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Sudoeste Baiano
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Bancários cobram respeito diante da insensibilidade dos bancos nas negociações salariais Foto: Divulgação

Após negociações sem respostas plausíveis para a categoria, os bancários paralisaram as suas atividades nesta quinta-feira (20), em toda região sudoeste da Bahia.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Sara Sodré, secretária geral do Sindicato dos Bancários do Sudoeste da Bahia em Vitória da Conquista, informou que a paralisação serve como protesto diante da ameaça dos bancos em retirar direitos da categoria e reduzir valores de tickets. “Não houve avanço”, afirmou.

Além disso, ao saber que os bancários estão se organizando para paralisar as atividades, os bancos suspenderam a mesa de negociação marcada de terça-feira (18). Eles irão avaliar o movimento e, segundo Sodré, já sinalizaram no sentido de apresentar uma nova proposta na próxima semana.

Segundo a secretária, a categoria quer apenas discutir com transparência e ter as suas reivindicações garantidas. “As nossas reivindicações não são apenas econômicas. A gente briga por mais contratações, por melhores condições de trabalho, para que os bancos não fechem agências em cidades menores. Nossas reivindicações são justas. Pedimos empatia”, relatou.

Questionada sobre a possibilidade de greve, ela respondeu que essa paralisação consiste em um momento de avaliação, sem indicativo de greve. Esta será considerada na hipótese de os bancos não avançarem no diálogo e nas tratativas com a categoria.

Até o dia de hoje, Sodré considera que os bancos têm conduzido as discussões com os bancários de maneira desrespeitosa. “Da maneira como vem acontecendo é desrespeitoso. A gente vem apresentando as nossas demandas e os bancos estão de braços cruzados. A última reposta foi no sentido de reduzir ticket. Uma empresa tão lucrativa falar em diminuir vale alimentação do seu trabalhador é uma afronta”, disparou.

Riacho de Santana
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Riacho de Santana: População vai às ruas em defesa dos direitos dos professores municipais Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Nesta quarta-feira (03), a cidade de Riacho de Santana, foi palco de uma mobilização histórica em prol do ensino público. A Marcha em Defesa da Educação reuniu uma grande multidão nas ruas do município, unindo diferentes setores da sociedade em um manifesto público que cobrou diretamente o cumprimento de leis federais e a garantia de direitos conquistados ao longo dos anos. Entre as principais reivindicações do movimento, os manifestantes exigiram o pagamento imediato do piso nacional dos professores, o cumprimento e a atualização do plano de carreira do magistério e o respeito integral aos direitos trabalhistas da categoria.

Segundo apurou o site Achei Sudoeste, o evento contou com uma adesão expressiva de professores, coordenadores e demais profissionais que movem a rede de ensino local. Além dos servidores, as famílias riachenses e os próprios estudantes compareceram ao ato, demonstrando que a pauta pela valorização e respeito aos profissionais da educação é vista como uma prioridade coletiva e urgente por toda a comunidade, que pede um ambiente de trabalho digno e estruturado.

Riacho de Santana: População vai às ruas em defesa dos direitos dos professores municipais Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

A caminhada ganhou ainda mais corpo com o desembarque de apoio vindo de fora do município. Diversos sindicatos da região marcaram presença, além de entidades representativas de peso no cenário sindical e educacional, como a Federação dos Trabalhadores na Educação (FTE), a Federação dos Trabalhadores Públicos Municipais da Bahia (FETRAMEB) e a Confederação das Cooperativas e Entidades de Serviços Públicos (CESP), que endossaram as cobranças pelas melhorias salariais e de carreira.

Ao longo de todo o percurso, os manifestantes receberam inúmeras demonstrações de apoio de moradores e comerciantes locais. A expressiva participação popular foi celebrada pelos organizadores do movimento como uma demonstração clara de que a sociedade civil está engajada e apoia a luta dos educadores pelo piso nacional e pela manutenção de conquistas históricas, não aceitando o recuo em investimentos na área.

Após o encerramento do ato, lideranças e participantes destacaram que a caminhada representa apenas uma etapa de um processo contínuo de vigilância e pressão sobre o poder público. O sentimento geral entre os organizadores é de que a união demonstrada nas ruas, focada na exigência por valorização do magistério e respeito aos trabalhadores, fortalece a categoria para os próximos passos das negociações no município.

Brasil
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Câmara aprova projeto que estabelece piso salarial de R$ 3 mil para garis Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Câmara dos Deputados enviou ao Senado o Projeto de Lei 4146/20, que fixa o piso salarial nacional de R$ 3.036 para trabalhadores que atuam em serviços de varrição, de coleta de resíduos em locais públicos, de acondicionamento de lixo e encaminhamento para aterros ou estabelecimentos de reciclagem – os chamados garis.

O projeto foi aprovado em dezembro último, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça. Como não houve recurso para votação em Plenário, o projeto foi considerado aprovado pela Câmara e agora precisa ser votado pelo Senado. Caso seja aprovado, será submetido ao presidente da República para sanção ou veto.

O projeto também assegura ao trabalhador da coleta de resíduos e conservação de áreas públicas um adicional de insalubridade em grau máximo, com adicional de 40% do salário. Esses trabalhadores segurados pelo Regime Geral de Previdência Social também terão direito à aposentadoria especial quando sujeitos a condições que prejudiquem a saúde ou integridade física.

Outros direitos assegurados pela proposta são vale-alimentação, cesta básica mensal e plano de saúde, a serem determinados em convenção ou acordo coletivo. Essas verbas não devem integrar a remuneração do trabalhador. Segundo o texto, a jornada de trabalho deverá ser de 6 horas diárias e 36 horas semanais.

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