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Michelle Bolsonaro acusa Flávio Bolsonaro de desrespeito e humilhação Foto: Reprodução/Redes Sociais

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) gravou um vídeo para redes sociais, na noite desta terça-feira (24), no qual afirma que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enteado dela, a maltratou e humilhou durante uma conversa telefônica. O relato da esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorre em meio a divergências internas no PL sobre alianças eleitorais no Ceará e uma suposta disputa entre a ex-primeira-dama e os filhos do ex-presidente.

No vídeo, que foi publicado em duas partes, Michelle Bolsonaro diz que o episódio aconteceu em novembro de 2025, após um discurso no qual ela criticou a possível aliança do PL cearense com o pré-candidato ao governo do estado Ciro Gomes (PSDB). O partido no Ceará, comandado pelo deputado estadual André Fernandes, tem articulado a aproximação com o grupo do ex-governador, o que contraria o posicionamento de Michelle, que apoia a pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo).

“Sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou a ex-primeira-dama. “Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”.

Michelle também afirmou que, desde a conversa, o senador não a procurou novamente, e ela optou por não buscá-lo, respeitando o que foi dito. “Para ele [Flávio] e alguns que o cercam, eu não entendo de política. Tudo bem, eu me recolhi. E desde esse dia, ele não me procurou mais. Eu também não procurei, porque estou respeitando o que ele falou e é só isso”.

A ex-primeira-dama voltou a se manifestar publicamente para rebater notícias que circulam na imprensa e nas redes sociais. “Agora, vou desmentir as narrativas e notícias que circulam na imprensa. Eu sei quem as planta. Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam”, disse.

Pessoas próximas a Michelle Bolsonaro informaram ao UOL que a ex-primeira-dama estaria revoltada com notícias de que ela estaria exigindo desculpas públicas de três filhos de Jair Bolsonaro: Flávio, Eduardo (PL-SP) e Carlos (PL-RJ). As informações sobre essa suposta exigência vêm ganhando espaço em redes sociais e veículos de imprensa.

O atrito público entre Michelle e os filhos de Bolsonaro se intensificou depois que ela criticou a articulação com Ciro Gomes. Na ocasião, Flávio afirmou que Michelle teria atropelado o ex-presidente ao se manifestar sobre o caso, sendo endossado pelos irmãos Carlos e Jair Renan (PL-SC). Eduardo Bolsonaro também classificou a madrasta como “desrespeitosa”. Flávio chegou a anunciar uma “pausa” nas conversas com o grupo de Ciro.

No vídeo, Michelle reafirma que não pretende exigir o desfazimento da aliança no Ceará, mas defende que a parceria com o grupo de Ciro Gomes seja adiada para um eventual segundo turno, por questões de coerência ideológica. “Não poderia ficar calada diante de uma aliança com Ciro Gomes no primeiro turno enquanto temos um candidato verdadeiramente de direita”, afirmou, em referência a Eduardo Girão.

A ex-primeira-dama também criticou a pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado pelo Ceará. Alcides é pai de André Fernandes, que comanda o partido no estado. Michelle disse que a vereadora Priscila Costa (PL), de Fortaleza, foi o nome inicialmente acordado por Jair Bolsonaro para a vaga. “Não honrar essa determinação do meu marido será um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro. Já que a aliança com Ciro é tão boa, por que o André não disponibiliza a vaga de seu próprio pai? Por que só a mulher tem que ceder?”, questionou.

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BTG/Nexus: Lula abre margem de 9 pontos para Flávio Bolsonaro nas intenções de voto Foto: Ricardo Stuckert/PR - Carlos Moura/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece na liderança em número de intenções de voto na corrida eleitoral deste ano. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (15), por meio da pesquisa BTG/Nexus, o petista chega a abrir uma margem de 9 pontos frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL). 

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.017 eleitores por telefone (via CATI), entre os dias 12 e 14 de junho. A margem é de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-06645/2026. 

Em análise de voto espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula foi citado como o candidato de 36% dos eleitores. Flávio Bolsonaro aparece em seguida com 27% das respostas. O presidente do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos aparece em terceiro lugar, com 3% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparececem, respectivamente com 1%. 

Nas demais respostas, 24% dos entrevistados não respondeu ou não sabia. 3% disseram que otariam nulo ou branco e 4% citaram outros candidatos.

