Tag

#EconomiaBrasileira

9 notícia(s) encontrada(s)
Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Contas do governo Lula caminham para registrar maior rombo em mais de 20 anos Foto: Cristiano Mariz/Agência o Globo

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode terminar com o maior déficit nominal das contas públicas em mais de duas décadas, segundo cálculos de economistas ouvidos pelo jornal O Globo. O indicador, que considera a diferença entre receitas e despesas do governo incluindo o pagamento de juros da dívida pública, deve alcançar 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim dos quatro anos de mandato.

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), o déficit nominal acumulado em 12 meses até junho chegou a 9,99% do PIB. O resultado, segundo análise do economista-chefe da Tullett Prebon Brasil, Fernando Montero, supera os níveis registrados durante o governo Jair Bolsonaro e também os do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

Os números também mostram avanço da dívida bruta do setor público. Em maio, ela correspondia a R$ 10,6 trilhões, ou 81,1% do PIB. Em junho, subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB. A projeção da Instituição Fiscal Independente (IFI) é de que a dívida encerre o ano em 82,5% do PIB.

Na avaliação de Montero, o principal problema não é o tamanho da dívida, mas o ritmo de crescimento das despesas públicas.

“O problema está mais no fluxo do que no estoque. É querer encaixar um gasto de 110% num PIB de 100%. É querer ter cinco quartos de uma pizza”, afirmou ao O Globo.

Segundo o economista, os gastos públicos cresceram 12,3% acima da inflação no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O diretor-presidente da IFI, Marcus Pestana, também atribui a deterioração fiscal à combinação entre baixo crescimento econômico, juros elevados e sucessivos déficits primários. Pelas projeções da instituição, a dívida pública poderá atingir 100% do PIB em 2032 e chegar a 115% em 2036 caso não haja mudanças na trajetória fiscal.

Já o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, avalia que um déficit próximo de 10% do PIB é elevado até para os padrões históricos brasileiros. Ele ressalta, porém, que houve antecipação de pagamentos de precatórios neste ano, fator que contribuiu para inflar temporariamente o indicador.

Mesmo assim, Salto projeta que o déficit nominal deve fechar 2026 em torno de 9% do PIB, refletindo principalmente o elevado custo dos juros e a percepção de risco fiscal pelo mercado.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre deste ano, registrando o menor nível de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados nesta quinta-feira (30), mostram uma trajetória consistente de queda no mercado de trabalho nacional, superando os 6,1% registrados no primeiro trimestre deste ano e os 5,8% apurados no mesmo período de 2025.

O recuo no desemprego é impulsionado pelo aumento direto na criação de postos de trabalho. Entre abril e junho, o país alcançou a marca de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, o que representa um acréscimo de 1,081 milhão de trabalhadores em relação ao trimestre anterior. Na outra ponta, o contingente de desocupados caiu para 5,9 milhões de pessoas — um encolhimento de 10%, o equivalente a 718 mil pessoas a menos na fila por uma vaga de trabalho.

O avanço da ocupação no período foi puxado principalmente por dois setores da economia. O segmento de transporte, armazenagem e correio registrou alta de 3,9%, incorporando mais 235 mil pessoas ao mercado. Já o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais cresceu 2,6%, o que representou o maior volume absoluto de novos postos, com 489 mil contratações a mais.

No retrato da qualidade do emprego, a Pnad Contínua apontou que o país fechou o trimestre com 39,4 milhões de trabalhadores contratados com carteira assinada no setor privado, enquanto 13,6 milhões atuavam sem registro formal. Com isso, a taxa de informalidade — que mede a proporção de trabalhadores informais no total da população ocupada — fixou-se em 37,4% no período.

Em relação aos ganhos da população, o rendimento médio real do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738 no segundo trimestre. O valor é o maior já registrado para o período de abril a junho em toda a série histórica, embora tenha apresentado uma leve retração frente aos R$ 3.765 observados nos três primeiros meses do ano.

Esportes
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
O Brasil está a ponto de guardar Bitcoin nas reservas nacionais: entenda o que isso significa

Pedro Giocondo Guerra, chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin, disse em março do ano passado, algo que poucos esperavam ouvir de um representante do governo Lula: que uma reserva estratégica de Bitcoin "é de interesse público e será determinante para a nossa prosperidade econômica." A frase não passou despercebida. O debate saiu das comunidades cripto e entrou nos corredores da Câmara dos Deputados, do Banco Central e do Ministério da Fazenda. E tem impacto direto em quem investe: se o Brasil passar a comprar Bitcoin como ativo de Estado, a pressão de compra no mercado poderia ser expressiva, e os efeitos sentir-se-iam no btc real em tempo real.

