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Brasil
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Brasil tem 34 mil assassinatos e registra queda pelo 5º ano seguido Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Brasil registrou queda nos assassinatos pelo quinto ano seguido: foram 34.086 casos de mortes violentas em 2025, contra 38.374 em 2024.

Segundo os números computados até terça-feira (20) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve uma queda de 11%.

O número de 34.086 não inclui ainda os dados referentes ao mês de dezembro nos estados de São Paulo e Paraíba. Esses números não haviam entrado no sistema do governo federal até a publicação da reportagem, e não há prazo definido para isso.

Entre janeiro e novembro, São Paulo registrou em média 228 mortes violentas por mês. Na Paraíba, a média foi de 79 casos por mês. Se a média se mantiver em dezembro, seriam cerca de 300 casos a mais no balanço nacional. Ainda assim, haveria uma queda anual de 10,4%.

Entram na conta como mortes violentas os casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte. Os dados são enviados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública ao governo federal, responsável pela divulgação. As informações são do G1.

Bahia
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Bahia tem redução de 13,1% no número de mortes violentas em 2025, diz SSP Foto: Alan Dantas/SSP-BA

Com o trabalho integrado e de inteligência das Forças Estaduais da Segurança Pública, a Bahia registrou em 2025, a maior redução no número de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte dos últimos 19 anos. Os dados foram apresentados na manhã desta terça-feira (20), no Centro de Operações e Inteligência (COI).

No ano passado foram contabilizadas 3.884 ocorrências, 588 a menos que no ano de 2024, redução de 13,1%, segundo dados da Polícia Civil. Em 2025, foi o quarto ano consecutivo com a redução de mortes violentas no estado.

Brasil
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Brasil fica entre os 10 países mais violentos do mundo Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Brasil está entre os 10 países mais violentos do mundo, de acordo com o Índice de Conflito da instituição Armed Conflict Location & Event Data (Acled), divulgado na quinta-feira (11).

A Acled é uma organização sem fins lucrativos e independente que monitora, avalia e mapeia dados sobre conflitos e protestos. Ela recebe apoio financeiro do Fundo de Análise de Riscos Complexos da Organização das Nações Unidas (ONU).

O ranking analisa a intensidade dos conflitos em todos os países do mundo com base em quatro indicadores: letalidade, perigo para civis, difusão geográfica e número de grupos armados.

Veja a lista: Palestina, Mianmar, Síria, México, Nigéria, Equador, Brasil, Haiti, Sudão e Paquistão.

O levantamento lista as 50 nações com os níveis de violência mais severos e classifica a situação como extrema, de alta intensidade ou turbulenta. Os dados foram colhidos entre 1º de dezembro de 2024 e 28 de novembro de 2025.

Brasil está entre os países mais violentos do mundo; em outubro, Rio de Janeiro viveu cenário de guerra após uma operação nas comunidades do Alemão e da Penha.

Tanque Novo
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Município Seguro: Tanque Novo adere a projeto para redução de criminalidade Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) assinou, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Município de Tanque Novo para a implementação do projeto ‘Município Seguro’ que visa reduzir os índices de criminalidade no estado. O documento foi assinado pelo prefeito Paulo Ricardo Bonfim, o promotor de Justiça Rosiel Silva Santos e assessora jurídica de Tanque Novo, Débora Rafaela Batista. O acordo prevê a criação de um órgão responsável por executar os programas, ações e projetos de segurança pública do município, um projeto de lei ao Poder Legislativo Municipal para a composição do Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social visando uma atuação conjunta, coordenada, sistêmica e integrada, em articulação com a sociedade. Segundo dados do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social do MPBA (Ceosp), Tanque Novo é o primeiro território de identidade Sertão Produtivo, região que compreende os municípios baianos de forte identidade cultural, social e econômica, notadamente voltada para a mineração e energias alternativas, a firmar o TAC para o projeto Município Seguro. Outros dezessete municípios também assinaram o acordo. Além do TAC, o MPBA instaurou mais de 200 procedimentos administrativos para as cidades baianas regularizarem as situações em que foi constatado especialmente as inexistências do Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Fundo e Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, e a necessidade de integração do Município ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Brumado
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Brumado: Creas Chico Xavier endossa combate a violência contra a mulher Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Nesta segunda-feira (25), a psicóloga Gabriela Carvalho, do Creas Chico Xavier, utilizou a tribuna livre da Câmara de Vereadores de Brumado para falar sobre o combate à violência contra a mulher. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Carvalho disse que é essencial usar todos os espaços possíveis para falar sobre o tema, especialmente durante a campanha Agosto Lilás, quando é comum o número de denúncias aumentar na cidade. “Depois desse tipo de momento, as pessoas se encorajam e as denúncias explodem. As pessoas que estão com medo e intimidadas de alguma forma, ou que não tenham a informação sobre onde procurar ajuda, se aproveitam dessas informações e se encorajam”, afirmou. Segundo a psicóloga, no ano passado, foram registrados em Brumado 59 casos de violência doméstica. Neste ano, até o dia de hoje, foram contabilizados 20 casos. 

