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Livramento de Nossa Senhora
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Cadeia produtiva eleva padrão de vida rural em Livramento de Nossa Senhora Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A cidade de Livramento de Nossa Senhora se destaca no cenário nacional e regional como grande produtor de maracujá e manga.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Arthur Tanajura, diretor municipal de agricultura, destacou que a pujança da economia local advém da cadeia produtiva dos frutos.

Segundo Tanajura, os excelentes resultados na produtividade no município se devem ao clima e solo adequados, ao uso racional de insumos, às boas práticas agrícolas e ao emprego de tecnologia na lavoura. “Por isso que nós temos esse sucesso”, justificou.

O escoamento da produção do maracujá, especialmente, foi favorecido por condições externas e encontra-se em ascensão com preços bem acima dos praticados anteriormente.

O diretor ressaltou que, atualmente, a economia de Livramento gira, em sua grande maioria, em torno desse polo produtivo. “O comércio nessa região é intenso justamente por causa desse polo produtivo. Temos um maracujá de excelência, de boa exportação, que alcança preços desejáveis. Com isso, mantemos com intensidade o comércio aquecido na região”, completou.

Diante do sucesso na produção agrícola frutífera, Tanajura apontou que a qualidade de vida do produtor rural melhorou significativamente.   

Livramento de Nossa Senhora
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Livramento de Nossa Senhora ganha destaque como maior produtor de maracujá do Brasil Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O município de Livramento de Nossa Senhora é o maior produtor individual de maracujá do BrasilA produção local abastece diversos mercados do país, incluindo a indústria de sucos e polpas.

Os produtos são comercializados para estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Anualmente, Livramento de Nossa Senhora alcança uma colheita superior a 44 mil toneladas da fruta.

O número expressivo é resultado de uma combinação de fatores estratégicos, entre os quais as condições climáticas favoráveis, a qualidade do solo, o investimento contínuo em sistemas de irrigação e o uso de tecnologia.

O município também se sobressai como referência nacional, respondendo por uma parcela significativa da produção e consolidando-se como polo estratégico da fruticultura brasileira.

Além de impulsionar a economia local, a cadeia produtiva do maracujá gera emprego e renda, fortalecendo o setor agrícola e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Protagonista no agronegócio nacional, o município ainda se destaca na cultura da manga. Em 2023, a fruta registrou alta de 61,9% no valor gerado na Bahia.

A região sudoeste, impulsionada por Livramento de Nossa Senhora, teve papel decisivo no crescimento bilionário do setor, ampliando mercados e garantindo fornecimento contínuo ao longo do ano.

Guanambi
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Guanambi teme colapso na produção com baixo volume de água na Barragem de Ceraíma Foto: Marco Antônio Fraga/Achei Sudoeste

A barragem do Distrito de Ceraíma, na zona rural de Guanambi, encontra-se em situação crítica de abastecimento.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Marco Antônio Fraga, que está à frente da Cooperativa dos Agricultores de Ceraíma, disse que a barragem está operando com apenas 30% de sua capacidade.

Ele relatou que as chuvas foram registradas no entorno do barramento, não sendo suficiente para juntar água no local. “A barragem ainda não pegou água nenhuma. Vivemos em situação crítica. Estamos loucos, preocupados com a irrigação”, afirmou.

Apesar do drama na comunidade, onde 40% da safra dos produtores já foi perdida, Fraga informou que a Embasa continua retirando água da barragem “a todo vapor”, quando poderia utilizar a Adutora do Algodão para tal finalidade.

Guanambi teme colapso na produção com baixo volume de água na Barragem de Ceraíma Foto: Marco Antônio Fraga/Achei Sudoeste

No perímetro irrigado de Ceraíma, os agricultores reduziram drasticamente o acesso à água, o que tem impactado diretamente na produção. “Do jeito que vai aí, vamos perder o resto da produção. É complicado”, lamentou.

Fraga prevê um colapso no abastecimento caso a ocorrência de chuvas na cabeceira não seja em quantidade satisfatória para acumular água na barragem.

Ele acredita que, no máximo, em junho do próximo ano, o barramento chegará em seu volume morto. “Estamos perdidos”, concluiu.

Mais de 27 cidades vizinhas dependem da produção de Ceraíma.

