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MPF em Barreiras para fiscalizar arquivamentos de investigações da Polícia Federal Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo em Barreiras, no oeste da Bahia, para acompanhar e fiscalizar as comunicações sobre o arquivamento de investigações preliminares conduzidas pela Polícia Federal na região. De acordo com documento publicado nesta sexta-feira (25) e obtido pelo site Achei Sudoeste, a medida foca no monitoramento de Notícias-Crime em Verificação (NCV), Verificações de Procedência de Informação (VPI) e procedimentos similares encerrados pelos policiais.

Assinada pelo procurador da República Rafael Guimarães Nogueira, a Portaria nº 10 fundamenta-se nas novas diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão (7ª CCR), órgão do MPF encarregado do controle externo da atividade policial e do sistema prisional.

A decisão atende à determinação que atribui aos ofícios especializados a competência para receber e realizar a análise inicial desses encerramentos. O procedimento administrativo não tem caráter de investigação criminal ou cível contra indivíduos, funcionando como uma ferramenta contínua de gestão e fiscalização de atos institucionais.

Com a instauração oficial, o 1º Ofício da Procuradoria da República em Barreiras passa a atuar de forma concentrada no acompanhamento do fluxo de procedimentos remetidos pela Polícia Federal na microrregião, assegurando a transparência e a conformidade legal nos arquivamentos propostos.

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Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro da PF por abandono de cargo Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi formalizada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, com base em um processo administrativo disciplinar (PAD) que comprovou o acúmulo de faltas injustificadas por mais de 30 dias consecutivos, caracterizando abandono de cargo nos termos da legislação vigente.

Membro do quadro funcional da Polícia Federal, o ex-parlamentar encontrava-se afastado de suas atribuições policiais para o cumprimento de mandato na Câmara dos Deputados. Contudo, Eduardo Bolsonaro deixou o país em março de 2025 para fixar residência nos Estados Unidos e teve o mandato cassado no final daquele ano devido à ausência recorrente nas sessões deliberativas do Congresso. Com a perda do mandato, a corporação determinou seu retorno imediato aos serviços, o que não ocorreu.

Paralelamente ao processo administrativo no âmbito executivo, o ex-deputado também enfrenta desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF). A Primeira Turma do STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além de decretar sua inelegibilidade por oito anos e a perda do cargo público, por entender que o ex-parlamentar atuou no exterior para estimular sanções econômicas e políticas de órgãos americanos contra o Brasil.

A análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), acolhida por unanimidade pelos ministros da Corte, apontou que as articulações internacionais de Eduardo Bolsonaro visavam coagir as instituições brasileiras e interferir no andamento de processos judiciais relativos à tentativa de golpe de Estado após o pleito de 2022. Com o julgamento de recursos encerrado no tribunal, a publicação da demissão administrativa consolida o desligamento definitivo do ex-deputado da estrutura do Estado.

Brumado
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Jornalista de Brumado denuncia 'milícia digital' e alega risco de morte após falsas acusações Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O jornalista Waldson Afonso, atuante no município de Brumado, divulgou uma nota pública em que denuncia estar sendo vítima de uma escalada de ataques virtuais, perseguição e difamação. Ele afirma que a ofensiva ultrapassou o debate político tradicional e atingiu o nível de crime de stalking (perseguição obsessiva) e linchamento virtual.

Segundo o relato de Afonso, a situação se agravou recentemente com a circulação de montagens e conteúdos falsos em grupos de conversas de aplicativos. As publicações, que segundo ele, são mentirosas o acusam sem provas de envolvimento com o tráfico de drogas e chegam a insinuar que ele teria repassado informações a policiais militares sobre pontos de comércio ilícito na região. O jornalista alerta que a disseminação dessas acusações falsas coloca sua vida em risco iminente ao expô-lo a possíveis retaliações de facções criminosas que atuam no município.

Além dos impactos diretos em sua rotina de trabalho e reputação profissional, o comunicador relatou que a onda de desinformação ultrapassou os limites locais e passou a afetar sua família, que vem recebendo chamadas telefônicas de diversas partes do país em busca de esclarecimentos sobre as acusações fabricadas. Afonso classifica a rede de ataques como uma “milícia digital”.

Diante do cenário de insegurança, o jornalista cobrou posicionamento e atuação enérgica das autoridades competentes, citando nominalmente a Polícia Civil e a Polícia Federal para que investiguem a autoria e os mandantes dos perfis falsos. Ao pontuar que teme por sua integridade física e pela de seus familiares, Afonso responsabilizou publicamente os criadores e financiadores das matérias falsas por qualquer eventual ato de violência ou represália que possa vir a sofrer.