Brumado: Creas Chico Xavier endossa combate a violência contra a mulher Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Na cidade, de acordo com levantamento do Creas, as violências mais praticadas são a física e a psicológica. A profissional salientou que, apesar dos números, estamos diante de uma realidade oculta, em que há muitos casos subnotificados por medo de denunciar. “Queremos que as mulheres falem e procurem ajuda”, destacou. Carvalho acredita que a criação do Conselho Municipal da Mulher e a realização da Conferência Territorial da Mulher em Brumado dão visibilidade para a pauta e concedem protagonismo às mulheres nesse cenário. “Quanto mais as mulheres forem valorizadas e respeitadas, a sociedade vai ficando mais justa e igualitária. O objetivo é que as mulheres ocupem o mesmo nível de protagonismo dos homens”, defendeu. Para denunciar casos de violência doméstica, a população pode entrar em contato com o Creas pelo número (77) 99803-3032. O órgão fará todos os encaminhamentos necessários, inclusive com o acolhimento e proteção da vítima.

Palmas de Monte Alto
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Workshop no combate à violência contra as mulheres em Palmas de Monte Alto Foto: Vilson Nunes/Visão FM

Um workshop foi promovido na cidade de Palmas de Monte Alto no combate à violência contra a mulher. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a vereadora Bárbara Laranjeira (Avante) destacou que o município enfrenta enormes desafios quando o assunto é políticas públicas de assistência às mulheres. “Há uma quantidade muito grande de registros no município de violência doméstica e familiar. Isso nos deixa preocupados”, afirmou. Hoje, a cidade não possui nenhum conselho voltado para as mulheres. Para além disso, Laranjeira acredita que seja preciso ampliar o acesso à informação, garantir um atendimento humanizado e especializado às vítimas de violência, investir em programas que promovam a autonomia financeira da mulher e consolidar as políticas públicas para as mulheres. Apesar dos altos índices, ela avaliou que também há avanços importantes, como a própria realização desse workshop que, em sua visão, vai fortalecer toda rede de proteção por meio da assistência social, saúde e educação. Representando a Superintendência de Segurança das Mulheres, Major Alcilene apontou que, no âmbito da Polícia Militar, há um investimento na especialização e na qualificação dos seus servidores para atender e acompanhar mulheres que vivenciaram situações de violência e, na Polícia Civil, a instalação de núcleos especializados para avançar nas políticas públicas de espaços acolhedores para receber essas mulheres. “Além das instituições, precisamos do engajamento de todas as pessoas”, defendeu.

