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Brumado: Delegado alerta consumidores contra golpes através de falsas lojas online Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O golpe da loja online falsa é atualmente a fraude de compras mais comum no Brasil, representando cerca de 45% das denúncias de crimes digitais no comércio. Os criminosos clonam o visual de grandes marcas ou criam perfis fictícios em redes sociais com ofertas irresistíveis. Após o pagamento, geralmente exigido via Pix, o produto nunca é entregue e o suporte desaparece.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o delegado Wendel Neri, titular na Delegacia Territorial de Brumado, disse que esse tipo de golpe é bastante comum na região. Para não se tornar uma vítima, ele orientou que as pessoas devem agir preventivamente. “A população, sobretudo o consumidor, tem que ter uma atenção redobrada no que tange aos produtos e serviços oferecidos na internet. É preciso cautela, na internet nem toda oferta é uma oportunidade. Pode ser uma armadilha”, destacou.

Geralmente, os criminosos usam falsos sites, de lojas conhecidas, replicando características semelhantes dos portais. Segundo o delegado, os preços oferecidos pelos produtos e/ou serviços nesses sites são muito abaixo daqueles existentes no mercado, o que chama a atenção para a possibilidade de golpe. “Descontos exagerados ou produtos com benefícios extremamente vantajosos acendem o alerta quanto à possibilidade de golpe”, afirmou.

Os golpistas se utilizam ainda de anúncios patrocinados nas redes sociais para chamar a atenção do consumidor e ampliar o alcance de suas práticas criminosas.

Outro ponto importante é que, na hora do pagamento, Neri alertou que a chave Pix não tem nenhuma vinculação com o CNPJ da empresa que, em tese, seria a verdadeira. Ainda são usados falsos comprovantes e links de rastreamento para enganar o consumidor. “É atenção redobrada do consumidor para o site que ele está acessando. Ele deve olhar para o link para verificar se, de fato, pertence à empresa. A identidade visual da verdadeira é de fácil acesso, deve ter algum erro de grafia ou no link que indique que não é da empresa”, salientou.

Também é possível acessar portais como o Google e o Reclame Aqui a fim de verificar a existência de denúncias relacionadas a determinados sites.

Sudoeste Baiano
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Golpe de R$ 20 milhões: suspeito de criar sites falsos do Detran é preso em Jaguaquara Foto: Divulgação/Polícia Civil

Nesta terça-feira (5), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Territorial de Jaguaquara, cumpriu mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem, de 31 anos, investigado por integrar uma organização criminosa especializada na prática de estelionato digital e lavagem de capitais, responsável por fraudes eletrônicas cometidas contra vítimas no estado de Minas Gerais.

O suspeito foi capturado quando desembarcava na Rodoviária de Jaguaquara, vindo da cidade de Valença. “No esquema criminoso, ele seria um dos responsáveis pelo sistema de pagamentos, se passando por autarquia estadual com o objetivo de enganar as vítimas”, afirmou o delegado Chardison Castro, responsável pela operação.

A ação faz parte da colaboração da Polícia Civil da Bahia na operação intitulada “Espelho Turvo”, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais, em 29 de abril deste ano, por intermédio da 3ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), unidade vinculada ao Departamento de Operações Especiais (DEOESP) da PCMG, e que já cumpriu medidas nos estados do Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina.

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, o esquema criminoso era baseado na criação de websites fraudulentos que simulavam portais oficiais do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/MG) e da Secretaria de Estado da Fazenda, com o objetivo de enganar e induzir vítimas ao pagamento de taxas.

Os valores eram desviados para contas vinculadas ao grupo criminoso. Estima-se que, de janeiro de 2024 até o momento, aproximadamente 1.200 pessoas tenham caído no golpe da organização, que contabiliza vantagem ilícita estimada em mais de R$ 20 milhões.

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