Livramento de Nossa Senhora
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Produção de manga é comprometida em Livramento de Nossa Senhora Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em Livramento de Nossa Senhora, produtores de manga vivem um momento de grande apreensão diante da seca e do aumento das tarifas de exportação. Combinadas, as duas situações colocam em risco a produção da fruta, referência no município. Os produtores alegam que a estiagem reduziu drasticamente os níveis de água disponíveis para irrigação. Para se ter uma ideia, o reservatório que abastece a população e os pomares opera com menos de 30% de sua capacidade. Além disso, o aumento das tarifas de exportação eleva os custos para levar a manga de Livramento de Nossa Senhora aos mercados internacionais. Ambos os fatores comprometem o consumo humano, para o setor agrícola e a competitividade da fruta. Vale salientar que a economia da cidade está fundamentada na fruticultura, sendo esta uma das principais fontes de renda de Livramento de Nossa Senhora. Diante dos riscos, a produção da próxima safra está ameaçada.

Economia
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Produção de motocicletas passa de 1 milhão em 2025, diz Abraciclo Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A produção de motocicletas chegou à 1.000.749 de unidades no primeiro semestre de 2025, volume 15,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (11), pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Em junho foram produzidas 154.113 motocicletas, o que representa um crescimento de 45% em relação ao mesmo mês de 2024 e queda de 10,7% quando comparado a maio de 2025. “O setor segue operando em plena capacidade para atender à demanda do mercado, tanto para uso como meio de transporte, quanto como ferramenta de trabalho para milhões de brasileiros. As boas expectativas da indústria seguem para o segundo semestre, mas é preciso atenção diante do cenário macroeconômico, especialmente em relação aos juros e a inflação”, afirmou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. Segundo o balanço mensal, as vendas atingiram 1.029.546 de motocicletas, o que representa uma alta de 10,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, os emplacamentos totalizaram 179.407 unidades, alta de 8,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado e retração de 7,2% em relação a maio. Com 20 dias úteis, a média diária de vendas foi 8.970 motocicletas. As vendas no varejo registraram o melhor desempenho da história tanto para um primeiro semestre quanto para o mês de junho. A estimativa da Abraciclo é que serão emplacadas 2.020.000 motocicletas em 2025, alta de 7,7% em relação ao ano passado. As exportações cresceram 18,5% no seis primeiros meses de 2025, com o embarque de 18.611 unidades. Em junho, foram exportadas 3.065 motocicletas, 39,1% a mais do que o registrado em junho de 2024 e 9,3% a menos do que o comercializado no mercado externo no mês de maio de 2025. De acordo com a entidade, a estimativa em 2025 é que a produção de motocicletas alcance 1.880.000 unidades em 2025, o que corresponde a um crescimento de 7,5% em relação a 2024. As vendas devem chegar aos 2.020.000 motocicletas em 2025, alta de 7,7% em relação ao ano passado. As exportações devem crescer 13% e somar 35.000 unidades.

Bahia
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Produção de ovos bate recorde na Bahia com maior volume em 24 anos Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia registrou um recorde histórico na produção de ovos de galinha em 2024. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 88,5 milhões de dúzias de ovos de galinha foram produzidas no estado — o maior volume já registrado em 24 anos. O crescimento é expressivo, um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior, e tem como protagonista a região de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, que concentra mais da metade dessa produção. No município de São Gonçalo dos Campos, a cerca de 20 km de Feira de Santana, a rotina no campo mostra como o setor se fortaleceu nos últimos anos. Na propriedade da família Cerqueira, o produtor rural Manuel Cerqueira mantém um plantel com 9 mil aves, que produzem cerca de 7.100 ovos por dia. Em entrevista para a TV Subaé, o produtor compartilhou a trajetória no ramo. “Eu comecei há 20 anos, com um aviário pequeno. Gostava de criar galinha, fui criando gosto e, aos poucos, foi ampliando [a produção]. Hoje, toda minha família vive disso e estamos investindo cada vez mais”, contou. A produção é dividida entre 11 funcionários, responsáveis desde a coleta dos ovos até o empacotamento. A estrutura da granja inclui ventilação controlada e climatização, essenciais para o bom desempenho das galinhas. Segundo o médico veterinário Jair Ribeiro, o sucesso da produção depende também de fatores técnicos, como a climatização dos galpões e o posicionamento correto das construções para evitar excesso de calor, o que pode afetar tanto a quantidade quanto a qualidade dos ovos. A região de Feira de Santana é considerada o principal polo avícola da Bahia, reunindo 11 municípios e concentrando 53% da produção estadual.  A Bahia conta atualmente com 559 estabelecimentos registrados na avicultura, sendo 33 voltados para a produção de ovos e 526 de frango de corte. Cerca de 16 milhões de pintos são alojados mensalmente, em uma estrutura que emprega aproximadamente 15 mil pessoas.

