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Bahia
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Operação Aposta Suja: Grupo movimentou R$ 1,4 bilhão com bets ilegais e golpes Foto: Divulgação/MP-BA

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), deflagraram, nesta quinta-feira (13), a ‘Operação Aposta Suja’, que decorre de uma investigação conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Gaeco do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.  Na Bahia, foi cumprido mandado de busca e apreensão em um condomínio de luxo, em Feira de Santana. Os agentes apreenderam cerca dinheiro em espécie em moeda estrangeira, um tablet, um celular e dois veículos de alto padrão. Ao todo, foram cumpridos sete mandados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, contra investigados por integrar uma organização criminosa que, segundo as apurações, explora ilegalmente o mercado de apostas online, aplica golpes contra clientes e prática lavagem de dinheiro.

A operação decorre de investigações conduzidas pelo CyberGaeco (MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI - MPRJ), e também conta com a atuação do CyberGaeco do Ministério Público de São Paulo e com colaboração da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e do Gaeco do Ministério Público do Estado da Bahia. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.

De acordo com as investigações, a organização operaria por meio de diversos sites de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda. Os depósitos realizados pelos usuários seriam direcionados a empresas de fachada e, conforme apurado, as plataformas também impediriam clientes de sacar valores disponíveis em suas contas. O esquema teria ainda uma etapa de lavagem dos recursos, com conversão em criptoativos, pulverização dos valores em múltiplas contas e remessas para o exterior, com o objetivo de reintroduzir o dinheiro na economia formal.

As apurações identificaram movimentações financeiras de dezenas de milhões de reais por empresas e pessoas investigadas. Segundo Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram registradas mais de 800 comunicações de operações suspeitas entre 2022 e 2026, envolvendo movimentação financeira superior a R$ 1,4 bilhão. Desse montante, mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados, isoladamente, por uma das empresas investigadas.

Bahia
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Parlamentares baianos participam de 'festa da piscina' com investigado nas fraudes do INSS Foto: Reprodução/Revista Piauí/Arquivo Polícia Federal

Investigações da Polícia Federal (PF) revelaram registros de políticos baianos em uma festa ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do empresário Willer Tomaz, ambos investigados em um esquema de fraudes e desvios de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A foto foi obtida pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha e divulgada pela Revista Piauí, neste sábado (8).

Conforme a reportagem publicada, o encontro ocorreu durante o feriado de Tiradentes de 2023 e foi articulado em um aplicativo de mensagens apelidado de “Grupo Seleto”. A foto foi tirada na piscina do “Rancho Tomaz”, uma propriedade de luxo em Planaltina (DF) pertencente à Willer.

No registro, aparecem os deputados federais baianos Elmar Nascimento (União), Paulo Azi (União), Angelo Coronel Filho (Republicanos), o senador Ângelo Coronel (Republicanos), e o deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT).

Um trecho da reportagem diz que “os investigadores suspeitam que Willer lavava dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT-MA), e que parte dos valores provinham de desvios de aposentadorias e pensões” do INSS.

Outros políticos como Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL), que dirigiu a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, e Juscelino Filho (PSDB) também aparecem na foto.

“A viagem, de acordo com as informações da polícia, foi combinada em um grupo de WhatsApp intitulado ‘Grupo Seleto’, do qual participavam boa parte dos parlamentares que aparecem na foto. A piauí obteve um print da conversa, em que os participantes parecem formar uma lista de presença para o ‘FERIADO TIRADENTES’’, escreveu o jornalista Pedro Tavares.

No inquérito, a PF destaca que a ligação entre o senador maranhense Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz levanta suspeitas de “ocultar ou dissimular a origem” de dinheiro obtido ilegalmente. A investigação cita que empresas de Willer transferiram cerca de 11 milhões de reais para Samya Rocha, a mulher de Weverton, além de indícios de que a casa onde o senador mora, no Lago Sul, foi comprada por Willer.

