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Governo da Bahia e Ministério da Saúde entregam vans e Unidades Odontológicas Móveis Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA

O Ministério da Saúde e o Governo do Estado da Bahia entregaram, nesta sexta-feira (2), 37 vans adaptadas para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e duas Unidades Odontológicas Móveis (UOMs). As entregas, que somam R$ 11,2 milhões em investimentos, visam fortalecer os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no interior do estado. O ato ocorreu no estacionamento da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em Salvador, com a presença da secretária Roberta Santana e do Secretário Adjunto de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ilano Barreto.

Com investimento unitário de R$ 304,6 mil, cada uma das vans tem capacidade para 15 passageiros e conta com elevadores para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os veículos serão destinados ao transporte sanitário eletivo de pacientes que realizam consultas, exames ou procedimentos contínuos — como radioterapia e hemodiálise — longe de suas cidades de origem, visando diminuir o absenteísmo e superar barreiras de deslocamento.

Governo da Bahia e Ministério da Saúde entregam vans e Unidades Odontológicas Móveis Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA

Ao todo, 37 municípios baianos foram contemplados com as vans: Abaré, Acajutiba, Adustina, América Dourada, Antas, Barro Alto, Belo Campo, Brejões, Camamu, Canavieiras, Caravelas, Condeúba, Coribe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Guaratinga, Igaporã, Itapebi, Iramaia, Itaeté, Macaúbas, Medeiros Neto, Mutuípe, Nova Canaã, Oliveira dos Brejinhos, Piatã, Piritiba, Pintadas, Retirolândia, Riachão do Jacuípe, Santa Cruz da Vitória, Santa Inês, Santana, Sento Sé, Tanhaçu, Tanque Novo e Uauá.

Já as duas Unidades Odontológicas Móveis representam um aporte conjunto de R$ 798 mil e vão atender a população dos municípios de Ruy Barbosa e Valença. Equipadas com cadeira odontológica, raio-X, itens para esterilização e equipamentos de diagnóstico, as estruturas sobre rodas permitirão levar atendimento bucal completo — incluindo exames, limpezas, restaurações, extrações, procedimentos de gengiva e próteses — até comunidades de difícil acesso.

Bahia
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Segurança Pública na Bahia: O que os números dizem sobre o ciclo carlista – Por Samuel Milhazes Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Vamos regressar 20 anos, ao período em que muitos insistem em enxergar um paraíso pretérito.

Há dados capazes de confrontar essa memória. O Mapa da Violência 2012, elaborado com informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, permite acompanhar a evolução dos homicídios na Bahia nos últimos anos do ciclo carlista.

Entre 2000 e 2006, a taxa registrada de homicídios no Estado saltou de 9,4 para 23,5 por 100 mil habitantes: crescimento de aproximadamente 150% em apenas seis anos. No mesmo período, a taxa brasileira permaneceu praticamente estável, passando de 26,7 para 26,3.

É verdade que parte dessa variação pode estar relacionada à melhora dos registros de mortalidade naquele período. A ressalva é necessária. Mas não apaga o contraste essencial: enquanto o Brasil praticamente não se movia, a Bahia encerrava aquele ciclo político sob extraordinária aceleração da violência homicida.

A partir de 2007, a taxa passou de 25,7 para 40,9 em 2024. Considerados esses dois pontos, o crescimento foi de aproximadamente 59% em dezessete anos. Continua sendo um aumento grave. O que muda sensivelmente é a velocidade.

Saúde
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SUS vai ofertar canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade Foto: Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) deverá oferecer   canetas emagrecedoras, para pacientes com obesidade. Segundo o Ministério da Saúde, a oferta será baseada em estudos e seguirá um protocolo clínico específico.

A medida está relacionada aos resultados iniciais de um estudo realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre. Desde junho, pacientes com obesidade selecionados pela unidade utilizam semaglutida, um dos princípios ativos da classe de medicamentos.

“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, ressaltou o ministro Padilha.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que os resultados iniciais observados entre os pacientes são positivos. O estudo pretende avaliar a segurança e os efeitos do tratamento, além de estabelecer critérios para o acompanhamento dos pacientes por médicos especialistas.

“O objetivo é garantir maior segurança aos participantes [do estudo] e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas da unidade. Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS atendidos pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades”, informou o ministério.

Saúde
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SUS realiza mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre de 2026 Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Sistema Único de Saúde (SUS) superou a marca de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre de 2026. O volume representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 608 mil procedimentos a mais executados na rede pública de saúde em todo o país.

O avanço consolidou a tendência de alta observada nos últimos anos. De acordo com informações divulgadas pelo governo federal em nota oficial, o desempenho dá continuidade ao ritmo de expansão do sistema público, que encerrou o ano de 2025 com o total de 14,9 milhões de procedimentos eletivos concluídos.

A expansão no volume de atendimentos foi registrada em 20 estados brasileiros. O Distrito Federal liderou o crescimento com alta de 31%, seguido por Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também apresentaram índices expressivos de aumento os estados do Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

Grande parte desses procedimentos foi viabilizada pelas ações do programa "Agora Tem Especialistas", responsável direto por 2,92 milhões de cirurgias executadas entre janeiro e junho de 2026. A iniciativa governamental busca encurtar as filas de espera por procedimentos de média e alta complexidade mediante mutirões de atendimento, suporte de unidades móveis de saúde, compra de transporte sanitário e ampliação dos serviços de Telessaúde.

