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#SaúdeInfantil

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Anagé
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Anagé: Menino de 5 anos passa mal em escola e morre em hospital Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

A morte de um menino de apenas 5 anos de idade intrigou moradores e mobilizou as autoridades no município de Anagé, nesta quinta-feira (17). O garoto, identificado como Samuel Santos Reis, estava na escola quando começou a passar mal de forma repentina, necessitando de atendimento médico de urgência.

Ao dar entrada na unidade hospitalar local, o quadro da criança agravou-se rapidamente. Conforme apontado no relatório médico, Samuel começou a vomitar sangue, o que levou a equipe de plantão a iniciar imediatamente os protocolos e manobras de reanimação. Durante os procedimentos para tentar salvar sua vida, o garoto expelia uma grande quantidade de secreção, mas infelizmente não resistiu e teve o óbito confirmado momentos depois.

Diante do cenário atípico e sem respostas imediatas, o corpo de Samuel foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista. A equipe de peritos realizará exames de autópsia detalhados para esclarecer o que provocou o colapso repentino da saúde do garoto e determinar a real causa da morte.

Entre as hipóteses preliminares levantadas pelas autoridades para explicar a tragédia estão um possível trauma crânio-encefálico ou a aspiração de um corpo estranho, que poderia ter obstruído as vias aéreas do menino. O caso segue sob investigação e o laudo pericial do IML deve ser concluído nos próximos dias para direcionar os trabalhos da Polícia Civil.

Saúde
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SUS amplia vacinação contra pneumonia e meningite para idosos de 85 anos Foto: Divulgação/MS

O Ministério da Saúde anunciou, na última segunda-feira (14), a ampliação do acesso à vacina Pneumo 20 na rede pública. O imunizante passa a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com 85 anos ou mais. A medida busca combater e prevenir complicações graves decorrentes de doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.

A ampliação da campanha tem como foco reduzir as taxas de hospitalização e mortes na população idosa de idade mais avançada, naturalmente mais suscetível a infecções respiratórias severas. A estimativa do governo federal é imunizar mais de 2,3 milhões de pessoas em todo o país. A meta do Ministério da Saúde é atingir ao menos 90% do público-alvo elegível nesta fase.

Os números justificam a urgência da medida. Em 2025, a taxa de internação por pneumonia entre idosos a partir dos 85 anos alcançou a marca de 2.902,7 por 100 mil habitantes no Brasil. No mesmo período, a taxa de mortalidade provocada pela doença nessa mesma faixa etária atingiu 743,1 óbitos por 100 mil.

Composta por 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae — principal causadora de infecções pulmonares em todas as faixas etárias —, a vacina inclui proteção contra os sorotipos 3, 6A e 19A. Além de prevenir quadros pulmonares e neurológicos severos, o imunizante combate a otite média, condição que pode acarretar sequelas graves, como a perda definitiva da audição.

A distribuição das doses para os estados e municípios já foi iniciada e leva em consideração a população local, a média de aplicação diária e a disponibilidade em estoque. Para receber a vacina nos postos de saúde, o idoso ou responsável precisa apenas apresentar um documento oficial de identificação com foto que comprove a idade. Não há necessidade de apresentar receita ou prescrição médica.

A indicação da Pneumo 20 varia de acordo com o histórico vacinal do paciente. Idosos com 85 anos ou mais que nunca tomaram imunizantes pneumocócicos devem receber dose única. Quem já tomou uma dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15 pode receber a Pneumo 20 após um intervalo mínimo de dois meses. Para quem tomou uma dose da Pneumo 23, a aplicação deve respeitar a janela de um ano. Já idosos que completaram esquema com duas doses da Pneumo 23, ou que combinaram a Pneumo 13/15 com a Pneumo 23, não possuem indicação para a nova dose no momento.

A vacina Pneumo 20 foi introduzida no Calendário Nacional de Vacinação em junho deste ano para crianças menores de 5 anos. Segundo balanço divulgado pela pasta, em apenas dois meses de aplicação no público infantil, mais de um milhão de crianças foram imunizadas no Brasil.

Carinhanha
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Carinhanha: Bebê de 7 dias é internada após médica achar lesão íntima Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Uma recém-nascida de apenas sete dias foi transferida do Hospital Municipal de Carinhanha para o Hospital Geral de Guanambi (HGG) na noite desta quinta-feira (03). A transferência ocorreu após a equipe médica de plantão em Carinhanha identificar um corte na região íntima da bebê durante a avaliação clínica. Diante do achado, os profissionais de saúde acionaram 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) para registrar a ocorrência e instaurar o protocolo de apuração da origem do ferimento.

Segundo relato da mãe aos policiais, o atendimento médico foi buscado após ela notar uma mancha de sangue na fralda da criança. A mulher afirmou que esteve com a recém-nascida durante todo o tempo e ressaltou que nenhuma pessoa estranha frequentou a residência da família nos últimos dias. Conselheiras tutelares também compareceram à unidade hospitalar de Carinhanha para acompanhar os procedimentos iniciais e prestar assistência ao caso.