Justiça
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Vídeo registra Alexandre Moraes em jatinho de Daniel Vorcaro após novo contrato de R$ 50 milhões Foto: Reprodução/Lauro Jardim/Jornal O Globo

Um vídeo gravado em 22 de agosto de 2025 mostra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci, desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a aeronave é um Legacy 650, de prefixo PP-NLR, pertencente a uma empresa vinculada ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O jatinho em questão é de propriedade da Fraction 024, empresa que contava com participação do fundo Viking Participações, de Vorcaro. A operação da aeronave ficava a cargo da Prime Aviation (Prime You), na qual o banqueiro também possuía participação minoritária por meio do fundo Patrimonial Blue. Relatórios da Polícia Federal apontam que as ações da Viking na Fraction 024 e na Fraction 053 faziam parte de um contrato de R$ 50 milhões negociado entre Vorcaro e o escritório de Viviane Barci — onde R$ 40 milhões seriam quitados via transferência de ações e R$ 10 milhões restantes por reembolso de despesas operacionais e uso de aeronaves.

Esse foi o segundo contrato firmado entre as partes. O primeiro, no valor de R$ 131 milhões, foi assinado pelo próprio Banco Master no início de 2024, prevendo pagamentos mensais de R$ 3,4 milhões. Segundo as investigações da PF, Vorcaro mantinha contato frequente com o dono da Prime Aviation, Marcos Matta, para monitorar a utilização dos aviões pelo ministro e por sua esposa, chegando a perguntar em mensagens de julho de 2025 se o casal estava fazendo uso das aeronaves.

Em outras trocas de mensagens interceptadas pela PF, Vorcaro orientou o envio de brochuras do Legacy 650 para Viviane Barci. Posteriormente, Matta relatou que o contrato seria alterado em nome de outra empresa do casal, a Lux, e destacou que eles já usavam aviões e helicópteros, ao que a advogada teria respondido: "Sim, estamos gostando muito". As revelações e os registros em vídeo entram em choque com a nota oficial emitida pelo gabinete de Moraes em abril, na qual o ministro declarou que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”.

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PF encontra foto de Paulo Gonet e Daniel Vorcaro fumando charuto em Londres Foto: Reprodução

Uma fotografia encontrada pela Polícia Federal (PF) mostra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em um momento de descontração ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master em Londres. Na imagem, Gonet aparece segurando um charuto em frente a uma mesa com copos de uísque. O registro foi enviado em junho de 2025 ao celular de Vorcaro pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor da instituição financeira, com a legenda: “PG me mandou”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a autenticidade do material, mas informou que não se manifestará oficialmente. A interlocutores, Gonet afirmou que a foto foi tirada em abril de 2024 e sustentou que a presença no local não sinaliza qualquer relação de intimidade com o empresário.

O documento integra a apuração tornada pública pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também envolve citações ao ministro Alexandre de Moraes. Mendonça submeteu o relatório ao plenário do STF para que os ministros decidam sobre a abertura formal de investigação contra integrantes da Corte. O julgamento, no entanto, foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Em reação ao avanço do caso, Gonet pediu a anulação do relatório da PF. O chefe do Ministério Público Federal argumenta que a peça foi elaborada por iniciativa direta do relator, sem solicitação prévia da Polícia Federal ou do próprio MPF. Ele alega ainda descumprimento do rito legal, que exige autorização expressa do plenário do STF para a investigação de autoridades com foro na Corte.

Além do registro fotográfico, o conjunto de mensagens inclui diálogos em que o ex-advogado do banco repassa declarações atribuídas a Gonet sobre a expectativa de participar da segunda edição de um Fórum Jurídico em Londres, financiado pelo Banco Master e posteriormente cancelado. Em uma das mensagens, o procurador teria escrito: “Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan”.

As investigações apontam que a primeira edição do evento, realizada em 2024 no George Club, custou R$ 3,2 milhões ao banqueiro e reuniu, além de Gonet, o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Brasil
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Ex-diretora de instituto ligado a Gilmar Mendes recebeu R$ 33 milhões de Daniel Vorcaro Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Banco Master pagou R$ 33 milhões, em 2024, ao escritório da advogada Dalide Corrêa, ex-diretora-geral do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), instituição fundada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo documentos de uma auditoria interna encontrados pela Polícia Federal (PF).

A informação é jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o veículo, Dalide também aparece em conversas de executivos da instituição financeira associada à expressão “canal direto com o STF”. Até o momento, a PF não fez juízo sobre a legalidade do contrato nem realizou diligências específicas sobre a prestação dos serviços.

A auditoria interna foi feita pelo BRB, a respeito da operação com o Master. Os documentos encontrados mencionam também pagamentos, em 2024, de 40 milhões de reais ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Em nota enviada ao Estadão, Dalide afirmou que “jamais atuou para o Master no Supremo Tribunal Federal nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco”.

Segundo ela, “sua atuação restringiu-se a processos judiciais originalmente conduzidos em favor de empresas que venderam créditos ao Banco Master e que, posteriormente, foram sucedidas pelo banco nessas ações. Essa atuação ocorreu exclusivamente perante órgãos de primeira e segunda instâncias”.