Diante dos resultados obtidos nos seis primeiros meses do ano, a projeção oficial do Ministério da Saúde é que o SUS encerre 2026 ultrapassando a marca de 15 milhões de cirurgias eletivas realizadas, superando o patamar registrado no ano passado.

Saúde
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SUS amplia vacinação contra pneumonia e meningite para idosos de 85 anos Foto: Divulgação/MS

O Ministério da Saúde anunciou, na última segunda-feira (14), a ampliação do acesso à vacina Pneumo 20 na rede pública. O imunizante passa a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com 85 anos ou mais. A medida busca combater e prevenir complicações graves decorrentes de doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.

A ampliação da campanha tem como foco reduzir as taxas de hospitalização e mortes na população idosa de idade mais avançada, naturalmente mais suscetível a infecções respiratórias severas. A estimativa do governo federal é imunizar mais de 2,3 milhões de pessoas em todo o país. A meta do Ministério da Saúde é atingir ao menos 90% do público-alvo elegível nesta fase.

Os números justificam a urgência da medida. Em 2025, a taxa de internação por pneumonia entre idosos a partir dos 85 anos alcançou a marca de 2.902,7 por 100 mil habitantes no Brasil. No mesmo período, a taxa de mortalidade provocada pela doença nessa mesma faixa etária atingiu 743,1 óbitos por 100 mil.

Composta por 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae — principal causadora de infecções pulmonares em todas as faixas etárias —, a vacina inclui proteção contra os sorotipos 3, 6A e 19A. Além de prevenir quadros pulmonares e neurológicos severos, o imunizante combate a otite média, condição que pode acarretar sequelas graves, como a perda definitiva da audição.

A distribuição das doses para os estados e municípios já foi iniciada e leva em consideração a população local, a média de aplicação diária e a disponibilidade em estoque. Para receber a vacina nos postos de saúde, o idoso ou responsável precisa apenas apresentar um documento oficial de identificação com foto que comprove a idade. Não há necessidade de apresentar receita ou prescrição médica.

A indicação da Pneumo 20 varia de acordo com o histórico vacinal do paciente. Idosos com 85 anos ou mais que nunca tomaram imunizantes pneumocócicos devem receber dose única. Quem já tomou uma dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15 pode receber a Pneumo 20 após um intervalo mínimo de dois meses. Para quem tomou uma dose da Pneumo 23, a aplicação deve respeitar a janela de um ano. Já idosos que completaram esquema com duas doses da Pneumo 23, ou que combinaram a Pneumo 13/15 com a Pneumo 23, não possuem indicação para a nova dose no momento.

A vacina Pneumo 20 foi introduzida no Calendário Nacional de Vacinação em junho deste ano para crianças menores de 5 anos. Segundo balanço divulgado pela pasta, em apenas dois meses de aplicação no público infantil, mais de um milhão de crianças foram imunizadas no Brasil.

Macaúbas
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Macaúbas passa a oferecer implante anticoncepcional Implanon na rede pública de saúde Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Prefeitura Municipal de Macaúbas anunciou o início da oferta do Implanon, método contraceptivo hormonal de longa duração, na rede pública de saúde do município. O contraceptivo subcutâneo está sendo introduzido de forma gradativa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e estará disponível para mulheres na faixa etária de 14 a 49 anos.

A novidade foi divulgada pelo secretário municipal de Saúde, Arlen Santos, que destacou o avanço na atenção à saúde feminina na rede local. O dispositivo tem validade de três anos e é considerado uma das alternativas mais eficazes para o planejamento familiar e a prevenção da gravidez não planejada.

Para ter acesso ao benefício, as moradoras interessadas devem procurar a UBS do seu respectivo bairro e manifestar a intenção de utilizar o método. No local, a paciente passará por uma triagem com médico ou enfermeiro para a verificação dos critérios de elegibilidade e priorização estipulados pelo Ministério da Saúde.

Caso a mulher cumpra os requisitos estabelecidos, a inserção do dispositivo será agendada e executada por um profissional médico da própria unidade básica de saúde.

Brasil
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Governo Federal identifica 97 médicos falsos de IA no Youtube e AGU aciona Google Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis que usam Inteligência Artificial (IA) no Youtube para simular médicos e outros profissionais de saúde. Os perfis seriam responsáveis por disseminar informações falsas, incluindo promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica.

“Os conteúdos usam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou especialistas, atribuem qualificações profissionais fictícias e recorrem a linguagem alarmista para conferir credibilidade às informações”, diz nota do Ministério da Saúde (MS).

Segundo informações da Agência Brasil, a pasta identificou os perfis por meio do programa Saúde com Ciência, que analisa desinformação na internet relacionada à Saúde. “Parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e, em alguns casos, utiliza a aparente autoridade dos personagens para promover produtos, e-books ou serviços pagos”, acrescentou o MS.

Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, nesta terça-feira (9), o Google, que controla o Youtube, para que remova essas contas e alerte os usuários sobre os riscos à saúde que correm ao seguir recomendações de falsos profissionais.

A notificação da AGU pede que o Youtube remova, em até 72 horas, os conteúdos identificados, ou adotem medidas de rotulagem e contextualização que deixem explícita a natureza artificial dos personagens.

“A plataforma também deverá avaliar os demais canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde à luz de suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético, além de adotar medidas para prevenir a disseminação desse tipo de material”, explicou, em nota.

