Rio de Contas

Celebrações de Corpus Christi movimentam turismo religioso em Rio de Contas

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Celebrações de Corpus Christi movimentam turismo religioso em Rio de Contas Foto: Tatiana Azeviche/Setur-BA

“Adoro festa cristã. Meus amigos de Salvador sempre me falaram desse festejo, que realmente é muito bonito e emocionante. Estou aqui desde as cinco da manhã, conhecendo cada detalhe. Além da parte religiosa, pretendo aproveitar para conhecer a cidade, suas famosas cachoeiras e as comunidades quilombolas”. O depoimento da executiva mineira Ana Paula Brito, 51 anos, foi dado nesta quinta-feira (30), em Rio de Contas, na Chapada Diamantina, durante as celebrações de Corpus Christi. Com três séculos de história e considerada uma das mais antigas tradições do turismo religioso católico da Bahia, a Festa do Santíssimo Sacramento, padroeiro de Rio de Contas, atraiu visitantes de diversos municípios da Chapada e de outros estados. A programação começou, no último dia 21, tendo como destaque a “Noite das Lanternas”, na quarta-feira (29), quando todas as luzes da cidade foram apagadas e substituídas pela iluminação de lanternas feitas pelos moradores. As casas ganharam decoração especial e as ruas, tapetes coloridos simbolizando a fé cristã, feitos com palha de arroz, serragem, areia e cal. Nesta quinta-feira (30), foi celebrada a missa campal, pelo bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, dom Vicente de Paula Ferreira, seguida de procissão, com a participação de 10 mil fiéis.  “Rio de Contas nos remonta ao século XVII e cultiva os valores históricos do nosso povo. Uma cidade com grande tradição religiosa, mas que também oferece aos visitantes momentos de passeio e descanso. A festa é um importante atrativo no calendário do turismo religioso, um encontro de muitas comunidades e de convivência entre irmãos”, ressaltou o bispo. “É uma festa que acontece num sítio histórico já tombado pelo Iphan e que traz visibilidade ao importante conjunto urbanístico do município. Recebemos o pedido de tombamento da festa, embora aqui já exista uma consciência coletiva, natural e espontânea, de que esse bem é um patrimônio da cidade”, pontuou o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (Iphan), Hermano Guanais. “Essa é a principal festa do calendário de eventos da cidade. Para nós, que trabalhamos no ramo da hotelaria, é a alta estação, onde triplicamos a movimentação. Todos os hotéis e pousadas estão com 100% de ocupação, há pelo menos dez dias”, destacou César Maia, proprietário de uma pousada no município.

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