Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Nesta quinta-feira (19), o caminhoneiro Gonçalo Meira Neves Neto, que invadiu um quiosque e matou uma pessoa no Distrito de Itaquaraí, zona rural de Brumado, no ano de 2023, irá a Júri Popular.
O julgamento será realizado no Fórum da comarca de Brumado. O réu responde por homicídio qualificado e cinco tentativas de homicídio, visto que o quiosque estava cheio de pessoas. O crime aconteceu na noite de 1º de setembro de 2023 e causou forte comoção na comunidade.
De acordo com as investigações, o acusado teria chegado embriagado ao estabelecimento conhecido como “Quiosque do Marreco”, onde iniciou uma discussão com frequentadores depois de ter a venda de bebida recusada pelo proprietário. Testemunhas relataram que Gonçalo apresentava comportamento agressivo e chegou a arremessar uma lata de cerveja contra o dono do local.
Minutos depois de ser retirado do estabelecimento, o indivíduo retornou em alta velocidade. Ele dirigiu por cerca de 300 metros, avançando sobre a área onde estavam mesas, cadeiras e clientes. O impacto destruiu a estrutura do estabelecimento e feriu várias pessoas. O lavrador Edvam Bernardes, que havia ajudado a conter a confusão momentos antes, morreu no local.
Outras cinco pessoas ficaram feridas, entre elas o proprietário do quiosque, familiares e um menino de 11 anos. A criança sofreu impacto significativo e levou semanas para recuperar a mobilidade. Um dos sobreviventes teve sete costelas fraturadas e perfuração pulmonar, permanecendo internado por vários dias.
Segundo testemunhas, após a colisão, o acusado teria descido do carro e tentado continuar as agressões utilizando uma cadeira, sendo contido por populares. Revoltados, moradores chegaram a iniciar um linchamento, interrompido com a chegada da Polícia Militar.
Os policiais relataram que o motorista apresentava sinais claros de embriaguez. O teste do bafômetro confirmou a ingestão de álcool. Durante a condução, ele também teria danificado a viatura e proferido ofensa de cunho racial contra um policial.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou Gonçalo por homicídio qualificado, cinco tentativas de homicídio qualificado, injúria racial e embriaguez ao volante. A acusação sustenta que o crime foi motivado por razão fútil e cometido com uso de meio que colocou diversas pessoas em risco.