Além da pasta da Saúde, a iniciativa conta com a participação da AGU, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), e dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Ciência e Tecnologia (MCTI).

Seabra
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Carreta de Saúde da Mulher inicia atendimentos para desafogar regulação na região de Seabra Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

A Carreta de Saúde da Mulher chegou à cidade de Seabra, na Chapada Diamantina, para realização de diversos atendimentos. A iniciativa itinerante é promovida pelo Ministério da Saúde como parte do programa “Agora tem especialista” para desafogar a regulação de saúde na região, composta por 11 municípios.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o secretário adjunto de atenção primária à saúde no Ministério da Saúde, Ilano Barreto, informou que a carreta irá atender às pacientes com queixas ginecológicas e de mama que estavam na fila de regulação dos respectivos municípios da área mencionada. Graças à ação, a expectativa é de que alguns municípios reduzam a fila em até 90%.

As pacientes serão atendidas por bloco de horário, visto que não se trata de um mutirão. Cada Município irá realizar o transporte das usuárias de forma organizada.

Segundo Barreto, na ação, serão oferecidos exames diagnósticos, como ultrassom de mama, mamografia, ultrassom transvaginal e pélvico e colposcopia. “A paciente vai chegar aqui na carreta para fazer os exames e, se tiver qualquer tipo de alteração, ela continuará tendo acesso ao serviço até fechar o diagnóstico”, relatou.

Na hipótese de diagnóstico indicativo de câncer ou qualquer outra condição, a mulher será agendada conforme o nível de complexidade e o serviço necessário para o tratamento. O objetivo da iniciativa também é fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) na região da Chapada Diamantina e garantir que as mulheres possam cuidar da saúde preventivamente, aumentando as chances de cura no caso de um diagnóstico.

A carreta permanecerá durante 30 dias na Praça da Bandeira, de 7h às 17h, de segunda a sexta.

Ibitiara
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Justiça obriga prefeitura de Ibitiara a criar CAPS I após anos de omissão Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Justiça determinou que o município de Ibitiara, na Chapada Diamantina, implemente, habilite e coloque em pleno funcionamento o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS I). A decisão liminar atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente, após ser constatada a falta de atendimento especializado em saúde mental na região, descumprindo a legislação vigente.

A atuação do Ministério Público revelou um histórico prolongado de omissão por parte da gestão municipal na oferta desse serviço, que é essencial para o tratamento de transtornos mentais graves, sofrimento psíquico intenso e problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas. As apurações apontam que, ainda em 2013, a prefeitura recebeu uma verba federal de R$ 20 mil destinada à criação do CAPS, mas o montante foi realocado sob a justificativa de incompatibilidade dos imóveis locais, sem que o serviço fosse entregue à população. Com cerca de 15 mil habitantes, Ibitiara atinge os requisitos populacionais do IBGE para a obrigatoriedade do equipamento, gerando um desamparo assistencial na rede local.

Apesar de a administração ter alugado um espaço em novembro de 2025 para abrigar a unidade e iniciado reformas, o órgão ministerial verificou que as obras avançavam sem prazos definidos e sem a constituição de uma equipe multiprofissional. Diante da falta de avanços práticos e da negação do município em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a intervenção judicial tornou-se a única alternativa para garantir a assistência à população.

Com a sentença, a prefeitura terá um prazo de 30 dias para apresentar um cronograma administrativo detalhado e 45 dias para finalizar as obras no imóvel. O município também deverá regularizar o credenciamento do serviço junto ao Ministério da Saúde, montar a equipe técnica necessária e registrar os profissionais no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). O CAPS I precisa estar em operação em no máximo 180 dias, devendo a gestão enviar relatórios mensais de acompanhamento e manter a assistência aos pacientes durante todo o processo de transição.

Brasil
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Brasil cria plano para emergências na saúde por mudanças climáticas Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde apresentou o Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS e o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027. O anúncio foi feito durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, trazendo um conjunto de medidas estruturadas para enfrentar os graves impactos das mudanças do clima na saúde humana e conter a sobrecarga nos serviços do Sistema Único de Saúde.

O planejamento destaca que o avanço das alterações climáticas traz como principal ameaça o aumento da morbidade, da mortalidade e a ampliação da demanda por atendimentos médicos. Para mitigar esses riscos, as ações foram pautadas na equidade e na justiça climática, reconhecendo que populações em situação de vulnerabilidade socioambiental e com menor acesso aos serviços públicos são as mais atingidas pelas crises ambientais.

O AdaptaSUS está estruturado em cinco eixos centrais de atuação imediata: criação de Salas de Situação para governança federativa e interna; disponibilização de kits emergênciais de assistência farmacêutica; prontidão da Força Nacional do SUS com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e a organização dos serviços de acordo com as especificidades de cada bioma. Em médio prazo, a iniciativa estabelece 27 metas e 93 ações projetadas até 2035, com investimentos que já incluem o aporte de R$ 226,6 milhões da Funasa para a contratação de 18,8 mil cisternas em 397 municípios afetados pela seca.

A estratégia ganha caráter de urgência diante das projeções para o fenômeno El Niño, classificado como “forte” até 2027, podendo atingir o patamar “muito forte” e ter sua janela crítica entre outubro e março. O plano integra tecnologias de monitoramento como o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e sistemas do Cemaden, alinhando-se ao Plano Clima Adaptação do governo federal para proteger a população contra doenças respiratórias, surtos de vetores, problemas decorrentes do desabastecimento de água e desastres naturais extremos. As informações são da Agência Brasil.

