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Economia
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Com nova alta mundial do petróleo, governo mantém desconto na gasolina Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A nova alta dos preços do petróleo desta quinta-feira (9) motivou o Ministério da Fazenda a adiar para a próxima semana a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pretendia anunciar o fim da subvenção esta semana, mas teve que voltar atrás após Estados Unidos e Irã voltarem a se atacar militarmente, nesta quarta-feira (8) – o que provocou a imediata escalada do preço do barril de petróleo.

De acordo com Durigan, o cenário de “incerteza” não afeta os planos federais de aumentar as misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel. Aprovada em 2024, a chamada Lei do Combustível do Futuro (14.993) estabelece que a proporção de etanol misturada à gasolina C pode variar entre 27% e 35%, e a de biodiesel no diesel de origem fóssil deve chegar a 20% em 1º de março 2030.

Brumado
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Brumado: MP-BA é acionado por vereador para investigar suposto cartel nos combustíveis Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Na última terça-feira (16), o vereador Harley Lopes protocolou uma representação junto ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) para apuração de irregularidades nos preços dos combustíveis praticados em Brumado.

Lopes solicitou que, diante dos altos valores e da reduzida variação nos preços entre diferentes postos de combustíveis, a Promotoria Regional de Justiça investigue a situação a fim de garantir que os consumidores locais não estejam sendo lesados.

O parlamentar destacou que a iniciativa busca garantir transparência na formação dos preços e assegurar o respeito aos princípios da livre concorrência e da defesa do consumidor. “A população de Brumado tem manifestado preocupação com os valores cobrados pelos combustíveis. Nosso objetivo é que os órgãos competentes analisem a situação e verifiquem se os preços praticados estão compatíveis com a realidade do mercado”, afirmou.

Na representação, Harley informou que, enquanto a gasolina comum é comercializada no município por valores médios próximos de R$ 7,95 por litro, em outros municípios os preços giram em torno de R$ 6,98, uma diferença de aproximadamente R$ 0,97 por litro.

O vereador solicitou ao Ministério Público a instauração de procedimento para apuração dos fatos, a requisição de informações aos postos de combustíveis sobre preços e custos de aquisição dos produtos, além da realização de diligências em conjunto com órgãos como o Procon, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Economia
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Exportações baianas têm queda de 6,1% em maio Foto: Foto: Jean Vagner/SEI

As exportações baianas atingiram US$ 815,7 milhões no mês de maio, registando o menor valor para as vendas externas do ano. O resultado foi condicionado pelo reflexo de embarques menores (-5,8%) e de preços médios também mais fracos (-0,29%), quando comparados com o mesmo mês do ano passado. Em contrapartida, as importações deram um salto expressivo de 65,9%, alcançando US$ 1,09 bilhão, puxadas fortemente pelo aumento nas compras de bens de consumo, com destaque para a forte participação de veículos elétricos chineses, num movimento de antecipação de importações face à normalização dos incentivos fiscais prevista para julho. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan) com base nos registos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A redução do volume embarcado no ano chega a 5,7%, puxada pelo refino, que só em maio reduziu a quantidade exportada em 83,1%. Esta quebra foi reflexo de paradas para manutenção e da taxação das exportações de petróleo e derivados implementada pelo governo em março para proteger o mercado interno diante da crise global do produto após a guerra no Irã, num momento de crescente procura de combustível fóssil no país. Também se verificou uma redução, em menor magnitude, nos embarques de derivados de cacau (-14,9%), produtos químicos (-8,4%) e celulose (-6,5%). Na indústria extrativa houve recuo devido à quebra nas vendas de minério de cobre e níquel, apesar do aumento das exportações de ouro, que continua com preços em alta impulsionado por tensões geopolíticas.

Por outro lado, o setor da agropecuária registou um aumento de 26,9% no valor dos embarques face ao mesmo mês do ano passado, fortemente impulsionado pelas vendas de soja. No recorte por países, as exportações para a China, principal destino dos produtos baianos, cresceram 22,1% em maio. Já para os Estados Unidos, as vendas caíram 27,8%, sendo o país superado pelo Canadá e Países Baixos. A participação norte-americana nas exportações baianas seguiu em baixa, caindo de 8% no acumulado até maio de 2025 para 6,3% em igual período deste ano, com tendência de queda acrescida devido à nova tarifa de 25% proposta pelo USTR baseada na Seção 301, que entrou em consulta pública e poderá atingir até cerca de 21% do que a Bahia exporta para os americanos.