A fotografia não foi mencionada, mas está sob análise dos investigadores, podendo constar como registros das relações de ambos com diversas figuras públicas. Em resposta à Revista Piauí, “Elmar Nascimento admitiu ser próximo de Willer, mas disse que estava em Tiradentes (MG) naquele fim de semana para receber do governador Romeu Zema uma Medalha da Inconfidência Mineira, uma das maiores honrarias do estado”.

A cerimônia aconteceu em 21 de abril, dois dias antes da data registrada no rolo da câmera do senador Weverton Rocha. “Já Paulo Azi confirmou a presença no rancho: ‘Não é meu advogado, mas o conheço e fui convidado para essa comemoração’ e o senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA), que estava no grupo de mensagens, disse não lembrar da viagem, mas afirmou: ‘Já estive no rancho, sim’”.

Tanhaçu
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Tanhaçu: Homem é detido na BA-026 transportando R$ 1,3 milhão em mala para Alagoas Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Uma fiscalização de rotina realizada pela Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv) culminou na apreensão de R$ 1.348.200,00 em espécie, além de celulares de última geração e um kit de internet via satélite. A abordagem ocorreu nesta quinta-feira (6), por volta das 9h40, no posto da unidade rodoviária localizada na BA-026, no trecho do município de Tanhaçu.

Segundo informou a CIPRv de Brumado ao site Achei Sudoeste, os policiais militares abordaram um veículo Compass de cor cinza, com placas do estado de São Paulo. Durante a vistoria no interior do automóvel, as equipes encontraram o montante milionário distribuído e armazenado dentro de uma mochila e de uma mala de viagem.

O condutor do veículo, identificado como Igor Soares de Oliveira, de 28 anos, declarou aos agentes que transportava o dinheiro com destino ao bairro de Ponta Verde, em Maceió (AL). Segundo o relato do suspeito, a quantia seria entregue a um intermediário conhecido apenas pelo nome de Thiago. No entanto, o motorista não apresentou nenhum documento ou comprovante fiscal que atestasse a origem lícita dos valores.

Além do volume em dinheiro, os policiais apreenderam dois iPhones 17 Pro Max, dois iPhones 16 Pro Max, um iPhone 11 e um equipamento da Starlink. Todo o material e o condutor foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal em Vitória da Conquista, onde o caso será investigado para apurar a procedência dos recursos e eventuais crimes financeiros ou de lavagem de dinheiro.

Bahia
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Advogados suspeitos de fraude e lavagem de dinheiro em Salvador e Feira de Santana Foto: Divulgação/MP-BA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) cumpriu, neste sábado (1º), seis mandados de busca e apreensão em Salvador e Feira de Santana durante a Operação Perjúrio. As diligências foram realizadas em endereços residenciais e comerciais ligados a quatro advogados investigados por suspeita de fraude processual, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Os nomes dos advogados não foram divulgados. Segundo o MP-BA, o grupo é suspeito de usar documentos falsificados para entrar com ações judiciais em larga escala, principalmente contra instituições financeiras.

De acordo com a investigação, foram encontrados comprovantes de residência falsificados e movimentações financeiras consideradas atípicas que somam cerca de R$ 723 milhões entre 2019 e 2025.

As investigações apontam que o esquema envolvia advogados e empresas dos setores de consultoria empresarial, cobrança, recuperação de crédito e manutenção de equipamentos eletrônicos.

Ainda segundo o MP-BA, documentos com informações repetidas e adulteradas teriam sido usados em centenas de processos distribuídos em diferentes comarcas da Bahia.

A apuração também identificou indícios do uso de boletos bancários emitidos por terceiros como comprovantes de residência, além de procurações e outros documentos cuja autenticidade é investigada.

O grupo ainda é suspeito de usar mecanismos para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos, o que fundamenta a investigação por possível lavagem de dinheiro.

Todo o material apreendido será analisado para aprofundar as investigações, identificar a extensão do esquema e individualizar a responsabilidade dos envolvidos, informou o Ministério Público.

