Com previsão de colapso de água em Cristalândia, vereadora move ação contra Embasa no MPE

30 Out 2017 - 09:00h

A vereadora Lia Teixeira (PDT) entrou com uma representação no Ministério Público Estadual (MPE) contra a Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa). Segundo ela, a estatal não tem obedecido a lei ambiental de realizar constantemente a descarga ecológica na Barragem de Cristalândia a fim de manter a perenidade do Rio das Contas. Ainda de acordo com a vereadora, já se passaram meses desde que a Embasa cortou o fluxo do rio por não realizar mais a manobra de descarga, a qual tinha uma vazão de 220 litros de água por segundo, mantendo o rio perene em seu curso e preservando a fauna e a flora da região. Sem a descarga, os moradores do Distrito de Cristalândia vão passar por uma calamidade devido à falta d’água. Isso porque a água que descia da barragem abastecia um barramento menor que supria o distrito com água bruta. A situação aconteceu no mesmo período do ano passado, quando foi registrado um aumento considerável de consumo na sede de Brumado e Malhada de Pedras, o que criou dificuldades para a empresa no que se refere ao atendimento da demanda de abastecimento. Para aumentar a vazão para as estações de tratamento, na ocasião, a Embasa cortou o fluxo do Rio das Contas por interromper a descarga ecológica. A vereadora disse em entrevista ao site Achei Sudoeste que a prevista calamidade de água no distrito afetará a educação e a saúde na localidade, uma vez que, sem o precioso líquido, a unidade escolar não poderá receber os 600 alunos da rede municipal de ensino e da mesma forma ocorrerá com a unidade básica de saúde, que não poderá atender os moradores da região. A vereadora disse ainda que buscou contato com o escritório regional da Embasa em Caetité para tratar do assunto, porém foi informada que a gerência regional não tem autonomia para liberar a descarga ecológica, pois depende de uma ordem superior da empresa. 

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