No balanço das importações, além do crescimento nos bens de consumo, registou-se ainda um avanço expressivo de 116,3% nos bens de capital (máquinas e equipamentos) e de 20% em bens intermediários (como fertilizantes, trigo e químicos), contrapondo o recuo de 23% nas compras de combustíveis. No panorama regional global, as vendas totais para a Ásia caíram 6,8% no mês passado e para a América do Sul recuaram 45%, enquanto os fluxos para a União Europeia cresceram 3,4% e para a América do Norte subiram 0,5%.

Nos primeiros cinco meses do ano, o estado acumulou um superávit comercial de US$ 29,4 milhões. Este saldo positivo é o resultado de exportações consolidadas de US$ 4,68 bilhões (+0,8%) e de importações de US$ 4,65 bilhões (+21,1%) face ao mesmo período de 2025. A corrente de comércio global da Bahia, que representa a soma das exportações e importações, alcançou a marca de US$ 9,32 bilhões até maio, consolidando uma alta de 10%.

Guanambi
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Com aeronave menor, Azul anuncia voos diários entre Guanambi e Salvador Foto: Reprodução/Aeroin

Atendendo a questões operacionais da companha, a partir de 1º de junho deste ano, a Azul Linhas Aéreas vai ampliar a frequência de voos entre Guanambi e Salvador. A rota passará a ter operações diárias. Apesar de aumentar a oferta de horários, a mudança reduzirá a capacidade de passageiros por voo.

Atualmente, os voos ocorrem três vezes por semana, com aeronaves ATR-72, que transportam até 70 passageiros. Com a nova configuração, a companhia passará a utilizar o modelo Cessna Caravan, com capacidade para 9 pessoas. A alteração representa uma queda significativa no número de assentos disponíveis por operação.

Os voos sairão de Salvador às 9h50, com chegada prevista em Guanambi às 11h55. No sentido contrário, a decolagem ocorrerá às 12h25, com pouso estimado na capital às 14h30. A frequência diária pode facilitar o deslocamento de passageiros. Em consulta ao sistema de vendas, as passagens para junho foram encontradas a partir de R$ 679, com variações por data e demanda.

A ligação entre Guanambi e Belo Horizonte, via Aeroporto de Confins, não sofrerá alterações. A rota seguirá com quatro voos semanais, mantendo a programação já praticada pela companhia aérea.

Brumado
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Brumado tem a gasolina mais cara da Bahia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Abastecer o tanque na Bahia tornou-se um exercício de paciência e estratégia financeira, especialmente para quem vive no sudoeste do estado. Segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre os dias 5 e 11 de abril, o município de Brumado ostenta o título amargo de ter a gasolina comum mais cara da Bahia. No cenário oposto, Feira de Santana desponta como o destino mais vantajoso para os motoristas, com uma diferença de preço que beira a casa de um real por litro.

O levantamento, que fiscalizou 203 postos em 25 municípios baianos, revelou que o preço médio em Brumado atingiu R$ 7,97. Nos quatro estabelecimentos consultados na cidade, a variação foi mínima, oscilando entre R$ 7,95 e R$ 7,99. Enquanto isso, em Feira de Santana, a média registrada foi de R$ 7,00, com o consumidor encontrando o combustível por até R$ 6,79. Essa disparidade de R$ 0,97 entre as duas cidades evidencia o abismo logístico e tributário que impacta o bolso do cidadão baiano.

Apesar da liderança isolada de Brumado no topo do ranking, outras cidades turísticas e polos regionais também mantêm preços elevados. Porto Seguro aparece logo em seguida com média de R$ 7,93, acompanhada por Eunápolis (R$ 7,80) e Ilhéus (R$ 7,75). Em Vitória da Conquista e Caetité figuram na faixa intermediária, com valores na casa dos R$ 7,68, reforçando a tendência de preços mais salgados no interior em comparação à capital, Salvador, onde a média ficou em R$ 7,23.

Mesmo com os valores elevados em termos nominais, houve uma leve retração de 1,1% no preço médio estadual em comparação à semana anterior, caindo de R$ 7,48 para R$ 7,40. Entretanto, o alívio é relativo: quando comparada à média nacional, a Bahia continua sendo um dos estados mais caros para dirigir. Enquanto o brasileiro paga, em média, R$ 6,77 pelo litro da gasolina, o baiano precisa desembolsar R$ 0,63 a mais, uma conta que pesa no orçamento e reflete o custo de vida elevado no estado.

Brumado
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Brumado: Peixe sobe 20%, mas procura dispara para a Sexta-Feira da Paixão Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O movimento e a procura pelo tradicional peixe aumentaram no Mercado Municipal de Brumado devido à preparação da ceia da Sexta-Feira da Paixão.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o feirante João Caires, popular Dão, relatou que, apesar na alta do peixe, as vendas estão boas. “Esse ano o peixe está um pouco salgado, subiu um pouco o preço, mas as vendas estão boas. A procura tá ótima”, contou.