A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco).

Vitória da Conquista
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Operação Havana prende líder de comércio ilegal de vapes em Vitória da Conquista Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma organização criminosa investigada por atuar no comércio clandestino de cigarros eletrônicos e na prática de estelionato em Vitória da Conquista e região foi alvo da Operação Havana, deflagrada nesta quarta-feira (1º), pela Polícia Civil da Bahia. Um homem, de 42 anos, apontado como líder do grupo, foi preso em flagrante.

A ação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais nos municípios de Vitória da Conquista, Anagé e Tremedal.

As investigações, iniciadas no fim de 2025, apontam que os cigarros eletrônicos comercializados ilegalmente eram oriundos do Paraguai. As apurações também identificaram indícios da participação do grupo em crimes de estelionato, falsificação de documentos, tráfico de drogas, associação criminosa armada, lavagem de dinheiro, além de posse ilegal de armas de fogo e munições.

O investigado preso em flagrante foi localizado em uma residência no bairro Ibirapuera, em Vitória da Conquista. Com ele, foram apreendidos munições, mais de R$ 500 mil em cheques e um veículo de luxo.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes também apreenderam uma pistola calibre 9 mm, uma pistola calibre .22, dois rifles calibre .22, uma espingarda calibre 12, uma espingarda calibre .38, duas espingardas calibre .22, sendo uma delas com numeração suprimida, duas armas de ar comprimido e cerca de 500 munições de diversos calibres, sem o devido registro.

Também foram apreendidos cerca de R$ 20 mil em espécie, cigarros eletrônicos e convencionais, porções de ecstasy, documentos, aparelhos celulares e notebooks. Todo o material foi encaminhado para perícia.

O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, falsificação de documento e tráfico de drogas. Após os procedimentos legais, permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.

Polícia Civil
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Polícia Civil apreende veículo avaliado em R$ 148 mil durante investigação de homicídio em Irecê Foto: Divulgação/Polícia Civil

Policiais civis apreenderam um veículo avaliado em R$ 148 mil, na tarde de quinta-feira (25), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no centro de Irecê. A ação integra as investigações sobre o homicídio de Vanderlei Alves Ribeiro, de 37 anos, morto por disparos de arma de fogo no bairro Asa Sul, em setembro de 2025.

Durante as diligências, equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti) identificaram indícios de que bens móveis teriam sido adquiridos com recursos de origem ilícita, entre eles o veículo apreendido. Diante das evidências, foi representado judicialmente o sequestro de bens vinculados aos investigados.

As investigações também apontam indícios de que o automóvel era utilizado no contexto de atividades relacionadas ao crime organizado, especialmente ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. O veículo permanece à disposição do Poder Judiciário para a adoção das medidas legais cabíveis.

Bahia
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Porto Seguro: Suspeito de lavagem de dinheiro é preso com R$ 700 mil em espécie Foto: Divulgação/PF

Um homem suspeito de lavagem de dinheiro foi preso em flagrante, nesta segunda-feira (22), na cidade de Porto Seguro, destino turístico no extremo sul da Bahia.

A informação foi divulgada pela Polícia Federal (PF). Com o investigado, foram apreendidos R$ 700 mil em espécie. Uma foto divulgada pela corporação mostra o dinheiro separado em pacotes, por notas de R$ 100 e R$ 200.

Segundo a PF, a prisão é resultado de investigação em curso que apura a movimentação de recursos financeiros de origem não identificada, com indícios de ocultação e dissimulação de valores. O nome do suspeito não foi divulgado.

A investigação aponta que o montante encontrado com o homem teria sido sacado pouco antes da abordagem e apresenta compatibilidade com operações financeiras atualmente sob apuração.

Após o flagrante, o suspeito foi conduzido para a delegacia da PF na cidade, onde foi autuado e segue à disposição da Justiça.