Conforme o jornal, Dalide e Gilmar se afastaram em 2017, após desentendimentos na gestão do IDP. O veículo procurou Gilmar por meio da assessoria do STF, mas ele não quis se manifestar sobre os documentos encontrados pela PF.

A interlocutores, diz a reportagem, ele afirmou que se afastou da advogada após ela sair do IDP e que não possui relação de proximidade.

“Do total de R$ 215 milhões no FY24 [ano fiscal de 2024] (comparado com R$ 76 milhões em FY23), a maior parte refere-se a R$ 40 milhões destinados ao escritório Barci de Moraes, seguido de R$ 33 milhões pagos ao Alves Corrêa [da advogada Dalide Corrêa]. Consideramos essencial compreender o nível habitual dessas despesas para avaliar seu impacto no modelo financeiro. Contudo, não recebemos da administração uma definição sobre o patamar usual para esse tipo de gasto”, diz documento encontrado pela PF. Com informações de O Antagonista.

Justiça
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STF nega mandado de busca contra ACM Neto em apuração da PF sobre propina em licitações Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Polícia Federal pediu uma busca e apreensão sobre o candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) em operação deflagrada hoje, mas a medida foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da coluna de Natália Portinari, no Uol.

ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado um secretário para a prefeitura de Belo Horizonte para selecionar empresários em licitações públicas em que, depois, haveria um retorno em forma de propina.

A PF apura a influência do União Brasil sobre indicações em troca de retornos ilícitos em contratações públicas. ACM Neto é vice-presidente nacional do partido.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia dado um parecer favorável à busca e apreensão em Neto, mas o ministro Nunes Marques considerou que não havia base legal para a medida.

Em nota enviada à imprensa, ACM Neto classificou o episódio como uma “tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”.

O ex-prefeito de Salvador também comentou as informações que circularam sobre o caso durante a manhã desta quinta-feira. Segundo Neto, o episódio seria “uma nova tentativa de influenciar na eleição da Bahia”.

“Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia”, diz um trecho do comunicado.

O candidato ainda afirmou que nunca foi investigado na operação e negou ter relação com as irregularidades apuradas.

“A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa”, afirmou.

Sudoeste Baiano
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Operação Eirene II bloqueia R$ 12 milhões em Brumado, Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga Foto: Flávia Vieira/SSP-BA

Uma grande operação integrada entre forças policiais desarticulou, na manhã desta quarta-feira (16), uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro na Bahia e em outros três estados. Denominada Operação Eirene II, a ação é liderada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), em conjunto com a Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Civil.

O principal foco da ofensiva é neutralizar o grupo que mantinha forte atuação no Sudoeste Baiano, concentrando forças em municípios estratégicos como Brumado, Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga. Além do território baiano — onde os mandados também alcançam Salvador, Ilhéus, Serrinha, Mutuípe e Laje —, o cumprimento das ordens judiciais ocorre simultaneamente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

As investigações apontam que a facção criminosa responde por uma extensa lista de delitos, incluindo posse e porte ilegal de armas de fogo, extorsão e execuções na região. Como parte da estratégia para sufocar o braço financeiro do esquema, a Justiça autorizou o bloqueio e a constrição patrimonial de mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e bens vinculados aos suspeitos.

A megaoperação mobiliza diversas forças de segurança pública, incluindo unidades regionais da Polícia Civil (4ª e 9ª Coorpin), comandos de policiamento especializado da Polícia Militar, a Ficco Ilhéus e o apoio das Secretarias de Administração Penitenciária da Bahia (Seap) e Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Brumado
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PF e prefeitura mobilizam operação para regularização de terras da União em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesta segunda-feira (14) uma ação conjunta entre a Prefeitura Municipal de Brumado, a Polícia Federal e o 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), para cumprir determinações judiciais na região da Fazenda Santa Inês. A operação tem como foco a preservação ambiental e patrimonial de toda a área.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Clauber Lobo, procurador do Município, explicou que a área já está em processo de regularização junto à Superintendência de Patrimônio da União (SPU). “Existe um Termo de Cooperação Técnica entre o Município de Brumado e a SPU visando regularizar e regulamentar toda essa área”, informou.

Segundo Lobo, a diligência realizada hoje teve por objetivo coibir que terceiros ainda não regulamentados edifiquem os imóveis existentes na área. Enquanto os processos judiciais em curso não forem finalizados, ele destacou que as pessoas estão proibidas de edificar os imóveis na região.

Os agentes federais promoveram uma ampla vistoria na área para verificar o cumprimento das regras. Um único imóvel foi encontrado em processo de construção. Segundo o procurador, foi expedida uma ordem para paralisar a obra imediatamente e retirar os materiais de alvenaria do local. Além disso, o fragmento de obra edificado deverá ser demolido em até 5 dias. Nesse período, será possível que a parte recorra e demonstre as suas razões e regularidade.

