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Bahia
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Eleições 2026: ACM Neto lança 'Sua voz é nossa voz' e abre canal para sugestões Foto: Arisson Marinho/Correio 24h

Com a proposta de coletar sugestões da população baiana e utilizá-las na construção de seu programa de governo, o pré-candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) lançou, nesta quarta-feira (27), o movimento de participação popular “Sua voz é nossa voz”. As informações são do Correio 24h.

O movimento percorrerá municípios de diferentes regiões da Bahia ao longo dos próximos meses. A primeira parada será em Jacobina, no centro-norte do estado, onde ACM Neto e sua comitiva política estarão na próxima terça-feira (2) para um encontro com moradores e lideranças locais. A atividade será realizada na Associação Comercial e Industrial de Jacobina.

“O ‘Sua voz é nossa voz’ vai ser um programa de ampla escuta popular Nós pretendemos alcançar todos os 417 municípios do estado da Bahia”, ressaltou ACM Neto, durante entrevista coletiva.

Além dos encontros presenciais nos municípios, a população poderá enviar propostas e sugestões por meio do site do movimento e também via WhatsApp. Nos locais onde os eventos forem realizados, haverá ainda um QR Code que direcionará os participantes para os canais digitais de contribuição.

ACM Neto fez questão de diferenciar o movimento “Sua voz é nossa voz” da iniciativa promovida pela pré-campanha do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o ex-prefeito de Salvador, a principal diferença entre os dois projetos é que, no caso do Programa de Governo Participativo (PGP) do grupo petista, muitas das propostas apresentadas pela população não são efetivamente colocadas em prática após a eleição.

“Não posso admitir que o governador Jerônimo tenha coragem de voltar a uma cidade na qual, há quatro anos, fez uma promessa que estava no PGP e vá lá fazer a mesma promessa de novo, como se não tivesse sido candidato há quatro anos e como se não tivesse tido tempo suficiente para cumprir aquela promessa”, criticou Neto.

ACM Neto afirmou ainda que, no caso do Programa de Governo Participativo, os resultados são “manipulados”.

“O PGP deles é uma coisa que é feita ali em quatro paredes. Toda manipulada para ter um resultado que interesse a eles. Tudo feito e manipulado pelas pessoas dos partidos e do centro do governo. Nós queremos fazer uma coisa ampla. Quero dar voz a todos os baianos, sobretudo, aos que não têm uma identificação partidária imediata. Não têm uma militância. Não têm como chegar na gente. Eu não quero fazer uma coisa maquiada”, frisou o pré-candidato do União Brasil.

Macaúbas
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Macaúbas: Wagner destaca força do PGP e projeta investimentos na Bacia do Paramirim Foto: Kauê Souza/Achei Sudoeste

A Bacia do Paramirim recebeu, neste sábado (23), o encontro do Plano de Governo Participativo (PGP). Em visita ao município de Macaúbas, o senador Jaques Wagner destacou a importância de o poder público sair dos gabinetes da capital para compreender a real necessidade dos municípios do interior. De acordo com o senador, a iniciativa segue um modelo histórico de gestão compartilhada e proximidade com a população, permitindo que as prioridades locais guiem o planejamento de investimentos do Estado.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste, Wagner destacou que o formato das plenárias é essencial para alinhar a percepção dos governantes com a vivência dos cidadãos. “Olha, na verdade essa metodologia do PGP, a gente já utiliza em algumas eleições. É o ensinamento do nosso mestre, o presidente Lula, que como diz a gíria, o ditado popular, quem sabe onde o sapato aperta, é o dono do calo. Então nós temos que ouvir do povo onde é que o sapato está apertando, o que é a prioridade de cada cidade. Quer ver, você está em Salvador e imagina uma coisa, mas na realidade local é outra. Você acha que é uma estrada, o cara acha que é uma água, você acha que é um posto de saúde, o cara acha que é uma estrada”, explicou. O parlamentar mencionou que a agenda do grupo segue intensa, incluindo Guanambi, Jequié — para a inauguração de uma ampliação do Hospital Prado Valadares — e Itapetinga, ressaltando a inovação de realizar plenárias dedicadas à juventude na noite anterior aos grandes encontros.

Tratando das demandas específicas do território da Bacia do Paramirim, Jaques Wagner reconheceu os pedidos locais de melhorias na área da saúde e adiantou as contrapartidas que vêm sendo estruturadas na região e no estado, como a entrega de novos leitos e a interiorização do ensino técnico. “Aqui o pessoal reclama do Hospital Regional, está certo? É uma reclamação justa que vai sendo atendida aos poucos. Nós vamos inaugurar agora o Hospital de Alagoinhas, estamos ampliando o Prado Valadares, estamos trazendo aqui para a região uma escola técnica, que agora mudou de nome, se chama Instituto Federal. Então, é batendo córner e cabeceando para fazer o gol, mas as necessidades são sempre bem-vindas, e é para isso que a gente vai ao encontro do povo”, declarou.