Em nota, a corporação pontuou que as investigações terão continuidade para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a origem e a destinação dos valores apreendidos.

Justiça
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Justiça condena seis por corrupção e lavagem em contratos da Petrobras Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Justiça Federal condenou seis pessoas pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro em um esquema relacionado a contratos celebrados entre consórcios de empreiteiras e a Petrobras. As informações são da CNN.

A decisão foi proferida pela 13ª Vara Federal de Curitiba a partir de ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF). Ainda cabe recurso.

Segundo o MPF, as condenações são resultado de investigações que identificaram a atuação de uma organização criminosa que, entre 2004 e 2014, fraudou contratos da estatal por meio de um cartel formado por grandes empresas. O grupo combinava previamente os vencedores de licitações e realizava o pagamento de propinas a gestores da Petrobras para garantir a execução dos contratos.

De acordo com as investigações, os condenados atuaram no direcionamento de obras e serviços em três refinarias da Petrobras: a Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP); a Refinaria de Paulínia (Replan), em Paulínia (SP); e a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR).

O MPF apontou que o esquema envolvia três ex-executivos de uma empresa de engenharia industrial e três operadores financeiros responsáveis por ocultar e movimentar os recursos ilícitos. Para disfarçar a origem do dinheiro, o grupo utilizava contratos fictícios de prestação de serviços, emissão de notas fiscais falsas e empresas de fachada. Os valores eram repassados por meio de saques em espécie, transferências bancárias e operações no exterior.

As investigações também indicaram prejuízos à estatal. Em um dos contratos firmados para obras na Revap, o valor acordado ficou 39,42% acima da estimativa inicial elaborada pela própria Petrobras. A Receita Federal confirmou a fraude e autuou a empresa envolvida em mais de R$ 107 milhões.

Três ex-executivos foram condenados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. As penas variam de 12 anos e dois meses a 14 anos e sete meses de reclusão, além do pagamento de multa.

Outros três réus, identificados como operadores financeiros do esquema, foram condenados por lavagem de dinheiro. Cada um recebeu pena de sete anos, seis meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de multa.

A sentença também encerrou o processo contra outros dois denunciados por prescrição. Como ambos têm mais de 70 anos, o prazo para punição foi reduzido pela metade.

Justiça
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PGR pede para inquérito de respiradores de Rui Costa voltar ao STF Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Procuradoria-Geral da República afirmou, em nova manifestação enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que as suspeitas de crimes na compra de respiradores pelo então governador da Bahia, Rui Costa (PT), podem ter envolvido também operações de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos enquanto ele era ministro da Casa Civil do governo Lula. As informações são do Estadão. Por esse motivo, o Ministério Público sustenta que o caso deveria ser enviado novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Procurado por meio de sua assessoria, Rui Costa não se manifestou.

Em 2020, no início da pandemia da covid-19, quando chefiava o Poder Executivo da Bahia e era presidente do consórcio dos governadores do Nordeste, Rui Costa assinou um contrato de R$ 48 milhões para compra de respiradores pulmonares com uma empresa que não tinha a documentação necessária para importar os aparelhos e autorizou o pagamento adiantado. Os respiradores nunca foram entregues e o dinheiro até hoje não foi recuperado. A PGR diz que o cenário é tão grave que, até hoje, os bloqueios judiciais determinados pela investigação conseguiram obter menos de 3,5% do total desviado.

A PGR informou que a Polícia Federal ainda está finalizando diligências para descobrir o destino do dinheiro desviado e apontou que os recursos podem ter se convertido em patrimônio dos alvos investigados, citando entre eles Rui Costa. Homem forte do governo Lula, ele deixou a Casa Civil no final de março para disputar eleição de senador pelo Estado da Bahia.

“A ocultação de valores em apuração reúne esses elementos. É crime permanente que, segundo os indícios coligidos, teve início no contexto da contratação assinada por Rui Costa como Governador e se manteve, sem solução de continuidade, durante o período em que ele ocupou o cargo de Ministro de Estado”, escreveu a PGR.