Brumado
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Brumado: Neam mobiliza campanha no combate à violência contra a mulher Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em alusão à campanha Agosto Lilás, dedicado à conscientização e combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, o Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) em Brumado prestou uma homenagem à Delegada de Polícia Civil da Bahia, Patrícia Neves Jackes Aires, vítima de feminicídio em agosto de 2024. Na unidade, os servidores reuniram-se em um momento de profundo respeito e solidariedade: foi feito um minuto de silêncio em sinal de luto e reverência. No local, uma faixa exibia a imagem da delegada Patrícia Jackes com a frase: nenhuma a menos. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a delegada Ellen Pierote, coordenadora do Neam em Brumado, ressaltou que a campanha é nacional e mobiliza toda sociedade. “Seu objetivo é divulgar mais amplamente e discutir o tema para dar maior visibilidade a esse tipo de violência contra a mulher, que é a violência doméstica e familiar”, apontou. A campanha acontece todos os anos no mês de agosto em alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha, celebrado em 07/08. Na Bahia, todos os aparatos da segurança pública e da rede de proteção se engajam nessa luta. A ideia da campanha, segundo Pierote, é que a mensagem chegue a todos os públicos, alertando que a violência doméstica é crime e que existem canais seguros para realização das denúncias e acolhimento das vítimas. A delegada ressaltou ainda que o combate à violência contra a mulher passa por três pilares: a prevenção, a proteção e a responsabilização. No município, segundo Pierote, o número de BOs (Boletins de Ocorrência) tem aumentado, assim como o número de reincidências nas ações violentas dentro do ambiente doméstico. Esse cenário revela a necessidade de mais campanhas preventivas e investimento em políticas públicas de proteção às mulheres. “O Agosto Lilás é mais que um mês de conscientização, é um chamado à ação da sociedade como um todo. A violência contra a mulher não é um problema individual, é um problema social que exige o envolvimento de toda comunidade”, ressaltou.

Brasil
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Brasil tem 17 denúncias de violência contra mulher por hora, diz ministério Foto: Divulgação

Nos primeiros sete meses deste ano, a Central de Atendimento à Mulher, do Ministério da Mulher, contabilizou 86.025 denúncias de violência. Ou seja, 16,91 denúncias por hora de janeiro a julho, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (7), data em que a Lei Marinha da Penha completa 19 anos. Em 47,6% dos casos, os suspeitos eram companheiros(as), esposos(as), e namorados(as), atuais ou ex-companheiros. A maior parte das vítimas é heterossexual (57,7%) e negra (44,3%). Entre os principais grupos de violência relatados em contextos de violência doméstica e familiar e relações íntimas de afeto, estão: Violência física (41,4%), Psicológica (27,9%) e Sexual (3,6%). Os dados mostram que o local de trabalho (1.354), casa de familiares (1.236) e estabelecimentos comerciais (1.164) são os locais mais denunciados como cenários de violência. A grande maior parte das denúncias acontece pela própria vítima (56 mil) e por pessoas anônimas (26.251). São Paulo é o estado com maior número de denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Macaúbas
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'Proteja-me': Macaúbas busca combater violência contra mulheres e adolescentes Foto: João Jesus/Macaúbas FM/Achei Sudoeste

Uma audiência pública foi realizada em Macaúbas nesta segunda-feira (21) para discutir as ações de combate à violência contra mulheres e o abuso sexual de crianças e adolescentes na cidade. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste  no Ar, Karina Ricardo, presidente da comissão que combate a violência contra mulheres e adolescentes da comarca local, afirmou que a audiência foi um sucesso. “Conseguimos alcançar aquilo que almejávamos, que é convocar a população macaubense para participar junto conosco desse trabalho de prevenção e combate à violência contra mulheres e o abuso sexual de crianças e adolescentes”, declarou. Segundo Ricardo, o objetivo da comissão, formada no ano passado por iniciativa do Ministério Público, era montar o projeto “Proteja-me” e mostrar para sociedade os caminhos e dados relacionados à temática no município. Através da proposta, a gestão pública, o Conselho Tutelar, o Conselho dos Direitos das Crianças e Adolescentes e o Conselho da Mulher se uniram para traçar estratégias e ações no combate e prevenção a essas violências. “Vamos trabalhar nas escolas, na saúde, na assistência social e na cultura para que possamos minimizar, cada vez mais, esses índices, que, infelizmente, são muito altos no município”, salientou. A ideia é atuar em rede, inclusive com o Judiciário, para mudar a realidade de Macaúbas nesse aspecto.