Já em cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos, Lula aumenta a margem de liderança. Segundo o levantamento, o atual presidente chegou a 42% dos votos, frente a 33% do senador carioca. Ronaldo Caiado também avançou nesse formato, indo a 4% das intenções de voto, empatado com Renan Santos. Romeu Zema, Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) também aparecem empatados com 2%. 

Aécio Neves e Cabo Daciolo pontuam com 1% das intenções de voto, cada um. 5% dos entrevistados responderam que votariam nulo ou branco e 3% não souberam responder. 

2º TURNO

No segundo turno, a liderança do presidente Lula segue mantida. Em cenário estimulado de entrevista, o levantamento BTG/Nexus avaliou o desempenho do petista frente a Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Lula venceria em todos os cenários.

Contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula chegou a registrar 49/5 dos votos, contra 43% do senador, o equivalente a 6 pontos de diferença. 8% dos entrevistados responderam que votariam branco ou nulo e 1% não souberam. 

No cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula também aparece com 49% dos votos, frente a 39% do adversário. Brancos e nulos foram 11% e 1% não souberam responder. 

O terceiro cenário, contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente Lula aparece com 48% dos votos, frente a 39% do governador do Goiás. Brancos e nulos são 11% e 2% dos entrevistados não souberam responder. 

Já contra Renan Santos, Lula mantem o mesmo número, e o candidato do MBL aparece com 36% das intenções de voto. 13% dos entrevistados responderam que votariam branco ou nulo e 2% não souberam.

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Senado derruba resolução sobre aborto legal em menores vítimas de estupro Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (2) um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que suspende os efeitos da Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), norma que estabelecia diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, incluindo procedimentos relacionados ao aborto legal nos casos previstos pela legislação brasileira.

A proposta, apresentada pela deputada federal Chris Tonietto (PL) e relatada pela senadora Damares Alves (PL), foi aprovada mais cedo na Comissão de Direitos Humanos e, posteriormente, recebeu aval do plenário do Senado. A norma revogada estabelecia orientações para o atendimento de vítimas de violência sexual, prevendo acolhimento especializado, garantia de sigilo, treinamento de profissionais e mecanismos para evitar a revitimização de crianças e adolescentes nos sistemas de saúde e Justiça.

Entre os pontos mais debatidos estava a previsão de que divergências entre a vontade da vítima e a dos responsáveis legais poderiam ser analisadas por órgãos como Defensoria Pública e Ministério Público, com foco na proteção dos direitos da criança ou adolescente. Com a aprovação do PDL pelo Congresso, a Resolução 258/2024 perde seus efeitos. A medida segue agora para promulgação.

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Flávio Bolsonaro reduz distância para Lula e lidera simulações de 2º turno Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado

Nova pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11) pela Futura/Apex indica um cenário de polarização extrema e estreitamento de margens para a sucessão presidencial de 2026. O levantamento mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reduzindo drasticamente a diferença para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para o primeiro turno, aparecendo agora com apenas 2,2 pontos percentuais de desvantagem. No cenário principal, Lula soma 38,3% contra 36,1% do parlamentar fluminense, o que configura um empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2,2 pontos para mais ou para menos.

O levantamento também testou nomes como o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4,4%, seguidos por Romeu Zema (Novo), que aparece com 3,6%. Outros candidatos como Renan Santos (1,5%), Augusto Cury (1,4%), Cabo Daciolo (0,6%) e Aldo Rebelo (0,1%) completam a lista. Vale ressaltar que Ciro Gomes anunciou a retirada de sua pré-candidatura nesta segunda-feira, após a coleta dos dados. O grupo de eleitores que votaria em branco, nulo ou em ninguém soma 5,5%, enquanto 4,1% se declararam indecisos.

A força de Flávio Bolsonaro torna-se mais evidente nas simulações de segundo turno, onde o senador do PL consegue reverter a liderança petista. No embate direto contra o atual presidente, Flávio lidera com 46,9% das intenções de voto, frente a 44,4% de Lula. O desempenho do parlamentar é ainda mais sólido em confrontos contra outros nomes da esquerda, chegando a abrir mais de 11 pontos de vantagem contra o ministro Fernando Haddad (47,8% a 36,2%).

Por outro lado, o presidente Lula mantém a dianteira quando o adversário não é o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em eventuais disputas contra Ronaldo Caiado (45,1% a 36,9%), Romeu Zema (46% a 37,8%) ou Ciro Gomes (41,4% a 37,8%), o petista aparece à frente. A pesquisa também testou cenários sem os dois principais protagonistas, mostrando um equilíbrio maior entre nomes como Haddad, Caiado e Zema, com vantagem para o petista nestas configurações.