PF e prefeitura mobilizam operação para regularização de terras da União em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Lobo esclareceu ainda que o foco da operação não foi apenas a região conhecida como Alto de Xangô. “Ela faz parte do processo, assim como uma série de outras pessoas. As áreas onde encontramos imóveis edificados não corresponde à área limítrofe do centro religioso”, frisou.

Por fim, o procurador detalhou que, mesmo em si tratando de terras da União, os imóveis se submetem aos requisitos objetivos da legislação municipal. “É necessário alvará de construção e a obediência a uma série de regramentos municipais para que se faça qualquer tipo de empreendimento nos imóveis”, apontou.

Vale salientar que a prefeitura já realizou o cadastro de mais de 200 famílias para regularização na área.

Justiça
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'Inconstitucional e ilegal', diz Alexandre de Moraes sobre investigação de André Mendonça Foto: Gustavo Moreno/STF

Pela primeira vez desde o surgimento das suspeitas relacionadas à Operação Compliance Zero, o ministro Alexandre de Moraes manifestou-se publicamente sobre as acusações que o vinculam ao banqueiro Daniel Bueno Vorcaro. Em documento enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, nesta segunda-feira (14), o magistrado negou qualquer irregularidade, afirmou que jamais favoreceu o Banco Master e classificou a ofensiva como uma tentativa de “vingança” com motivação “político-eleitoral”.

A manifestação ocorre na véspera de uma sessão decisiva do plenário do STF, convocada por Fachin para esta terça-feira (15). Os ministros vão analisar o relatório produzido pela Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e decidir se há elementos para abrir uma investigação formal contra o colega de Corte, em meio a discussões sobre a validade do documento e o alcance da análise.

No documento, Moraes sustentou que a investigação instaurada pelo ministro André Mendonça é inconstitucional e ilegal, argumentando que foi determinada de ofício, sem provocação da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou autorização prévia do plenário. Ele destacou que o relatório se baseou em anotações de terceiros encontradas no celular de Vorcaro e reforçou que não existe "nenhuma mensagem" de sua autoria indicando prestação de consultoria, vazamento de operações ou favorecimento ao banco.

Para rebater a tese de vazamento, o ministro relembrou que a prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos foi totalmente bem-sucedida, ocorrendo quando o empresário portava seu passaporte e celular, o que demonstraria a ausência de conhecimento prévio sobre a ação policial. Moraes também criticou a metodologia da Polícia Federal, alegando que o relatório se fundamentou em recortes e interpretações sem a devida preservação de provas ou realização de perícia técnica.

Brumado
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PF e Prefeitura de Brumado cumprem ordens judiciais para preservar o Alto do Xangô Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Equipes da Prefeitura Municipal de Brumado e da Polícia Federal atuaram conjuntamente, na manhã desta segunda-feira (14), para dar cumprimento a determinações da Justiça Federal na região da Fazenda Santa Inês. A operação focou na preservação ambiental e patrimonial da área conhecida como Alto do Xangô.

Durante a diligência, o município prestou o suporte logístico e operacional necessário para a execução das medidas expedidas pelo Judiciário. Entre as ações realizadas no local, destacam-se a paralisação imediata de obras em andamento e a demolição de edificações erguidas de maneira irregular, além de intervenções voltadas para a contenção de danos e regularização do espaço.

O processo que motivou a intervenção das autoridades tramita na Justiça Federal desde 2022. A ação foi movida pela Sociedade Floresta Sagrada do Alto de Xangô logo após o surgimento das primeiras construções não autorizadas no perímetro protegido.

Em nota oficial, a Prefeitura de Brumado destacou que a participação das equipes locais ocorreu em estrita colaboração com a Polícia Federal, com o objetivo exclusivo de assegurar o cumprimento integral das decisões proferidas pelo Poder Judiciário.

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Edson Fachin assume relatoria de análise sobre Alexandre de Moraes no STF Foto: Gustavo Moreno/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu a relatoria da discussão sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e determinou a remessa à Presidência da Corte dos processos relacionados às investigações sobre as fraudes do INSS e do banco Master.

Com isso, os dois casos ficarão paralisados até nova decisão de Fachin. O ministro pode decidir se assume também a relatoria das duas investigações depois que o material chegar à Presidência ou pode submeter a decisão ao plenário do STF.

“Pelo mesmo fundamento, e considerando o teor da manifestação do e. Min. Alexandre de Moraes (eDOC 11, p. 20, nesta PET 16704), determino a remessa à Presidência das PETs 15.041 e 15.556, com todos os processos a elas relacionados”.

“Considerando a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil, determino, com fundamento no art. 13, XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, à Secretaria Judiciária, que substitua a relatoria da PET 16.662 para a Presidência do Supremo Tribunal Federal”.

