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Sudoeste Baiano
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Bancários cobram respeito diante da insensibilidade dos bancos nas negociações salariais Foto: Divulgação

Após negociações sem respostas plausíveis para a categoria, os bancários paralisaram as suas atividades nesta quinta-feira (20), em toda região sudoeste da Bahia.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Sara Sodré, secretária geral do Sindicato dos Bancários do Sudoeste da Bahia em Vitória da Conquista, informou que a paralisação serve como protesto diante da ameaça dos bancos em retirar direitos da categoria e reduzir valores de tickets. “Não houve avanço”, afirmou.

Além disso, ao saber que os bancários estão se organizando para paralisar as atividades, os bancos suspenderam a mesa de negociação marcada de terça-feira (18). Eles irão avaliar o movimento e, segundo Sodré, já sinalizaram no sentido de apresentar uma nova proposta na próxima semana.

Segundo a secretária, a categoria quer apenas discutir com transparência e ter as suas reivindicações garantidas. “As nossas reivindicações não são apenas econômicas. A gente briga por mais contratações, por melhores condições de trabalho, para que os bancos não fechem agências em cidades menores. Nossas reivindicações são justas. Pedimos empatia”, relatou.

Questionada sobre a possibilidade de greve, ela respondeu que essa paralisação consiste em um momento de avaliação, sem indicativo de greve. Esta será considerada na hipótese de os bancos não avançarem no diálogo e nas tratativas com a categoria.

Até o dia de hoje, Sodré considera que os bancos têm conduzido as discussões com os bancários de maneira desrespeitosa. “Da maneira como vem acontecendo é desrespeitoso. A gente vem apresentando as nossas demandas e os bancos estão de braços cruzados. A última reposta foi no sentido de reduzir ticket. Uma empresa tão lucrativa falar em diminuir vale alimentação do seu trabalhador é uma afronta”, disparou.

Sudoeste Baiano
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Bancários da região sudoeste aderem à paralisação nacional e exigem propostas plausíveis Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (20), os bancários de Vitória da Conquista, Brumado, Itapetinga, Poções, Barra da Estiva, Livramento de Nossa Senhora, Paramirim, Tanhaçu, Barra do Choça, entre outras cidades da região, aderiram à paralisação nacional da categoria.

O ato público, que suspendeu a abertura das agências, teve o objetivo de pressionar as instituições financeiras a apresentarem respostas plausíveis às reivindicações dos trabalhadores. Os bancários estão em campanha salarial desde 24 de junho e já ocorreram oito rodadas de negociações sem nenhum avanço.

Em 2025, o setor bancário lucrou R$ 171 bilhões. Apesar do resultado expressivo, os bancos seguem precarizando as condições de trabalho, demitindo e fechando agências. Entre as principais reivindicações estão a melhoria do atendimento para a população, o fim das demissões e do fechamento de agências, a valorização do trabalho bancário e da PLR, garantia dos direitos adquiridos, plano de saúde digno e aumento real nos salários e demais verbas.

Nos últimos 10 anos, o setor bancário fechou 88 mil postos de trabalho e 9,5 mil agências em todo o país. O resultado desse processo é o agravamento da exploração da categoria, que sofre com uma pressão constante pelo cumprimento de metas, sobrecarga de tarefas e os maiores índices de trabalhadores afastados por adoecimento físico e mental.

Paulo Barrocas, presidente do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, destacou que a categoria seguirá mobilizada e aberta ao diálogo. “É fundamental que as instituições apresentem propostas que deem condições dignas de trabalho, que respeitem os empregados e clientes, e que reconheçam a importância e a contribuição dos bancários para os resultados bilionários do setor”, afirmou.