Bahia
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Bahia celebra dia do cacau com recordes de produção e exportação Foto: André Fofano/CAR

A Bahia tem muitos motivos para comemorar o dia do cacau na quarta-feira (26). Com recorde de exportações, liderança do ranking nacional e preço recorde no mercado de commodities (definido internacionalmente), o cacau voltou a ser o fruto de ouro do estado. Somente em 2024, o estado gerou US$ 434 milhões em exportações, 119% a mais que em 2023, com cerca de 46 mil toneladas exportadas. A cotação do cacau que era de R$ 22 por quilo no início de 2024, alcançou R$ 46,67 por quilo nesta semana e chegou a ser comercializado por quase R$ 60 o quilo no mercado internacional em dezembro do ano passado. O aumento dos preços tem explicação: os maiores produtores mundiais, Costa do Marfim e Gana, tiveram suas produções impactadas por questões sanitárias, com redução brusca da produção. Enquanto isso, a Bahia expandiu. Em dados divulgados pela Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do IBGE, em setembro do ano passado, a Bahia recuperou a primeira posição na produção de cacau em amêndoas do país, ultrapassando o Pará após cinco anos. Segundo o IBGE, a Bahia possui atualmente 449 mil hectares de plantio, com produção de 119 mil toneladas de cacau.

Brumado
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Grande safra de manga está gerando perdas e desvalorização no Sertão Produtivo Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A grande produção de manga no território de identidade do Sertão Produtivo tem causado prejuízos para os agricultores de todo território. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, a produtora de manga na região de Cristalândia, em Brumado, Maria Aparecida, lamentou que sua produção esteja parada, sem comprador. Ela já perdeu cerca de 50 caixas de manga devido o amadurecimento do fruto. “Já chamei 10 compradores e ninguém apareceu ainda. Por enquanto, nada. Só estou pedindo a Deus”, afirmou. Com 580 pés de manga, a produtora possui uma grande safra para ser vendida. A caixa da fruta custava, em média, R$ 70, mas, hoje, diante do cenário, está saindo a R$ 10. “Meu vizinho falou que joga fora, mas não vende porque é um absurdo. Isso nunca aconteceu na Bahia, estamos muito chateados e tristes. Trabalhamos um ano para não ter lucro”, contou. Sem previsão de vendas e com a desvalorização da fruta, a agricultura disse que não terá dividendos suficientes para investimentos na próxima safra. “A gente vive disso, mas vou fazer o que?”, questionou.

Livramento de Nossa Senhora
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Crise na produção de mangas atinge a região de Livramento de Nossa Senhora Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na última sexta-feira (01), os preços das mangas tommy e palmer começaram a cair na região de Livramento de Nossa Senhora. No caso da tommy, o preço caiu para uma média de R$ 0,47/kg. Já a palmer está sendo vendida a R$ 0,67/kg. Durante a maior parte do mês de outubro, o preço médio da manga palmer foi de R$ 1,60/kg e R$ 1,20/kg. Já a tommy variou entre R$ 0,68/kg e R$ 0,71/kg. A crise na produção de mangas também atingiu o Vale do São Francisco, onde os produtores enfrentam um cenário de preços historicamente baixos, o que compromete a viabilidade de suas atividades. Na semana passada, a variedade palmer foi comercializada a apenas R$ 0,90/kg, enquanto a tommy atingiu R$ 0,62/kg. Os números representam quedas de até 30% em relação à semana anterior, de acordo com a cotação de preços diária feita pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri). A perspectiva para as próximas semanas não é animadora. Os preços devem continuar baixos até o fim do ano, uma vez que a demanda interna não é suficiente para absorver toda a produção.

