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#TranstornoDoEspectroAutista

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Palmas de Monte Alto
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Autista conquista direito histórico em colégio estadual de Palmas de Monte Alto Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A persistência de uma mãe em Palmas de Monte Alto, rompeu barreiras burocráticas e estabeleceu um marco para a educação inclusiva na região. Após meses de mobilização e recursos junto às autoridades, uma adolescente diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tornou-se a primeira aluna do Colégio Estadual de Tempo Integral Anísio Teixeira a ter o direito garantido de acompanhamento por um cuidador escolar especializado dentro da unidade de ensino.

Embora o suporte para estudantes com deficiência seja assegurado por legislações estaduais e federais, a realidade prática impôs obstáculos à família. De acordo com informações obtidas pelo jornalista Vilson Nunes, as aulas da rede estadual tiveram início em fevereiro, mas a falta de um profissional de apoio impediu que a jovem frequentasse o ambiente escolar regularmente por quase três meses. A situação de exclusão só foi revertida após a mãe, Erlândia Santos, conhecida como Bia, buscar o auxílio de lideranças locais e acionar o Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Em depoimento emocionante à Rádio Visão FM, Erlândia relatou o desgaste emocional provocado pela espera. “Como mãe, foi um período muito difícil, porque sabemos que inclusão não é apenas colocar a criança ou adolescente dentro da escola, mas oferecer condições reais para que ela permaneça, aprenda e se desenvolva com dignidade”, desabafou. Para ela, o retorno da filha à escola apenas em maio evidencia a lacuna entre o que diz a lei e o que é oferecido pelo Estado, obrigando famílias a recorrerem à Justiça para obter o básico.

O suporte especializado agora é realizado por Ana Paula Gomes, assistente terapêutica e estudante de Terapia Ocupacional. A profissional ressalta que o papel do acompanhante transcende a assistência física, atuando diretamente no suporte emocional e na mediação pedagógica para que o aluno se sinta seguro no ambiente escolar. Segundo Ana Paula, crianças e adolescentes no espectro autista dependem dessa estabilidade emocional para que o processo de aprendizagem e socialização ocorra de forma saudável e produtiva.

A conquista foi celebrada até mesmo pela gestão da unidade. O diretor do colégio, André Brandão, confirmou que este é um caso inédito na história da instituição e reconheceu que a mobilização materna foi o motor da mudança. Ele destacou que a iniciativa de Erlândia serve de exemplo para outras famílias, especialmente diante de um cenário em que a demanda por inclusão só cresce. Atualmente, o Colégio Anísio Teixeira possui 33 estudantes matriculados com laudos de deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento, o que reforça a urgência de novas políticas públicas e investimentos em profissionais de apoio na rede estadual.

Brumado
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Brumado: Palestra em Núcleo Especializado aborda seletividade alimentar dos autistas Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em Brumado, o Núcleo Especializado de Saúde promoveu na última semana uma palestra sobre seletividade alimentar nas pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (Tea). A ação celebrou o Dia Internacional de Conscientização do Autismo, datado do dia 2 de abril.

Ao site Achei Sudoeste, a coordenadora do núcleo, Cinara Moura, destacou que a palestra teve por objetivo mostrar aos pais como lidar com a seletividade alimentar nas crianças diagnosticadas com autismo.

Na oportunidade, a palestrante Érica Bento Silva explicou que a seletividade alimentar tem diversas causas e as famílias precisam estar atentas aos sinais que as crianças dão para iniciar o tratamento adequado. A ideia é evitar que a seletividade atinja um nível severo, prejudicando a nutrição da criança e/ou adolescente.

Segundo Silva, o açúcar age diretamente no cérebro, sendo considerada uma substância viciante. O ingrediente interfere no comportamento das crianças, promovendo maior agitação e inquietação se consumida de forma excessiva.

Como alerta, ela destacou que, se identificada a seletividade alimentar, as famílias devem procurar as terapias indicadas o mais breve possível. “Não desistam de buscar ajuda e o tratamento adequado”, salientou.

