambi e Caetité, prevê um investimento de R$ 467,9 milhões. O segmento é considerado um dos “gargalos” do empreendimento devido ao relevo acidentado e à necessidade de proteger estruturas sensíveis na região.

A execução dos trabalhos, a cargo do Consórcio A. Gaspar/Vipetro, ocorre após uma revisão estratégica do traçado original. O projeto precisou ser redesenhado para afastar a ferrovia da Barragem de Ceraíma e de uma mina de ametistas em Brejinho das Ametistas. Essa mudança foi fundamental para obter o aval do Ibama, garantindo que as vibrações das obras e da futura operação ferroviária não comprometam a segurança hídrica da população ou a integridade das galerias subterrâneas da mina.

Com um prazo de execução de 43 meses, a obra inclui a construção de sete viadutos que, somados, ultrapassam três quilômetros de extensão, com pilares que atingem até 60 metros de altura. Devido à proximidade com áreas residenciais e reservatórios, o consórcio utilizará técnicas de escavação controlada e monitoramento geotécnico constante. O objetivo é eliminar riscos de detonações e garantir a preservação ambiental em um dos pontos mais desafiadores da engenharia ferroviária nacional.

A conclusão deste trecho é vital para consolidar o corredor logístico que ligará o interior baiano ao Porto de Ilhéus. Integrante do Novo PAC, a Fiol II já atingiu mais de 70% de execução global e tem previsão de entrega total para o segundo semestre de 2027. Quando finalizado, o sistema terá capacidade para escoar até 50 milhões de toneladas de grãos e minérios por ano, conectando o Centro-Oeste brasileiro ao Oceano Atlântico.

Bahia
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Ivana Bastos diz que obras da ponte da Fiol sobre o Rio São Francisco são a imagem da esperança Foto: Lorena Vasconcelos

Em meio a tanta incerteza com relação ao futuro da Ferrovia Engenheiro Vasco Azevedo Neto, antiga Ferrovia da Integração Oeste Leste (Fiol), a deputada estadual Ivana Bastos (PSD), presidente da Comissão que trata do tema na Assembleia Legislativa, presenciou o que chamou de “imagem da esperança”. A parlamentar viu de perto o avanço das obras do lote 5A da Fiol, a ponte sobre o Rio São Francisco. Para ela, o desenhar físico das obras da ponte da Fiol sobre o Rio São Francisco é o autêntico símbolo da esperança de todos os baianos que seguem acreditando e lutando por está obra estruturante e estratégica para a Bahia. “A nossa persistência tem impedido que as obras sejam efetivamente paralisadas enquanto o imbróglio sobre a modelagem de concessão e exploração da Fiol e Porto Sul sejam definitivamente demarcadas em Brasília. De outro lado, este Lote da Fiol, a ponte sobre o Rio São Francisco, é essencial para o barateamento do escoamento da produção de grãos do oeste baiano, via Fiol e Porto Sul”, destacou a parlamentar.  

Bahia
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Deputada Ivana Bastos apresenta relatório da Valec na Comissão da Fiol Foto: Camila Queiroz

Na reunião da Comissão da Ferrovia Engenheiro Vasco Azevedo Neto, antiga Fiol, e Porto Sul, na quarta-feira (14), a deputada estadual Ivana Bastos (PSD) apresentou um relatório mais recente da Valec relativo às obras da ferrovia. Segundo a parlamentar, nos diversos lotes estão sendo mantidas ações de manutenção das obras já realizadas. “Essa manutenção é muito positiva, tendo em vista nossa perspectiva de que em breve será lançado o edital para licitação e concessão da ferrovia”, afirmou. Outro ponto positivo é que no lote 5FA - ponte sobre o Rio São Francisco - as obras seguem avançando, atingindo 46% do total a ser executado. Já no lote 4 - região de Brumado, o retorno das obras ainda não ocorreu porque a empresa responsável, a Andrade Gutierrez, não aceitou renegociar com a Valec. No texto, a Valec afirma que, até o final de fevereiro de 2017, cerca de 1733 operários estarão em atuação em todos os lotes, exceto o lote 4. A ferrovia está com 71,24% de obra física executada entre Ilhéus e Caetité e, no total, levando em conta o trecho de Caetité até Barreiras, 48,25% executada.

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