Em nota pública, o Colegiado do Curso de Direito da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus XII, manifestou irrestrito repúdio ao ato de intolerância religiosa perpetrado contra o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, sediado em Guanambi. O local foi alvo de pichação de signos e símbolos nazistas na fachada frontal, ocorrida na manhã do dia 20/04.
Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o advogado Eunadson Donato, coordenador do referido colegiado, destacou que a entidade religiosa possui quase 100 anos de existência na cidade, onde atua com grande relevo histórico. Para o advogado, a conduta em questão constitui gravíssima violação ao ordenamento jurídico brasileiro. “É um fato que foge à normalidade, que é a prática de crimes contra o patrimônio e de ataques voltados para o racismo religioso, com elementos de símbolos nazistas. Não podemos ver uma situação dessa e passar ao largo. Partimos para fazer uma defesa intransigente e buscar soluções”, declarou.
Donato informou que já esteve presente na Delegacia Territorial de Guanambi para acompanhar o caso de perto. Segundo ele, o delegado Jean Carlo empreendeu diligências policiais, chegando a identificar um indivíduo suspeito. “Todos os fatos criminosos estão sendo apurados. Acredito que em breve haverá uma atuação específica e cirúrgica para prender os envolvidos que estão perseguindo o centro espírita. Não vamos ficar inertes enquanto isso não acontecer”, garantiu.
Os danos ao Centro de Umbanda passaram a ocorrer de maneira contínua e o advogado também procurou o prefeito Arnaldo Azevedo e o secretário municipal de cultura, Diego Pi, a fim de discutir a possibilidade de apoio logístico à entidade religiosa. “Sabemos que o Estado, inclusive na esfera municipal, é laico, não se entrelaça com aspectos religiosos. Contudo, estamos diante de um patrimônio histórico local, de muita importância para Guanambi e o poder público não pode passar ao largo disso”, asseverou.
O advogado assegurou que a Uneb vai atuar de maneira efetiva para garantir a segurança da entidade. “Podem ficar tranquilos”, finalizou.