Tanque Novo
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MPF investiga suspeita de irregularidade em contrato de obra de UBS em Tanque Novo Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, na quarta-feira (26), um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) Tipo 1 no município de Tanque Novo. Segundo documento publicado nesta sexta-feira (28) e obtido pelo site Achei Sudoeste, a apuração concentra o foco na execução do Contrato nº 176/2024, decorrente do processo licitatório na modalidade Concorrência Pública nº 005/2024, voltado para as obras da unidade localizada no Bairro Pimentas. Segundo apurou a reportagem, o posto de saúde foi oficialmente entregue à população no dia 30 de janeiro de 2026.

A decisão de abrir o inquérito ocorre após o encerramento do prazo do procedimento preparatório anterior, que levantou indícios iniciais sobre as falhas no processo. Diante da necessidade de aprofundar as diligências e coletar novas provas para a proteção do patrimônio público, o procurador da República Anselmo Santos Cunha formalizou a conversão do caso no âmbito da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.

Entre os próximos passos da investigação, o órgão aguarda o envio de informações oficiais pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde, em resposta a ofício enviado pelo gabinete. A partir dos dados fornecidos pelo órgão federal, o Ministério Público Federal definirá os desdobramentos das ações cabíveis para responsabilização ou arquivamento do caso.

Saúde
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Medicamento reduz em até 85% internações no SUS por fibrose cística Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O uso do medicamento Trikafta no Sistema Único de Saúde (SUS) reduziu em até 84,8% o número de internações hospitalares entre pacientes diagnosticados com fibrose cística. O levantamento inédito, apresentado pelo Ministério da Saúde em evento na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em Brasília, revelou ainda que a terapia reduziu em até 91,6% a necessidade de oxigenioterapia domiciliar e em 66,7% a utilização de antibióticos sistêmicos.

Oferecido na rede pública há quase dois anos, o tratamento de alto custo beneficia atualmente mais de 2,4 mil brasileiros. Na rede privada, o insumo atinge valores de aproximadamente R$ 194,5 mil por caixa, podendo somar um custo anual de até R$ 2,5 milhões por paciente. Além do impacto nas internações, o acompanhamento clínico registrou aumento de 10 a 14 pontos na função pulmonar dos indivíduos assistidos, diminuição dos ciclos de infecção e melhora substancial no estado nutricional.

A pesquisa foi conduzida ao longo de 12 meses e envolveu 647 participantes — entre crianças, adolescentes e adultos — monitorados em 39 centros de referência pelo país. Administrado por via oral em ambiente doméstico, o Trikafta é indicado para tratar os sintomas da fibrose cística, uma condição genética rara que provoca o acúmulo de muco espeso nos pulmões e no sistema digestivo. O remédio pode ser retirado em farmácias de alto custo mediante prescrição de médico especialista.

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Remédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o ano Foto: Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode começar a oferecer ainda este ano uma nova forma de profilaxia pré-exposição (PreP), aplicada por injeção, para a prevenção do HIV. Trata-se do medicamento cabotegravir, que impede a replicação do vírus de forma prolongada e pode ser tomado a cada dois meses.

O pedido de inclusão vai ser encaminhado pelo Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) na semana que vem. A Conitec é um colegiado independente que precisa avaliar aspectos como o custo-benefício da oferta de novos tratamentos pelos serviços públicos, antes que eles sejam incluídos no rol do SUS.

A comissão pode recomendar ou não a inclusão, mas a decisão final cabe ao Ministério. De acordo com o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, o governo ainda está negociando com a farmacêutica GSK, produtora do cabontegravir, o custo final do medicamento e quantas doses serão compradas, mas a empresa fez uma oferta com “preço adequado”.

“Nós vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que elas sejam oferecidas, sobretudo aos sistemas nacionais de saúde, com os preços adequados, não preços estratosféricos”, declarou o ministro em uma coletiva de imprensa antes da abertura do 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro. .

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El Niño pode aumentar casos de chikungunya e dengue no Brasil Foto: Reprodução/Agência Brasil

O fenômeno climático El Niño pode se manifestar de forma moderada a forte a partir do segundo semestre deste ano, o que favorece a multiplicação do mosquito Aedes aegypti, aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Diante deste cenário, o Ministério da saúde emitiu uma nota técnica para alertar estados e municípios sobre o aumento de arboviroses, como dengue e Chikungunya. De acordo com as projeções do InfoDengue/Fiocruz, o país pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.

A elevação das temperaturas e o aumento das chuvas em certos locais estimulam o acúmulo de água, o que cria ambientes propícios para criadouros do vetor.

Para atenuar esse cenário, o Ministério da Saúde defende que haja a intensificação de ações de vigilância e controle por parte de estados e municípios.

O órgão recomenda bloqueios de transmissão logo após a identificação dos primeiros casos, reestruturação das tarefas executadas pelos agentes de combate às endemias e a aplicação das tecnologias de controle de vetores indicadas pelo ministério.

Também é importante que a população fique atenta a possíveis criadouros de mosquitos em suas casas, além de prestar atenção aos sinais e sintomas dos vírus.

Por se tratar de estimativas epidemiológicas, as projeções podem passar por ajustes e atualizações de acordo com novas informações implementadas nos modelos.

Apesar do cenário de atenção, o país apresentou redução no número de casos dessas doenças neste ano.

