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Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na sexta-feira (10), a apreensão e a proibição de comercialização de lotes falsificados do medicamento Mounjaro. A medida foi tomada após a farmacêutica detentora do registro do remédio identificar no mercado unidades com características divergentes das originais. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução 2.693/2026.

Os lotes afetados que não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados são: Mounjaro 10 mg (lote 855044) e Mounjaro 15 mg (lotes D880403, MJR 257 e D854901). De acordo com a agência reguladora, as irregularidades encontradas incluem lotes não reconhecidos pela fabricante, números de série incompatíveis, canetas de aplicação fora dos padrões originais e erros de grafia nos rótulos.

Além do medicamento injetável, a Anvisa proibiu a venda, fabricação, distribuição e divulgação de uma série de produtos sem registro, notificação ou cadastro. Os itens eram fabricados por empresas que não possuem Autorização de Funcionamento (AFE) na agência.

Entre os produtos barrados estão os fitoterápicos e suplementos da marca PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda., como o Dia Forte Lótus Nutri, Tribulus Terrestris com Maca Natumix, Amora Branca Natumix, Sucupira Natumix, Espinheira Santa Natumix, Ora Pro Nóbis Natumix, além de falsas promessas de emagrecimento vendidas como Mounjaro Natumix e Ozempic Natural Natumix.

A lista de proibidos também inclui produtos da empresa Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda., como Calm Je's, Lipo Je's, Bálsamo Je's Algas Marinhas, Cura Je's, Milagroso, Liberta Álcool Je's, Virtuosa Je's, Ouvido Bem Je's e Bálsamo Je's Colmavit 2. O estimulante Mega Viril Lótus Nutri, fabricado pela Muwiz Indústria e Laboratório Ltda., também teve o comércio vetado.

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Canetas emagrecedoras movimentaram mais de R$ 10 bilhões em 4 anos Foto: Reprodução

O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, classe das chamadas canetas emagrecedoras, movimentou mais de R$ 10 bilhões nos últimos 4 anos, o número é cinco vezes o registrado em 2021.

Entre 2021 e 2025, o Ozempic liderou o mercado brasileiro em faturamento, com cerca de R$ 11,3 bilhões, seguido por outros medicamentos da mesma classe ou de terapias similares, como Forxiga, com movimentação de R$ 4,6 bilhões, Wegovy, que chegou a R$ 4,3 bilhões, e Mounjaro com R$ 3,8 bilhões.

Para o presidente-executivo da Farma Brasil, Reginaldo Arcuri, esses produtos fazem parte, em grande medida, de uma nova geração de medicamentos inovadores e de alto valor agregado, o que ajuda a explicar uma tendência mais ampla da economia brasileira, o crescimento consistente das importações de fármacos de maior complexidade.

Dados mostram que, entre 2000 e 2025 as importações de medicamentos saltaram de US$ 1,3 bilhão para US$ 14,2 bilhões, uma alta superior a 950%.

Ele explica que esse movimento não é restrito às canetas emagrecedoras, mas reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a incorporação de terapias mais sofisticadas no sistema de saúde.

Hoje, os itens mais importados pelo país estão concentrados justamente em segmentos de maior intensidade tecnológica, como imunológicos, vacinas, medicamentos biológicos e terapias especializadas. Apenas produtos imunológicos responderam por cerca de 25% das importações em 2025, mostrou o presidente.

Nesse contexto, medicamentos à base de GLP-1 ganharam protagonismo. O mercado brasileiro desses produtos saltou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para cerca de R$ 10 bilhões em 2025, mais de cinco vezes em quatro anos.

No mesmo período, a participação desses remédios no varejo farmacêutico passou de 3% para 9%.

As vendas também cresceram em volume, foram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades entre 2021 e 2025. Atualmente, mais de 70% do faturamento desse segmento está concentrado em dois produtos, Mounjaro e Wegovy.

Vitória da Conquista
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Vitória da Conquista: Polícia Civil apreende 124 ampolas de tirzepatida em ônibus Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma denúncia anônima levou a Polícia Civil a interceptar um carregamento clandestino de tirzepatida, substância comercializada sob o nome de Mounjaro, na tarde deste sábado (4). A apreensão de 124 ampolas do medicamento de 15 mg — altamente procurado para o tratamento de diabetes tipo 2 e perda de peso — aconteceu durante uma blitz no anel viário de Vitória da Conquista.

