Tag

#GovernoBrasileiro

3 notícia(s) encontrada(s)
Esportes
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
O Brasil está a ponto de guardar Bitcoin nas reservas nacionais: entenda o que isso significa

Pedro Giocondo Guerra, chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin, disse em março do ano passado, algo que poucos esperavam ouvir de um representante do governo Lula: que uma reserva estratégica de Bitcoin "é de interesse público e será determinante para a nossa prosperidade econômica." A frase não passou despercebida. O debate saiu das comunidades cripto e entrou nos corredores da Câmara dos Deputados, do Banco Central e do Ministério da Fazenda. E tem impacto direto em quem investe: se o Brasil passar a comprar Bitcoin como ativo de Estado, a pressão de compra no mercado poderia ser expressiva, e os efeitos sentir-se-iam no btc real em tempo real.

O projeto que está no Congresso

O PL 4.501/2024, de autoria do deputado Eros Biondini (PL-MG) e com relatoria do deputado Luiz Gastão (PSD/CE) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, propõe a criação da Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins, batizada de RESBit. A ideia central: autorizar o Tesouro Nacional a comprar Bitcoin de forma gradual e planejada, com um teto de 5% das reservas internacionais do país.

Para ter uma noção da escala, o Brasil detinha o equivalente a US$ 361 bilhões em reservas internacionais em 2024. Cinco por cento disso representa cerca de US$ 18 bilhões em Bitcoin potencial. A custódia ficaria com o Banco Central, em cold wallets desconectadas da internet, auditadas pelo Tribunal de Contas da União. O texto proíbe vendas por um prazo mínimo de cinco anos, salvo aprovação do Congresso em situação de calamidade.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico já aprovou a convocação do Banco Central e do Ministério da Fazenda para debater o projeto, com participação de representantes do setor público e privado. O parecer do relator pode ser votado ainda antes do recesso de julho de 2026, com o texto seguindo depois para o Senado.

Por que o governo está levando isso a sério

O argumento central do projeto não é especulativo. É geopolítico. Em 2022, após a invasão da Ucrânia, os países ocidentais congelaram as reservas internacionais da Rússia em dólares e euros, um movimento que chamou a atenção de governos em todo o mundo sobre os riscos de manter reservas em ativos que podem ser bloqueados por decisões políticas de terceiros.

O Bitcoin não pode ser confiscado por um governo estrangeiro. Não há autoridade central que possa bloquear uma carteira. Para países que querem diversificar as suas reservas para além do dólar e do euro, esse argumento tem peso.

Os Estados Unidos deram o exemplo em março de 2025, quando o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva criando a Strategic Bitcoin Reserve americana, com mais de US$ 17 bilhões em BTC apreendidos, proibindo vendas futuras. O movimento americano foi amplamente citado nos debates brasileiros como referência de legitimação institucional do ativo.

A Febraban, a federação dos bancos brasileiros, apresentou dados à Câmara mostrando que uma exposição de 5% em Bitcoin ajuda a reduzir a volatilidade das reservas e serve como diversificação real. Não é a posição definitiva do setor, mas é um sinal de que a conversa mudou de tom.

O Banco Central não está convencido, e isso importa

Nem tudo são boas notícias para quem torce pela aprovação do projeto. Em agosto de 2025, o Banco Central e o governo federal afastaram oficialmente a possibilidade de o Brasil comprar Bitcoin como reserva internacional, citando a volatilidade do ativo e um relatório da OMFIF, o fórum de instituições monetárias internacionais, que considerou a inclusão de criptoativos em portfólios de bancos centrais inadequada no momento atual.

A posição oficial do Banco Central é que as reservas brasileiras são compostas por títulos, depósitos em moedas estáveis e ouro, e que não há consenso internacional para mudar essa composição. O debate continua aberto no Congresso, mas o caminho até a aprovação enfrenta resistência institucional real.

O que isso muda para quem investe em Bitcoin no Brasil hoje

Independentemente do desfecho legislativo, o debate em si já tem efeitos. Quando um governo de grande economia emergente discute abertamente guardar Bitcoin nas suas reservas, a percepção global do ativo muda. Deixa de ser tratado como aposta especulativa e começa a ser avaliado com a lógica de quem precifica infraestrutura financeira de longo prazo.

O btc real é influenciado tanto pelo preço global do ativo em dólar quanto pelo comportamento do câmbio. Em momentos de pressão sobre o real, o Bitcoin em reais tende a subir mesmo sem movimento em dólar, porque a desvalorização da moeda brasileira amplifica o valor do ativo na conversão. Essa dinâmica funcionou em vários momentos da última década e é um dos argumentos mais citados por quem defende o BTC como ferramenta de diversificação para investidores de mercados emergentes.

Se a RESBit avançar, o impacto direto seria uma pressão de compra significativa num mercado de oferta limitada. Se não avançar, o Brasil terá mesmo assim consolidado uma posição nova: a de país que levou o Bitcoin ao nível do debate sobre soberania econômica. Para o mercado, essa mudança de narrativa não é trivial.

Justiça
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Carla Zambelli é libertada na Itália após tribunal negar extradição Foto: Reprodução/Instagram

A ex-deputada Carla Zambelli foi libertada na noite da última sexta-feira (22), após a Corte de Cassação da Itália negar o pedido do governo brasileiro para extraditá-la.

Ao deixar a prisão, Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, profissional italiano que cuida de sua defesa.

“Agora, a gente está livre para continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo vão saber pelos meus canais”, declarou.

De acordo com a defesa de Zambelli, o tribunal reconheceu que houve erros nas decisões que autorizam a extradição. Dessa forma, a ex-deputada pode deixar a prisão e vai aguardar o desfecho do processo em liberdade.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda Foto: Divulgação/Receita Federal

O contribuinte terá de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como “bets”, que deverão ser declarados no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Além dos prêmios recebidos, os contribuintes também precisarão informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado.

De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.

Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, José Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual.

“Essas pessoas apuram e pagam o imposto conforme está na lei. Agora, elas precisam informar esse rendimento na declaração. Trata-se de um ganho tributável”, explicou.

Compartilhe
com nosso
Whatsapp

77 99968-1705

Mais Recentes

Mais Clicadas

Comentários

Arquivo

2026
2025
2024
2023
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013