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Psicanalista fala sobre a importância da saúde mental da mulher diagnosticada com câncer de mama Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

O psicanalista Robérico de Oliveira falou ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, nesta quarta-feira (28), sobre a saúde mental em mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Ele destacou o enfrentamento emocional após o diagnóstico da doença.

O câncer de mama é um relevante desafio de saúde pública, que tem afetado cada vez mais mulheres em todo país. O diagnóstico exige tratamento e atenção especializada à saúde da mulher.

Segundo o especialista, receber o diagnóstico de câncer de mama não provoca apenas repercussões físicas, podendo desencadear uma intensa experiência emocional, marcada por medo, ansiedade, tristeza profunda, insegurança e incertezas quanto ao futuro. “Esse impacto psicológico traz diversos transtornos. A confirmação da doença pode ser vivenciada por uma ruptura na rotina e nos projetos de vida”, afirmou.

Nos primeiros dias, conforme detalhou, algumas mulheres apresentam choque emocional, dificuldade de concentração, pensamentos intrusivos, receio de perder a autonomia e a feminilidade e dúvidas quanto ao parceiro. As reações variam de mulher para mulher e, de acordo com Oliveira, não devem ser interpretadas como fraqueza emocional. “São todas respostas possíveis diante de uma situação ameaçadora, de grande significado emocional”, apontou.

O sofrimento merece atenção quando se torna persistente e compromete o sono, a alimentação, os relacionamentos e a capacidade de enfrentar o tratamento. Nesse caso, a família deve procurar um profissional da área para conduzir o apoio e acolhimento necessários à mulher. O tratamento psicológico ajuda as pacientes a elaborarem emoções, desenvolverem estratégias de enfrentamento e a recuperarem, gradualmente, a sensação de controle sobre a própria vida. “São oferecidos recursos para lidar com a ansiedade, o medo, as mudanças no corpo e as dificuldades de adaptação”, citou o psicanalista. A participação de familiares e pessoas de confiança também é fundamental nesse processo.

O especialista alertou que o diagnóstico não deve ser associado à ausência de cura, visto que há grandes chances de reabilitação quando o câncer de mama é descoberto precocemente.

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Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado Foto: Chanakon/AdobeStock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Emrelis (telisotuzumabe vedotina), novo medicamento indicado para o tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP). A terapia é voltada para pacientes adultos com o subtipo não escamoso da doença em estágio localmente avançado ou metastático, que apresentem receptor do fator de crescimento epidérmico tipo selvagem, alta superexpressão da proteína c-Met e que já tenham passado por tratamento sistêmico anterior. O CPCNP representa cerca de 85% de todos os casos de câncer de pulmão, sendo que o subtipo não escamoso responde por aproximadamente 70% desse total.

Desenvolvido para atuar de forma direcionada, o Emrelis funciona ao se ligar seletivamente à proteína c-Met na superfície das células tumorais, liberando a substância monometilauristatina E diretamente no interior do tumor para provocar a morte celular. A aprovação teve como base um estudo clínico que demonstrou uma taxa de resposta objetiva de 29,2% na população geral avaliada e de 34,5% no grupo com alta superexpressão da c-Met. A Anvisa destacou que o fármaco oferece respostas duradouras e benefício clínico relevante em uma etapa da doença em que o prognóstico é desfavorável e as opções terapêuticas após a quimioterapia e a imunoterapia são bastante limitadas.

Na mesma decisão, a agência sanitária também aprovou o registro do Poherdy (pertuzumabe), medicamento voltado para o tratamento de pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágios inicial e metastático. Para quadros de doença metastática ou localmente recorrente não operável em pacientes sem tratamento prévio anti-HER2 ou quimioterápico, a medicação deve ser utilizada em combinação com os fármacos trastuzumabe e docetaxel.

Já para o câncer de mama inicial, o Poherdy é indicado em associação com trastuzumabe e quimioterapia em dois cenários principais: como tratamento neoadjuvante (pré-operatório) para casos localmente avançados, inflamatórios ou de alto risco de recorrência, e como tratamento adjuvante (pós-operatório) para pacientes em estágio inicial que também apresentem elevado risco de retorno da doença.

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TJBA garante reconstrução de mama para aposentada que venceu o câncer Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

“Me sinto amparada pelo poder de decisão da Justiça em garantir a dignidade da pessoa humana”. A declaração comovida é da aposentada Eliana Nascimento Simões ao resumir o sentimento de ter seus direitos assegurados pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). Diagnosticada por duas vezes com câncer de mama, ela conseguiu realizar a cirurgia de reconstrução mamária após o Judiciário baiano determinar que o seu plano de saúde arcasse integralmente com o procedimento. A decisão pôs fim a uma longa espera iniciada em 2024, quando a operadora de saúde se recusou a autorizar a intervenção médica.

