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Bahia
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Fim da escala 6x1 beneficiaria mais de 596,5 mil trabalhadores na Bahia Foto: Diego Campos/PR

A Bahia teria 596.501 trabalhadores diretamente beneficiados com o fim da escala 6x1 no Brasil. O número corresponde ao total de pessoas no estado que hoje atuam nesse modelo de jornada e que, com a mudança, passariam a trabalhar em escala 5x2.

 Os dados levantados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que a Bahia possui hoje 1.237.883 trabalhadores já inseridos na escala 5x2, o equivalente a 67,48% do total identificado. Isso significa que 32,52% estão atualmente submetidos à escala com apenas um dia de descanso semanal.

O fim da 6x1 é pauta prioritária para o Governo do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no dia 13 de abril, mensagem presidencial formalizando o envio ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, de projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. O objetivo é garantir mais tempo para a família, o lazer, a cultura e o descanso, com reflexos positivos também na produtividade.

 “Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos”, afirmou o presidente Lula, em pronunciamento no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

Riacho de Santana
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Com escolas sucateadas e corte salarial, professores de Riacho de Santana param em junho Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Os professores da rede municipal de ensino de Riacho de Santana aprovaram uma paralisação das atividades para o próximo dia 3 de junho. A decisão foi tomada em assembleia liderada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserp), motivada por uma série de denúncias que envolvem o descumprimento do Piso Salarial Nacional, o desrespeito ao plano de carreira da categoria e o severo sucateamento das instituições de ensino da região.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o presidente do Sinserp, Reginaldo Alves, manifestou profunda indignação com o cenário local. Segundo o líder sindical, Riacho de Santana se tornou uma triste exceção na região ao ignorar a legislação federal que assegura o piso dos docentes. “Nós temos a lei federal do Piso Nacional, e essa lei está sendo desrespeitada aqui no nosso município. Eu não conheço na região nossa hoje nenhum município que desrespeite o Piso Nacional, a não ser Riacho de Santana. Eu me envergonho de dizer que eu moro num município que não respeita o Piso Nacional do professor”, lamentou.

O desrespeito aos direitos da categoria se arrasta desde 2023, quando, em meio a negociações por reajuste, a gestão municipal aplicou um corte permanente de 15% nos salários, gerando forte impacto financeiro no orçamento das famílias e na economia do comércio local. “Imagine aí, 15% a menos no salário dos nossos professores. 15% também na vida de uma família inteira, no comércio local. Isso foi um prejuízo imenso aqui para Riacho de Santana. A gente teve um prejuízo imenso na qualidade de vida. Isso afetou demais o nosso professor”, pontuou Alves.

A transição política recente não trouxe alento aos trabalhadores. O atual prefeito, João Vitor Martins Laranjeira, que assumiu o cargo após exercer a função de vice-prefeito na administração passada — somando quase três anos no comando do Executivo —, tem evitado o diálogo direto. O presidente do sindicato revelou que a diretoria da entidade nunca foi recebida pelo chefe do município. “Já solicitei via ofício várias reuniões com ele, mas infelizmente ainda não tive a oportunidade de reunir com ele. Já reuni com representantes, mas o prefeito mesmo, o gestor, nunca tive a oportunidade. Isso dificulta muito, porque quando é representante, às vezes não tem condições de resolver, de decidir”, explicou.

A crise na educação do município, contudo, ultrapassa a barreira salarial e atinge a infraestrutura física das salas de aula. O presidente do sindicato classificou a situação como “decadente” e “falida”, relatando o abandono das instituições. “A nossa educação está falida aqui, e quando eu falo falida, eu não estou exagerando não. São as instituições que faltam tudo, que a estrutura está um caos, tem escola sem janela, tem escola que não tem cadeira para o aluno sentar. Fora materiais, temos transporte escolar que é problema constante”, denunciou.

Além disso, Alves destacou distorções no plano de carreira e abusos com outras funções, como o caso dos cuidadores escolares que cumprem jornada diária recebendo valores abaixo do salário mínimo. “Como é que um professor mestre, um professor que tem doutorado, um professor que tem pós-doutorado, ele não recebe nada por isso? O nosso plano de carreira não valoriza quem estuda. E aqui nós temos os cuidadores. Aqui um cuidador está recebendo meio salário para ir todos os dias na escola. Agora imagina aí, R$ 800 para poder fazer tudo isso, esses servidores têm uma carga horária a cumprir diariamente”, disparou. 

Diante do que classifica como uma postura autoritária da gestão e da omissão do Poder Legislativo local em fiscalizar as irregularidades, o sindicato informou que já acionou a Justiça. “Parece que a gente está vivendo em um município em que estamos na época do império ainda. Nós infelizmente temos um legislativo que não defende o respeito dessas leis. O sindicato está com diversas ações, além de mobilização, a gente tem uma ação na justiça, e a gente tem cobrado da justiça celeridade, porque o processo da justiça é muito lento”, concluiu o sindicalista, reforçando que a categoria promete intensificar os protestos nas ruas a partir de junho.

Guanambi
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Médicos convocam assembleia para fundação de novo sindicato na região de Guanambi Foto: Reprodução/Freepik

A categoria médica da região centro-sul da Bahia se prepara para um marco importante em sua organização representativa. A Comissão Pró-Fundação do Sindicato dos Médicos do Centro-Sul da Bahia (SINDIMECS - BA) oficializou a convocação de todos os profissionais que atuam na base territorial da região para a Assembleia Geral de Fundação da entidade. O encontro está marcado para o próximo domingo, dia 26 de abril de 2026, e ocorrerá no auditório do Hotel das Três Torres, localizado na Avenida Governador Nilo Coelho, em Guanambi.

O evento terá início com a primeira convocação às 15h30, seguida de uma segunda e última chamada às 16h. A pauta do dia é decisiva para o futuro da representação da classe na região e inclui três pontos centrais: a criação formal do SINDIMECS - BA, a discussão e aprovação do Estatuto Social que regerá a entidade e, por fim, a eleição e posse da Diretoria Executiva, do Conselho Fiscal e dos Delegados Representantes junto à federação para o mandato correspondente ao quadriênio 2026/2030.

De acordo com o edital assinado pelo médico Abdoulaye Coulibaly, presidente da comissão organizadora, a participação é aberta a todos os médicos que exercem atividades na área de abrangência do novo sindicato. Para garantir a legitimidade do pleito e a segurança jurídica da fundação, será obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto no momento do credenciamento, comprovando o pertencimento à categoria médica. A iniciativa visa fortalecer a mobilização dos profissionais locais em torno de pautas trabalhistas e de valorização da medicina no interior baiano.

Bahia
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Servidores da Ufba vão entrar em greve Foto: Divulgação

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) aprovaram, em assembleia geral realizada na última quinta-feira (26), a retomada da greve a partir da próxima quinta-feira (5). A decisão foi comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal da Bahia (Assufba).

A decisão segue a mobilização nacional da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), que cobra o cumprimento integral do Termo de Acordo de Greve nº 11/2024.

A categoria aprovou a deflagração da greve por maioria em votação. Foram registrados um voto contrário e duas abstenções. Também foi aprovado um calendário de atividades a fim de intensificar a organização da paralisação.

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