Foto: Isaque Pascoal/Sesab A Bahia avançou no fortalecimento da atenção oncológica no Sistema Único de Saúde (SUS) com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco). A iniciativa reafirmou o compromisso do Governo do Estado com a qualificação da gestão e com a garantia do cuidado integral às pessoas com câncer.
Instituído pela Portaria GM/MS nº 8.477, o AF-Onco aprimorou a organização do acesso a medicamentos oncológicos no país ao qualificar os processos de aquisição, distribuição e dispensação de fármacos, incluindo medicamentos orais e terapias inovadoras. O componente consolidou a Assistência Farmacêutica como eixo estratégico da política oncológica, ao estabelecer diretrizes claras para o financiamento e a aquisição de medicamentos, com responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios, especialmente no que se refere aos medicamentos de alto custo.
Entre os avanços promovidos pelo AF-Onco destacou-se a integração dos medicamentos oncológicos à Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), reforçando a padronização da oferta no SUS e ampliando a equidade no acesso às terapias em todo o território nacional. O modelo previu três modalidades de aquisição: compra centralizada pelo Ministério da Saúde; negociação nacional coordenada pela União, com execução pelos estados; e aquisição descentralizada, sob responsabilidade de estados e municípios, para medicamentos de menor complexidade.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) participou do II Workshop Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica em Oncologia no SUS, que reuniu gestores estaduais, técnicos, especialistas e representantes de instituições estratégicas. Ao longo dos dois dias de programação, foram debatidos aspectos relacionados à articulação interfederativa, à integração entre áreas técnicas das secretarias estaduais de saúde e ao fortalecimento da governança da Assistência Farmacêutica em Oncologia.
Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste Após sucateamento, a Unidade De Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) voltará a ofertar várias especialidades nos atendimentos em Caetité. A informação foi confirmada ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar por Karoline Rebouças, que está à frente do Núcleo Regional de Saúde. Segundo Rebouças, com as diversas queixas apresentadas pelos pacientes dos 43 municípios atendidos pela unidade, o prefeito Valtécio Aguiar (PDT), em audiência com o governador, conseguiu viabilizar as providências cabíveis. Há 15 dias, o núcleo realizou uma visita técnica na Unacon, através da qual foi possível constatar menos de 25% de ocupação dos leitos do hospital. Diante de tudo, Rebouças informou que, no último dia 9, ocorreu a transição da empresa que fará a nova gestão da unidade, no lugar da Fundação Terra Mãe.
Foto: Kauê Souza/Achei Sudoeste Uma equipe de transição está atuando dentro do hospital, entendendo a real situação e dando andamento ao processo de reestruturação da Unacon. Com a mudança, novos equipamentos foram adquiridos para a unidade de saúde a fim de garantir a retomada dos atendimentos em sua integralidade. “Na noite de sexta-feira, já reabrimos 10 leitos de UTI, com assistência para regulação, e mais 36 leitos clínicos que estão sendo regulados. Para próxima semana, vamos estar conseguindo nessa medida e com as instalações dos equipamentos abrir os demais serviços”, informou.
Foto: Kauê Souza/Achei Sudoeste A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) de Caetité, referência no tratamento contra o câncer para mais de 43 municípios da região, enfrenta uma grave crise financeira que ameaça a continuidade dos atendimentos. Segundo divulgou a unidade, que é administrada pela Fundação Terra Mãe, apesar do compromisso mantido com os pacientes, a falta de repasses adequados tem colocado em risco a assistência à população. Desde 2023, a Unacon deixou de receber os recursos necessários para a realização de tratamentos oncológicos, internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e cirurgias. Apenas entre janeiro e novembro de 2024, os valores pendentes já ultrapassam milhões de reais, gerando um impacto severo na capacidade operacional da instituição. De acordo a unidade, mesmo diante dessas dificuldades, a Unacon mantém uma avaliação de excelência, com índice de aprovação superior a 94%. No entanto, sem uma solução, o funcionamento da unidade pode ser comprometido, deixando milhares de pacientes sem acesso ao tratamento essencial. Diante desse cenário, a unidade reforça a necessidade de diálogo e busca por soluções consensuais que garantam a continuidade dos serviços. Caso contrário, a falta de verba pode inviabilizar o funcionamento da Unacon, trazendo consequências irreversíveis para a população da região.
