Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a Tenente Coronel Gilmara Santana, comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Guanambi, falou ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar sobre os desafios de atuar como oficial em uma instituição predominantemente masculina.
A comandante destacou que a luta da mulher é diferente da luta do homem. “É uma luta diária. Derrubamos um leão a cada dia. A mulher tem a desvantagem do nosso histórico de sermos donas de casa, mães, companheiras... a parte de estar na luta para conquistar o pão e sustentar uma família vem sendo adquirida a cada ano”, avaliou.
Como comandante do 17º BPM, Gilmara enxerga essa luta entre muitos percalços. Há 33 anos na PM-BA, ela relatou que quando adentrou na corporação não havia mulheres nos quarteis. “Eram bem poucas. A Bahia tão grande, mas tínhamos apenas 10 mulheres oficiais. Foi uma luta mesmo até chegar para comandar homens”, completou.
Na época que entrou na cavalaria montada, Santana contou que os homens se dirigiam a ela como “senhor”. “Eles não sabiam me chamar de senhora porque nunca havia tido essa experiência de serem comandados por uma mulher. Tive que me impor para ser respeitada, ouvida e obedecida. Foi um desafio muito grande”, analisou.
Apesar dos obstáculos, a Tenente Coronel garantiu que nunca se deixou abater por nenhuma negativa. “Sempre corri atrás, lutei, estudei, batalhei. Nunca dei atenção as palavras de que a mulher não pode conquistar os seus objetivos. É preciso acreditar nos nossos próprios potenciais”, finalizou.
Hoje, considerada a primeira mulher a ser comandante de batalhão operacional no interior do estado, ela está feliz com os êxitos obtidos ao longo da carreira.
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