Bahia
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Salvador: Mulher é vítima de bala perdida enquanto estendia pano de prato Foto: Reprodução/G1

Uma doméstica de 47 anos foi vítima de bala perdida durante uma ação policial no domingo (18), no bairro da Fazenda Grande do Retiro, em Salvador. As informações são do G1. Segundo a família dela, a mulher estendia um pano de prato em um varal, dentro de casa, quando foi atingida. A vítima foi baleada no tórax e o projétil saiu pelas costas. Ela foi socorrida pelos policiais militares e levada para o Hospital Ernesto Simões, onde foi atendida e já recebeu alta hospitalar. A casa da mulher fica localizada na Travessa 1° de Maio. A Polícia Militar informou que os homens armados fugiram após o confronto. Drogas foram apreendidas.

Brasil
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Violência matou 45,7 mil no Brasil em 2023 Foto: Fernanda Frazão/Agência Brasil

No ano de 2023, a violência matou 45.747 pessoas no Brasil, uma média de 125 mortes por dia. O número, entretanto, registra uma pequena redução em relação ao ano anterior quando foram contabilizadas 46.409 mortes violentas. O dado faz parte do Atlas da Violência 2025, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao governo federal, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), uma organização sem fins lucrativos. O estudo faz comparativos desde 2013, quando o número de mortes chegou a 57.396. Ou seja, de lá para cá, houve redução de 20,3% na quantidade de homicídios. O ano com mais casos foi 2017, com 65.602 homicídios. O menor, 2019, registrou 45.503 mortes. Na comparação com o ano que registrou mais casos, a queda em 2023 é de aproximadamente 30%. Os dados do Atlas da Violência são coletados de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela contagem da população, e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Brumado
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Polícia Militar é alvo de ataque durante patrulhamento em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Por volta de 19h30 desta segunda-feira (21), guarnições do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) faziam rondas no Bairro Irmã Dulce, em Brumado, quando ouviu vários disparos de arma de fogo. Logo depois, vários moradores começaram a correr. As guarnições iniciaram patrulhamento próximo a uma área de mata, onde homens atiraram contra os policiais. Segundo informou o 24º BPM ao site Achei Sudoeste, com o intuito de se defender, a PM disparou de volta, porém, devido à baixa luminosidade e ao matagal, não foi possível progredir com o confronto. Moradores relataram que ataques desse tipo estão acontecendo de forma recorrente, pois integrantes de uma facção criminosa estariam tentando invadir a localidade. Um indivíduo, identificado como Pedro Henrique dos Santos Sena, mais conhecido como “Pedim Galego de Brumado” ou “Meia-Noite”, seria o responsável por liderar os ataques. Ele pertence ao baralho do crime, sendo um dos homens mais procurados da Bahia. As guarnições continuam em rondas com o objetivo de capturar os indivíduos envolvidos no ataque.

Educação
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Em dez anos, número de vítimas de violência escolar cresceu 2,5 vezes Foto: Antonio Queirós/GOVBA

O número de vítimas de violência escolar no Brasil cresceu 254% no período de 2013 a 2023, segundo levantamento feito pela Revista Pesquisa Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Dados do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) indicam que em 2013 foram registradas 3,7 mil vítimas de violência nas escolas, número que subiu para 13,1 mil, em 2023. Os dados englobam estudantes, professores e outros membros da comunidade escolar. Entre as ocorrências, 2,2 mil casos envolveram violência autoprovocada (automutilação, autopunição, ideação suicida, tentativas de suicídio e suicídios), tipo de agressão que aumentou 95 vezes no período avaliado. De acordo com a fundação, o Ministério da Educação (MEC) reconhece quatro tipos de violência que afetam a comunidade escolar: agressões extremas, com ataques premeditados e letais; situações de violência interpessoal, envolvendo hostilidades e discriminação entre alunos e professores; bullying, quando ocorrem intimidações físicas, verbais ou psicológicas repetitivas; violência institucional, que engloba práticas excludentes por parte da escola, por exemplo, quando o material didático utilizado em sala de aula desconsidera questões de diversidade racial e de gênero. O MEC também identifica os problemas abrangendo o entorno da instituição, como tráfico de drogas, tiroteios e assaltos. De acordo com o levantamento, entre as causas do aumento da violência escolar estão a desvalorização da atividade docente no imaginário coletivo, a relativização de discursos de ódio, e o despreparo de secretarias de Educação para lidar com conflitos derivados de situações de racismo e misoginia.