Bahia
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Produção industrial baiana registrou queda de 2,3% em julho Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em julho de 2024, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia registrou recuo de 2,3%, em comparação ao mês imediatamente anterior. Essa foi a segunda queda consecutiva no indicador. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou acréscimo de 2,6%. No período de janeiro a julho de 2024, o setor cresceu 2,4%, e no indicador acumulado dos últimos 12 meses teve aumento de 1,6%, todas as comparações em relação ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Na comparação de julho de 2024 com 2023, o acréscimo de 2,6% foi puxado pelo desempenho positivo de sete das 11 atividades pesquisadas. Produtos de borracha e material plástico (15,6%) registrou a maior contribuição positiva, devido ao aumento na produção de pneus novos para automóveis, camionetas e utilitários. Outros segmentos que registraram crescimento foram: Produtos químicos (7,5%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (55,0%), Metalurgia (12,2%), Bebidas (14,9%), Produtos alimentícios (0,3%) e Couro, artigos para viagem e calçados (1,0%). Por sua vez, a Indústria extrativa (-12,5%) exerceu a principal influência negativa, explicada especialmente pela menor fabricação de gás natural e minérios de cobre em bruto. Outros resultados negativos no indicador foram observados em Derivados de petróleo (-1,0%), Celulose, papel e produtos de papel (-3,5%) e Produtos de minerais não metálicos (-4,1%). No acumulado de janeiro a julho de 2024, em comparação com igual período do ano anterior, a indústria baiana acumulou acréscimo de 2,4%, com oito das 11 atividades pesquisadas assinalando crescimento da produção. O setor de Derivados de petróleo (3,5%) registrou a maior contribuição positiva, graças ao aumento na produção de óleo diesel, querosene de aviação e gasolina. Outros segmentos que registraram crescimento foram: Produtos de borracha e de material plástico (9,4%), Produtos químicos (3,0%), Celulose, papel e produtos de papel (5,7%), Indústrias extrativas (7,4%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (22,3%), Produtos alimentícios (2,1%) e Bebidas (7,8%). Por sua vez, o segmento de Metalurgia (-18,7%) exerceu a principal influência negativa no período, explicada especialmente pela menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre. Outros resultados negativos no indicador foram observados em Produtos de minerais não metálicos (-9,0%) e Couro, artigos para viagem e calçados (-3,8%). No indicador acumulado dos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a produção industrial baiana acumulou taxa de 1,6%. Seis segmentos da indústria geral influenciaram o resultado, com destaque para Derivados de petróleo (5,1%) com a maior contribuição positiva no indicador. Outros segmentos que registraram avanço foram: Produtos alimentícios (5,6%), Produtos de borracha e material plástico (5,5%), Bebidas (5,6%), Celulose, papel e produtos de papel (1,6%) e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,9%). Em contrapartida, os resultados negativos no indicador foram observados em Metalurgia (-14,8%), Produtos químicos (-2,7%), Produtos de minerais não metálicos (-10,7%), Indústria extrativa (-0,6%) e Couro, artigos para viagem e calçados (-2,0%).

