Brumado

Relatório da Operação Griffo aponta dado preocupante de receptação nos distritos de Brumado

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Relatório da Operação Griffo aponta dado preocupante de receptação nos distritos de Brumado Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias

O Major Jocevã Oliveira, comandante da 34ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), reuniu a imprensa na manhã da última terça-feira (20) para apresentar o relatório final da Operação Griffo, que contou com o apoio da Rondesp, Cipe/Sudoeste, do Tático Ostensivo Rodovário (TOR), da 2ª CIPRV e do Esquadrão de Motocicletas Falcão. O relatório da polícia trouxe um dado que chamou a atenção das autoridades, principalmente no que se refere à questão da segurança nas comunidades rurais do município. Segundo o relatório, das 72 motocicletas apreendidas, 20 foram recolhidas só no distrito de Itaquaraí - destas, 10 apresentavam restrição de roubo. O Major apontou que a apreensão no distrito só não foi maior por falta de espaço na carroceria do caminhão utilizado para recolhimento dos veículos. A maior preocupação do comandante é com a postura dos moradores da comunidade, que preferiram se omitir ao serem indagados sobre os proprietários das motos. 

Relatório da Operação Griffo aponta dado preocupante de receptação nos distritos de Brumado Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias

“Quando as guarnições chegaram ao local, as motos logo foram abandonadas nas vias públicas e os populares se negaram a informar quem eram os proprietários, o que aponta que a um índice elevado de receptação de produtos roubados na região e com a conivência da comunidade, que parece temer denunciar”, disse o comandante. Ele ainda informou que há suspeitas de que as motocicletas com restrições de roubo podem ter sido utilizadas em outras práticas criminosas na região. Além disso, de acordo com apurações do núcleo de inteligência da polícia militar e investigações da polícia civil, há uma espécie de troca de motos e outras mercadorias roubadas entre os bandidos de Brumado e os bandidos de outros municípios a fim de dificultar o trabalho da polícia. “Nosso lamento é que temos uma sociedade que cobra maior eficiência da polícia em prover a segurança, mas, no entanto, se alia ao marginal adquirindo mercadorias no mercado negro achando que está em vantagem por pagar mais barato pelo material roubado, quando na verdade está abastecendo as facções criminosas ramificadas por aqui”, pontuou o Major.

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