Prossegue a manifestação: “Enquanto o agente mantém os valores fora do alcance das autoridades, a conduta se renova a cada dia. Os recursos não desapareceram; foram convertidos em patrimônio que permanece oculto e que, segundo todos os indícios, persiste oculto no momento presente. Há diligências em curso justamente para identificar onde estão os valores e quem deles se beneficia”.

A manifestação da Procuradoria-Geral da República cita que Rui Costa foi implicado no acordo de delação premiada dos donos da empresa responsável por vender os respiradores. Eles afirmaram na delação que fizeram pagamentos a um lobista que se apresentou na época como amigo de Rui Costa e que teria sido responsável por intermediar a contratação da empresa.

“Rui Costa é investigado no núcleo político da contratação. Deliberou pela assinatura do contrato cuja redação era prejudicial ao interesse público e presidia o Consórcio Nordeste. Nos termos de colaboração premiada de CRISTIANA PRESTES TADDEO e LUIZ HENRIQUE RAMOS JOVINO, os colaboradores descreveram a possível atuação criminosa do núcleo público, nele incluído RUI COSTA. A contextualização da Procuradoria-Geral da República já apontava a possível existência de organização criminosa gestada durante a pandemia. A apuração não fixou ainda o momento de consumação dos atos de ocultação nem identificou o beneficiário final dos recursos desaparecidos”, diz a PGR.

A manifestação foi enviada ao ministro do STJ Og Fernandes, que é o relator do caso. Caberá a ele decidir se envia o processo ao STF, onde tramitou anteriormente sob relatoria de Flávio Dino.

Jequié
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Operação Máscara prende líderes de organização criminosa que ostentavam luxo em Jequié Foto: Divulgação/Polícia Civil

Nesta quarta-feira (3), a Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Máscara para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados por integrarem uma organização criminosa responsável por crimes contra instituições financeiras na cidade de Jequié. A operação resultou na prisão de cinco pessoas, sendo duas mulheres e três homens.

As investigações para identificação dos suspeitos e mapeamento do modo de atuação da organização tiveram início em janeiro de 2026, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), após o registro de uma notícia-crime que apontava prejuízo patrimonial de aproximadamente meio milhão de reais a uma instituição financeira. Somente nesta etapa da operação, foi possível identificar dez tentativas de abertura de contas e 32 contas efetivamente abertas de forma fraudulenta, das quais decorreram prejuízos para a instituição financeira.

Conforme apurado no inquérito policial, a organização utilizava imagens dos próprios integrantes em documentos falsificados emitidos em nome de terceiros. O grupo também utilizava indevidamente os limites de cartões de crédito das vítimas para transferências de valores, realizava contratações fraudulentas de empréstimos em prejuízo dos titulares legítimos e efetuava compras sem autorização dos proprietários dos cartões.

Dessa forma, obtinha vantagem ilícita por meio de um sofisticado esquema de falsificação documental e fraude financeira.

As apurações também demonstraram que os lucros ilícitos eram repartidos entre os líderes da organização, que ostentavam elevado padrão de vida, com imóveis, veículos e objetos de luxo.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar em diversos endereços da cidade, resultando na prisão preventiva de cinco investigados. Além disso, durante as diligências, foram apreendidos dois veículos, um jet ski, duas motocicletas e aparelhos celulares. Também foram realizados o bloqueio, o sequestro e o arresto de valores, bens e ativos financeiros acumulados ilicitamente pela organização criminosa.

Após as prisões, os investigados foram encaminhados à unidade policial para adoção das medidas legais cabíveis, permanecendo custodiados à disposição da Justiça.

“As diligências de hoje integram a primeira fase da Operação Máscara, cujo objetivo foi desarticular o grupo responsável por crimes de estelionato, corrupção de menores, organização criminosa e lavagem de dinheiro no município. As investigações prosseguem com o intuito de identificar e prender outros envolvidos”, afirmou o coordenador da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), delegado Roberto Leal, responsável pela operação.