Até 20 de junho de 2026, foram registrados 392,8 mil casos de dengue, o que representa queda de 73% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os casos de Chikungunya também apresentaram redução, de 46%.

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Alerta na Bahia: Casos de chikungunya disparam mais de 150% em 2026

A Bahia enfrenta um crescimento alarmante nos índices de chikungunya em 2026. Dados recentes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) apontam que, entre 4 de janeiro e 6 de julho, o território baiano registrou 4.577 casos prováveis da doença. O número representa uma explosão de 152,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 1.813 ocorrências. O avanço da arbovirose acendeu o sinal de alerta nas autoridades de saúde, especialmente após a confirmação de um óbito provocado pela enfermidade no estado.

A disseminação do vírus atinge diferentes regiões, com notificações registradas em 156 municípios baianos. O último informe epidemiológico da Sesab detalha que nove dessas cidades apresentam alta intensidade de transmissão, superando a marca de 100 casos por 100 mil habitantes. Alagoinhas lidera o ranking estadual com uma taxa expressiva de 1.658,85 casos por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem os municípios de Muritiba, Aramari, Queimadas, Pedrão, Teodoro Sampaio, Rio Real, Esplanada e Teixeira de Freitas como os pontos de maior concentração proporcional da infecção.

Transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, a chikungunya tem como principal marca clínica a dor articular intensa, capaz de incapacitar o paciente por semanas ou meses. De acordo com o Ministério da Saúde, o quadro também costuma incluir febre súbita, dores musculares e de cabeça, manchas vermelhas na pele, náuseas e vômitos. Embora a maior parte dos infectados se recupere, a doença impõe riscos graves e pode evoluir para complicações neurológicas severas, como a síndrome de Guillain-Barré e encefalite, que exigem internação e podem ser fatais. Existe ainda o risco de transmissão vertical, da mãe para o bebê durante o parto, gerando infecções neonatais graves.

O diagnóstico combina análise clínica e exames laboratoriais oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não há um tratamento antiviral específico para combater o vírus. O manejo médico foca no alívio dos sintomas por meio de repouso, hidratação e medicamentos para dor, além de fisioterapia para os casos com sequelas musculoesqueléticas prolongadas. Diante do cenário, o Ministério da Saúde orienta a busca imediata por atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas e reforça que a eliminação de focos de água parada e o combate aos criadouros do mosquito continuam sendo as únicas barreiras eficientes contra o avanço da doença.

Saúde
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Acidentes com animais peçonhentos crescem 12% na Bahia Foto: Divulgação

O perigo pode estar escondido debaixo de uma telha, em um monte de entulho, dentro de um sapato ou até no ralo de casa. Animais peçonhentos deixaram de representar um risco restrito às áreas rurais e se tornaram uma preocupação cada vez mais presente nos centros urbanos. O avanço dos acidentes registrados em todo o país também se reflete na Bahia, onde o número de ocorrências aumentou 11,8% entre 2024 e 2025, reforçando o alerta das autoridades de saúde.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que o estado contabilizou 38.321 acidentes em 2025, contra 34.277 no ano anterior. O crescimento acompanha a tendência nacional. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 225 mil acidentes envolvendo animais peçonhentos em 2025, com 265 mortes: o dobro do total registrado no ano anterior.

O principal responsável por essa escalada continua sendo o escorpião. Somente esse tipo de acidente respondeu por 27.575 notificações em 2025, um aumento de 11,1% em relação aos 24.826 casos registrados no ano anterior. Em outras palavras, aproximadamente sete em cada dez vítimas atendidas por acidentes com animais peçonhentos foram picadas por escorpiões.

Os demais grupos também apresentaram crescimento. Os acidentes provocados por abelhas passaram de 2.726 para 3.253 registros, alta de 19,3%. As ocorrências envolvendo aranhas aumentaram de 1.411 para 1.550 casos, enquanto os acidentes com lagartas cresceram 39,2%, passando de 268 para 373 notificações. A maior elevação proporcional ocorreu na categoria “Outros”, que saltou de 1.127 para 1.749 registros, um avanço de 55,2%. Apenas os acidentes com serpentes apresentaram redução, passando de 3.245 para 3.160 casos.

O cenário confirma uma mudança observada há alguns anos pelos serviços de vigilância epidemiológica. Se antes as serpentes concentravam grande parte das notificações, hoje os escorpiões dominam as estatísticas, impulsionados principalmente pela facilidade de adaptação ao ambiente urbano. Redes de esgoto, terrenos abandonados, acúmulo de lixo, restos de construção e a proliferação de baratas, principal alimento desses animais, criam condições ideais para sua reprodução.

As aranhas também permanecem sob vigilância. Embora representem um número menor de acidentes, o Ministério da Saúde aponta que elas já ocupam a segunda posição entre os animais peçonhentos que mais provocam envenenamentos no país. A Bahia está entre os estados com maior número de notificações envolvendo esses aracnídeos, ao lado de Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco.

