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Bahia alerta para vacinação após salto em internações infantis por doenças respiratórias Foto: Pablo Barbosa/Sesab

O Governo da Bahia acendeu o sinal de alerta diante do aumento expressivo nos casos de síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) que afetam o público infantil. Segundo dados monitorados pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), a rede pediátrica tem enfrentado uma pressão crescente em 2026. Somente até o início de abril, o estado já contabilizou 1.990 hospitalizações por complicações respiratórias. O cenário epidemiológico atual é dominado por uma diversidade de agentes, com destaque para outros vírus respiratórios (34,6%), seguidos pela influenza (15,6%) e pela Covid-19 (3,9%).

A gravidade da situação é refletida nos números de solicitações por leitos especializados. No primeiro trimestre deste ano, a demanda por vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica somou 2.098 pedidos, o que representa um salto de 28,9% em comparação ao mesmo período de 2025. O setor de enfermarias também registrou alta, com 3.657 solicitações, um crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior. Esse aumento súbito coloca em evidência a fragilidade do sistema diante da sazonalidade dos vírus e reforça a necessidade de medidas preventivas urgentes por parte da população.

Para a gestão estadual, a chave para desafogar as unidades de saúde está diretamente ligada à imunização. A secretária da saúde, Roberta Santana, destacou que o cenário reforça a urgência da vacinação contra a influenza, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes. O raciocínio é direto: quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor o risco de os casos evoluírem para quadros graves, reduzindo drasticamente a fila de espera por leitos críticos e garantindo um atendimento mais ágil para outras patologias.

Atualmente, a campanha de vacinação contra a influenza está disponível em todos os municípios baianos. O imunizante utilizado é a vacina trivalente, produzida pelo Instituto Butantan e atualizada para combater as cepas A/H1N1, A/H3N2 e B/Victoria. A meta das autoridades sanitárias é atingir, no mínimo, 90% de cobertura entre os grupos prioritários. Com o estoque garantido, o governo agora foca na conscientização das famílias para que levem as crianças aos postos de saúde e ajudem a frear a curva de internações no estado.

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