Polícia Civil
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Operação Falsa Ordem prende investigados por fraudes eletrônicas interestaduais Foto: Divulgação/Polícia Civil

Em ação interestadual, a Polícia Civil da Bahia realizou, nesta quarta-feira (27), a Operação Falsa Ordem, que resultou em quatro prisões no estado de São Paulo e no cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Norte. A ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, estelionatos virtuais e lavagem de dinheiro. Dos quatro presos, três foram localizados na capital paulista e um no município de Jaguariúna.

As apurações identificaram funções específicas desempenhadas pelos integrantes da organização criminosa. Um dos investigados era responsável por obter, a partir de dados públicos, informações processuais utilizadas para selecionar vítimas do golpe conhecido como “falso advogado”. Outro suspeito atuava na lavagem dos valores obtidos ilicitamente. Um terceiro investigado se passava por advogado para enganar as vítimas, utilizando linguagem técnica e informações verdadeiras sobre processos judiciais. Já o quarto preso era apontado como integrante do núcleo responsável por furtos de cartões bancários durante grandes eventos realizados em diversos estados.

Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica especializada e vão contribuir para o aprofundamento das investigações. Entre os materiais apreendidos, chamou atenção uma workstation, equipamento de alta performance projetado para cargas intensas de processamento, com indícios de utilização nas práticas criminosas investigadas.

O diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), delegado Thomas Galdino, destacou a importância da integração interestadual para o sucesso da operação.   “A troca de informações de inteligência e o apoio operacional das Polícias Civis de São Paulo e do Rio Grande do Norte foram fundamentais para a localização dos investigados e para o avanço das investigações. Essa integração fortalece o enfrentamento às organizações criminosas que atuam no ambiente virtual e amplia a capacidade de resposta das forças de segurança diante de golpes que transcendem as fronteiras estaduais”, afirmou.

Justiça
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Flávio Dino nega habeas corpus a influenciadora Deolane Bezerra Foto: Reprodução/STF/Redes sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou não ver “manifesta ilegalidade” na prisão da influenciadora Deolane Bezerra, presa em operação da Polícia Civil de São Paulo na quinta-feira (21), e negou o habeas corpus à advogada. O ministro do STF fez as considerações em decisão assinada no sábado (23) e publicada neste domingo (24).

Ele analisou uma reclamação, apresentada por uma advogada da influenciadora, contra a decisão da primeira instância que determinou a prisão preventiva de Deolane. Dino decidiu não dar andamento ao pedido da defesa da empresária, que queria a revogação da prisão, o regime domiciliar ou aplicação de medidas cautelares.

Na decisão, Flávio Dino afirma que a reclamação apresentada pela defesa não admite o aprofundamento da análise sobre os fatos e provas em investigação. Além disso, o magistrado explica que a concessão de um habeas corpus por iniciativa do STF não seria cabível neste momento, caso contrário etapas processuais seriam puladas.

Segundo o G1, o ministro denota no documento que ainda cabem recursos nas instâncias inferiores. Ou seja, para ele, não cabe uma intervenção do STF no processo neste momento. “De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício”, diz Dino no despacho.

Deolane está presa preventivamente por supostamente ter praticado o crime de lavagem de dinheiro e integrar uma organização criminosa. A influenciadora foi presa em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Deolane nega as acusações e afirma que foi presa por ter exercido a profissão de advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de cliente.

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MP-BA e Polícia Civil criam grupo para asfixiar finanças do tráfico Foto: Reprodução/Pixabay

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e a Polícia Civil instituíram, um Grupo Interinstitucional de Trabalho voltado a recuperar ativos decorrentes de práticas criminosas, como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A iniciativa do procurador-geral de Justiça Pedro Maia e do delegado-geral André Viana busca aprimorar e fortalecer estratégias voltadas à identificação, rastreamento e recuperação de bens e valores provenientes dessas atividades ilícitas, sem abranger créditos tributários.