Brasil
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Presidente do STF diz que país vive 'epidemia de violência doméstica' Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, disse nesta quarta-feira (12) que o Brasil vive uma “epidemia de violência doméstica”. A declaração de Barroso foi feita na abertura da sessão do Supremo. Em discurso em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último sábado (8), o ministro citou os números da violência contra a mulher no país e disse que eles precisam ser enfrentados. “Ainda temos uma epidemia de violência doméstica e de violência sexual contra as mulheres e precisamos enfrentar”, afirmou o ministro. Barroso também criticou o “machismo estrutural” na sociedade brasileira. “O machismo estrutural impõe às mulheres duas grandes dificuldades. Uma divisão sexual do trabalho e um teto de vidro. Uma sociedade em que as mulheres gastam por dia quase três horas a mais que os homens, porque a elas cabem as tarefas de cuidado da família, dos filhos e dos idosos, geralmente, um trabalho não remunerado. O teto de vidro se manifesta nas restrições invisíveis que se impõem às mulheres”, completou. Na terça-feira (11), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que o número de casos de feminicídio julgados em quatro anos aumentou 225%. Conforme o levantamento, o crescimento apresentou a seguinte evolução de processos julgados: 2020 (3.375); 2021 (5.351); 2022 (6.989); 2023 (8.863) e 2024 (10.991). As informações são da Agência Brasil.

Brasil
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Brasil teve 38 mil assassinatos em 2024, aponta Ministério da Justiça Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em 2024, o Brasil registrou 38.075 pessoas assassinadas, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgados nesta sexta-feira (17). Por dia, 104 pessoas foram vítimas, uma redução de cerca de 7% em relação ao ano passado, quando 40.768 casos foram registrados. Os números são do Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp), que recebe as ocorrências das secretarias estaduais de segurança de cada estado. A pasta ressalva que o Rio de Janeiro não enviou os dados e Alagoas, Roraima e São Paulo não divulgou os números completos. O levantamento feito pela CNN considera os casos de feminicídio, homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte no ano passado. A grande maioria das vítimas são homens, que correspondem a mais de 33 mil das mortes. Entre os estados com dados disponíveis, Bahia lidera com o maior número de assassinatos, com 4.480. Na sequência, estão Pernambuco (3.402), Ceará (3.272), Rio de Janeiro (3.128) e Minas Gerais (3.042). O mês de março foi o com maior número de mortes: 3.483. No ano passado, a taxa de assassinatos e cada 100 mil habitantes foi de 17,91. Apenas nos casos de feminicídio, foram 1.400 casos no ano — cerca de 4 mortes por dia. O estado de São Paulo liderou o número de casos com 229 vítimas.

Mundo
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ONU: 140 mulheres são vítimas de feminicídio por dia no mundo Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em 2023, 85 mil mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em todo o mundo, sendo que 60% desses homicídios foram cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família. O índice equivale a 140 mulheres e meninas mortas todos os dias ou uma a cada dez minutos. As informações são da Agência Brasil. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25), Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, pela ONU Mulheres e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). De acordo com o relatório Feminicídios em 2023: Estimativas Globais de Feminicídios por Parceiro Íntimo ou Membro da Família, o continente africano registrou as maiores taxas de feminicídios relacionados a parceiros íntimos e familiares, seguido pelas Américas e pela Oceania. Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres assassinadas em ambiente doméstico (64% e 58%, respectivamente) foram vítimas de parceiros íntimos, enquanto, em outras regiões, os principais agressores foram membros da família. “Mulheres e meninas em todo o mundo continuam a ser afetadas por essa forma extrema de violência baseada no gênero e nenhuma região está excluída”, destacou o relatório. “Além do assassinato de mulheres e meninas por parceiros íntimos ou outros membros da família, existem outras formas de feminicídio”, alertou a publicação, ao citar que essas demais formas representaram mais 5% de todos os homicídios cometidos contra mulheres em 2023. “Apesar dos esforços feitos por diversos países para prevenir os feminicídios, eles continuam a registar níveis alarmantemente elevados. São, frequentemente, o culminar de episódios repetidos de violência baseada no gênero, o que significa que são evitáveis por meio de intervenções oportunas e eficazes”, concluiu o documento.