A trajetória de luta de Eliana contra a doença começou em 2011, quando recebeu o primeiro diagnóstico de tumor na mama. Nove anos depois, em 2020, ela enfrentou a reincidência da enfermidade, desta vez na mama direita, o que exigiu a realização de uma mastectomia total para a retirada do tecido afetado. Após superar o tratamento oncológico e viver com as marcas físicas da mutilação, a aposentada recorreu às vias judiciais para ter reconhecido o direito de realizar a cirurgia reconstrutiva.

Para além da recuperação estética, a atuação do Judiciário teve um impacto profundo no bem-estar psicológico e na integridade de Eliana. Segundo ela, a cirurgia foi determinante para o resgate de sua autoestima e para a superação do trauma deixado pela retirada da mama. A maior conquista, relata a aposentada, foi a possibilidade de voltar a se olhar no espelho e se reconhecer plenamente como mulher.

A história de Eliana ganha ainda mais relevância no contexto do Outubro Rosa, mês voltado à conscientização e prevenção do câncer de mama, neoplasia que registra cerca de 66.300 novos casos anuais no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Embora a doença acometa majoritariamente o público feminino, homens também podem desenvolver a enfermidade. Na Bahia, o cenário exige atenção: 56,35% das pacientes iniciam o tratamento já nos estágios III ou IV — fases avançadas em que o tumor está mais extenso ou já apresenta metástase —, sendo a maioria composta por mulheres entre 50 e 65 anos.

O direito à cirurgia plástica reconstrutiva é respaldado pela legislação brasileira. De acordo com o artigo 10-A da Lei nº 9.656/1998, as operadoras de planos de saúde são obrigadas a custear os procedimentos de reconstrução mamária decorrentes do tratamento de tumores. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforça que a cobertura é obrigatória perante indicação médica, assegurando que o combate à doença inclua também a reabilitação física e a dignidade das pacientes.

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SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Três novos medicamentos para o tratamento de câncer de pulmão serão disponibilizados a pacientes em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro. São eles o brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1,9 mil pacientes devem ser atendidos. Consideradas medicações de alta tecnologia, os remédios podem custar até R$ 643 mil por ano na rede privada.

O brigatinibe e o gefitinibe são duas terapias-alvo orais que atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. Uma das vantagens é que o remédio pode ser administrado na casa do paciente com menor incidência de eventos adversos em comparação aos esquemas convencionais de quimioterapia.

O terceiro medicamento, o durvalumabe, estimula a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores cancerígenos. Ele é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3, que não podem ser tratadas com cirurgia.

“O tratamento demonstra ganhos na sobrevida global dos pacientes”, segundo o ministério.  

As medicações serão financiadas integralmente pelo governo federal a partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), criada para ampliar a oferta de tratamentos pelo SUS.

De acordo com o ministério, serão ofertados por meio da AF-Onco 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública.

A estimativa é de que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, com orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões. .

Caetité
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Caetité: Ivana Bastos quer garantir direito a cirurgia reparadora de mutilação mamária Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, apresentou projeto de lei para garantir o direito a cirurgia plástica reparadora e informação às mulheres com mutilação mamária total ou parcial, decorrente de tratamento oncológico de infecção, traumatismo ou de qualquer outra causa que gere a perda da mama, nas unidades de saúde do Estado.

A deputada também apresentou indicação ao governador Jerônimo Rodrigues e à secretária de Saúde, Roberta Santana, para a realização de um mutirão de reconstrução mamária pós-mastectomia no Hospital Estadual do Alto Sertão, em Caetité, e em outras unidades de saúde do estado tecnicamente adequadas para esse procedimento.

“A mutilação mamária, especialmente decorrente do tratamento do câncer de mama, é um evento traumático que impacta severamente a autoestima, a saúde mental e a qualidade de vida da mulher. A reconstrução mamária não deve ser considerada apenas um procedimento estético, mas uma etapa fundamental do tratamento oncológico e da reabilitação da paciente”, observou Ivana Bastos.

O projeto de lei visa garantir, ainda, às mulheres submetidas à mastectomia total ou quadrantectomia, em que houver defeito estético evidente, em razão de câncer de mama, acidentes ou de outras doenças que causem mutilação mamária, a reconstrução do complexo aréolo-mamilar; a micropigmentação de aréolas e mamilos; a fisioterapia de reabilitação específica; e a simetrização da mama contralateral.

De acordo com a proposição de Ivana Bastos, a rede estadual de saúde fica obrigada a fornecer todas as informações sobre a possibilidade de realização da cirurgia reparadora, no momento do diagnóstico de neoplasia maligna ou da indicação da mastectomia. A equipe médica deve comunicar por escrito a paciente sobre o direito à reconstrução, documentando a ciência da paciente no prontuário médico. E é garantido acompanhamento psicológico e multidisciplinar especializado, com o objetivo de auxiliar no processo de recuperação física e emocional.

“Embora o SUS garanta a cirurgia, muitas mulheres desconhecem esse direito ou enfrentam longas filas devido à falta de priorização na rede de saúde”, ressaltou a presidente da ALBA. A deputada alertou para o fato de que a aprovação desta matéria é urgente para garantir a dignidade das mulheres mastectomizadas.

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