Guanambi
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SAC de Guanambi convoca idosos para retirada da CIN através do projeto cidadão 60+ Foto: Google Street View

Como parte da programação da 6ª edição do Projeto Cidadão 60+, o SAC de Guanambi realizará um atendimento exclusivo para idosos (a partir de 60 anos) no próximo sábado (11). O serviço oferecido é somente para retirada da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Regina Maura, gerente do SAC na regional de Guanambi, informou que a proposta é otimizar os atendimentos aos idosos, oferecendo acolhimento e atenção especial para esse público.

O atendimento será no período da manhã e precisa ser agendado previamente. A marcação deve ser feita através do call center: (71) 4020-5353 (ligação de celular) ou 0800 071 5353 (ligação de fixo). Segundo Maura, como o atendimento é pré-agendado, não há necessidade de formação de filas. “Basta chegar ao local no horário marcado”, orientou.

Ao todo, serão distribuídas 44 senhas durante a ação. O número pode ser estendido para até 55 atendimentos. Em Guanambi, a agenda já está aberta e a procura tem sido grande.

Vale salientar que a primeira via da CIN é gratuita e terá o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação. Para fazer o documento é necessário apresentar a certidão original em mãos de acordo com o estado civil. Caso a certidão esteja plastificada é preciso levar também uma cópia. A CIN permite incluir também condições de saúde, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiências auditiva, visual, física e intelectual; e até informações como tipo sanguíneo, fator RH e opção por ser doador de órgão.

Na capital e Região Metropolitana, 16 postos participam da ação. No interior são 19 unidades e ainda mais 42 Pontos SAC.

Brumado
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Brumado: Menino com autismo usa chave reserva para sair de casa e é resgatado pela PM Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na tarde deste domingo (05), uma criança com Transtorno do Espectro Autista (Tea) foi vista caminhando sozinha na Avenida Coronel Santos, no Bairro São Félix, em Brumado.

Segundo informou o 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), uma professora que passava pelo local reconheceu o menor e acionou o Centro Integrado de Comunicação (Cicom). Enquanto a guarnição não chegava, ela convenceu a criança a ficar por perto.

No local, os policiais identificaram o menor, realizaram o seu acolhimento e conseguiram entrar em contato com a mãe. Esta chegou ao encontro do filho pouco tempo depois, acompanhada do companheiro. Ambos relataram que o filho teria usado uma chave reserva para sair de casa sem autorização.

Após as devidas averiguações, a criança foi entregue à responsável legal e a ocorrência finalizada no local. A PM orientou as partes envolvidas sobre os cuidados necessários para evitar que esse tipo de situação se repita.

Saúde
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Bahia tem 4ª maior população diagnosticada com autismo no Brasil Foto: Reprodução/G1

A Bahia é o estado com a quarta maior população de pessoas diagnosticadas com o transtorno em todo o Brasil, com um contingente de 144.928 pessoas com autismo, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022. As informações são do G1.

Em todo o estado, Salvador é a cidade com o maior número de pessoas diagnosticadas com autismo, seguida por Feira de Santana e Vitória da Conquista — justamente os maiores municípios baianos.

Nesta quinta-feira (2), é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir informações, reduzir o preconceito e promover os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além da dificuldade para realizar o diagnóstico, pessoas com TEA enfrentam uma série de barreiras no dia a dia.

Conforme dados do IBGE, três em cada 10 pessoas diagnosticadas com autismo no estado, em 2022, eram crianças ou adolescentes de até 14 anos. Ainda segundo o instituto, adolescentes e crianças com autismo frequentavam menos a escola.

Em 2022, mais de 98% das pessoas com idade entre 6 e 14 anos estavam na escola, mas a proporção caía para cerca de 93% entre aquelas com o diagnóstico do TEA.

Apesar dos percalços, há meios disponíveis na rede pública de saúde do estado através dos quais é possível acessar assistência especializada para esta parte da população.

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