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Sudoeste Baiano
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Carnes de caça ilegal são apreendidas em Itapetinga, Brumado, Poções e Anagé Foto: Divulgação/PMVC

Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou na apreensão de um freezer repleto de animais silvestres abatidos no interior da Bahia. A carga chegou ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista na noite de quinta-feira (20), escancarando a persistência da caça predatória e do comércio ilegal de fauna na região.

Entre os itens apreendidos nas cidades de Itapetinga, Brumado, Poções e Anagé, os fiscais encontraram cerca de dez animais inteiros, além de cortes de espécies como tamanduás, tatus e veados. Por ser fruto de crime e não possuir qualquer controle sanitário, o material proibido não poderá ser aproveitado nem mesmo para a alimentação dos animais abrigados no Cetas e terá como destino final a incineração.

Coordenador do Cetas, Aderbal Azevedo destacou o espanto com o volume da apreensão e alertou para a responsabilidade de quem compra o material. Segundo ele, o abate predatório só se mantém porque existe uma demanda ativa na ponta final, ressaltando que quem consome carne de caça é tão responsável pelo crime quanto quem mata os animais na mata.

A assessora especial da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Ana Cláudia, frisou que a caça sem permissão é enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998), que prevê punições severas para o abate, transporte e venda de produtos da fauna. O enfrentamento a esse tipo de conduta vem sendo intensificado na região sudoeste do estado por meio de uma força-tarefa conjunta entre a Semma, o Inema e o Ibama.

Além do impacto direto na biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas locais, as autoridades ambientais reforçam o apelo para que a população denuncie e se recuse a adquirir ou consumir produtos de origem ilícita. A preservação da fauna silvestre depende do combate ostensivo dos órgãos de fiscalização, mas exige também a conscientização coletiva para cortar a cadeia de suprimento do tráfico.

Guanambi
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Homem atira contra cachorro de vizinha após acusar animal de matar galinhas em Guanambi Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Uma denúncia de disparo de arma de fogo contra um animal mobilizou a Polícia Militar na tarde de quinta-feira (28), na zona rural de Guanambi. O caso ocorreu por volta das 15h40, na altura do quilômetro 4 da BR-122, após vizinhos se desentenderem por conta de ataques a criações domésticas.

De acordo com informações da corporação ao site Achei Sudoeste, uma guarnição do 17º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) para averiguar a situação. No local, uma mulher de 29 anos relatou aos policiais que o seu vizinho havia acabado de atirar contra o cachorro dela. Segundo o testemunho, o homem justificou o crime alegando que o cão estava invadindo a propriedade dele e matando suas galinhas.

Logo após efetuar o disparo contra o animal, o suspeito fugiu do local. Os policiais militares realizaram buscas e rondas por toda a região no intuito de localizar o autor, mas nenhum suspeito foi encontrado até o momento.

A tutora do animal foi orientada pela guarnição a comparecer à Delegacia Territorial de Polícia Civil de Guanambi para registrar formalmente a ocorrência. O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes para a adoção das medidas cabíveis, inclusive sob a Lei de Crimes Ambientais, que prevê pena de reclusão para maus-tratos e violência contra cães e gatos.

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