O projeto que está no Congresso

O PL 4.501/2024, de autoria do deputado Eros Biondini (PL-MG) e com relatoria do deputado Luiz Gastão (PSD/CE) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, propõe a criação da Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins, batizada de RESBit. A ideia central: autorizar o Tesouro Nacional a comprar Bitcoin de forma gradual e planejada, com um teto de 5% das reservas internacionais do país.

Para ter uma noção da escala, o Brasil detinha o equivalente a US$ 361 bilhões em reservas internacionais em 2024. Cinco por cento disso representa cerca de US$ 18 bilhões em Bitcoin potencial. A custódia ficaria com o Banco Central, em cold wallets desconectadas da internet, auditadas pelo Tribunal de Contas da União. O texto proíbe vendas por um prazo mínimo de cinco anos, salvo aprovação do Congresso em situação de calamidade.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico já aprovou a convocação do Banco Central e do Ministério da Fazenda para debater o projeto, com participação de representantes do setor público e privado. O parecer do relator pode ser votado ainda antes do recesso de julho de 2026, com o texto seguindo depois para o Senado.

Por que o governo está levando isso a sério

O argumento central do projeto não é especulativo. É geopolítico. Em 2022, após a invasão da Ucrânia, os países ocidentais congelaram as reservas internacionais da Rússia em dólares e euros, um movimento que chamou a atenção de governos em todo o mundo sobre os riscos de manter reservas em ativos que podem ser bloqueados por decisões políticas de terceiros.

O Bitcoin não pode ser confiscado por um governo estrangeiro. Não há autoridade central que possa bloquear uma carteira. Para países que querem diversificar as suas reservas para além do dólar e do euro, esse argumento tem peso.

Os Estados Unidos deram o exemplo em março de 2025, quando o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva criando a Strategic Bitcoin Reserve americana, com mais de US$ 17 bilhões em BTC apreendidos, proibindo vendas futuras. O movimento americano foi amplamente citado nos debates brasileiros como referência de legitimação institucional do ativo.

A Febraban, a federação dos bancos brasileiros, apresentou dados à Câmara mostrando que uma exposição de 5% em Bitcoin ajuda a reduzir a volatilidade das reservas e serve como diversificação real. Não é a posição definitiva do setor, mas é um sinal de que a conversa mudou de tom.

O Banco Central não está convencido, e isso importa

Nem tudo são boas notícias para quem torce pela aprovação do projeto. Em agosto de 2025, o Banco Central e o governo federal afastaram oficialmente a possibilidade de o Brasil comprar Bitcoin como reserva internacional, citando a volatilidade do ativo e um relatório da OMFIF, o fórum de instituições monetárias internacionais, que considerou a inclusão de criptoativos em portfólios de bancos centrais inadequada no momento atual.

A posição oficial do Banco Central é que as reservas brasileiras são compostas por títulos, depósitos em moedas estáveis e ouro, e que não há consenso internacional para mudar essa composição. O debate continua aberto no Congresso, mas o caminho até a aprovação enfrenta resistência institucional real.

O que isso muda para quem investe em Bitcoin no Brasil hoje

Independentemente do desfecho legislativo, o debate em si já tem efeitos. Quando um governo de grande economia emergente discute abertamente guardar Bitcoin nas suas reservas, a percepção global do ativo muda. Deixa de ser tratado como aposta especulativa e começa a ser avaliado com a lógica de quem precifica infraestrutura financeira de longo prazo.

O btc real é influenciado tanto pelo preço global do ativo em dólar quanto pelo comportamento do câmbio. Em momentos de pressão sobre o real, o Bitcoin em reais tende a subir mesmo sem movimento em dólar, porque a desvalorização da moeda brasileira amplifica o valor do ativo na conversão. Essa dinâmica funcionou em vários momentos da última década e é um dos argumentos mais citados por quem defende o BTC como ferramenta de diversificação para investidores de mercados emergentes.

Se a RESBit avançar, o impacto direto seria uma pressão de compra significativa num mercado de oferta limitada. Se não avançar, o Brasil terá mesmo assim consolidado uma posição nova: a de país que levou o Bitcoin ao nível do debate sobre soberania econômica. Para o mercado, essa mudança de narrativa não é trivial.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período Foto: Reprodução/Agência Brasil/TV Brasil

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas). As informações são da Agência Brasil.

Brasil
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
TCU aprova com ressalvas contas do governo Lula de 2025 Foto: Samuel Figueira/TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (10), por unanimidade, as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes a 2025, mas com diversas ressalvas e alertas relacionadas à execução orçamentária e financeira.

