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Macaúbas
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Macaúbas: Em alusão ao Dia da Árvore, ambientalista cobra recuperação e cultura de cultivo da Macaúba Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

No Dia da Árvore, que foi celebrado nesta terça-feira (22), o agroecologista, ativista e ambientalista Joe Kalif defendeu que não há sustentabilidade e progresso sem que a natureza seja considerada diante da sua importância para o homem.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Kalif destacou que, mesmo representando a vida, as árvores estão sendo desmatadas em todo país. Por mais que a Bahia e a sua cidade, Macaúbas, não contem com um clima ameno, ele lamentou que não haja um cuidado especial com as árvores e o meio ambiente de modo geral. “Hoje, temos uma política muito agressiva com relação às árvores. Há muita poda sem critério”, criticou.

Em Macaúbas, o ambientalista relatou que, devido às altas temperaturas, as pessoas estão sempre em busca de sombras, porém é cada vez mais difícil encontrá-las. “Não há proteção com relação às árvores, que contribuem tanto para o nosso bem-estar. Vemos uma cidade sem árvores, sem sombras, e com uma temperatura muito elevada por conta da falta de arborização”, completou. O momento é de preocupação e apreensão, conforme salientou.

Ele lembrou que o nome Macaúbas é originário de uma palmeira cuja espécie foi extinta da natureza. A situação é considerada bastante simbólica, tendo em vista a falta de cuidado e proteção da natureza ao longo dos últimos anos.

Esperançoso com mudanças, Kalif cobrou das autoridades uma política de proteção às árvores e da comunidade maior conscientização ambiental. “Não vemos uma política que privilegia as árvores. Aqui, a gente corre pra encontrar uma sombra e não tem. É muito triste. Infelizmente, Macaúbas não é um local isolado. As pessoas não conseguem enxergar a necessidade da árvore para equilibrar as temperaturas”, finalizou.
Macaúbas
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Agroecologista cobra empatia política por esgotamento sanitário em Macaúbas Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Na cidade de Macaúbas, o agroecologista e ativista Joe Kalif cobrou maior consciência da população no que se refere ao esgotamento sanitário municipal. Em um chamamento publicado nas redes sociais, ele pediu que as pessoas tenham conhecimento dos malefícios que o esgoto a céu aberto causa na sociedade.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o agroecologista disse que Macaúbas tem passado por um processo interessante e positivo de conscientização ao longo de quase duas décadas. “Se nós considerarmos que, há 17 anos, quando foi iniciada essa campanha de conscientização e a gente comparar com o que está acontecendo hoje é uma situação muito positiva porque, agora, as pessoas estão reconhecendo que não dá mais pra continuar dessa forma”, afirmou.

Para o ativista, toda a região do Vale do Paramirim precisa se conscientizar sobre a importância do saneamento básico para que o cenário possa mudar em muitos locais que ainda sofrem com esse problema. “Essa questão tem de constar na agenda de todos os políticos que querem o bem do seu eleitor”, defendeu.

Kalif destacou ainda que as pessoas não podem se acomodar com a falta de saneamento básico, especialmente em uma região onde o Rio São Francisco é um patrimônio hídrico da população regional. Nesse sentido, ele convocou os eleitores a votarem com consciência política e ambiental no próximo pleito. “Precisamos tomar uma posição agora, a conscientização tem que ser geral. Faço esse trabalho em Macaúbas, mas ele serve para todo Vale do Paramirim porque precisamos mudar a mentalidade de que conviver com esgoto a céu aberto é natural”, frisou.

Sudoeste Baiano
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Sudoeste baiano é alvo de fiscalização que identificou 205 hectares de desmatamento Foto: Divulgação/MPBA

Uma ação conjunta de fiscalização ambiental resultou na identificação de 205 hectares de desmatamento ilegal no Sudoeste baiano e no Litoral Norte do estado. O balanço faz parte da Operação Mata Atlântica em Pé 2026, realizada simultaneamente em 17 estados entre os dias 17 e 27 de agosto. Na Bahia, a ofensiva percorreu nove municípios e foi executada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e a Cippa.

As irregularidades foram constatadas a partir do cruzamento de dados de fiscalização presencial e remota de 121 alertas emitidos por sistemas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta. Durante as incursões em campo nas regiões afetadas, as equipes aplicaram 63 Autos de Infração de Interdição Temporária, um Auto de Advertência, dois Autos de Apreensão, cinco Autos de Destruição de Fornos e emitiram onze notificações a proprietários e responsáveis.

Sudoeste baiano é alvo de fiscalização que identificou 205 hectares de desmatamento Foto: Divulgação/MPBA

Coordenada no estado pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama) do MPBA, a ação busca coibir o avanço do desmatamento e garantir a recuperação das áreas atingidas. O promotor de Justiça e coordenador do Ceama, Augusto César Matos, ressaltou que a riqueza e o equilíbrio ecológico do bioma dependem diretamente da rigorosa aplicação das leis ambientais e do combate firme aos ilícitos para salvaguardar a biodiversidade regional.

A nível nacional, a operação é organizada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o suporte da Fundação SOS Mata Atlântica. O esforço integrado visa consolidar a tendência de queda na perda de vegetação nativa, impulsionada por ferramentas de georreferenciamento e uso de drones para mapear e punir os infratores.

Com a confirmação dos ilícitos nos municípios do Sudoeste e do Litoral Norte, os infratores identificados ficam sujeitos a sanções administrativas, pagamento de multas e à obrigatoriedade de reparar integralmente os danos causados. Além das responsabilizações cíveis e criminais, as propriedades autuadas podem sofrer sanções operacionais, incluindo a suspensão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e restrições de acesso ao crédito rural.