Bahia
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Estimativa de agosto prevê queda de 6,8% na safra de grãos da Bahia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em agosto o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), que mostra uma previsão de queda para a safra de grãos da Bahia em 2024. Segundo a oitava estimativa do ano, a produção deve alcançar 11.325.740 toneladas, o que representa uma redução de 6,8% (ou 822.318 toneladas) em relação ao recorde de 2023, que foi de 12.148.058 toneladas. No entanto, comparado à estimativa de julho, houve uma leve revisão positiva de 0,1%, ou 15.006 toneladas. O milho será o produto mais afetado, com a maior queda na produção. A safra da primeira etapa do milho deverá ser de 1.551.090 toneladas, uma redução de 34,0% em relação ao ano anterior. A segunda safra de milho também será menor, com uma previsão de 700.000 toneladas, o que representa uma diminuição de 6,1% em comparação com 2023. A soja, que constitui cerca de dois terços (66,5%) da safra de grãos do estado, também enfrentará uma queda. A estimativa para 2024 é de 7.532.100 toneladas, uma redução de 0,4% em relação ao total colhido em 2023. A diminuição na produção de soja é atribuída principalmente à queda no rendimento médio, que deverá passar de 3.972 para 3.707 kg/hectare, uma redução de 6,7%. Entre julho e agosto, a única revisão positiva na previsão da safra baiana foi para o algodão herbáceo, cuja produção está estimada em 1.779.825 toneladas, um aumento de 1,4% em relação à previsão anterior. Esse ajuste é devido ao crescimento de 1,3% na área colhida, que passou de 375.000 para 380.000 hectares. Com isso, a produção de algodão na Bahia deverá ser 2,2% maior do que a de 2023. A Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, representando 20,7% da produção nacional. Apesar da queda de 6,8% na produção de grãos em 2024, o estado deve manter a sétima maior safra do país, respondendo por 3,8% do total nacional, ligeiramente abaixo dos 3,9% de 2023. Mato Grosso continua na liderança com 30,8%, seguido por Paraná com 13,0% e Rio Grande do Sul com 11,9%. A queda na produção de grãos da Bahia reflete a tendência nacional, com a safra prevista para 296,4 milhões de toneladas em 2024, uma redução de 6,0% em relação a 2023. Em comparação com a estimativa de julho, houve uma pequena queda de 0,6%, ou 1,6 milhão de toneladas. As informações são do Tribuna da Bahia.

Sudoeste Baiano
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Região Sudoeste vira grande polo mineral da Bahia com magnesita, ferro e vanádio Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A exploração mineral tem crescido bastante na Bahia e a região sudoeste se destaca como um grande polo. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, a professora e geóloga Juliana Matias, que atua no Campus do Ifba em Brumado, detalhou que, na região, diferentes recursos minerais importantes são explorados, a exemplo do ferro, urânio, ametista, magnesita e vanádio. Segundo Matias, as condições geológicas da região favorecem o surgimento desses minerais em rochas sedimentares e a exploração desses recursos é muito importante. A Bahia aparece entre os cinco maiores produtores minerais do país. A professora ressaltou a importância da mineração para o desenvolvimento da sociedade como um todo. “A mineração acaba sendo demonizada pela grande mídia, como uma atividade extremamente prejudicial e nociva, como se nós não fossemos totalmente dependentes da mineração para conseguir sobreviver dentro dos moldes em que a sociedade se dispõe. Utilizamos de coisas básicas que vêm da extração mineral. Precisamos popularizar a mineração como uma atividade de extrema necessidade”, defendeu.

Bahia
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Bahia é o terceiro maior estado em produção mineral do Brasil Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia é o terceiro maior produtor de minerais do Brasil, ficando atrás apenas de Minas Gerais e do Pará. Representando 5% da produção mineral nacional, o estado se sobressai como o principal produtor na região Nordeste do país, desempenhando um papel vital na indústria mineral brasileira, de acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). A diversidade da atividade mineral no estado abrange extração, beneficiamento e transformação de minerais metálicos e não metálicos, além de produtos químicos. Este setor contribui com 13,4% do Valor de Transformação Industrial do estado. A Bahia é responsável pela extração de cerca de 50 substâncias diferentes, incluindo minerais como cromo, salgema, grafita, magnesita, talco, bentonita, quartzo, rochas ornamentais, pedras preciosas e ouro. No campo do beneficiamento e transformação, o estado se destaca pela produção de produtos como catodos, vergalhões e fios de cobre, ouro em barra, ferroligas, concentrado de urânio (yellowcake), óxido de magnésio, dióxido de titânio e pentóxido de vanádio. Além disso, a indústria baiana também se destaca na produção de mármores, granitos, cerâmica vermelha, cimento, artefatos de cimento, pré-moldados de concreto, cal e gesso, assim como fertilizantes e corretivos agrícolas, cloro, soda cáustica e bicarbonato de sódio. No primeiro semestre deste ano, os principais municípios arrecadadores foram Jacobina, Jaguarari, Itagibá, Juazeiro, Andorinha, Barrocas, Santa Luz, Brumado, Sento Sé, Maracás, Curaçá, Caetité, Dias D’ávila e Vera Cruz, com uma arrecadação total de R$ 17.836.937,36.