Bahia
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Bancários cruzam os braços nesta quinta-feira (20) reivindicando reajuste salarial Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesta quinta-feira (19), os bancários irão paralisar as suas atividades na região sudoeste da Bahia. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Sara Sodré, secretária geral do Sindicato dos Bancários do Sudoeste da Bahia em Vitória da Conquista, informou que os trabalhadores reivindicam um reajuste salarial. “Os bancários já vêm há 8 rodadas de negociações tentando uma tratativa com os bancos. O nosso último acordo foi bianual, então este ano, ao final de agosto, estamos vencendo o nosso acordo coletivo. É um momento sério e importante para toda a categoria”, afirmou.

Após oito mesas de negociações tensas e cansativas, Sodré disse que, só na semana passada, a primeira devolutiva dos bancos foi no sentido de propor reajustes diferenciados. “Foram respostas desrespeitosas com quem veste a camisa da empresa o ano inteiro, quem produz e entrega todos os resultados a custo de muito adoecimento”, completou.

Nas plenárias realizadas ao longo de todo ano, no país inteiro, pode-se constatar que 97% da categoria está insatisfeita com o que foi apresentado e, por isso, a mobilização foi organizada como protesto. Sodré destacou que, apesar das dificuldades em suspender os serviços em diversas agências e cidades, os bancários estão engajados e entendem a importância desse tipo de paralisação para demonstrar a insatisfação da categoria quanto a várias questões.

No geral, os bancos pagam os trabalhadores com receitas provenientes de tarifas, não restando para a categoria nenhum retorno quanto aos lucros. Sendo um segmento altamente lucrativo, a secretária apontou que não há motivos para não discutir com clareza as reivindicações da categoria. “Existe um descaso muito grande. Os bancos deviam pensar no bem-estar do trabalhador, da população e dos seus correntistas com toda essa lucratividade”, declarou.

Brumado
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Prefeito de Brumado anuncia reajuste salarial de 9% para servidores públicos Foto: Reprodução/Instagram

O prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes, anunciou, nesta sexta-feira (07), a concessão de um reajuste salarial de 9% para os servidores públicos municipais. O percentual foi definido após rodadas de negociação entre a gestão municipal e a representação sindical do funcionalismo local, superando o dobro da taxa de inflação registrada no último ano.

O anúncio foi publicado nas redes sociais do gestor, acompanhado por um vídeo gravado ao lado do presidente do sindicato da categoria, Jerry Adriano, do procurador-geral do município, Cláuber Lobo, e do secretário de Finanças, Guilherme Henrique. No comunicado, Abrantes destacou a importância da mesa de diálogo e lembrou que o reajuste anterior concedido à categoria havia sido de 5%.

Durante o pronunciamento, o prefeito ressaltou que a medida busca reconhecer o trabalho dos funcionários envolvidos no atendimento à população e na prestação dos serviços públicos da cidade. O líder sindical também se manifestou favoravelmente ao acordo, classificando o índice alcançado como uma conquista importante para a categoria e sinalizando a continuidade de pautas conjuntas em prol dos trabalhadores municipais.

Riacho de Santana
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Riacho de Santana: Conselheiro aponta equívocos do TCM sobre desvios de recursos do Fundeb Foto: Divulgação/TCM-BA

Analisando as contas da prefeitura, Reginaldo Alves, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Riacho de Santana e conselheiro do Fundeb no município percebeu indícios de irregularidades e encaminhou o caso para apuração do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Na última quinta-feira (28), o tribunal rejeitou a denúncia.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, ele ressaltou que esse é o trabalho do conselheiro, feito de forma voluntária para colaborar com o bom uso dos recursos públicos. Segundo ele, ele foi pego de surpresa com a exposição do TCM acerca do caso. “Fiquei surpreso com a publicação do TCM, de dizer que o conselheiro denunciou a servidora que era presidente do CACS - Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb como uma pessoa que desviou recursos do fundo”, relatou.