O estudo da Futura/Apex foi realizado entre os dias 4 e 8 de maio de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais em todo o território nacional. Com um intervalo de confiança de 95%, o levantamento reflete o momento político atual e as tendências para o pleito de outubro. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação BR-03678/2026.

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PL na Bahia se movimenta para eleger bancada em 2026 Foto: Divulgação/PL

Os bastidores do Partido Liberal (PL) na Bahia já fervilham com a montagem das chapas para as eleições de 2026. A legenda projeta conquistar entre duas e três vagas da bancada estadual na Câmara dos Deputados e já mobiliza uma fila de pré-candidatos bem posicionados. Entre os nomes para disputar cadeira federal figuram o deputado federal Capitão Alden, a ex-secretária de Saúde de Porto Seguro Raissa Soares, a deputada Roberta Roma e o parlamentar Jonga Bacelar, além do deputado estadual Leandro de Jesus.

Para as cadeiras estaduais, a movimentação também é intensa. O partido prepara candidaturas de figuras como Diego Castro, Igor Dominguez — ligado ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, e que o gestor tenta levar ao PL — e o vereador Cezar Leite. Por outro lado, o partido já antecipa a possível saída de deputados como Vitor Azevedo e Raimundinho da JR, que adotaram posicionamentos próximos ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao longo do último mandato.

No eixo da majoritária, o presidente estadual do PL, João Roma, articula sua candidatura ao Senado em chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil). No entanto, a base liberal demonstra pouco entusiasmo com Neto. Parte da bancada avalia difícil formalizar apoio diante do distanciamento do ex-prefeito de Salvador em relação ao bolsonarismo raiz. Uma fonte da cúpula afirmou ao jornal Tribuna da Bahia, sob anonimato, “Apoiar um candidato desse jeito?” ao sinalizar o desconforto com a aproximação entre Roma e Neto.

Surge então uma alternativa em avaliação: o apoio independente à possível candidatura de José Carlos Aleluia (Novo) ao governo do estado. O ex-deputado e histórico da direita baiana pode receber o apoio de uma ala do PL ligada ao bolsonarismo. Ao mesmo tempo, a prisão do Jair Bolsonaro, ex-presidente e principal líder nacional da legenda, adiciona pressão ao quadro: com o “cacique” da sigla fora de combate, os correligionários baianos se veem sem o engajamento direto do ex-capitão nas estratégias locais.

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Presidente do PL, Valdemar Costa Neto é internado em Brasília após dor no peito Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, sentiu um mal-estar no domingo, 9, e foi internado no Hospital Sírio Libanês, em Brasília. Ele passará por um cateterismo nesta segunda-feira, 10, porque teve dor no peito quando estava numa viagem pelo Nordeste. Segundo a assessoria do PL, Costa Neto está bem e foi internado por precaução. Ex-deputado, o presidente do PL aposta agora numa estratégia que prevê viagens do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle pelo País, com o objetivo de reforçar o partido. Os dois são filiados ao PL, que tem planos de eleger 1.000 prefeitos em 2024. Bolsonaro retornou recentemente de Orlando, nos Estados Unidos, onde permaneceu três meses, e hoje é presidente de honra do PL. Michelle, por sua vez, comanda o PL Mulher. Costa Neto quer que Bolsonaro seja novamente candidato ao Palácio do Planalto, em 2026. Mas, se o ex-presidente ficar inelegível - uma vez que é alvo de processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) -, Costa Neto defende a candidatura de Michelle. Bolsonaro não aprova ideia e já disse que ela “não tem vivência política”. As informações são do Tribuna da Bahia.

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Jair Bolsonaro vai lançar pré-candidatura à reeleição para Presidência no dia 26 Foto: Carolina Antunes/PR

O PL pré-agendou para o próximo dia 26 o evento de lançamento da pré-candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição. O presidente, que neste sábado (12) participou de um evento na sede do partido para a filiação de 15 deputados federais à sigla, deverá oficializar sua campanha à reeleição no evento realizado no final de março. De acordo com o jornal o Globo, após se desfiliar do PSL ainda no primeiro ano de seu governo, Bolsonaro se filiou ao PL em novembro do ano passado. O lançamento da candidatura deverá ocorrer em um auditório no edifício que abriga a sede do Partido Liberal. Os detalhes do lançamento ainda não foram divulgados.

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