Ao final, Wagner ressaltou que a disposição de encarar críticas e coletar demandas diretamente com a comunidade é uma marca de continuidade do grupo político que lidera o estado há sucessivas gestões. “Não é todo mundo que faz isso que a gente faz. A gente vem aqui para ouvir, às vezes, uma reclamação, para ouvir uma demanda. Eu acho que quem correu o trecho, pediu o voto e teve a graça de receber o apoio do povo, tem que devolver esse apoio na forma de serviço prestado. Isso é o que a gente tem feito ao longo do meu governo de oito anos, de Rui Costa e agora de Jerônimo, e vamos ver se o povo nos aprova de novo em outubro desse ano”, concluiu.

Carinhanha
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Jaques Wagner minimiza pesquisas eleitorais: 'Se dependesse delas, eu não teria sido eleito' Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

À medida que o calendário eleitoral avança, o senador Jaques Wagner adotou um tom de cautela e pragmatismo ao comentar o desempenho de aliados e adversários nos levantamentos de intenção de voto. Segundo disse o líder político ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste, nesta terça-feira (21), durante agenda em Carinhanha, os números atuais devem ser lidos apenas como uma tendência provisória, e não como um veredito antecipado das urnas. “Eu acho que pesquisa é sempre uma fotografia do momento. Ela não é a realidade da eleição. Se dependesse de pesquisa, eu não teria sido eleito, nem Rui [Costa], nem Jerônimo [Rodrigues]”, disparou Wagner, relembrando as viradas históricas do PT na Bahia.

O senador destacou que, embora as pesquisas sirvam como um termômetro para entender como a população avalia os governos municipal, estadual e federal, o cenário ainda passará por muitas transformações nos próximos meses. Com cerca de cinco meses e meio até o pleito, ele prevê uma oscilação intensa nos números, impulsionada especialmente pela dinâmica das redes sociais. Wagner demonstrou preocupação com o impacto da desinformação no processo democrático, afirmando que “hoje rola muita mentira pela internet, então as pessoas ficam meio tontas sem saber o que é verdade e mentira”.

Apesar do alerta sobre as fake news, a confiança do senador na força do grupo político liderado por Lula e Jerônimo permanece inabalável. Ele acredita que o alinhamento entre as esferas de governo será o principal trunfo para conquistar o eleitorado baiano e nacional. Para Wagner, o trabalho realizado nas bases e a entrega de obras estruturantes, como as anunciadas no sertão, terão mais peso do que os índices momentâneos das pesquisas. “Eu acredito muito na nossa vitória na Bahia, na vitória a nível brasileiro com o presidente Lula e Jerônimo”, concluiu.

Contendas do Sincorá
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TRE-BA mantém cassação de prefeito e vice em Contendas do Sincorá por compra de votos Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração interpostos por Ueliton Valdir Palmeira Souza (Avante), o Didi, e Érica Brito de Oliveira (Avante), a Professora Érica, e manteve a decisão que cassou seus mandatos e os declarou inelegíveis. O TRE-BA manteve a decisão do juiz de primeiro grau, Raimundo Saraiva Barreto Sobrinho, da 58ª Zona Eleitoral de Ituaçu.

O processo é fruto de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) referente às eleições de 2024 no município de Contendas do Sincorá, que apurou práticas de captação ilícita de sufrágio. Segundo decisão publicada nesta segunda-feira (30) e obtida pelo site Achei Sudoeste, os embargantes buscavam reverter a condenação alegando omissões e contradições no julgado, especialmente quanto à licitude de provas bancárias e gravações ambientais.

A defesa questionou a validade de uma quebra de sigilo bancário e de um áudio gravado em ambiente público, alegando “contaminação psicológica” do julgador e manipulação por adversários políticos.

No entanto, o relator, Desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto, reiterou que a quebra de sigilo foi convalidada em decisão anterior e que a gravação passou por perícia técnica, comprovando a sua autenticidade e o fato de ter ocorrido em local externo, o que afasta a tese de violação de privacidade. Para o tribunal, a intenção de quem gravou é irrelevante diante do interesse público na lisura do processo eleitoral.

Outro ponto central da decisão foi a análise de movimentações financeiras atípicas realizadas às vésperas do pleito. O acórdão destacou a circulação de R$ 11.050,00 em um único dia, distribuídos em valores redondos via Pix para diversos beneficiários, o que foi classificado como um “cronograma sistemático de pagamento” para aliciamento de eleitores. O tribunal refutou a justificativa da defesa de que os repasses seriam para gestão de dívidas de terceiros, considerando a tese um “subterfúgio” sem lastro contratual ou lógico.

Apesar da manutenção da cassação, o TRE-BA indeferiu o pedido da coligação adversária para aplicar multa por caráter protelatório aos embargantes. O entendimento da Corte foi de que a insurgência, embora rejeitada, não extrapolou os limites do exercício ético e regular do direito de recorrer garantido pela Constituição.

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