Brumado
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Agosto Lilás: Creas aponta índice elevado de violência contra a mulher em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Criado por meio da Lei nº 14.448/2022, o Agosto Lilás é uma campanha que objetiva instruir a população sobre como identificar e reagir a casos de violência contra a mulher. Em Brumado, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) tem feito diversas ações como parte da programação da campanha. Ao site Achei Sudoeste, o coordenador do Creas, Rodrigo Caires, destacou que o órgão e as demais autoridades de proteção aos direitos das mulheres estão se mobilizando através de palestras, eventos educativos e distribuição de materiais informativos com o intuito de empoderar as mulheres e sensibilizar à sociedade acerca da importância do respeito e da igualdade. A psicóloga Flávia Meira apontou que em Brumado há um grande número de mulheres que sofrem com violência doméstica e o Creas busca, por meio da escuta, fortalecer essas mulheres e incentivá-las a denunciar. “Nosso papel é fortalecer as vítimas para que elas denunciem e acabem com esse ciclo. A violência não é só a física, temos a violência psicológica, moral, patrimonial... As sequelas são muitas e podem se perpetuar pela vida toda da mulher”, alertou. Segundo Meira, as mulheres devem estar atentas aos sinais da violência doméstica para evitar consequências mais graves. Estes incluem xingamentos, agressões verbais, ameaças e a violência física.

Poções
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Capacitação para o enfrentamento à violência de gênero em Poções Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Nesta segunda-feira (26), a 79ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em parceria com o Centro de Apoio às Mulheres Vítimas de Violência (CAMVI), promoveu uma capacitação voltada para o enfrentamento das ocorrências de violência de gênero em Poções. Durante o encontro, os policiais tiveram a oportunidade de se aprofundar em temas como sensibilização de gênero, acolhimento adequado às vítimas e a importância de uma abordagem empática e respeitosa. Também foram discutidas estratégias de intervenção e resolução pacífica de conflitos, essenciais para minimizar riscos e prevenir a reincidência da violência. A capacitação contou com a presença da Coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres (SUPEV), Ana Clara Auto, acompanhada de Ana Carine, Coordenadora do CAMVI, da vereadora Larissa Laranjeira e da assistente social Cristiane Carvalho. Segundo a comandante da 79ª CIPM, Major Paula Fagundes, capacitar continuamente os policiais é fundamental para garantir um atendimento cada vez mais humanizado e eficaz

Brasil
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Lei Maria da Penha faz 18 anos, mas violência contra mulher cresce

A Lei Maria da Penha, considerada um marco na defesa dos direitos das mulheres, completa 18 anos nesta quarta-feira (7). Apesar dos avanços na legislação, reconhecidos por especialistas, a opressão às mulheres ainda é um dos principais problemas sociais do país. A violência contra a mulher — na contramão de outros tipos de violência na sociedade — só vem aumentando. A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, tem como objetivo combater a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Ela é nomeada em homenagem à farmacêutica Maria da Penha, que sofreu tentativa de homicídio por parte de seu marido. A lei estabelece medidas para proteger as vítimas, como a criação de juizados especiais de violência doméstica, a concessão de medidas protetivas de urgência e a garantia de assistência às vítimas. Na maioridade da Lei Maria da Penha, o G1 ouviu técnicos do governo e especialistas para buscar entender as razões pelas quais o país trata tão mal suas mulheres. Para começar a entender o cenário, estatísticas oficiais mostram que o Ligue 180, serviço do governo federal para captar denúncias de violência contra a mulher, vem registrando aumento de ocorrências ano após ano. Em 2021, foram 82.872 denúncias, em 2022, foram 87.794 denúncias, em 2023, foram 114.848 denúncias. No primeiro semestre de 2024, também já pode ser verificado um crescimento nos números em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério das Mulheres. Os números ainda serão consolidados. Além disso, dados divulgados em julho no 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostraram números preocupantes em relação à violência contra a mulher. Em 2023, o número de estupros no país cresceu 6,5% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram 83.988 casos registrados, o que representa um estupro a cada 6 minutos no Brasil. O número representa o maior número da série histórica, que começou em 2011, e as maiores vítimas do crime no país são meninas negras de até 13 anos. Os dados crescem na contramão de outros índices de violência, como o de mortes violentas intencionais, que caiu em 2023.