Na terça, a Corte vai discutir o relatório da Polícia Federal (PF) feito a pedido do ministro André Mendonça que apontou uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro preso.

Agora, com Fachin relator da sessão, é esperado que o presidente do STF, e não mais o ministro Mendonça, faça a abertura da reunião de terça com a leitura do relatório sobre os fatos apontados no material da PF. Também é esperado que Fachin seja o primeiro a votar na sessão - a depender do que vai ser definido pelos ministros da Corte.

Na sessão, os ministros vão discutir a validade do relatório da PF. O documento sofreu críticas de alguns ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.

Os ministros também vão decidir sobre o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e devem definir se será aberta ou arquivada investigação contra Moraes.

A PGR argumentou que Mendonça não deveria ter solicitado apuração sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro, sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF, e também que a competência para decidir sobre a eventual apuração envolvendo Moraes é do plenário do STF.

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Édson Fachin nega pedido para julgar André Mendonça junto com Alexandre de Moraes Foto: Divulgação/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu manter na pauta da sessão marcada para a próxima terça-feira (15) apenas o julgamento da investigação contra a atuação do ministro Alexandre de Moraes e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Fachin negou pedido do decano Gilmar Mendes para que fosse também colocada em discussão a investigação contra o colega André Mendonça, mas marcou a análise desse outro caso para a semana seguinte, no dia 23.

Segundo o presidente, a manutenção apenas do julgamento contra Moraes “assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado”.

Moraes e Mendonça são atualmente os pivôs da maior crise da história recente do Supremo.

O estopim foram as mensagens, reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e às quais a Folha de S. Paulo também teve acesso, que Vorcaro teria enviado a Moraes.

Às vésperas de ser preso pela Polícia Federal (Polícia Federal (PF)) no âmbito da Operação Compliance Zero, o dono do Master pediu ao ministro informações sobre a investigação, marcou encontros com ele e inclusive perguntou se deveria fugir do país.

A troca de mensagens foi registrada em um relatório produzido pela Polícia Federal (PF) a pedido de André Mendonça, que também o tornou público. O material também registra menções a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Moraes contra-atacou e, também com base em um “relatório de inteligência” da Polícia Federal (PF) —este apontando métodos supostamente irregulares de Mendonça—, pediu que seu colega fosse investigado por abuso de autoridade.

Diante da escalada, Fachin determinou que o relatório contra Moraes deveria ser analisado pelo plenário da corte e pautou para a sessão da próxima terça-feira.

Gilmar pediu, em ofício, que também fosse colocado em pauta o relatório contra Mendonça, e que a sessão fosse adiada.

Fachin negou e disse que a “inclusão imediata em calendário importaria na submissão ao Plenário de matéria cuja instrução preliminar ainda não se encontra concluída, o que inviabiliza a apreciação simultânea”.

Vitória da Conquista
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Tráfico de Pernambuco para Bahia é desarticulado em Vitória da Conquista com grande apreensão Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Uma operação integrada entre a Rondesp Sudoeste e a Polícia Federal de Vitória da Conquista interceptou uma rota interestadual de tráfico de drogas e prendeu duas pessoas no início da tarde deste sábado (12). A ação conjunta desarticulou o esquema que transportava entorpecentes de Petrolina, em Pernambuco, para o município baiano, operado por uma organização criminosa de alcance nacional.

A investida policial teve início após investigações do setor de inteligência identificarem o desembarque de uma suspeita transportando o material ilícito. Na abordagem, as equipes confirmaram a carga de drogas e constataram que a mulher descumpria abertamente as regras do regime de prisão domiciliar.

Ela revelou que a entrega seria feita em um condomínio residencial da região. Ao chegarem ao endereço indicado, os agentes se depararam com um homem que tentou fugir assim que percebeu a presença das viaturas, mas acabou alcançado e detido. Nas buscas feitas dentro do imóvel, foram encontrados entorpecentes, balanças de precisão, insumos para o embalo das substâncias e uma arma de fogo.

As diligências continuaram em outros locais usados pelo grupo como entrepostos de armazenamento. Nesses endereços adicionais, a polícia localizou mais drogas, outro armamento e munições. No total, foram apreendidos 24 tabletes e 136 porções de maconha, 23 pacotes de skunk, oito tabletes de pasta base e três porções de cocaína, além de 378 comprimidos de êxtase.

O arsenal recolhido contava com uma pistola calibre .380 com numeração raspada, um revólver calibre .32 sem registro, 40 munições de ambos os calibres, três balanças digitais e um iPhone 17 Pro Max. Os dois presos e todo o material apreendido foram encaminhados ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) para o registro da ocorrência e adoção das medidas cabíveis.