A bebê passará por exames especializados no HGG para esclarecer a causa da lesão e confirmar se houve violência. Até o momento, a hipótese de abuso não foi confirmada pelas autoridades, e o caso permanece sob rigorosa investigação das instâncias policiais e dos órgãos de proteção à infância, que aguardam os laudos periciais para determinar o andamento das apurações.

Saúde
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Quedas e queimaduras são maior causa de internação de crianças Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As quedas e queimaduras foram as causas mais comuns de internação de crianças e adolescentes até os 14 anos de idade no Brasil, em 2025. Foram mais de 55 mil internações por quedas, ou 43,4% do total para essa faixa etária, e mais de 25 mil internações por queimaduras, 19,6% do total.

Os dados, compilados pelo Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS, foram retirados diretamente do DataSUS, repositório de dados que reúne as notificações em saúde no país.

Em 2025, ocorreram mais de 1,6 milhão de hospitalizações de pessoas no país por acidentes, consideradas todas as faixas de idade. Crianças e adolescentes até os 14 anos de idade responderam por 162 mil dessas internações, 9,7% do total, sendo que 128,5 mil, 79,3% do total, mapeadas pelo Projeto Criança Segura.

A cada mês, em 2025, 10,7 mil crianças e adolescentes até os 14 anos de idade foram hospitalizadas em decorrência de acidentes no Brasil, com maior incidência nos estados de São Paulo, com 19.837 (15,4%), Minas Gerais, com 12.183 (9,5%) e Paraná, com 10.708 (8,3%). As menores incidências foram nos estados do Amapá, 468 (0,4%), Roraima 543 (0,4%) e Sergipe, com 297 hospitalizações, 0,2%.

Quando ponderados em relação à população, os dados mostram uma realidade um pouco diferente. O Pará teve a maior taxa de internações, correspondendo a 120 hospitalizações por 100 mil habitantes.

Segundo colocado, o Tocantins teve taxa de 113, e o Maranhão de 102 por 100 mil habitantes em 2025.

No outro extremo estão os estados do Rio de Janeiro, com taxa de 43 hospitalizações por 100 mil, o Rio Grande do Norte, com taxa de 39 por 100 mil, e Sergipe, com taxa de 13 por 100 mil.

“Os resultados demonstram que quedas, queimaduras, sinistros de trânsito, intoxicações, sufocações e afogamentos continuam figurando entre as principais causas de internação infantil no Brasil. Investir em ambientes seguros, educação preventiva e fortalecimento de políticas públicas significa reduzir hospitalizações, sequelas permanentes e óbitos evitáveis”, destaca o relatório. As informações são da Agência Brasil.

Saúde
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Crianças e adolescentes representam mais de 60% dos casos de leucemia na Bahia

A leucemia é o tipo de câncer mais comum em crianças e adolescentes. Na Bahia, a situação não é diferente: a população entre 0 e 19 anos representou 61,9% das internações por leucemia no estado nos dois primeiros meses deste ano, aponta a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A maioria dos pacientes está na faixa etária de 0 a nove anos, 90 só entre janeiro e fevereiro. Os dados de 2026 seguem uma tendência histórica. No ano passado, 1.222 dos 2.329 pacientes internados por leucemia eram jovens de até 19 anos, o equivalente a 52,4%. Desses, 759 tinham até nove anos de idade.

Não existe uma única causa para a maior incidência da leucemia em pessoas mais jovens, mas alguns fatores ajudam a explicar. O principal são as alterações genéticas espontâneas durante a formação das células sanguíneas nessa faixa etária. Outros fatores importantes são o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e, em alguns casos, associação com síndromes genéticas, como síndrome de Down, exposição à radiação ou substâncias químicas.

As leucemias podem ser classificadas em agudas e crônicas. Nas leucemias agudas, a mutação ocorre numa fase inicial do desenvolvimento da célula, de forma que existe uma proliferação de uma célula imatura. As leucemias crônicas, por sua vez, consistem na proliferação de uma célula mutada, já madura.Entre as internações registradas pela Sesab este ano, a maioria aconteceu em decorrência da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) – ou Leucemia Linfoide Aguda –, responsável por 57 internações de pessoas entre 0 e nove anos e 36 de pessoas entre 10 e 19 anos. É esse o tipo mais comum nos casos pediátricos e também o que tem melhor prognóstico, com taxas de cura que chegam a 85%, afirma Schriefer. Já as leucemias mieloides têm na infância a característica de um prognóstico inferior.

Quando olhamos para os óbitos causados por leucemia, as crianças e adolescentes não são os casos mais expressivos. Em 2026, das 117 mortes registradas até fevereiro, oito foram de pessoas entre 0 e 19 anos – o equivalente a 6,8%. Isso se deve, sobretudo, à já mencionada alta taxa de cura da LLA.

