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Comitê da Bacia do São Francisco elabora carta aos candidatos com 10 carências de sustentáveis Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) apresentou aos candidatos à Presidência da República e aos governos dos estados que integram a Bacia do Rio São Francisco uma agenda estratégica para que a água, a segurança hídrica e a revitalização da bacia sejam incorporadas aos programas de governo e planos de ação das Eleições 2026. A proposta é oferecer subsídios técnicos e institucionais para o debate eleitoral e contribuir para que os desafios relacionados à gestão das águas estejam entre as prioridades das futuras administrações.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Cláudio Ademar, presidente do CBHSF, explicou que a carta busca chamar a atenção dos candidatos para que eles assumam o compromisso com a revitalização da Bacia do São Francisco. “A gente precisa provocar, como comitê, todos os candidatos. Essa é uma ação de política institucional de defesa do Rio São Francisco. Não é uma ação de política partidária”, afirmou.

A iniciativa considera a dimensão estratégica do São Francisco para o país. Com cerca de 2.836 km de extensão e uma área de drenagem de cerca de 640 mil km², a bacia abrange 505 municípios com área significativamente inserida em seu território, distribuídos por Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, além do Distrito Federal, reunindo uma população estimada em cerca de 15 milhões de habitantes.

Apesar de sua importância, Ademar destacou que o rio vendo sendo degradado pelas ações do homem devido à falta de educação ambiental. Com o apoio dos Governos Municipais e Estaduais, o comitê pretende implementar um plano de educação ambiental na região. “Acredito que só com educação a gente pode transformar a visão da sociedade com relação aos cuidados que devemos ter com o rio”, frisou. Para ele, as pessoas precisam aprender conviver com o rio de forma sustentável.

A Agenda Estratégica organiza as contribuições do CBHSF em 10 compromissos considerados prioritários para a revitalização e a segurança hídrica da bacia. Entre eles estão o fortalecimento da governança das águas e dos sistemas de gerenciamento de recursos hídricos; a ampliação dos investimentos em revitalização hidroambiental; a universalização do saneamento básico urbano e rural e a redução da poluição hídrica; e a adoção de medidas voltadas à segurança hídrica, à convivência com o semiárido e à resiliência climática.

O documento também propõe o fortalecimento do planejamento integrado da Bacia do São Francisco; maior apoio técnico, institucional e financeiro aos municípios; ampliação do monitoramento, da produção de dados e da gestão do conhecimento; promoção do uso sustentável da água e da segurança dos usos múltiplos; fortalecimento da participação social, da educação ambiental e da comunicação; e a consolidação da revitalização do Rio São Francisco como política de Estado.

Bahia
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Estudantes de Santa Bárbara transformam óleo de licuri em biodiesel e levam projeto para o exterior Foto: Divulgação

O que antes se acumulava no chão e se perdia sem uso no interior da Bahia tornou-se a base para uma inovação científica produzida no chão da escola pública. Estudantes do Colégio Estadual Professor Carlos Valadares, localizado em Santa Bárbara, desenvolveram um biodiesel sustentável utilizando o óleo extraído da amêndoa do licuri, palmeira emblemática do semiárido baiano.

Denominada “EcoLicuri”, a iniciativa nasceu do olhar atento dos jovens para a própria realidade local. Ao observarem a abundância e o constante desperdício do fruto nos quintais e propriedades da comunidade rural onde moram, os alunos decidiram investigar o potencial da planta como alternativa ecológica aos combustíveis fósseis.

A pesquisa foi conduzida pelos estudantes Adrian Mota, Andrei Ribeiro Maia, João Henrique Gomes de Lima e Kauan Mascarenhas, com a orientação dos professores Hevelynn Martins e Lamon Oliveira. Segundo a docente, o objetivo principal foi unir o aproveitamento de um recurso abundante no território à prática científica do laboratório escolar.

Para alcançar a fórmula final, a equipe recolheu os frutos, extraiu o óleo da amêndoa e submeteu a matéria-prima a sucessivos testes de laboratório. O grupo experimentou variadas condições e reagentes até dominar o processo de transesterificação, reação química responsável por converter o óleo vegetal em biocombustível pronto para uso.

Bahia
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Embasa mapeia gatos de água que vem gerando transtornos e prejuízos em toda Bahia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A ligação de água clandestina, também conhecida como "gato", é uma infração penal que consiste em adulterar o sistema de abastecimento de água.

Na Bahia, esses “gatos” são comuns e prejudicam o abastecimento de água para quem paga pelo serviço, comprometem a qualidade da água, elevam o índice de perdas do sistema, danificam a infraestrutura da rede de água e desperdiçam recursos hídricos.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o presidente da Embasa, Gideone Almeida, destacou que a concessionária tem intensificado bastante o combate aos furtos de água. “Furto de água é crime. As pessoas, às vezes, minimizam essa questão, mas o furto de água é crime da mesma forma que furtar qualquer outro objeto”, afirmou.

Diversas equipes da Embasa estão atuando nessa frente de serviço monitorando os desvios e identificando os responsáveis. Gildeone garantiu que todas as medidas cabíveis são adotadas no caso de um “gato de água” ser detectado. “A Embasa tem um trabalho de inteligência, a Embasa investiga e, quando detecta, a Embasa retira e registra o boletim de ocorrência. Já teve casos em que o infrator foi preso e respondeu judicialmente”, alertou.

O problema é registrado em toda Bahia, principalmente em adutoras localizadas no semiárido, que ocupam 2/3 do estado. As denúncias podem ser feitas de forma anônima através do 0800 055 195.

Brumado
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Brumado: Divina Providência promove capacitação para convivência com o semiárido Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Divina Providência iniciou nesta quinta-feira (13) uma capacitação com as comissões municipais de multiplicadores das cidades de Brumado, Rio do Antônio, Lagoa Real, Malhada de Pedras, Cordeiros e Condeúba. Na oportunidade, foi enfatizada a importância da mobilização social e da organização comunitária para convivência com o semiárido. Ao site Achei Sudoeste, Luciane Martins, comunicadora popular da Divina Providência, explicou que a capacitação visa reformular as próprias comissões, tendo em vista o seu papel fundamental no processo de cadastro e seleção das famílias contempladas pelos projetos 1 Milhão de Cisternas e Água Para Produção Bahia Sem Fome. “São eles que estão no dia a dia e em contato com as comunidades”, pontuou. Segundo Martins, a ideia é reciclar alguns temas importantes para o trabalho das equipes, como sustentabilidade, mudanças climáticas e agroecologia para que os multiplicadores repliquem esses conhecimentos em suas cidades. “É importante que a comissão municipal replique essas temáticas em seus municípios”, completou. Adevaldo Martins, da comissão da cidade de Cordeiros, avaliou que a capacitação é bastante relevante no sentido de atualizar as equipes sobre os assuntos pertinentes ao segmento. "Precisamos fazer com justiça essa seleção e o preparo das famílias”, concluiu.

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