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Brumado
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24º BPM e Conselho da Mulher debatem implantação da Ronda Maria da Penha em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Durante o programa “PM e Comunidade em Sintonia”, transmitido às quartas-feiras pela Rádio Câmara 103.3, o 24º Batalhão de Polícia Militar e o Conselho da Mulher debateram sobre a implantação da Ronda Maria da Penha em Brumado.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a primeira-dama do município e presidente do Conselho Municipal da Mulher, Abiara Dias, explicou que havia um hiato entre a decretação da medida protetiva e o acompanhamento da vítima de violência doméstica e a Ronda Maria da Penha vem justamente para preencher essa lacuna, trazendo mais segurança para essa mulher.

Dias salientou que o objetivo é evitar que o agressor repita o ciclo de violência e a mulher seja devidamente acompanhada e protegida. “Há mais de 7 anos nós tratamos desse projeto e é muito importante estarmos aqui hoje reunindo as forças de segurança e políticas para fazer com que ele saia do papel”, afirmou.

Atualmente, existe grande número de subnotificações e a realidade da violência doméstica no município é muito maior do que o apontado pelos registros. Essa disparidade se deve, em sua maior parte, ao medo de denunciar. A primeira-dama acredita que as campanhas de conscientização e a maior amplitude da rede de proteção à mulher têm feito com que, cada vez mais, os casos sejam levados ao conhecimento das autoridades.

24º BPM e Conselho da Mulher debatem implantação da Ronda Maria da Penha em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Presente no encontro, a Sargento Cristiane é uma das profissionais capacitadas para atuar na Ronda Maria da Penha. “Vai ser uma honra participar desse projeto. Saí de uma unidade da Polícia Rodoviária a fim de ajudar tantas mulheres que são silenciadas dentro de casa. O meu objetivo é estender a mão e não julgar”, destacou.

Na oportunidade, o Major Anderson informou que, hoje, as medidas protetivas em Brumado são registradas a favor de mulheres entre 18 e 40 anos, em sua maioria. Segundo ele, a cada 48 mulheres, 1 possui medida protetiva em vigor na cidade.

O Major também apontou que há uma divergência entre os números registrados pela PM e os números reais. “A Polícia Militar atende um número e o número de registros é outro. Muitas mulheres procuram, outras não... então, precisamos entender quem está fora dessa malha para podermos ajudar”, completou.

Nesse contexto, ele explicou que a Ronda Maria da Penha atuará especificamente para acompanhamento e proteção das mulheres com medidas protetivas expedidas pelo Judiciário, fazendo a sua ligação com a rede de acolhimento.

Ituaçu
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Pedreira Alabama apresenta liberação ambiental da prefeitura para extração em Ituaçu Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesta quinta-feira (14), um homem de 39 anos morreu soterrado em uma pedreira na localidade Riacho da Torta, zona rural do município de Ituaçu, na Chapada Diamantina. Paulo Ferreira Vieira trabalhava no local quando o incidente fatal foi registrado.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o advogado Cléio Diniz, que presta assessoria jurídica para a Pedreira Alabama, assegurou que a empresa possui licença ambiental para operar no segmento de extração de bloco de granito. A licença, válida até o ano de 2027, foi emitida pela Prefeitura Municipal de Ituaçu (veja aqui).

O advogado afirmou que o documento tem a assinatura do secretário e do técnico responsável. “A licença ambiental existe e é válida. A empresa é toda legalizada”, atestou.

Ele relatou ainda que, na quinta-feira (14), o Corpo de Bombeiros passou o dia no local analisando as condições de funcionamento da pedreira. Ao final da inspeção, Diniz afirmou que a brigada liberou que as atividades seguissem normalmente no dia seguinte. “Está tudo em ordem, sem nenhuma questão ou irregularidade”, enfatizou.

Mesmo assim, a empresa decidiu decretar luto e as atividades seguem suspensas. Nesse período, o advogado informou que os trabalhadores irão passar por um curso de reciclagem como medida de segurança do trabalho prevista nesses casos.

Além de apoiar o trabalho da Polícia Civil, a pedreira também abriu uma investigação interna a fim de apurar os fatos e identificar as causas do acidente. O advogado assegurou que todas as medidas cautelares para atuação no trabalho dentro da pedreira foram adotadas e o ocorrido tratou-se de uma fatalidade. Inclusive, ele citou que o funcionário utilizava Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante o incidente e não havia sido detectado risco de desmoronamento no ponto onde o mesmo operava.  

Por fim, Diniz ressaltou que a Pedreira Alabama opera há 12 anos no mercado e nunca havia ocorrido um acidente dessa natureza no local.

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