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Brumado
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Brumado tem mais de 30 queixas por mês de golpes virtuais e falso advogado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em Brumado, a Delegacia Territorial já chegou a registrar mais de 30 queixas por mês referentes a golpes virtuais de diversas naturezas, incluindo o do falso advogado. Os casos são diários e acontecem com frequência na cidade.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o delegado Wendel Nery destacou que o golpe do falso advogado também está no viés de falsificações praticadas pela internet com o intuito de enganar a vítima. “Os golpistas se utilizam dos dados do processo, que são reais, para induzir a vítima a pensar que, de fato, é o advogado, quando não o é. As pessoas precisam estar atentas para não efetuar qualquer tipo de transferência bancária”, alertou.

Nesses casos, ele orientou os clientes a comparecerem presencialmente ao escritório do seu advogado para se certificar das informações acerca do seu processo, evitando cair em um golpe e ter prejuízos financeiros por conta disso.

Em uma sociedade digital, o delegado apontou que os golpistas têm cada vez mais facilidade em obter dados íntimos das pessoas para dar veracidade aos crimes praticados. “As redes sociais são um fenômeno muito bom, porém tem que ser visto com ressalvas, sobretudo no que diz respeito ao que a gente posta e a quem tem acesso a ele”, destacou.

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Brumado: Delegado orienta populares a se defender contra golpes de falsos faccionados Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Falsas facções criminosas estariam aplicando golpes na cidade de Brumado. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, nesta segunda-feira (28), Wendel Moreira Nery, delegado titular na Delegacia Territorial de Brumado, informou que pessoas que se dizem vinculadas a facções criminosas, de posse de dados particulares, têm aplicado diversos golpes no município. “Com esses dados, que nós mesmos muitas vezes divulgamos nas redes sociais, eles criam uma história falsa de que a vítima está vinculada à facção ou de que a vítima fez alguma denúncia contra a suposta facção e cobra valores para que essa vítima, em tese, possa ressarcir aquele suposto prejuízo”, relatou.

O delegado garantiu que são afirmações falsas e que não há qualquer atividade faccionada nos termos apontados. No entanto, intimidadas, as vítimas acabam acreditando nas alegações que, muitas vezes, também vêm acompanhadas de vídeos ou fotos editadas para dar maior veracidade as informações. “Os golpistas se utilizam do medo da vítima para incutir uma informação falsa e fazer com que ela pague o valor cobrado. Os crimes têm evoluído e esses criminosos acabam conseguindo enganar as pessoas”, completou.

Ele orientou a população que se trata de um golpe e que não seja realizado nenhum depósito nas contas indicadas pelos criminosos. Também deve ser feito o bloqueio do número e o registro da ocorrência na delegacia local para que a polícia possa fazer as investigações necessárias.

Nesse sentido, o delegado alertou que as pessoas devem ter cuidado ao divulgar informações íntimas nas redes sociais, como o local de trabalho e a escola dos filhos. Essa exposição excessiva do nosso dia a dia na internet tem facilitado esses crimes. “Temos que ter cautela sobre o que postamos nas redes sociais porque essas pessoas, infelizmente, têm acesso. Precisamos ter atenção”, ressaltou.

Guanambi
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Vítima de golpe virtual tem banco e redes sociais bloqueados em Guanambi Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Um homem de 38 anos procurou policiais do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) no início da noite da última sexta-feira (11), no Centro de Guanambi, após ter o celular hackeado. A vítima percebeu a invasão no dispositivo ao notar que havia caído em um golpe virtual e perdido o acesso às suas contas bancárias e redes sociais.

A abordagem ocorreu por volta das 19h30, na Rua 15 de Novembro, quando uma guarnição realizava rondas ostensivas pela região central da cidade. O morador acenou para a viatura e sinalizou aos policiais que precisava de ajuda urgente diante do bloqueio repentino de seus dados.

Após ouvirem o relato sobre o ataque cibernético, os policiais militares prestaram o primeiro atendimento e orientaram o homem a se deslocar até a Delegacia Territorial de Guanambi. No local, a ocorrência de invasão de dispositivo informático foi formalizada para que a Polícia Civil possa investigar o caso e adotar as medidas cabíveis.

Mundo
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Unicef: 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual online Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Um estudo global lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes de 21 países foram vítimas de abuso ou exploração sexual facilitados pela tecnologia no período de um ano. Segundo o relatório "Pelos Olhos das Crianças", aproximadamente 9 milhões de jovens foram forçados a compartilhar conteúdo íntimo, 4 milhões tiveram fotos vazadas e 15 milhões acabaram expostos a materiais sexuais indesejados. A entidade alerta que a dimensão real do problema é ainda maior, já que mais de 40% das vítimas não denunciam os abusos por medo ou por desconhecer os canais de apoio.

As plataformas digitais concentram a grande maioria das violações reportadas. Redes sociais e aplicativos de mensagens como Facebook, Instagram, TikTok, Snapchat e WhatsApp respondem por cerca de 60% das ocorrências. Além disso, os jogos online representam 14% dos casos, ambiente considerado crítico por especialistas devido à facilidade com que agressores constroem relações de confiança com os jogadores. Desmistificando a ideia de que a violência digital parte exclusivamente de estranhos, 57% dos episódios envolveram pessoas conhecidas da vítima — como familiares, amigos e namorados —, embora 38% dos agressores tenham estabelecido o primeiro contato pela internet por meio de perfis falsos.

