Foto: Divulgação/PMB Uma comissão dos povos de terreiro da cidade de Brumado esteve na Secretaria Municipal de Cultura (Secult) para planejar a realização de algumas ações em benefício das religiões de matrizes africanas a nível local.
Entre essas ações está o próprio mapeamento das religiões afro existentes no município. O levantamento teve início há cerca de 1 ano e meio.
Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Paulo Esdras, diretor municipal de cultura, informou que, agora, a pesquisa está em sua segunda fase, que consiste em um mapeamento mais detalhado com o objetivo de implementar políticas públicas voltadas para os povos de terreiro em Brumado.
Esdras destacou que, até então, não havia um canal de diálogo aberto com os povos de terreiro na cidade. Conforme salientou, essa falta de atenção muito se deve ao racismo religioso. “A gente observa que esse abandono tem explicação no racismo religioso. Isso, infelizmente, ocorre na sociedade e o objetivo da prefeitura é trabalhar contra esse racismo e esse preconceito”, declarou.
Segundo o diretor, a preocupação da Secult é trabalhar cada vez mais para que esses povos, que foram tão marginalizados no passado, sejam beneficiados e tenham seus direitos assegurados no presente.
De forma preliminar, o censo aponta que Brumado conta com mais de 15 terreiros cadastrados. O censo municipal também identificará os líderes religiosos e todas as pessoas que fazem parte das religiões afro no município.