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Brasil
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Deputada federal mais jovem eleita tem 21 anos e é de Minas Gerais Foto: Reprodução/Instagram

A deputada federal mais jovem eleita na disputa deste domingo (4) foi Ana Elisa Santos Silva, 21 anos, do PT de Minas Gerais. Com 1, 9 milhão de seguidores em apenas uma rede social, ela se destaca por abordar temas como racismo, feminismo e direitos sociais. Negra e nascida em Divinópolis, além de influenciadora digital, Ana Elisa é estudante de Direito e estagiária.

Sua campanha foi feita principalmente pelas redes sociais, as quais ela atribui o sucesso nas eleições. Entre suas propostas estão as cotas raciais, combate à desinformação e ao racismo, o passe livre universitário intermunicipal, fortalecimento do ensino público e políticas para o primeiro emprego, o fim da escala 6x1 e pautas ligadas aos direitos da classe trabalhadora e ao desenvolvimento social de Minas Gerais.

Com a idade mínima de 21 anos exigida pela Constituição para ocupar o cargo de deputada federal, Ana Elisa Santos Silva se filiou ao PT em março deste ano. Durante a campanha, sua vaquinha eleitoral esteve entre as que reuniram o maior número de apoiadores e ultrapassou R$ 100 mil arrecadados. Ela foi eleita pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

Justiça
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MP recomenda que Seap garanta assistência religiosa para matrizes africanas em presídios baianos

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, expediu uma recomendação, neste sábado (19), à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) para garantir assistência religiosa isonômica no sistema prisional baiano. A medida busca assegurar o cumprimento de normas de liberdade de crença e combater o racismo institucional e a intolerância religiosa nas unidades do estado.

De acordo com documento recebido pelo site Achei Sudoeste, a ação foi motivada por um procedimento administrativo que analisou dados de 13 estabelecimentos penais e constatou uma expressiva disparidade no atendimento espiritual concedido às diferentes religiões. Enquanto entidades católicas e evangélicas contam com cronogramas semanais e diários de visitas, apenas o Conjunto Penal Feminino registrou a presença de grupo de matriz africana, com frequência limitada a uma vez por mês. Nas demais 12 unidades analisadas, não há registro recente de assistência regular a religiões afro-brasileiras ou indígenas.

A recomendação fixa o prazo de 60 dias para que a SEAP inicie um processo de busca ativa e credenciamento de entidades religiosas de matrizes africanas e indígenas, mediante edital de chamamento público. No mesmo período, o órgão deverá apresentar um plano de ação detalhado para garantir o acesso igualitário de todas as denominações, informar dados de autodeclaração religiosa dos detentos e esclarecer os motivos das disparidades identificadas nas visitas.

Além disso, o documento estabelece o prazo de 120 dias para que a Seap institua um programa permanente de capacitação e letramento antirracista para diretores de unidades, agentes penitenciários e servidores do sistema. A Secretaria tem até 30 dias para se manifestar sobre o aceite da recomendação, sob pena de adoção das medidas judiciais e administrativas cabíveis.

Guanambi
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Guanambi: Afromaleko repudia atos de racismo e clama por consciência e igualdade racial Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na cidade de Guanambi, na última segunda-feira (02), uma atendente do comércio foi vítima de racismo em seu local de trabalho. O caso ganhou repercussão no município e o grupo Afromaleko se manifestou de forma veemente contra o racismo.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o mestre Elias Gomes, que está à frente do grupo e se apresenta como um dos representantes da cultura preta na cidade, lamentou o episódio e disse que é preciso agir com rigor diante de casos como esse para o combate ao racismo. “É lamentável! A palavra é agir. A gente acha que o racismo está longe, mas está cada vez mais perto da gente. Precisamos trabalhar a consciência de que somos todos a raça humana”, defendeu.

Gomes orientou que esses casos devem ser levados ao conhecimento das autoridades para que não fiquem impunes. “Se não tiver ação e punição a coisa não vai funcionar”, completou.

Ele ainda relatou que o Afromaleko trabalha diariamente incentivando o empoderamento da mulher preta, realizando uma atuação incansável contra o racismo. “Somos iguais, independente da cor e da raça. Somos seres humanos”, finalizou.

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