Brasil
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PF encontrou lista com nomes de deputados e valores na churrasqueira de Ciro Nogueira Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) encontrou uma lista com nomes de deputados federais e possíveis valores em documentos resgatados da churrasqueira da residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), localizada no Lago Sul, em Brasília. A descoberta veio à tona com o fim do sigilo de peças do processo ligado ao Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decorrente dos desdobramentos da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em maio.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do parlamentar, os agentes federais flagraram o material no local. Uma funcionária do imóvel informou aos policiais que havia sido orientada pelo próprio senador a descartar o material na churrasqueira por se tratar de papeis antigos e sem serventia. O relatório da investigação aponta que as anotações passarão por uma análise contextualizada para apurar o exato teor das menções.

O documento apreendido trazia o cabeçalho "Câmara" e relacionava primeiros nomes a numerais que a corporação suspeita representarem quantias financeiras. No rascunho, constam registros como “Arthur, 40”, “Hugo, 10”, “Elmar, 10”, “Luizinho, 10”, “Adolfo, 10”, “Isnaldo, 10”, “Diego, 5”, “Altineu, 5” e “Netinho, 5”. Os investigadores destacaram que tais nomes indicam uma provável associação a parlamentares como Arthur Lira, Hugo Motta, Elmar Nascimento, Doutor Luizinho, Adolfo Viana e Isnaldo Bulhões, o que ainda carece de esclarecimentos formais no decorrer do inquérito.

Procurada para prestar esclarecimentos, a assessoria do deputado Arthur Lira (PP-AL) declarou que o parlamentar desconhece as anotações e não pode responder pelo registro. A equipe do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) informou que ele não iria se pronunciar. O deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) repudiou as ilações e classificou a anotação como apócrifa, afirmando que nunca manteve relação que justificasse a inclusão de seu nome no material. Os parlamentares Ciro Nogueira, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões não se manifestaram até a publicação do relatório.

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STF torna público contrato de R$ 129 milhões entre esposa de Alexandre de Moraes e o Banco Master Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou público no fim da noite desta quinta-feira (10) o contrato firmado entre a mulher do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci, e o Banco Master. As informações são do Metrópoles. O documento consta na investigação sobre a instituição financeira e teve o sigilo retirado após pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.O contrato, firmado em janeiro de 2024, previa implantação, acompanhamento e aprimoramento constante e continuado de programa de integridade (compliance); consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas polícias Federal e Civil e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e Cade; e processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário.

Pelos serviços, ficou firmado o pagamento de 36 parcelas de R$ 3 milhões líquidos, sendo R$ 3,64 milhões brutos.

Os repasses mensais foram efetuados regularmente a partir de fevereiro de 2024, totalizando 22 parcelas que somaram R$ 80,2 milhões pagos pelo Banco Master até o fim de 2025. Os pagamentos só foram interrompidos em novembro, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

No relatório tornado público por Mendonça no início da semana, a Polícia Federal detalha que o documento foi editado pelo ministro Alexandre de Moraes. Os metadados de arquivos extraídos do celular de Vorcaro indicam que um documento no formato Office 365 sofreu alterações registradas sob o usuário “Ministro Alexandre de Moraes” na noite de 15 de janeiro de 2024.

O escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro acessou e editou a versão final do contrato de prestação de serviços. Segundo a assessoria do escritório, a consulta ocorreu a pedido do próprio setor de compliance para verificar a existência de eventuais impedimentos legais para a contratação.

“Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados”, diz a nota.

Brumado
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Justiça Federal endurece regras para conter obras ilegais em terreiro de Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Justiça Federal determinou novas medidas para conter a realização de obras e ocupações na Fazenda Santa Inês, em Brumado, onde fica a Sociedade Floresta Sagrada do Alto do Xangô. O local, pertencente a uma comunidade tradicional de matriz africana, encontra-se sob embargo judicial desde 2021. A nova ordem, assinada em 8 de setembro de 2026, atende a requerimentos da comunidade com auxílio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF), reconhecendo o descumprimento contínuo de decisões anteriores.

Embora o embargo estivesse vigente, vistorias no imóvel registraram o uso de maquinário pesado, a remoção de sinalizações de alerta, escavações e a instalação de infraestruturas, como redes de água e novas edificações. Diante das irregularidades, o Judiciário fixou multa diária de R$ 5 mil para infratores e réus, autorizou o uso da Polícia Federal para a fiscalização da área e permitiu a apreensão de ferramentas, materiais e maquinários utilizados em intervenções não autorizadas.

A disputa territorial na Fazenda Santa Inês já se desdobra há mais de 15 anos, sendo marcada por relatos de conflitos, danos ambientais e intolerância religiosa. A atuação jurídica, iniciada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia em 2020, migrou para a esfera federal devido ao interesse da União no imóvel. Em meados de 2025, a Justiça Federal reconheceu a posse da comunidade sobre 11,6 hectares do terreno e a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) emitiu o Termo de Autorização de Uso Sustentável (Taus), reconhecendo o interesse público do espaço para a manutenção de práticas culturais e rituais.