Brumado
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Grande produção de tomate faz preço do fruto despencar no Sertão Produtivo da Bahia Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A produção de tomates na região de Brumado aumentou bastante e fez o preço do fruto despencar no Sertão Produtivo da Bahia. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o produtor Irenio Meira explicou que a superprodução impactou nas vendas do tomate. “Não tem vendagem pra tudo. Colheu todo mundo junto, é uma mercadoria que não espera, o giro é rápido, o máximo que ela espera na banca é 3 ou 4 dias e acabou causando esse transtorno”, afirmou. Segundo o produtor, que também tem uma quitanda, uma caixa de tomates custava, em média, R$ 100. Hoje, após o transtorno, a caixa do fruto de primeira qualidade está sendo vendida por R$ 10 ou R$ 20. Meira sugeriu que os produtores de tomate da região deveriam se unir para evitar o plantio na mesma época, visto que o homem do campo não tem capital e acaba ficando endividado diante de uma situação como essa. “O prejuízo vai ser grande pra todos, principalmente para o homem do campo”, completou.

Rio de Contas
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Rio de Contas produz primeiro azeite extravirgem do Nordeste Foto: Divulgação

Na cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, o azeite tem conquistado paladares e se destacado no cenário gastronômico como um produto de qualidade rara. Produzido a mais de um mil metros de altitude, o azeite extravirgem produzido no município, o primeiro do Nordeste, é marcado por sabores tropicais e já conquistou prêmio em um concurso internacional de Paris. Com um processo de produção cuidadoso e artesanal, o azeite é extraído de azeitonas selecionadas, cultivadas de forma sustentável em terras férteis e sob condições climáticas que remetem ao mediterrâneo. Segundo o produtor Christophe Chinchilla, o plantio das oliveiras foi realizado em uma fazenda experimental do município há cerca de quinze anos. A primeira colheita aconteceu em 2018, sem a produção de azeite. Três anos mais tarde e depois de algumas adaptações, a nova colheita rendeu uma safra histórica, que inaugurou a Bahia e o Nordeste como terras de produção de azeite de oliva. De acordo com o empresário, apesar do destaque, o olivar ainda se encontra em fase experimental, necessitando de investimento em pesquisa e aprimoramento, visto que ainda não foi possível produzir uma quantidade de azeitonas que fosse sustentável de um ponto de vista econômico.

Caculé
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Agricultoras familiares de Caculé ampliam produção de derivados de mandioca Foto: Silvia Costa/CAR

As agricultoras da Associação Comunitária de Apostema, no município de Caculé, estão dando um passo importante rumo à diversificação de sua produção agrícola. Após a inauguração da Unidade de Beneficiamento de Derivados de Mandioca, essas mulheres empreendedoras participaram de uma Oficina de Processamento de Derivados da Mandioca. A iniciativa visa capacitar e empoderar as agricultoras na gestão e na fabricação de produtos à base de mandioca, agregando valor à produção local e impulsionando a economia da região. As formações estão sendo realizadas em comunidades rurais que possuem agroindústrias similares, visando disseminar o conhecimento, diversificar a produção e fortalecer as comunidades rurais, com a ampliação da geração de renda. Durante a oficina, realizada na própria unidade de produção, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as agricultoras aprenderam novas receitas de bolos, panetones e biscoitos, todos baseados no sistema produtivo da mandioca. Para Vera Lúcia Negraes, uma das participantes da capacitação, a consultoria trouxe valiosos ensinamentos. “Aprendemos também sobre como os derivados da mandioca podem ser comercializados com mais segurança e qualidade”. A agricultora Sueli Silva Cardoso reafirmou a importância da iniciativa. “A comunidade só tem a agradecer. O curso está nos proporcionando aprender a fazer novos produtos e vamos aumentar nossa oferta de produtos”. Atualmente, os biscoitos, bolos e pães fabricados por essas mulheres empreendedoras são vendidos na feira livre local e destinados à alimentação escolar do município. A expectativa é que, com o conhecimento adquirido e o apoio oferecido, a produção e a renda das agricultoras sejam ainda mais ampliadas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da comunidade e para o fortalecimento da economia local.