Livramento de Nossa Senhora
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46ª CIPM apresenta redução significativa nos índices criminais do 1º semestre do ano Foto: Kauê Souza/Achei Sudoeste

A 46ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), com sede em Livramento de Nossa Senhora, apresentou uma significativa redução nos índices criminais em sua área de atuação no primeiro semestre de 2024, comparando ao mesmo período de 2023. De acordo com a 46ªCIPM, houve uma redução de 75% nos casos de homicídios, 62,5% nas tentativas de homicídio, 100% nos crimes de estupro e de 25,7% nos crimes de Maria da Penha. O Major Wagner Rocha destacou o compromisso e trabalho árduo dos policiais da unidade. “As ações preventivas de segurança em Livramento de Nossa Senhora e região mostraram resultados impressionantes, refletindo diretamente na segurança e bem-estar da nossa população. Continuaremos firmes em nossa missão de servir e proteger, sempre buscando melhorias para garantir a tranquilidade de todos”, afirmou.

Bahia
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Bahia tem a maior taxa de homicídios de jovens do país Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia é o estado mais violento para os jovens, segundo o Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira (18). Somente em 2022, foram registrados 4.030 homicídios de jovens entre 15 e 29 anos. O estado tem a maior taxa de homicídios do país, com 117,7 mortes para cada 100 mil habitantes. Comparando o período entre 2017 e 2022, houve uma redução de 10,9% de homicídios nesta faixa etária. Atrás da Bahia aparecem os estados do Amapá (90,2) e Amazonas (86,9). No Brasil, na comparação de 2022 com o ano anterior, a taxa de homicídios registrados a cada 100 mil jovens passou de 49,0 para 46,6, indicando redução de 4,9%. Segundo o Atlas, há uma diferença de 1.000% entre o estado mais violento e o menos violento. São Paulo tem taxa de 10,8 homicídios entre jovens. Depois, aparecem Santa Catarina (13,3) e Distrito Federal (19,3).

Brasil
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Pesquisa mostra aumento da violência contra idosos no país Foto: Divulgação

As ocorrências de agressões contra idosos tiveram aumento de quase 50 mil casos em 2023 na comparação com o ano anterior. As informações são da Agência Brasil. De 2020 a 2023, as denúncias notificadas chegaram a 408.395 mil, das quais 21,6% ocorreram em 2020, 19,8% em 2021, 23,5% em 2022 e 35,1% no ano seguinte. Os números fazem parte da pesquisa Denúncias de Violência ao Idoso no Período de 2020 a 2023 na Perspectiva Bioética. A pesquisa resultou em artigo publicado em parceria pelas professoras Alessandra Camacho, da Escola de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado da UFF, e Célia Caldas, da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Para traçar o perfil dos idosos, foram analisadas diversas variáveis além da faixa etária, como região do país, raça e cor, sexo, grau de instrução, relação entre suspeito e vítima, e o contexto em que a violação ocorreu. O estudo analisou informações disponíveis no Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, com base em denúncias de violência registradas de 2020 a 2023, de casos suspeitos ou confirmados contra pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Foram excluídas duplicatas de notificações referentes à mesma ocorrência.