Carinhanha
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Extração ilegal de areia e infrações ambientais mobilizam investigações em Carinhanha Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A possível extração irregular de minérios e o descumprimento de normas ambientais em propriedades rurais no município de Carinhanha motivaram a abertura de novas apurações para estancar danos ecológicos na região. De acordo com documentos obtidos pelo site Achei Sudoeste, as medidas buscam responsabilizar os envolvidos e impor a reparação imediata das áreas afetadas.

Uma das frentes de apuração atinge a própria Prefeitura Municipal de Carinhanha, responsabilizada pela extração ilegal de areia na chamada Fazenda Arealzinho. A fiscalização acompanha o caso para exigir a regularização ambiental do local, interromper a atividade não autorizada e impor a recuperação da degradação provocada pela retirada do minério.

Em outra ação paralela no município, uma empresa privada entrou no radar dos fiscalizadores devido a infrações constatadas na Fazenda Lagoa dos Portácios (Parcela 03). O procedimento visa fiscalizar as atividades da indústria e adotar as providências legais necessárias para a regularização do empreendimento e a reparação dos impactos gerados ao ecossistema local.

As portarias que deram origem aos procedimentos foram assinadas pela promotora de Justiça Michely Queiroz de Oliveira, do Ministério Público da Bahia (MPBA). Com os processos instaurados, os responsáveis pela gestão municipal e pela empresa privada poderão ser notificados a apresentar licenças, firmar compromissos de adequação ou responder judicialmente pelos prejuízos causados ao meio ambiente.

Condeúba
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Com apoio de satélite, Inema destrói carvoaria clandestina com 9 fornos em Condeúba Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Uma operação do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) desarticulou, nesta sexta-feira (14), um esquema clandestino de carvoejamento e desmatamento ilegal na zona rural de Condeúba. Segundo apurou o site Achei Sudoeste, a ação fiscalizatória destruiu nove fornos utilizados para a produção irregular de carvão e embargou toda a propriedade afetada.

A ofensiva ambiental foi motivada por uma denúncia anônima e confirmada após o uso de imagens de satélite, ferramenta empregada pelo órgão para monitorar a supressão de vegetação nativa em tempo real. No local, os fiscais identificaram a degradação de aproximadamente 30 hectares de bioma nativo, extensão territorial proporcional a cerca de 30 campos de futebol.

O proprietário da área foi identificado e autuado em flagrante pelas infrações ambientais. Além de ser multado pelo dano causado, o responsável responderá a um processo administrativo que o obrigará a implementar um plano de recuperação da área degradada.

Ibipitanga
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Engenheira destaca atuação dos municípios da Bacia do Paramirim na proteção ambiental Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Durante a quinta-feira (16) e sexta-feira (17), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Consórcio da Bacia do Paramirim promoveram um curso de fiscalização ambiental na cidade de Ibipitanga.

O curso foi voltado para todos os 18 municípios que compõem o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Paramirim. Estes fazem parte de quatro territórios de identidade distintos.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a engenheira sanitarista e ambiental do Consórcio da Bacia do Paramirim, Luciana Souza, destacou que o curso objetivou fortalecer as ações de gestão, monitoramento e fiscalização ambiental nos municípios consorciados. “A fiscalização ambiental é um exercício do poder de política previsto na legislação, a qual consiste no dever que o poder público tem de fiscalizar as condutas daqueles que se apresentem como potenciais ou efetivos poluidores e utilizadores dos recursos naturais”, afirmou.

Segundo Souza, o intuito maior dessas ações fiscalizatórias é garantir a preservação do meio ambiente para a coletividade.

O corpo técnico das Secretarias Municipais de Meio Ambiente das cidades consorciadas, incluindo fiscais urbanos e ambientais, participou da referida capacitação. Os profissionais foram preparados para atuar em suas respectivas áreas de atribuições constitucionais propondo a defesa de um meio ambiente saudável e equilibrado, acessível a todos os indivíduos.

Para a engenheira, o curso é fundamental, vez que o país já está vivenciando o novo marco de fiscalização ambiental.

Guanambi
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Guanambi quer recuperar status de Cidade Verde com campanha Adote uma Árvore Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Município de Guanambi, através da Secretaria de Meio Ambiente, está promovendo a campanha Adote uma Árvore.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o secretário municipal de meio ambiente, Carlos Jackson, destacou que o objetivo da ação é arborizar a cidade, que convive com clima quente na maior parte do ano. Desde o início do projeto, já foram plantadas entre 1500 e 2000 mudas em diversos pontos do município.

A meta, segundo o secretário, é plantar 5 mil mudas até o final da atual gestão. O plantio também se estenderá para os distritos rurais: Ceraíma, Morrinhos e Mutans. “Queremos fazer com que a nossa cidade tenha mais qualidade de vida”, ressaltou.

Com cerca de 90 mil habitantes e considerada cidade polo na região, Guanambi já esteve entre os municípios mais arborizados do país, conquistando inclusive o prêmio denominado Cidade Verde.

Como secretário de meio ambiente, Jackson entende que, ao longo do tempo, o município foi suprimindo a vegetação natural e, hoje, encontra-se com déficit na arborização. Com o apoio da população, ele reafirmou que o intuito da campanha é recuperar o status de Cidade Verde, por meio do plantio de milhares de mudas em ruas, avenidas, praças, bairros novos e loteamentos. “A gente também cobra desses loteamentos e novas obras o plantio de mudas. Queremos devolver a Guanambi esse prêmio de Cidade Verde”, reiterou.

As espécies plantadas variam entre mangueiras, ipês, sete copas, entre outras. Qualquer pessoa pode “adotar uma árvore”, molhando e cuidando das mudas cultivadas pela prefeitura através da ação.

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