O valor do produto aumentou cerca de 20%, porém, como se trata de um item que não pode faltar nessa época do ano, os consumidores fazem questão de comprar.

Mesmo diante da elevação, o feirante apontou que as vendas estão melhores do que no ano passado. Na sua barraca, tem mapará, tambaqui, dourado, pintado, traíra e corvina. O bacalhau já esgotou diante da grande procura.

O consumidor José Pereira considerou que os peixes estão caros neste ano. “Tem traíra por até R$ 50. Tanto tá salgado o peixe como o valor, mas a gente tem que levar”, brincou.

Para a feirante Neide, a procura pelo peixe no local está boa, mesmo com a alta. Segundo afirmou, o movimento é sempre grande nessa época do ano e muitos tipos de peixe já estão esgotados em sua barraca.

Bahia
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Com combustíveis privatizados, baianos já estão pagando mais caro que o resto do país Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em outros estados, onde a Petrobras vende combustíveis diretamente, os preços dos combustíveis permanecem praticamente estáveis desde o início do ano. Essa diferença tem provocado distorções no mercado nacional e reduz a competitividade da Bahia.

O cenário também preocupa pelo impacto na arrecadação estadual. Os combustíveis estão entre as principais fontes de receita da Bahia, com destaque para o diesel. Além disso, custos mais altos com combustível acabam sendo repassados ao longo da cadeia produtiva, pressionando preços de transporte, alimentos e outros produtos. A redução nas vendas também pode afetar a sustentabilidade econômica dos postos de combustíveis, com reflexos na manutenção de empregos e risco de perda de postos de trabalho no setor.

Na Bahia, o impacto tem sido mais direto devido à política de preços da Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Marcelo Travassos, secretário executivo do Sindicombustíveis/Ba, alertou para os efeitos da atual conjuntura internacional sobre a economia do estado, com risco de perda de competitividade, aumento de custos e pressão sobre os preços ao consumidor final. “Não tem como a Acelen ter uma perspectiva de concorrência com a Petrobrás. Isso termina em uma cadeia muito danosa para a nossa economia”, explicou.

Segundo Travassos, os aumentos foram bastante representativos e a situação é muito delicada para os postos revendedores de combustíveis. Os reflexos irão afetar diretamente a economia baiana e, a longo prazo, poderão causar a perda de postos de trabalho. “Estamos muito preocupados com a saúde financeira dos nossos representados e com as consequências para o povo baiano”, completou.

Hoje, o litro da gasolina está sendo vendido a R$ 7 na Bahia. Até o final da semana, o secretário executivo adiantou que esse valor pode aumentar. Ele justificou que a Acelen costuma acompanhar o preço do mercado internacional e há informações de que o preço da gasolina será reajustado em mais 0,15 centavos. Na quinta-feira (12), uma nova atualização de preço deverá ser anunciada.

Apesar do cenário desfavorável, Travassos disse que não é momento de pânico e nem de estocar combustível. “Temos alternativas de políticas governamentais para diminuir esse impacto dos preços internacionais na nossa economia”, assegurou.  

Bahia
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Sindicombustíveis anuncia impactos negativos para economia baiana causados pela guerra no Golfo Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Sindicombustíveis manifestou preocupação com os efeitos do atual cenário internacional sobre o mercado de combustíveis na Bahia. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil.

Na Bahia, o impacto tem sido mais direto devido à política de preços da Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. A empresa realizou reajustes nos 04 e 05 de março, os quais alcançaram o valor de R$ 0,30 a mais para a gasolina e R$ 0,80 sobre o diesel, acompanhando o movimento do mercado internacional.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Marcelo Travassos, secretário executivo do Sindicombustíveis-BA, disse que o momento mundial é delicado e interfere diretamente na economia petrolífera. “A gente se preocupa porque, há qualquer momento, sentindo-se incomodado com esse estreitamente do fornecimento de sua matéria-prima para geração de energia, a China pode começar a tomar ações e termos um conflito muito mais agravado do que já é”, afirmou.

Hoje, Travassos destacou que o agravamento na geopolítica mundial é crítico, a ponto de o barril de petróleo ter saído de 70 dólares para mais de 100 dólares. Especialistas alertam que o barril de petróleo pode chegar a 200 dólares nesse cenário. “Se a gente já teve um reflexo muito grande na Bahia na semana passada, com o aumento de 0,30 centavos na gasolina e de 0,80 centavos no diesel, imagine como será. Vai ser muito difícil”, analisou.

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