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Crianças e adolescentes representam mais de 60% dos casos de leucemia na Bahia

A leucemia é o tipo de câncer mais comum em crianças e adolescentes. Na Bahia, a situação não é diferente: a população entre 0 e 19 anos representou 61,9% das internações por leucemia no estado nos dois primeiros meses deste ano, aponta a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A maioria dos pacientes está na faixa etária de 0 a nove anos, 90 só entre janeiro e fevereiro. Os dados de 2026 seguem uma tendência histórica. No ano passado, 1.222 dos 2.329 pacientes internados por leucemia eram jovens de até 19 anos, o equivalente a 52,4%. Desses, 759 tinham até nove anos de idade.

Não existe uma única causa para a maior incidência da leucemia em pessoas mais jovens, mas alguns fatores ajudam a explicar. O principal são as alterações genéticas espontâneas durante a formação das células sanguíneas nessa faixa etária. Outros fatores importantes são o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e, em alguns casos, associação com síndromes genéticas, como síndrome de Down, exposição à radiação ou substâncias químicas.

As leucemias podem ser classificadas em agudas e crônicas. Nas leucemias agudas, a mutação ocorre numa fase inicial do desenvolvimento da célula, de forma que existe uma proliferação de uma célula imatura. As leucemias crônicas, por sua vez, consistem na proliferação de uma célula mutada, já madura.Entre as internações registradas pela Sesab este ano, a maioria aconteceu em decorrência da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) – ou Leucemia Linfoide Aguda –, responsável por 57 internações de pessoas entre 0 e nove anos e 36 de pessoas entre 10 e 19 anos. É esse o tipo mais comum nos casos pediátricos e também o que tem melhor prognóstico, com taxas de cura que chegam a 85%, afirma Schriefer. Já as leucemias mieloides têm na infância a característica de um prognóstico inferior.

Quando olhamos para os óbitos causados por leucemia, as crianças e adolescentes não são os casos mais expressivos. Em 2026, das 117 mortes registradas até fevereiro, oito foram de pessoas entre 0 e 19 anos – o equivalente a 6,8%. Isso se deve, sobretudo, à já mencionada alta taxa de cura da LLA.

Saúde
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Anvisa aprova uso de Mounjaro em tratamento de crianças e adolescentes Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil. O medicamento, da farmacêutica Eli Lilly, é o primeiro do grupo de agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 a ser liberado para essa faixa etária no país. A aprovação ocorreu nesta quarta-feira (22).

A agência aprovou o medicamento após resultados de fase 3 do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS, que indicaram uma remissão glicêmica de até 4 entre 5 pacientes. Houve redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada e queda de até 12% no IMC (Índice de Massa Corporal).

No Brasil, existem cerca de 213 mil adolescentes vivendo com diabetes tipo 2. O país atualmente figura entre as nações com maior número de pacientes na faixa pediátrica vivendo com a condição. Com a nova opção de tratamento, há chances de regressão nos casos da doença.

“A aprovação de Mounjaro para pacientes pediátricos com diabetes tipo 2 representa mais um avanço da ciência com impacto social”, afirmou Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, em comunicado enviado à CNN Brasil.

“Crianças e adolescentes com essa condição enfrentam uma doença de progressão mais veloz do que em adultos, e as opções disponíveis até hoje frequentemente apresentavam limitações para controlar adequadamente os níveis glicêmicos. Mounjaro chega como uma resposta inovadora, com eficácia robusta e perfil de segurança bem estabelecido, para transformar a jornada do cuidado dessa população, que por conceito, é mais vulnerável”, assegurou.

Macaúbas
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Com cardiopatia grave, recém-nascido de Macaúbas precisa de transferência urgente para sobreviver Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em Macaúbas, a família do pequeno Brian, que nasceu no dia 6 de abril deste ano, no Hospital Municipal, pede ajuda para a regulação do paciente por meio da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Sheila Rocha Figueiredo informou que, apenas 28 horas após o nascimento, o sobrinho foi diagnosticado com cardiopatia congênita. “Ele foi entubado e levado para Vitória da Conquista. Chegando lá, fizeram diversos exames e constataram a cardiopatia congênita”, relatou.

Hoje, o bebê encontra-se em estado grave na UTI Neonatal, necessitando de uma regulação para um centro avançado de saúde. Segundo Sheila, o caso é cirúrgico e muito delicado. “Não queremos fazer parte da estatística de morte. A fila da regulação não anda, não sai do lugar. Assim como meu sobrinho, tem outras crianças aguardando também, mas o caso dele é o mais grave”, afirmou.

Desesperada, Sheila contou que o sobrinho está muito debilitado e fraco. “Já tentamos de tudo, já fomos atrás de todo mundo e a gente não consegue essa regulação. Meu cunhado foi até no Ministério Público, eles deram 24 horas, mas nada. Só queremos essa regulação pra ele fazer essa cirurgia e ficar bem”, apelou, emocionada.

A família alega que, mesmo diante da gravidade do caso, o hospital informa apenas que está aguardando a regulação, sem maiores detalhes. “Ficamos à mercê. Não nos dão resposta nenhuma. Minha irmã está cansada, ela não aguenta mais. Estão tratando a família como se fosse nada. É triste”, lamentou.

Bahia
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Criança com doença rara é selecionada para terapia gênica experimental nos EUA Foto: Reprodução/G1

A pequena Aurora Lima, de 3 anos e 11 meses, sofre com uma doença rara: distrofia muscular de cinturas tipo R5, um tipo de enfermidade genética e progressiva, que afeta os músculos e pode comprometer funções vitais ao longo do tempo.

Não existe um tratamento regulamentado capaz de reverter o quadro da menina, mas a família ganhou motivos para ter esperança. Aurora foi selecionada para receber uma terapia gênica experimental — tratamento que modifica o material genético e pode frear o avanço da doença — nos Estados Unidos.

Em contato com o G1, a família de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, contou que não percebeu sinais da doença nos primeiros meses de vida da criança.

Segundo Emanuele Lima, mãe de Aurora e nutricionista, a gestação e o nascimento ocorreram sem intercorrências. Os indícios só surgiram após o primeiro ano de idade, quando Aurora teve um desmaio em casa.

“Levamos ela às pressas para o hospital e os exames mostraram que o CPK estava muito elevado. Inicialmente, disseram que era uma miocite viral, que é um vírus recorrente”, relatou a mãe. O CPK ou creatinofosfoquinase é um tipo de enzima que auxilia a produção de energia no corpo.

Porém, mesmo após o tratamento, os níveis continuaram altos, o que levou ao início de uma investigação mais aprofundada. De acordo com Emanuele, durante mais de um ano, Aurora passou por diversas internações, incluindo períodos prolongados em unidades de terapia intensiva, em hospitais de Feira de Santana e Salvador.

“Às vezes ficávamos 15 dias, outras vezes meses dentro da UTI, tentando entender o que ela tinha”.

A confirmação veio apenas após a realização de um painel genético. “Recebi o diagnóstico por mensagem. Quando vi que era uma distrofia, fui imediatamente ao consultório para entender qual tipo era, porque sabíamos que eram doenças graves”, lembrou a mãe.

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