Alves rebateu a alegação justificando que a referida servidora nem teria sequer essa acessibilidade, a qual caberia ao gestor ou a secretária de educação, e que a nota do TCM distorceu a realidade. “Foi algo totalmente distorcido da realidade. A gente encaminhou sim fatos ao TCM para que o órgão julgasse, mas dizer algo que não está na denúncia já me sinto ofendido com tal decisão”, argumentou.

O conselheiro esclareceu ainda que, em nenhum momento, citou nominalmente alguém na denúncia encaminhada ao TCM. “Não fiz isso, não citei ela (presidente do CACS Fundeb) como a pessoa que desviou recursos”, reforçou.   

Bahia
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Fim da escala 6x1 beneficiaria mais de 596,5 mil trabalhadores na Bahia Foto: Diego Campos/PR

A Bahia teria 596.501 trabalhadores diretamente beneficiados com o fim da escala 6x1 no Brasil. O número corresponde ao total de pessoas no estado que hoje atuam nesse modelo de jornada e que, com a mudança, passariam a trabalhar em escala 5x2.

 Os dados levantados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que a Bahia possui hoje 1.237.883 trabalhadores já inseridos na escala 5x2, o equivalente a 67,48% do total identificado. Isso significa que 32,52% estão atualmente submetidos à escala com apenas um dia de descanso semanal.

O fim da 6x1 é pauta prioritária para o Governo do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no dia 13 de abril, mensagem presidencial formalizando o envio ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, de projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. O objetivo é garantir mais tempo para a família, o lazer, a cultura e o descanso, com reflexos positivos também na produtividade.

 “Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos”, afirmou o presidente Lula, em pronunciamento no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

Riacho de Santana
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Com escolas sucateadas e corte salarial, professores de Riacho de Santana param em junho Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Os professores da rede municipal de ensino de Riacho de Santana aprovaram uma paralisação das atividades para o próximo dia 3 de junho. A decisão foi tomada em assembleia liderada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserp), motivada por uma série de denúncias que envolvem o descumprimento do Piso Salarial Nacional, o desrespeito ao plano de carreira da categoria e o severo sucateamento das instituições de ensino da região.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o presidente do Sinserp, Reginaldo Alves, manifestou profunda indignação com o cenário local. Segundo o líder sindical, Riacho de Santana se tornou uma triste exceção na região ao ignorar a legislação federal que assegura o piso dos docentes. “Nós temos a lei federal do Piso Nacional, e essa lei está sendo desrespeitada aqui no nosso município. Eu não conheço na região nossa hoje nenhum município que desrespeite o Piso Nacional, a não ser Riacho de Santana. Eu me envergonho de dizer que eu moro num município que não respeita o Piso Nacional do professor”, lamentou.

O desrespeito aos direitos da categoria se arrasta desde 2023, quando, em meio a negociações por reajuste, a gestão municipal aplicou um corte permanente de 15% nos salários, gerando forte impacto financeiro no orçamento das famílias e na economia do comércio local. “Imagine aí, 15% a menos no salário dos nossos professores. 15% também na vida de uma família inteira, no comércio local. Isso foi um prejuízo imenso aqui para Riacho de Santana. A gente teve um prejuízo imenso na qualidade de vida. Isso afetou demais o nosso professor”, pontuou Alves.

A transição política recente não trouxe alento aos trabalhadores. O atual prefeito, João Vitor Martins Laranjeira, que assumiu o cargo após exercer a função de vice-prefeito na administração passada — somando quase três anos no comando do Executivo —, tem evitado o diálogo direto. O presidente do sindicato revelou que a diretoria da entidade nunca foi recebida pelo chefe do município. “Já solicitei via ofício várias reuniões com ele, mas infelizmente ainda não tive a oportunidade de reunir com ele. Já reuni com representantes, mas o prefeito mesmo, o gestor, nunca tive a oportunidade. Isso dificulta muito, porque quando é representante, às vezes não tem condições de resolver, de decidir”, explicou.