No Brasil, os dados revelam um cenário alarmante: 19% dos entrevistados foram afetados por esse tipo de violência, o que equivale a quase 3 milhões de crianças e adolescentes, com uma taxa de denúncia inferior a 1%. No país, a internet foi o local do crime em 55,5% das situações, tendo o Instagram (57,2%) e o WhatsApp (52,1%) como os principais meios utilizados. "Essas experiências causam profundo desgaste emocional e mental. Muitas crianças sofrem em silêncio, sem saber ao certo onde procurar ajuda. Nós não podemos ignorar isso", enfatizou a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell.

Tecnologia
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Proteção Total em Cada Transação Online: Como Garantir Segurança nas Suas Compras Digitais Foto: Divulgação

Fazer compras pela internet se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros, mas essa comodidade traz consigo a necessidade de proteção contra fraudes e problemas com vendedores. Felizmente, existem mecanismos que oferecem compra segura e garantida para quem realiza transações online, permitindo que consumidores naveguem pelo comércio eletrônico com tranquilidade. Esses sistemas funcionam como um escudo digital que protege seu dinheiro desde o momento do pagamento até a entrega do produto, criando um ambiente onde tanto compradores quanto vendedores podem realizar negócios com confiança mútua.

O crescimento acelerado do comércio eletrônico noBrasiltrouxe inúmeras vantagens, mas também expôs consumidores a diversos riscos. Desde produtos que nunca chegam até itens completamente diferentes do anunciado, as armadilhas são variadas e podem transformar uma experiência de compra em verdadeiro pesadelo. Por isso, entender como funcionam os sistemas de proteção disponíveis no mercado se tornou essencial para qualquer pessoa que deseje aproveitar as facilidades do mundo digital sem colocar seu patrimônio em risco.

Justiça
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Bahia lidera ranking nacional de processos por estelionato contra idosos Foto: Reprodução/Tribuna da Bahia/TV Brasil

Basta uma ligação falsa para que o popular ‘171’, mais conhecido como crime de estelionato, convença a vítima a abrir sua conta bancária. Entre o público boomer (60+), a quantidade de denúncias cresce ano após ano: no Brasil, aproximadamente 5 processos por estelionato contra idosos são abertos por dia. Entre os estados do país, os idosos baianos são os que mais sofrem com esse tipo de golpe. Foram 580 casos registrados.

Os dados foram divulgados pelo Escavador na última quarta-feira (1), com quase cinco mil denúncias registradas no Brasil entre 2023 e o final de maio de 2026. De acordo com a plataforma de dados jurídicos, os crimes de estelionato contra idosos se intensificaram na última década. Mantendo o ritmo atual, 2026 deve encerrar com cerca de 62% mais processos do que em 2023.

O início da análise identificou 1,1 mil processos em 2023, crescendo em uma curva suave no ano de 2024, que fechou com 1,3 mil ações. Acompanhando o fenômeno dos golpes virtuais, 2025 apresentou a maior quantidade de denúncias, com 1,7 mil processos apresentados nos tribunais.

Levar os casos à Justiça, após tentativas com os bancos, tornou-se um cotidiano na vida do público mais velho. Segundo Dalila Pinheiro, Coordenadora Jurídica e DPO do Escavador, os criminosos entram em contato com tons de urgência, se passando por ‘gerentes de banco’, ou, em alguns casos, passando de setor em setor da própria quadrilha, levando a vítima a ‘cair em uma arapuca’, como se estivesse sendo assistida pelo time das agências bancárias.

“Um dos casos mais comuns, quando referido ao crime de estelionato contra idosos, é o de golpes relacionados à fraude bancária. Geralmente são encaminhados SMS ou mensagens via WhatsApp, pedindo alguma confirmação: você reconhece esta compra? Ao informar que não, uma equipe entra em contato com a vítima, precisamente como os setores de prevenção à fraude dos bancos fazem. Os estelionatários, em alguns casos, utilizam dados primários, como CPF, para que a engenharia social (técnica de manipulação psicológica) tenha ainda mais efeito no público. Entre os mais velhos, a dificuldade é maior, devido à adaptação tardia com a tecnologia e o entendimento das linguagens e procedimentos”, explica a DPO.

Apesar das campanhas de conscientização, o país está longe de frear os avanços do crime de estelionato contra idosos. O fechamento parcial do primeiro semestre de 2026 trouxe mais uma preocupação às autoridades, com 748 ações notificadas aos tribunais; fatia que corresponde a 41,7% de todo o volume registrado em 2025. “Podemos entrar em um ano histórico de denúncias por crimes de estelionato. Os idosos costumam ser o público mais comum, no entanto, todos estão suscetíveis à engenharia social. O caminho que o dinheiro percorre também é difícil de rastrear. As chamadas contas-laranja recebem os valores e, geralmente, são instruídas a repassar de conta em conta, de certa forma, ‘limpando’ o dinheiro. Nesse método, ainda que o banco possa bloquear a conta recebedora, a mesma já não deve estar com nenhum resquício do valor do golpe, dificultando a restituição bancária e elevando o número de processos por casos de estelionato no país”.

Ainda segundo o Escavador, a quantidade de denúncias pode variar de lugar para lugar. Entre as federações com a maior quantidade de processos por estelionato contra idosos, o estado da Bahia ocupa o topo do ranking, com 580 denúncias, seguido por Minas Gerais (542), São Paulo (458), Paraná (432), Rio de Janeiro (329), Piauí (316), Santa Catarina (273), Mato Grosso do Sul (233) e Ceará, com 207 casos, no período entre 2023 e a última parcial de 2026. As informações são do Tribuna da Bahia.

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