A criação do grupo considera, entre outros fatores, que a recuperação de ativos é um instrumento estratégico no enfrentamento qualificado à criminalidade organizada, à lavagem de dinheiro, à corrupção, aos crimes patrimoniais complexos e a outras infrações penais que geram proveito econômico. Também leva em conta a necessidade de promover maior integração institucional entre a Polícia Civil do Estado da Bahia e o MPBA, com vistas ao aprimoramento dos mecanismos e à maior efetividade das ações nessa área.

O Grupo Interinstitucional de Trabalho em Recuperação de Ativos (GTI/RA) será composto por representantes das duas instituições. Pelo MP-BA, integram o grupo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), promotor de Justiça Luiz Neto e o promotor de Justiça Antônio Alves Netto. Pela Polícia Civil, foram indicados o delegado Jackson Carvalho da Silva, diretor da Academia de Polícia Civil; a delegada Karina Cristina de Almeida, coordenadora da Unidade Central de Recuperação; e a delegada Karoline Santos Vieira, também lotada na Unidade Central de Recuperação de Ativos.

A atuação do grupo não se confunde com a do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira). Não serão objeto de atuação do GTI/RA as ações conjuntas voltadas ao combate à sonegação fiscal, à persecução de crimes contra a ordem tributária e aos demais delitos a eles relacionados.

Bahia
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*Operação Sinal Vermelho apura suspeita de corrupção envolvendo servidor do Detran-BA Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Sinal Vermelho, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão no curso de investigação que apura possíveis irregularidades praticadas por um servidor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA).

A investigação foi instaurada a partir de expediente encaminhado pela Corregedoria do Detran, contendo denúncia de que o investigado estaria se valendo da função pública para solicitar vantagens indevidas de usuários, com a finalidade de facilitar serviços administrativos.

De acordo com as apurações, há indícios de cobrança de valores para agilização de atendimentos, especialmente relacionados à primeira habilitação e à entrega de documentos veiculares, além de possível direcionamento de usuários a autoescolas específicas. Os valores cobrados variavam entre R$ 100 e R$ 200.

Os fatos investigados teriam ocorrido de forma reiterada ao longo dos anos de 2023 e 2024, motivo pelo qual foram adotadas medidas judiciais para aprofundamento das apurações. Durante as buscas, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e materiais ligados ao inquérito, que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos.

As medidas judiciais foram executadas por equipes do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), por meio da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (DECECAP), em endereços vinculados ao suspeito nos bairros de Coutos e Alto de Coutos, além de uma unidade do Detran, em Paripe, em Salvador.

Segundo a delegada Lara Candice Pereira, titular da DECECAP, a ação reafirma o compromisso da Polícia Civil com a apuração rigorosa de eventuais irregularidades e com a preservação da legalidade, da moralidade administrativa e do acesso igualitário da população aos serviços públicos. “As diligências realizadas nesta fase são fundamentais para o avanço das investigações, a partir da análise de dados e de documentos apreendidos, permitindo o completo esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso confirmadas as irregularidades. As investigações seguem em andamento”, destacou.

Justiça
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Lula larga a mão de Alexandre de Moraes e acerta moralmente por interesse eleitoral Foto: Igo Estrela/Metrópoles

De acordo com a Coluna do Mario Sabino, no site Metrópoles, Lula tem lealdade apenas a si próprio. Preocupado com a contaminação da campanha à reeleição pelo caso do Banco Master, que envolve diretamente amigos seus no STF, ele largou a mão de Alexandre de Moraes depois de ter deixado para trás Dias Toffoli.

Em entrevista a um canal da imprensa petista, o presidente da República contou que aconselhou Moraes a preservar a biografia e declarar-se impedido de atuar em julgamentos relacionados ao caso Master, uma vez que a mulher do ministro foi contratada como advogada do finado banco de Daniel Vorcaro.