Brasil
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Brasil tem recorde de produção de petróleo e gás em setembro Foto: Geraldo Falcão/Petrobras

O Brasil atingiu recorde na produção de óleo e gás no mês de setembro, com a extração de 4,666 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O recorde anterior tinha sido em julho deste ano, com 4,482 milhões de barris diários. Os dados fazem parte do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em relação ao petróleo, a produção foi de 3,672 milhões de barris por dia, com aumento de 6,1% na comparação com o mês anterior e de 16,7% em relação a setembro de 2022. A maior produção registrada anteriormente tinha sido em julho de 2023, com 3,513 milhões diários. A produção de gás natural em setembro foi de 157,99 milhões de metros cúbicos por dia, um acréscimo de 6,9% em relação ao mês anterior e de 10,4% na comparação com setembro do ano passado. O recorde anterior tinha sido em julho de 2023, com 154,076 milhões.

Bahia
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Bahia é responsável por 64% do guaraná produzido no Brasil Foto: Divulgação

A Bahia, um dos pilares do setor agrícola brasileiro, mantém-se firme como líder na produção de guaraná. O estado registrou, em 2022, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 64% de todo o guaraná colhido no Brasil, com uma safra que alcançou a marca de 1.555 toneladas. O dado demonstra a expertise do Estado com relação a essa cultura, tendo os municípios de Taperoá e Ituberá, no baixo sul, como os principais produtores, abastecendo tanto o mercado interno, quanto o internacional. O guaraná produzido na Bahia é comercializado em pó ou em grãos. É reconhecido pela sua qualidade, atendendo aos padrões de mercados exigentes, como Alemanha, Itália, França e Estados Unidos. Essa cultura joga papel importante na geração de renda para pequenos e médios produtores instalados na região do baixo sul baiano. Conforme a pesquisa de preços realizada pela Conab, o valor médio pago ao produtor de guaraná tipo 1 na Bahia, em agosto, situou-se em R$ 50,00/kg, apresentando aumento de 25% na comparação com o mês anterior e de 40,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Já para o tipo 2, o quilo estava cotado em R$ 45,00/kg em agosto. Na Bahia, o período de colheita ocorre de outubro a abril e a comercialização de novembro a abril. A expectativa da Conab é por uma demanda firme e com preços pagos ao produtor em alta nos próximos meses, puxados pela entressafra e o início lento da colheita.

Bahia
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Produção de algodão da Bahia deve superar em 15% a safra anterior Foto: Fernando Vivas/GOVBA

A produção de algodão em pluma da Bahia deve alcançar 598 mil toneladas na safra 2022/2023, 15% a mais que a safra anterior. A área dedicada à cultura aumentou quase cinco mil hectares no período. A produtividade, que relaciona as toneladas colhidas por hectare, teve aumento de 13%. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de estudos do Banco do Nordeste. Maior exportador da região tanto em valor como em volume, a Bahia responde por quase 70% de participação nas exportações do produto. No acumulado de janeiro a junho de 2023, as exportações baianas alcançaram 53,4 mil toneladas de algodão em pluma e o montante de 99,2 milhões de dólares. Bahia, Maranhão e Piauí são os principais produtores e exportadores de algodão do Nordeste e a Bahia é o segundo maior produtor nacional, atrás apenas do Mato Grosso. O Brasil é o quarto produtor e segundo exportador mundial, com previsão de recorde de produção do algodão em pluma em mais de três milhões de toneladas, aumento de 18,7% em relação à safra 2021/2022 e 58,1 mil hectares em área, acréscimo de 3,6%.

Brumado
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Brumado: Pragas da mosca minadora e tripés comprometem produção de hortaliças Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Além da seca, as pragas da mosca minadora e tripés têm sido um problema para a agricultura em Brumado. Proprietário de uma fazenda de hidroponia, Ronaldo Leite explicou ao site Achei Sudoeste que a mosca minadora cava uma espécie de mina nas hortaliças, destruindo as plantações. Já a praga tripés é um vírus que entra na planta e amarela parte das folhas. Segundo o produtor, embora seja uma época boa para produção, o solo que não foi bem preparado contribui para o aparecimento e proliferação das pragas. 

Brumado: Pragas da mosca minadora e tripés comprometem produção de hortaliças Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Com a finalidade de economizar na aquisição de insumos, Leite relatou que os produtores acabam utilizando apenas esterco no plantio e não preparando o solo adequadamente. “Temos que combater essas pragas no início, quando a muda ainda está novinha. Temos que usar os inseticidas de forma preventiva”, orientou.

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