A crise na educação do município, contudo, ultrapassa a barreira salarial e atinge a infraestrutura física das salas de aula. O presidente do sindicato classificou a situação como “decadente” e “falida”, relatando o abandono das instituições. “A nossa educação está falida aqui, e quando eu falo falida, eu não estou exagerando não. São as instituições que faltam tudo, que a estrutura está um caos, tem escola sem janela, tem escola que não tem cadeira para o aluno sentar. Fora materiais, temos transporte escolar que é problema constante”, denunciou.

Além disso, Alves destacou distorções no plano de carreira e abusos com outras funções, como o caso dos cuidadores escolares que cumprem jornada diária recebendo valores abaixo do salário mínimo. “Como é que um professor mestre, um professor que tem doutorado, um professor que tem pós-doutorado, ele não recebe nada por isso? O nosso plano de carreira não valoriza quem estuda. E aqui nós temos os cuidadores. Aqui um cuidador está recebendo meio salário para ir todos os dias na escola. Agora imagina aí, R$ 800 para poder fazer tudo isso, esses servidores têm uma carga horária a cumprir diariamente”, disparou. 

Diante do que classifica como uma postura autoritária da gestão e da omissão do Poder Legislativo local em fiscalizar as irregularidades, o sindicato informou que já acionou a Justiça. “Parece que a gente está vivendo em um município em que estamos na época do império ainda. Nós infelizmente temos um legislativo que não defende o respeito dessas leis. O sindicato está com diversas ações, além de mobilização, a gente tem uma ação na justiça, e a gente tem cobrado da justiça celeridade, porque o processo da justiça é muito lento”, concluiu o sindicalista, reforçando que a categoria promete intensificar os protestos nas ruas a partir de junho.

Guanambi
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Médicos convocam assembleia para fundação de novo sindicato na região de Guanambi Foto: Reprodução/Freepik

A categoria médica da região centro-sul da Bahia se prepara para um marco importante em sua organização representativa. A Comissão Pró-Fundação do Sindicato dos Médicos do Centro-Sul da Bahia (SINDIMECS - BA) oficializou a convocação de todos os profissionais que atuam na base territorial da região para a Assembleia Geral de Fundação da entidade. O encontro está marcado para o próximo domingo, dia 26 de abril de 2026, e ocorrerá no auditório do Hotel das Três Torres, localizado na Avenida Governador Nilo Coelho, em Guanambi.

O evento terá início com a primeira convocação às 15h30, seguida de uma segunda e última chamada às 16h. A pauta do dia é decisiva para o futuro da representação da classe na região e inclui três pontos centrais: a criação formal do SINDIMECS - BA, a discussão e aprovação do Estatuto Social que regerá a entidade e, por fim, a eleição e posse da Diretoria Executiva, do Conselho Fiscal e dos Delegados Representantes junto à federação para o mandato correspondente ao quadriênio 2026/2030.

De acordo com o edital assinado pelo médico Abdoulaye Coulibaly, presidente da comissão organizadora, a participação é aberta a todos os médicos que exercem atividades na área de abrangência do novo sindicato. Para garantir a legitimidade do pleito e a segurança jurídica da fundação, será obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto no momento do credenciamento, comprovando o pertencimento à categoria médica. A iniciativa visa fortalecer a mobilização dos profissionais locais em torno de pautas trabalhistas e de valorização da medicina no interior baiano.

Bahia
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Servidores da Ufba vão entrar em greve Foto: Divulgação

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Bahia (Ufba) aprovaram, em assembleia geral realizada na última quinta-feira (26), a retomada da greve a partir da próxima quinta-feira (5). A decisão foi comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal da Bahia (Assufba).

A decisão segue a mobilização nacional da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), que cobra o cumprimento integral do Termo de Acordo de Greve nº 11/2024.

A categoria aprovou a deflagração da greve por maioria em votação. Foram registrados um voto contrário e duas abstenções. Também foi aprovado um calendário de atividades a fim de intensificar a organização da paralisação.

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