As regras estabelecidas pela recente decisão atribuem responsabilidades diretas aos órgãos e concessionárias municipais e estaduais. O município de Brumado terá o prazo de cinco dias para reinstalar placas de aviso nos acessos da área, sob pena de multa de R$ 2 mil por dia, além de ter o dever de paralisar obras ilegais e aplicar sanções administrativas. Por sua vez, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) fica proibida de efetuar novas ligações ou expandir redes no perímetro embargado sem prévia autorização da Justiça.

Bahia
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Homem é investigado após gravar e postar vídeo estuprando mulher dopada Foto: Divulgação/PF

Um homem é investigado pela Polícia Federal por suspeita de estupro de vulnerável e compartilhamento de imagens de abuso sexual na internet. A PF deflagrou, nesta quinta-feira (10), a Operação Pelicot para cumprir um mandado de busca e apreensão em um município do Litoral Norte da Bahia.

Segundo a investigação, o homem teria dopado uma mulher para, posteriormente, registrar, gravar e divulgar imagens de atos sexuais praticados com ela. O conteúdo teria sido compartilhado na rede mundial de computadores.

A apuração teve início no primeiro semestre deste ano, após uma cooperação policial com o Federal Criminal Police Office (BKA), da Alemanha. A instituição alemã teria identificado imagens relacionadas à sedação de mulheres para posterior abuso sexual em uma rede de disseminação global de conteúdos entre abusadores.

A partir das informações recebidas, a equipe da Polícia Federal conseguiu identificar o homem que teria praticado as condutas investigadas.

O mandado de busca e apreensão foi autorizado pela Justiça Federal com o objetivo de recolher elementos que possam contribuir para a comprovação dos crimes e para o aprofundamento das investigações.

Justiça
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Dark Horse: André Mendonça determina investigação contra Flávio Bolsonaro Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada ainda em julho, mas foi divulgada nesta sexta-feira (11), após a queda do sigilo sobre o caso Master.

A investigação sobre Flávio foi pedida pela Polícia Federal (PF) e teve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo informações do O Globo, o despacho foi incluído ao inquérito principal do caso Master, mas a investigação focada em Flávio segue sob sigilo, indicando que PF segue realizando diligências. A corporação apura os supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

“A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro”, diz o documento judicial.

 Em seu despacho, Mendonça destaca: “Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”.

Em suas declarações, o presidenciável nega irregularidades e diz que todos os recursos do filme foram privados. Em maio, mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil mostram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões foram pagos, de acordo com planilhas apreendidas pela PF.

Desde então, Flávio reforça que não houve irregularidades envolvendo o filme. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, disse Flávio ainda nesta quinta-feira (10), em ato de campanha em Roraima.

A fala ocorreu logo após a Polícia Federal deflagrar, nesta quinta, a Operação Make Up relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que teve como alvos as ONGs de Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A ação foi determinada pelo ministro Flávio Dino.

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André Mendonça determina afastamento do diretor-geral e do chefe de Inteligência da PF Foto: MJSP/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão ordena a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF, além de proibir a produção ou compartilhamento de qualquer relatório de inteligência voltado a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública e da polícia judiciária.

No documento oficial do gabinete, o relator dos casos envolvendo o INSS e o Banco Master detalha que o próprio ministro vinha sendo submetido a um monitoramento ilícito e sistemático pela inteligência da PF há mais de 30 dias. Entre 3 e 31 de agosto, Rodrigues teria encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes ao menos seis relatórios de inteligência sigilosos no âmbito do Inquérito das Fake News. O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, também foi apontado como alvo de monitoramento e de coleta dirigida de informações pela corporação.

Segundo a decisão, os relatórios da PF especulavam que a atuação da AGU ao não recorrer de decisões nas operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero” buscava preservar uma “relação política com o relator”. A análise da PF justificava a coleta de dados alegando que o comportamento de Messias e Mendonça poderia ser explicado por possuírem "matriz religiosa comum" e apoio de igrejas evangélicas em suas candidaturas ao STF. O ministro André Mendonça classificou a ilação como “surreal” e “abjeta”, ressaltando ainda que os documentos eram apócrifos, sem timbre, assinatura ou numeração, o que os tornava um “nada jurídico”. Diante da gravidade dos fatos, o magistrado solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda hoje.

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Gilmar Mendes propõe proibir policiais e militares em gabinetes de ministros do STF Foto: Felipe Sampaio/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, formalizou uma proposta para proibir que policiais e militares possam atuar nos gabinetes dos ministros, como servidores cedidos. A ação foi enviada ao ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, neste sábado (5).

Segundo informações do G1, esta não seria a primeira vez que um projeto deste tipo foi apresentado no STF.   Mendes já havia apresentado ao presidente a ideia de proibir delegados da Polícia Federal (PF) nestas funções.