Brumado
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Brumado é a segunda cidade com a menor taxa de crimes violentos no sudoeste baiano Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) publicados no último sábado (09), a Bahia registrou no segundo semestre de 2023 uma diminuição nos índices dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). O levantamento mostra que, entre as dez Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp), o sudoeste baiano se destacou como a região mais segura, com a menor taxa de CVLIs: apenas 8,8 crimes por 100 mil habitantes. Na região sudoeste, Brumado aparece em segundo lugar como a cidade mais segura, com a segunda menor taxa de CVLIs. Ao todo, são 5,5 crimes por 100 mil habitantes. Apesar de ter registrado um aumento de 66,67% no número de CVLIs em comparação com o mesmo período de 2022, passando de 12 para 20 crimes, Brumado ainda possui o índice mais baixo da região.

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Equipes que reduziram mortes violentas receberão PDP com 35% de acréscimo na Bahia Foto: Kelly Hosana/SSP-BA

Policiais civis e militares e agentes do Departamento de Polícia Técnica que atuaram na redução das mortes violentas no primeiro semestre de 2023 receberão o Prêmio por Desempenho Policial (PDP) com 35% de acréscimo. O aumento fez parte de um pacote de reestruturação da Segurança Pública que foi votado e aprovado. O Governo do Estado publicou na edição do Diário Oficial, desta quinta-feira (7), as regras para a concessão do prêmio. O PDP é uma forma de estimular, reconhecer e valorizar o desempenho dos servidores no combate ao crime. A Bahia apresentou nos seis primeiros meses deste ano uma diminuição de 4% dos assassinatos, na comparação com o mesmo período de 2022. As unidades policiais que nas suas áreas de atuação alcançaram redução de 6% (meta estipulada) receberão o maior valor. Ganharão prêmios menores os efetivos lotados em unidades da PM, PC e DPT que conseguiram reduções equivalentes a 50% e 20% da meta estipulada. Criado em 2011, o Governo do Estado já pagou através do PDP cerca de R$ 322 milhões para 256 mil policiais que diminuíram as mortes violentas nas suas respectivas áreas. Entre 2016 e 2022, os assassinatos recuaram 22,5% na Bahia.

Bahia
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Mata de São João onde nove foram encontrados mortos é destino turístico na Bahia Foto: Camila Marinho/TV Bahia

Com praias paradisíacas, a cidade de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, é um destino turístico na Bahia. Apesar de ser bastante conhecido pelos distritos de Praia do Forte e Imbassaí, o município também tem uma vasta área rural, longe das praias e da badalação. De acordo com o G1, foi nesta região que nove pessoas foram encontradas mortas nesta segunda-feira (28). A cidade tem quase 47 mil habitantes, mas o local onde as vítimas foram achadas, a seis quilômetros da sede de Mata de São João, ainda é pouco habitado. Conhecida como Portal do Lunda, a área fica na Colônia Juscelino Kubitschek, uma região que foi povoada por japoneses que vieram para o Brasil alguns anos após a Segunda Guerra Mundial. Ao longo dos anos, os japoneses saíram da colônia em direção à sede do município e à capital do estado, Salvador. Segundo a assessoria de Mata de São João, os matenses, pessoas que nascem no município, estão em sua maioria na zona rural. No crime desta segunda-feira, duas vítimas foram mortas a tiros, e as outras sete tiveram os corpos carbonizados — entre elas, crianças. Um adolescente de 12 anos foi o único sobrevivente e está internado com mais de 50% do corpo queimado. Ele estava consciente quando foi socorrido e prestou depoimento à polícia. O conteúdo do depoimento não foi divulgado. Ainda não há informações sobre quem são as vítimas, nem sobre a autoria e motivação do crime. De acordo com a assessoria da prefeitura, a cidade costumava ser pacata, especialmente a zona rural. Em 2011, houve uma onda de violência na região e, na época, os corpos de três adolescentes foram encontrados com marcas de tiros em uma localidade conhecida como Vinte Mil. Nos anos seguintes, o local voltou a ter a tranquilidade de antes, até que em 2023 fazendeiros com propriedades na zona rural perceberam movimentações estranhas na região. De acordo com a prefeitura, eles relataram que pessoas desconhecidas estavam circulando armadas pela localidade.

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