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Justiça
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MP recomenda regularização do dos Direitos da Criança e do Adolescente de Palmeiras Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) recomendou, nesta sexta-feira (18), que a Prefeitura de Palmeiras, na Chapada Diamantina, adote medidas para regularizar e fortalecer o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA). A recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente, após apurações apontarem que o fundo ainda não está plenamente regularizado e apto a receber recursos destinados às políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes. 

As investigações tiveram início após representação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), encaminhada pelo Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente, que informou a ausência de cadastro do fundo municipal. Mesmo após sucessivas solicitações não foram apresentados documentos que comprovassem a inscrição do FMDCA como Fundo Público Municipal, a existência de conta bancária específica vinculada ao fundo, o cadastramento junto ao órgão federal competente ou a elaboração, pelo CMDCA, do Plano de Ação e Aplicação dos recursos.  

Entre as medidas recomendadas estão a finalização da inscrição do FMDCA junto à Receita Federal e a abertura de conta bancária exclusiva para movimentação dos recursos do fundo. Também foi orientado o cadastramento do FMDCA junto ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, medida que permitirá a inclusão do município no programa de destinação de recursos por meio do Imposto de Renda.  A recomendação prevê ainda a destinação de dotação orçamentária específica ao fundo na Lei Orçamentária Anual, em conformidade com as prioridades definidas pelo CMDCA. Ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente foi recomendado elaborar e encaminhar ao MPBA o Plano de Ação e o Plano de Aplicação dos recursos do fundo, devidamente aprovados em reunião colegiada.

O Estatuto da Criança e do Adolescente garante a prioridade de implementação das políticas infantojuvenis, determinando a destinação privilegiada de recursos a serem investidos nos projetos e planos em favor de crianças e adolescentes. A fiscalização da implantação dos Fundos da Infância e Adolescência é meta estratégica do Ministério Público do Estado da Bahia, no bojo do Projeto Infância em Primeiro Lugar, do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente.

Brumado
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Rede socioassistencial de Brumado participa de formação estratégica contra o trabalho infantil Foto: Divulgação/PMB

A Prefeitura de Brumado, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sesoc), realiza entre os dias 25 e 27 de março uma capacitação voltada à rede socioassistencial do município. Com o tema “Rede em ação: estratégias de enfrentamento ao trabalho infantil”, a iniciativa busca fortalecer a atuação integrada dos profissionais que trabalham na proteção de crianças e adolescentes.

A formação tem como principal objetivo capacitar os trabalhadores da rede socioassistencial e demais atores do Sistema de Garantia de Direitos para identificar, prevenir e enfrentar situações de trabalho infantil. Além disso, a capacitação pretende ampliar o conhecimento sobre a legislação vigente, os fluxos de atendimento e as estratégias de atuação conjunta, garantindo a proteção integral e a efetivação dos direitos desse público.

Durante os três dias de programação, os trabalhadores terão acesso a palestras e momentos de troca de experiências, promovendo o alinhamento das ações e o fortalecimento da atuação em rede.

A rede socioassistencial é composta por serviços, programas, projetos e benefícios vinculados ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que atuam na proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em Brumado, integram essa rede os equipamentos públicos da assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), responsáveis pela proteção social básica, e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que atuam na proteção social especial, além de serviços como o Serafa.

Também fazem parte da rede os órgãos de garantia de direitos, como o Conselho Tutelar, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Poder Judiciário, especialmente por meio das varas da infância e juventude.

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