Na proposta formalizada, o ministro expande a proibição para outras forças policiais e militares. Estão abrangidas pela proposta: militares das Forças Armadas; Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; polícias civis dos estados; polícias militares e corpos de bombeiros militares dos estados; e polícias penais federal, estaduais e distrital.

A mudança é vista como fator que pode ampliar os embates e desgastes internos no Supremo já que, atualmente, dois delegados da PF assessoram o ministro André Mendonça, relator dos casos do INSS e do Banco Master; e outros dois também atuam no gabinete do ministro Alexandre de Moraes.

Ainda segundo o g1, o ministro Gilmar Mendes teria dito a interlocutores que os gabinetes de ministros do STF estariam se transformando em delegacias de polícia, com decisões de investigações passando a ser tomadas pelo tribunal, e não pela Polícia Federal.

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Fachin dá 5 dias para Mendonça e Gonet responderem acusação de Moraes Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (4) cinco dias de prazo para que o ministro André Mendonça, também da Corte, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestem-se sobre supostas irregularidades na condução do caso Master.

Tais irregularidades foram apontadas pelo também ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Para embasar suas afirmações, ele apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF), embora o documento não traga o cabeçalho da instituição ou a assinatura de algum delegado, como é de praxe para esse tipo de documento.

Moraes apontou atos que considera improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça, a quem acusa de ter direcionado a investigação do caso Master para atingi-lo.

No relatório apresentado por Moraes consta a sugestão de que Mendonça pudesse estar direcionando as investigações do caso Master para atingir desafetos políticos, incluindo o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O mesmo documento, contudo, diz que as afirmações são uma “análise de cenário” e também “sem valor probatório”. O relatório apócrifo foi tornado público pelo Supremo.

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Édson Fachin retira acusações contra André Mendonça do Inquérito das Fake News Foto: Divulgação/STF

O ministro Édson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar as acusações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça do inquérito das fake news, transferindo-as para outro procedimento.

Fachin unificou as acusações de ambos os ministros em um único processo e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestem sobre as alegações de Moraes em até cinco dias, com a PGR apresentando primeiro seu parecer.

Moraes solicitou a investigação de Mendonça por suposto abuso de poder e favorecimento político em casos relacionados ao Banco Master e fraudes no INSS, utilizando relatórios da Polícia Federal como base, embora esses documentos não tenham valor probatório.

O pedido ocorreu após Mendonça divulgar um relatório da Polícia Federal que mostrava comunicações entre Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sugerindo que o banqueiro tentava influenciar investigações.

Moraes acusa Mendonça de comprometer a imparcialidade judicial e direcionar investigações para incriminar alvos específicos, incluindo ele mesmo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Dessa forma, Fachin retirou o pedido de Moraes do inquérito das fake news e o submeteu à presidência do STF.

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André Mendonça pede afastamento de Alexandre de Moraes do STF Foto: Nelson Jr./STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, pediu ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes das funções de ministro. A informação foi confirmada pela jornalista Natura Nery, do Globonews, nesta quinta-feira (3).

O pedido foi feito em meio aos novos desdobramentos do caso Master. Na terça-feira (1°), Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF), feito por sua determinação, que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Já nesta quinta, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.

No momento, ambos os pedidos estariam “na mesa” da presidência da Suprema Corte que, até o momento, pediu que os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues se expliquem em 5 dias sobre investigações relacionadas ao Banco Master.

Vitória da Conquista
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Forças de segurança apreendem 255 kg de drogas em carreta na BR-116 em Vitória da Conquista Foto: Divulgação/PRF

Uma ação integrada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), por meio da Rondesp, e da Polícia Federal resultou na apreensão de mais de 255 kg de drogas e cigarros eletrônicos na manhã desta quinta-feira (3), em Vitória da Conquista.

A ocorrência foi registrada por volta de 5h40, durante fiscalização realizada na Unidade Operacional da PRF localizada no km 830 da BR-116. A ação fez parte das atividades da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), força-tarefa permanente que reúne órgãos de segurança pública para atuar de forma coordenada no enfrentamento às organizações criminosas e aos crimes de maior complexidade.

Na operação, as equipes abordaram uma carreta Iveco/Tector e iniciaram os procedimentos de inspeção no compartimento de cargas. Na vistoria, foram encontradas diversas embalagens plásticas e caixas de papelão ocultas entre mercadorias transportadas.

No interior dos volumes, os policiais localizaram aproximadamente 197,55 kg de maconha, 54,1 kg de cocaína e 3,6 kg de haxixe, totalizando cerca de 255,25 kg de entorpecentes. Também foram apreendidas 25 unidades de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos popularmente como cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no Brasil.

O veículo era conduzido por um homem que viajava acompanhado de seu filho adolescente. Diante da materialidade do crime e dos elementos constatados durante a fiscalização, o motorista foi preso em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e contrabando.

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