Investigadores da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) monitoravam o trecho após receberem informações de que o medicamento cruzaria a região em um ônibus de viagem interestadual. Ao revistar o veículo, os agentes encontraram as ampolas guardadas em uma caixa de papelão comum, sem qualquer tipo de refrigeração ou isolamento térmico, violando frontalmente as regras de conservação exigidas pelo fabricante para garantir a eficácia e a segurança do produto.

O Mounjaro possui um alto valor comercial no mercado regulamentado, o que tem alimentado o comércio ilegal e o contrabando da substância. Por depender de autorizações rigorosas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importação e venda, o transporte irregular do fármaco pode configurar crime de contrabando, além de graves infrações sanitárias que colocam em risco a saúde de potenciais compradores.

Como nenhum passageiro se identificou como proprietário do lote, apenas o motorista do ônibus foi conduzido à delegacia para prestar depoimento como testemunha e foi liberado em seguida. Todo o material foi apreendido e encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passará por perícia oficial para atestar a autenticidade do medicamento. A Polícia Civil mantém as investigações em curso para rastrear a rota do ônibus, identificar o remetente e descobrir quem receberia a carga milionária.

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Anvisa aprova uso de Mounjaro em tratamento de crianças e adolescentes Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil. O medicamento, da farmacêutica Eli Lilly, é o primeiro do grupo de agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 a ser liberado para essa faixa etária no país. A aprovação ocorreu nesta quarta-feira (22).

A agência aprovou o medicamento após resultados de fase 3 do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS, que indicaram uma remissão glicêmica de até 4 entre 5 pacientes. Houve redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada e queda de até 12% no IMC (Índice de Massa Corporal).

No Brasil, existem cerca de 213 mil adolescentes vivendo com diabetes tipo 2. O país atualmente figura entre as nações com maior número de pacientes na faixa pediátrica vivendo com a condição. Com a nova opção de tratamento, há chances de regressão nos casos da doença.

“A aprovação de Mounjaro para pacientes pediátricos com diabetes tipo 2 representa mais um avanço da ciência com impacto social”, afirmou Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, em comunicado enviado à CNN Brasil.

“Crianças e adolescentes com essa condição enfrentam uma doença de progressão mais veloz do que em adultos, e as opções disponíveis até hoje frequentemente apresentavam limitações para controlar adequadamente os níveis glicêmicos. Mounjaro chega como uma resposta inovadora, com eficácia robusta e perfil de segurança bem estabelecido, para transformar a jornada do cuidado dessa população, que por conceito, é mais vulnerável”, assegurou.

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Anvisa aprova uso do medicamento Mounjaro para perda de peso Foto: Alana Dias/Bahia Notícias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a utilização do medicamento Mounjaro para auxiliar na perda de peso. Fabricado pela farmacêutica americana Lilly, o remédio injetável tem como princípio ativo a tirzepatida e é mais uma das chamadas canetas emagrecedoras, assim como o Ozempic e o Wegovy (semaglutida) e o Saxenda (liraglutida). O fármaco já estava autorizado para uso no Brasil desde 2023, mas era indicado em bula apenas para o tratamento do diabetes tipo 2. Agora, também poderá ser prescrito para o emagrecimento de pessoas sem a doença, desde que elas tenham índice de massa corpórea acima de 30 kg/m², o que caracteriza obesidade, ou acima de 27 kg/m², na faixa de sobrepeso, em conjunto com alguma comorbidade. De acordo com o diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Alexandre Hohl, a inclusão da nova indicação terapêutica para tirzeptatida “consolida a geração de medicamentos que podem modificar totalmente a vida das pessoas que vivem com excesso de adiposidade”. “A tirzepatida é inovadora, pois utiliza um duplo mecanismo hormonal (GLP-1 e GIP), enquanto as moléculas anteriores utilizam apenas o GLP-1. Todas são moléculas eficazes e seguras, sendo que agora temos um arsenal terapêutico mais amplo e com isso mais pessoas podem ser beneficiadas”, complementa.

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