Saúde
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Anvisa aprova uso de Mounjaro em tratamento de crianças e adolescentes Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil. O medicamento, da farmacêutica Eli Lilly, é o primeiro do grupo de agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 a ser liberado para essa faixa etária no país. A aprovação ocorreu nesta quarta-feira (22).

A agência aprovou o medicamento após resultados de fase 3 do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS, que indicaram uma remissão glicêmica de até 4 entre 5 pacientes. Houve redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada e queda de até 12% no IMC (Índice de Massa Corporal).

No Brasil, existem cerca de 213 mil adolescentes vivendo com diabetes tipo 2. O país atualmente figura entre as nações com maior número de pacientes na faixa pediátrica vivendo com a condição. Com a nova opção de tratamento, há chances de regressão nos casos da doença.

“A aprovação de Mounjaro para pacientes pediátricos com diabetes tipo 2 representa mais um avanço da ciência com impacto social”, afirmou Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, em comunicado enviado à CNN Brasil.

“Crianças e adolescentes com essa condição enfrentam uma doença de progressão mais veloz do que em adultos, e as opções disponíveis até hoje frequentemente apresentavam limitações para controlar adequadamente os níveis glicêmicos. Mounjaro chega como uma resposta inovadora, com eficácia robusta e perfil de segurança bem estabelecido, para transformar a jornada do cuidado dessa população, que por conceito, é mais vulnerável”, assegurou.

Macaúbas
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Com cardiopatia grave, recém-nascido de Macaúbas precisa de transferência urgente para sobreviver Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em Macaúbas, a família do pequeno Brian, que nasceu no dia 6 de abril deste ano, no Hospital Municipal, pede ajuda para a regulação do paciente por meio da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Sheila Rocha Figueiredo informou que, apenas 28 horas após o nascimento, o sobrinho foi diagnosticado com cardiopatia congênita. “Ele foi entubado e levado para Vitória da Conquista. Chegando lá, fizeram diversos exames e constataram a cardiopatia congênita”, relatou.

Hoje, o bebê encontra-se em estado grave na UTI Neonatal, necessitando de uma regulação para um centro avançado de saúde. Segundo Sheila, o caso é cirúrgico e muito delicado. “Não queremos fazer parte da estatística de morte. A fila da regulação não anda, não sai do lugar. Assim como meu sobrinho, tem outras crianças aguardando também, mas o caso dele é o mais grave”, afirmou.

Desesperada, Sheila contou que o sobrinho está muito debilitado e fraco. “Já tentamos de tudo, já fomos atrás de todo mundo e a gente não consegue essa regulação. Meu cunhado foi até no Ministério Público, eles deram 24 horas, mas nada. Só queremos essa regulação pra ele fazer essa cirurgia e ficar bem”, apelou, emocionada.

A família alega que, mesmo diante da gravidade do caso, o hospital informa apenas que está aguardando a regulação, sem maiores detalhes. “Ficamos à mercê. Não nos dão resposta nenhuma. Minha irmã está cansada, ela não aguenta mais. Estão tratando a família como se fosse nada. É triste”, lamentou.

Bahia
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Criança com doença rara é selecionada para terapia gênica experimental nos EUA Foto: Reprodução/G1

A pequena Aurora Lima, de 3 anos e 11 meses, sofre com uma doença rara: distrofia muscular de cinturas tipo R5, um tipo de enfermidade genética e progressiva, que afeta os músculos e pode comprometer funções vitais ao longo do tempo.

Não existe um tratamento regulamentado capaz de reverter o quadro da menina, mas a família ganhou motivos para ter esperança. Aurora foi selecionada para receber uma terapia gênica experimental — tratamento que modifica o material genético e pode frear o avanço da doença — nos Estados Unidos.

Em contato com o G1, a família de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, contou que não percebeu sinais da doença nos primeiros meses de vida da criança.

Segundo Emanuele Lima, mãe de Aurora e nutricionista, a gestação e o nascimento ocorreram sem intercorrências. Os indícios só surgiram após o primeiro ano de idade, quando Aurora teve um desmaio em casa.

“Levamos ela às pressas para o hospital e os exames mostraram que o CPK estava muito elevado. Inicialmente, disseram que era uma miocite viral, que é um vírus recorrente”, relatou a mãe. O CPK ou creatinofosfoquinase é um tipo de enzima que auxilia a produção de energia no corpo.

Porém, mesmo após o tratamento, os níveis continuaram altos, o que levou ao início de uma investigação mais aprofundada. De acordo com Emanuele, durante mais de um ano, Aurora passou por diversas internações, incluindo períodos prolongados em unidades de terapia intensiva, em hospitais de Feira de Santana e Salvador.

“Às vezes ficávamos 15 dias, outras vezes meses dentro da UTI, tentando entender o que ela tinha”.

A confirmação veio apenas após a realização de um painel genético. “Recebi o diagnóstico por mensagem. Quando vi que era uma distrofia, fui imediatamente ao consultório para entender qual tipo era, porque sabíamos que eram doenças graves”, lembrou a mãe.

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