Brumado
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Brumado inicia oferta da nova vacina Pneumo 20 nas salas de vacinação Foto: Divulgação/PMB

As salas de vacinação de Brumado já estão abastecidas com a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (Pneumo 20). O novo imunizante chega para substituir gradualmente a antiga Pneumo 10, ampliando a proteção de crianças e grupos prioritários contra as Doenças Pneumocócicas Invasivas (DPI). Essas doenças ocorrem quando a bactéria pneumococo atinge partes do corpo originalmente livres de germes, como o sangue e o sistema nervoso. Com a mudança, a vacina passa a prevenir de forma mais abrangente contra pneumonia, meningite, sepse e otite média aguda.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a transição segue as diretrizes do Ministério da Saúde, permitindo a intercambialidade entre as vacinas conjugadas para crianças que estão iniciando ou já no meio do ciclo de imunização. No esquema padrão de início, a primeira dose é aplicada aos 2 meses com a Pneumo 20, a segunda aos 4 meses com a Pneumo 10 (conforme os estoques) e o reforço aos 12 meses com a nova Pneumo 20. Para quem já começou com a antiga, o cronograma foi adaptado: quem tomou apenas uma dose fará as duas seguintes com a nova vacina, e quem já tomou as duas primeiras receberá o reforço obrigatoriamente com a Pneumo 20. Crianças que completaram todo o esquema com a Pneumo 10 já estão protegidas e não precisam ser vacinadas novamente.

A rede municipal também definiu estratégias de resgate para casos de atraso. Crianças com cinco meses ou mais que nunca se vacinaram devem seguir o esquema básico com intervalo de 60 dias, com o reforço administrado até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já as crianças acima de 12 meses não vacinadas receberão apenas uma dose única da Pneumo 20, respeitando o mesmo limite de idade. Além das crianças, a vacina está disponível para povos indígenas acima de 5 anos sem histórico vacinal, idosos acamados ou institucionalizados com mais de 60 anos e pacientes com condições clínicas especiais — que devem solicitar o imunizante especial na Unidade Básica de Saúde. A recomendação é que pais e responsáveis procurem o posto de saúde mais próximo munidos da caderneta de vacinação para avaliação das equipes.

Brumado
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Brumado receberá equipe para coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nas próximas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, realizará uma Pesquisa Nacional de Saúde na cidade de Brumado.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Reinaldo Fontenelle, chefe da unidade do IBGE na regional, informou que técnicos do IBGE - um casal e um técnico de enfermagem - visitarão domicílios pré-selecionados durante o levantamento. Além da entrevista, o técnico fará a aferição da pressão e do peso dos residentes. Também será investigada a realização dos exames feitos pelas famílias periodicamente.

Fontenelle explicou que a entrevista será executada por um casal, visto que haverá perguntas íntimas direcionadas de homem para homem e de mulher para mulher. O objetivo é deixar os entrevistados à vontade e mais confortáveis para responder aos questionamentos.

A pesquisa servirá de base para promoção de diversas políticas públicas de atendimento e assistência à saúde masculina e feminina. "É uma pesquisa muito especial que nós realizamos de 4 em 4 anos", destacou.

O chefe da unidade do IBGE regional ressaltou que se trata de um levantamento verídico que começará, provavelmente, a partir do dia 17/07. Em Brumado, cerca de 20 famílias foram selecionadas para participar da pesquisa.

Bahia
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Bahia registra 11 amputações por diabetes a cada dois dias Foto: Reprodução/Correio 24h

A cada dois dias, cerca de 11 pessoas têm um membro inferior amputado na Bahia em decorrência de complicações do diabetes. Entre 2012 e 2021, foram registradas 20.288 amputações relacionadas à doença no estado, segundo dados do Ministério da Saúde. O número reflete uma das consequências mais graves do diabetes, cuja incidência continua em crescimento no país.

Atualmente, cerca de 12,9% da população adulta brasileira convive com a doença. Nas últimas duas décadas, a prevalência do diabetes aumentou 135%, de acordo com o Ministério da Saúde.

Além de elevar o risco de doenças cardiovasculares e provocar alterações metabólicas, o diabetes pode causar sequelas incapacitantes, como o chamado pé diabético, principal responsável pelas amputações. A doença também está associada a limitações decorrentes de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e à perda de funcionalidade após longos períodos de internação. Entre idosos, o quadro costuma ser ainda mais delicado, com maior risco de quedas, perda de massa muscular, fragilidade física e redução da autonomia. As informações são do Correio 24h.

Saúde
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Após casos de sarampo, Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra o sarampo na capital paulista após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na zona norte da cidade, na última sexta-feira (26). O órgão também recomenda a aplicação do imunizante em Guarulhos, devido à intensa circulação de pessoas.

A vacina recomendada é a “dose zero”, que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O imunizante reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados.

A dose não substitui as já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.

Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.

Saúde
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SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.

A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.

De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.

A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.

Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.

Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento.

Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos. As informações são da Agência Brasil.

Saúde
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Bahia registra 310 mil crianças com excesso de peso e alerta para obesidade Foto: Reprodução/Fapes

Às vésperas do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, lembrado no próximo dia 3 de junho, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) apontam avanço do excesso de peso entre crianças na Bahia. Em 2025, o estado registrou 310.827 crianças de 0 a 9 anos com sobrepeso, obesidade ou obesidade grave, o equivalente a 30% da população acompanhada nessa faixa etária, ou 30 em cada 100 crianças.

O cenário acompanha uma tendência observada em todo o país e no restante do mundo. Dados parciais de 2025 do Ministério da Saúde mostram que o Brasil contabilizou 1.171.916 crianças de até 9 anos com obesidade e outras 783.017 com obesidade grave, correspondendo a 8,94% e 5,97% do público infantil, respectivamente.