Ele também afirmou que um integrante do Supremo que tenha cometido desvio deve pagar por isso, não o tribunal, e que “se o cara quer ficar milionário, não pode ser ministro do Supremo”, porque “quando se vai para a Suprema Corte, tem que fazer um compromisso quase religioso. Ele não está lá para ganhar dinheiro”.

O chefão petista não se tornou um ser ético da noite para o dia; tudo o que disse na entrevista foi por exclusivo interesse eleitoral.

Não importa: assim como se faz coisa errada movido por razões certas, também se faz coisa certa impelido por motivos errados. Ao trair amigos que lhe prestaram serviços relevantes e que se tornaram incômodos, Lula acertou moralmente.

Porque vamos deixar pactuado, por favor: só em um país que perdeu qualquer pudor, ministro de Suprema Corte se enrola com um desclassificado como Vorcaro e ainda se acha insuspeito para ser julgador em processos associados ao sujeito.

É neste país sem pudor que as fadas sininho do consórcio STF/Palácio do Planalto agora tentam remediar a fala de Lula. Mas não tem jeito: a distância foi marcada, resta ver se o acerto moral terá o efeito desejado pelo chefão petista nas urnas, e nenhuma atenuação da parte dele apagará o conselho dado a Moraes e o que afirmou aos entrevistadores sobre a incompatibilidade entre busca de riqueza e cargo de juiz.

Com a divulgação do que disse ao ministro cuja mulher recebeu R$ 80 milhões do maior fraudador do sistema financeiro brasileiro, Lula destruiu a balela de que, ao fazer de tudo para salvar a própria pele, inclusive ignorando suspeições evidentes, os ministros envolvidos com Vorcaro e os seus defensores no STF estão é defendendo o tribunal de ataques golpistas. Nunca se tratou disso, e sim da descoberta de indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa.

Vitória da Conquista
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Operação Pecten mira organização criminosa em Vitória da Conquista Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), a Operação Pecten, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas e na prática de crimes violentos na cidade de Vitória da Conquista e região. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros Avenida Integração, Brasil, Centro Industrial, Ibirapuera e Alegria.

Entre os principais alvos da operação estão lideranças da organização criminosa e indivíduos responsáveis pela lavagem de dinheiro, distribuição de entorpecentes e comercialização ilegal de armas de fogo que abastecem a atuação do grupo na região. Durante as diligências, foram apreendidos R$ 150.660,00, celulares e documentos relacionados às atividades criminosas.

Na residência de um dos investigados, foi encontrado um revólver. O proprietário da arma, um homem de 35 anos, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Também foi expedido um mandado de prisão preventiva contra uma das lideranças do grupo criminoso, responsável pela distribuição de drogas e armas de fogo, porém o investigado não foi localizado e encontra-se foragido.

A ação é resultado de uma investigação iniciada em 2025, conduzida pela 8ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), vinculada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), que identificou a atuação de integrantes do grupo criminoso responsáveis pela coordenação de diversas atividades ilícitas, incluindo o tráfico de drogas, o comércio ilegal de armas de fogo e a participação direta ou indireta em homicídios relacionados à disputa pelo narcotráfico na região sudoeste.

As diligências contam com o apoio da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste), da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO), além das Delegacias Territoriais de Barra do Choça e Anagé.

Justiça
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PF prende Vorcaro em nova fase da operação sobre Banco Master Foto: Divulgação

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras. As informações são do G1.

O cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão, mas ainda não foi localizado pelos agentes.

A prisão de Vorcaro aconteceu na terceira fase Operação Compliance Zero, que, segundo a PF, tem o objetivo de investigar a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira ação como relator do caso, que assumiu no mês passado.

 Segundo a PF, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto de Guarulhos, na Grande SP. Para a PF, não havia dúvidas de que ele iria fugir do país.

Havia um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que já foi levado para a Superintendência da PF na capital paulista.

Além de Vorcaro e Zettel, também há outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

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