Os ministros seguiram na íntegra o parecer do relator das contas da União, Benjamin Zymler, que em seu voto afirmou que “as contas são fidedignas”. Contudo, Zymler apontou problemas no controle de renúncias fiscais e na trajetória da dívida pública, entre outros.

Entre aș principais ressalvas indicadas está o empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, que, na avaliação do relator, foi aprovado pelo governo sem análise técnica adequada.

“Não houve um exame adequado do plano de recuperação nem dos riscos fiscais associados à concessão de garantia, pela União, ao empréstimo tomado à Empresa de Correios e Telégrafos”, disse Zymler ao apresentar o resultado do exame nas contas feito pelo corpo técnico do TCU.

As contas foram examinadas em sessão extraordinária na sede do TCU, em Brasília, que contou com a presença de três ministros de governo: Bruno Moretti (Planejamento), Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União) e Miriam Belchior (Casa Civil).

No relatório, Zymler reconheceu o cumprimento da meta fiscal para 2025, que era de gastos iguais às receitas, com tolerância de 0,25% de déficit. Contudo, ele ressalvou que o déficit do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) ficou em 0,47%, o equivalente a R$ 58,6 bilhões.

Outro ponto ressalvado pelo relator foi o tamanho das despesas que ficaram, por aprovação do Congresso, de fora da meta fiscal formal, na ordem de R$ 48,7 bilhões. Isso prejudica a confiança nas regras fiscais, destacou Zymler.

O corpo técnico do TCU apontou a discrepância entre o esforço fiscal realizado e aquele necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública. Segundo cálculos da corte de contas, seria necessário um superávit primário de 1,94% no Governo Central.

Entre os alertas, o relatório apontou, por exemplo, a rigidez na execução orçamentária, com 91,4% dos gastos realizados pelo governo sendo de natureza obrigatória.

Outro alerta diz respeito ao tamanho das renúncias fiscais, que chegam a R$ 544 bilhões, ou 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse montante, 47% não têm prazo de vigência, enquanto mais de 47% de 21 das principais politicas não passam por avaliação periódica. Tais renúncias comprometem o esforço para que o governo cumpra a meta fiscal.

O TCU também destacou a pressão sobre as contas públicas exercida pelo patamar elevado da taxa básica de juros da economia, a Selic, que se encontra em 14,5% ao ano e majora o custo da dívida pública.

O parecer aprovado pelo plenário do TCU deverá agora ser encaminhado ao Congresso Nacional, a quem cabe a decisão final sobre a aprovação das contas de governo, ou seja, se elas atendem ao novo arcabouço fiscal.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,09% este ano Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,04% para 5,09% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima segunda semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,01% para 4,02%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,66% e 3,5%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Mercado eleva previsão da inflação para 5,04% este ano Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (25), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima primeira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente. As informações são da Agência Brasil.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Mercado eleva projeção da Selic para 13% no fim de 2026 Foto: Divulgação

A pouco mais de uma semana da próxima da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nos próximos dias 28 e 29 de abril, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) mostra que os agentes do mercado financeiro estão cada vez mais pessimistas com a trajetória da inflação e dos juros para 2026. A mediana das projeções, segundo o relatório, passou de 12,5% da semana anterior, para 13% ao ano (a.a.) no documento publicado.

Além disso, o mercado também elevou as expectativas para a Selic em 2027, de 10,5% para 11%, e manteve a projeção para o ano seguinte em 10% a.a., quando ainda deve permanecer na casa dos dois dígitos. No limite do horizonte do relatório, os agentes também aumentaram a estimativa. No campo da inflação, o relatório também mostra um novo aumento da projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,71% para 4,8% em 2026. Há um mês, essa estimativa estava em 4,17%, bem abaixo do patamar atual e também inferior ao teto da meta prevista pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. Para 2027, a previsão para os juros passou de 3,91% para 3,99%.

Também houve um ligeiro aumento na projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, de 1,85% para 1,86% – ainda distante dos 2%. Com a economia mais fraca e a projeção de juros elevados por um tempo ainda maior, economistas alertam para riscos a longo prazo para o crescimento do país.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, estimou a pesquisa Monitor do PIB, divulgada na sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). As informações são da Agência Brasil.

A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.

O resultado de 2025 representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses. Em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%.

Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) na comparação com novembro, e, no quarto trimestre, também ficou estável em relação ao terceiro.

Economia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Mercado reduz previsão da inflação para 3,95% este ano Foto: Freepik

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 3,97% para 3,95% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta quarta-feira (18), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Pela sexta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o IPCA acumular alta de 4,44% em 2025, dentro da meta do CMN.

Compartilhe
com nosso
Whatsapp

77 99968-1705

Mais Recentes

Mais Clicadas

Comentários

Arquivo

2026
2025
2024
2023
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013