As projeções para os próximos anos ampliam a preocupação de especialistas e organismos internacionais: segundo o Atlas Global da Obesidade e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa é que o planeta tenha até 507 milhões de crianças em idade escolar com sobrepeso ou obesidade até 2040. O estudo estima ainda que, até 2030, o Brasil ocupe a quinta posição entre os países com maior número de crianças e adolescentes obesos.

O problema também aparece em levantamentos internacionais recentes. Relatório divulgado pelo Unicef, em setembro do ano passado, informou que, pela primeira vez, a obesidade superou a desnutrição como a forma mais comum de má nutrição entre crianças e adolescentes em idade escolar, atingindo 188 milhões de jovens em todo o mundo, o equivalente a uma em cada dez pessoas nessa faixa etária.

No Brasil, a obesidade já havia ultrapassado a desnutrição antes dos anos 2000. De acordo com o levantamento, o percentual de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos com obesidade passou de 5%, em 2000, para 15% em 2022, enquanto a proporção de jovens com sobrepeso dobrou no mesmo período, saindo de 18% para 36%.

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Sesab faz alerta contra hantavírus e doenças virais e reforça importância da vacinação Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Os casos de hantavírus em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina rumo à África provocaram temor em vários países. Apesar de rara, a hantavirose preocupa por sua alta taxa de letalidade e pela rapidez com que pode evoluir para quadros graves.

No Brasil, a doença é considerada endêmica pelo Ministério da Saúde. Isso significa que o vírus circula de forma contínua em determinadas regiões, principalmente em áreas rurais.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a secretária estadual de saúde, Roberta Santana, tranquilizou a população baiana. “Há 13 anos, a Bahia não tem casos de hantavírus. Não é uma novidade, mas mantém a gente em ponto de alerta no cenário epidemiológico nacional”, afirmou.

Com relação às síndromes respiratórias agudas, Santana informou que existe um crescimento de casos na região metropolitana de Salvador e a rede pública de saúde já sente o impacto do aumento da demanda de atendimentos. Os números revelam casos de infecção respiratória grave, bronquiolite e pneumonia.

Pensando nesse aumento, a secretária orientou a população sobre a importância da vacinação.  “Peço à população que faça a vacinação. As crianças de 6 meses a 6 anos devem ser levadas aos postos de saúde para imunização, assim como as gestantes”, destacou. O governo realizou a aquisição do Vacimóvel - veículo itinerante - para vacinação diretamente nas comunidades a fim de reforçar a cobertura vacinal no estado.

Diante do surgimento dos primeiros sintomas de gripe, as pessoas devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para início do tratamento paliativo.

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Surto de Hantavírus no navio não representa risco para o Brasil Foto: CDC/Cynthia Goldsmith

O Ministério da Saúde informa que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, segundo avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde. O surto com casos confirmados e suspeitos em passageiros de um navio com histórico de circulação na América do Sul está sendo investigado sem impacto direto para o Brasil até o momento.

Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas.

Brumado
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Unidade móvel de vacinação chega a Brumado para ampliar cobertura vacinal Foto: Divulgação/PMVC

A população de Brumado já pode contar com mais uma estratégia para facilitar o acesso à vacinação.

O Vacimóvel chegou até a cidade de Brumado e iniciou suas atividades nesta segunda-feira (27). A proposta é facilitar o acesso à vacinação e levar os serviços de imunização para mais perto dos moradores.

Hoje, o veículo está estacionado em frente à UBS Dr. José Clemente Alves Gondim, no Bairro São Félix, onde o atendimento acontece de 7h às 12h e de 14h às 17h.

A programação segue na terça-feira (28), quando o Vacimóvel estará a partir de 7h, na UBS Rubens Alves Teixeira, em Cristalândia. Ainda no mesmo dia, a unidade móvel se desloca para a comunidade de Umburanas, onde ficará em frente à USF Vereador Sinval Neves, a partir de 14h.

Na quarta-feira (29), o atendimento será realizado durante todo o dia na localidade de Lagoa Funda, na USF Leobino José de Souza, de 7h às 12h e de 14h às 17h.

A Secretaria de Saúde reforça que a vacina contra a Influenza segue disponível exclusivamente para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

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Vacinas contra câncer avançam e pode ter testes no Brasil Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Pesquisas sobre vacinas contra o câncer avançaram ao ponto de já terem candidatos prontos para testes em humanos —e o Brasil pode entrar nesse circuito nos próximos anos. A avaliação é de cientistas da Universidade de Oxford que estiveram no país nesta semana para discutir parcerias com instituições brasileiras.

As falas ocorreram durante um workshop promovido pelo A.C. Camargo Cancer Center, que reuniu pesquisadores, hospitais e representantes do Ministério da Saúde para estruturar colaborações em imunoterapia, inteligência artificial e ensaios clínicos.

Entre os projetos mais próximos de chegar a pacientes está uma vacina voltada a tumores associados ao vírus Epstein-Barr (EBV), presente em mais de 90% da população mundial e ligado a cerca de 200 mil casos de câncer por ano.

Segundo a pesquisadora Carol Leung, especialista em vacinas terapêuticas contra o câncer em Oxford, o imunizante já concluiu a fase pré-clínica —etapa em que é testado em laboratório e em modelos animais— e deve avançar para estudos em humanos.

A proposta agora é ampliar esses testes em colaboração com países onde certos tipos de câncer são mais frequentes, como o linfoma de Burkitt, comum em regiões da África e também observado no Norte do Brasil.

Brumado
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Brumado inicia campanha de vacinação contra influenza com Dia D neste sábado (28) Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Governo da Bahia já realizou a distribuição dos lotes com as vacinas contra a Influenza para os municípios do interior. Em Brumado, o Dia D da campanha de vacinação acontecerá neste sábado (28).

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o secretário municipal de saúde, Danilo Menezes, destacou que, na ocasião, todos os postos de saúde estarão mobilizados para imunização do maior número de pessoas.

Ele alertou que o vírus da Influenza (gripe) pode começar com manifestações brandas, com congestão nasal e tosse, mas existe a possibilidade de evoluir para um quadro de bronquiolite e pneumonia, chegando ao óbito em alguns casos mais graves. Assim, a vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes.

Reforçando o apelo para adesão da população à campanha, o secretário garantiu que as vacinas são seguras e agem com grande eficiência na proteção do público alvo, composto por crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. “É muito importante que toda população marque presença para garantir a sua imunização e segurança”, ressaltou.

Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários.

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Bahia sedia encontro para fortalecer resposta do SUS a emergências em saúde Foto: Freepik

A importância da capacidade de prevenção, preparação e resposta às emergências em saúde nos estados do Nordeste foi o foco do encontro realizado na segunda-feira (23), na Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Promovido pelo Ministério da Saúde, pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o evento reuniu representantes da Bahia, Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão.

A abertura contou com a participação do subsecretário estadual da Saúde, Paulo Barbosa, que ressaltou a necessidade de os estados estarem preparados para situações de crise sanitária, citando como exemplo a pandemia de Covid-19. Segundo ele, o período deixou lições importantes sobre a ativação de mecanismos de resposta e evidenciou a necessidade de antecipar estratégias para enfrentar emergências. “A pandemia trouxe um grande aprendizado sobre como acionar os mecanismos de defesa nestas situações”, afirmou.

A superintendente de Vigilância à Saúde da Sesab, Rívia Barros, destacou que a iniciativa ajuda a transformar experiência em capacidade permanente de resposta. “Essa ferramenta permite que o estado tenha um olhar cuidadoso sobre sua própria estrutura, reconheça avanços, identifique lacunas e organize prioridades, o que fortalece a vigilância em saúde e melhora a capacidade de resposta com rapidez, coordenação e segurança quando a população mais precisa”, disse.

A representante da Suvisa adiantou ainda que no próximo mês de julho será realizado um evento sobre a Política Nacional de Vigilância em Saúde, em Brasília, e no mês de agosto a Bahia vai sediar evento sobre Inteligência Epidêmica.

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Circulação do vírus da gripe está em alta em várias regiões do país Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na sexta-feira (20) alerta para o aumento da circulação do vírus Influenza A no país. As informações são da Agência Brasil.

O vírus segue avançando em nível nacional, impulsionando o aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Mato Grosso e na maioria dos estados do Nordeste, exceto o Piauí, e no Norte, Amapá, Pará e Rondônia. No Sudeste, o vírus está em alta no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Desde o início de 2026, os casos positivos de SRAG ocorreram devido aos seguintes vírus:

Rinovírus - 41,9%

Influenza A - 21,8%

Sars-CoV-2 (covid-19) - 14,7%

VSR - 13,4%

Influenza B - 1,5%

Dentre os óbitos, observou-se 37,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19); 28,6% de influenza A; 21,8% de rinovírus; 4,5% de VSR; e 2,5% de influenza B. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos positivos foi de 30,8% para influenza A; 30,8% para Sars-CoV-2; 27,5% para rinovírus; 5,5% para VSR; e 2,7% para influenza B.

De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella, o Ministério da Saúde definiu três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura vacinal e na redução de doenças imunopreveníveis.

A campanha de vacinação contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste será realizada de 28 de março a 30 de maio, com o Dia D marcado para o próximo sábado.

“A principal forma de prevenção contra os casos graves e óbitos é a vacina. Já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”, afirmou Tatiana.

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Ministério da Saúde incorpora medicamentos no SUS para prevenção de clamídia e sífilis Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de dois medicamentos para prevenir a clamídia e sífilis, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) bacterianas. O produto selecionado foi a Profilaxia Pós-Exposição com o antibiótico doxiclina (DoxiPEP).

De acordo com a pasta, o uso da doxiciclina 100 mg para evitar novos casos de ISTs foi expandido após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). O medicamento é a primeira forma de prevenção oral pós-exposição sexual desprotegida contra as doenças.

Segundo o ministério, a iniciativa tem o objetivo de reduzir a incidência de novas ISTs, principalmente a sífilis adquirida. A doença é considerada como um dos problemas de saúde do país e do mundo.  

Após exposições sexuais desprotegidas, o paciente deve utilizar dois comprimidos do medicamento para prevenir novos casos de ISTs bacterianas.O ministério informou que o tratamento será disponibilizado, inicialmente, para populações com maior vulnerabilidade a essas infecções, incluindo homens cisgênero gays, bissexuais, outros homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero que tiveram um episódio de IST nos últimos doze meses.

“Essa decisão reflete o compromisso do Governo do Brasil em incorporar tecnologias que tenham eficácia, segurança e impacto comprovados. A DoxiPEP é uma estratégia respaldada por evidências científicas e que pode contribuir para reduzir a incidência de ISTs no país. Nosso objetivo é garantir que as políticas públicas de saúde sejam cada vez mais orientadas para garantir o cuidado qualificado ao paciente do SUS”, afirma a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.

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